Rosa é a cor mais quente

Raoni ï Yara é a herdeira Uiyara, uma boto-cor-de-rosa das lendas e nova líder da organização mais poderosa dentro da sociedade mágica brasileira. Apesar de toda a poderosa linhagem de botos mágicos ser de homens, Raoni nasceu menina, uma abominação da natureza! Por isso, a bebê foi nomeada e criada como um garoto, seu verdadeiro gênero escondido a sete chaves como um segredo mortal. Depois do assassinato de seu pai, Raoni deverá manter a frágil relação de equilíbrio dos seres mágicos com os humanos. Assim, ela está prestes a ingressar no ensino superior, em um dos poucos internatos do Brasil. Poderá Raoni ser a líder que foi criada para ser, enquanto esconde, sob uma espessa máscara de arrogância, seu segredo? É cercada por inimigos que Raoni descobrirá que o amor pode vir de onde menos se espera...
Yuuki Alecardia

Sinopse

Notas adicionais

Escrito por
Yuuki Alecardia


Classificação 16+
Livro concluído
Publicado em 1 de out. de 2024 11:16
Atualizado em 31 de out. de 2024 17:27
3102 palavras

teffy-chan
Essa é uma história que mescla romance escolar com a importância do meio ambiente. Ao mesmo tempo em que nos divertimos e damos risada com os protagonistas, também refletimos sobre o impacto que as ações dos vilões da história podem causar no meio ambiente, seja poluindo os mares ou queimando florestas, visto que os protagonistas residem na natureza.
A história oferece tanto diversão quanto aprendizado, venha dar uma conferida!
Shalashaska
A gente acha que sabe de figuras essencialmente brasileiras como a Iara ou o Boto, mas aqui vai uma história que traz tudo isso (e muito mais!) com um frescor diferente que você não vai saber explicar até experimentar. Digo isso com tranquilidade, que é uma sede que você não sabe que tem até saciá-la, coisa que experimentei no passado quando assisti Festa Junina em um desenho infantil pela primeira vez. Aqui, experimentei essa sensação de novo: Conhecer Raoni foi simplesmente incrível e o que dizer de Tatá? São figuras familiares e que voltaram de um jeito novo e tão perfeito. Recomendo para todos que queiram ler um enredo bom e recheado de outros tópicos fundamentais, como questões de gênero, amizade e meio ambiente.
WilliamToricelli
De todas as histórias que exploram a cultura nacional, o folclore e a rica ancestralidade presente nas comunidades indígenas essa é a que mais se destaca. Com um universo fantástico e repleto de vida, a autora não só revive seres do imaginário popular, mas também incorpora os traços linguísticos e culturais desses povos, adicionando autenticidade e respeito ao enredo.

O grande diferencial é a maneira como a narrativa combina modernidade e tradição, mantendo um tom contemporâneo enquanto honra as raízes profundas da cultura indígena. Esse equilíbrio cria uma leitura fluida e envolvente, que conecta o leitor diretamente às histórias e aos mitos ancestrais. É uma obra que não só encanta, mas também educa e desperta uma nova apreciação pela diversidade cultural do Brasil. Uma leitura imprescindível para quem busca uma conexão mais profunda com nossas raízes.
MaryDuda2000
Não julgar um livro pela capa (ou quantidade de palavras) é algo que combina muito com a essência de "Rosa é a cor mais quente". Com referências a cultura indígena, abordagem folclórica e críticas sociais e ambientais, somos apresentados a Raoni e seus desafios como mulher, líder dos botos. Ela é aquele elo espantoso aos olhos tradicionais, porém extremamente necessário, afinal a natureza é sábia, não a criaria sem motivo. Com ótimos personagens e uma narrativa assertiva e envolvente, a autora trabalha questões de identidade, poder, dever, gênero, meio ambiente, amizade e romance sem esquecer o encontro de ancestralidade e modernidade. Essa não é apenas uma história cheia de camadas como também um protesto e uma aula que valoriza e resguarda a cultura brasileira e deixa o leitor sedento por mais.