Notas iniciais
Riçar: tornar arrepiado; eriçar, arrepiar. Iurupyté: “beijo” em tupi-guarani.

Que os espíritos a perdoassem, mas Raoni puxou-o para mais perto, retribuindo o beijo. Uma pequena parte de si alertava que, ali, alguém poderia vê-los. Outra, menor ainda, mandava-a se afastar, antes que Kai descobrisse seu segredo.

Entretanto, ele afastou-se primeiro. O coração de Raoni batia a mil, o rosto corado e a respiração pesada. Seu primeiro iurupyté foi de riçar os cabelos.

Um ruído captou sua atenção. Não estavam sozinhos.

— Eu… não sei o que me deu… – Pela primeira vez, Kai pareceu verdadeiramente confuso.

— Shshh… – Sussurrou Raoni, enquanto se levantava, observando atentamente os arredores. – Acho que fomos vistos…

Notas finais
Já me apeguei à história e gostaria que tivesse mais capítulos para explorá-la ♥ Temos menos capítulos pela frente do que eu gostaria. Aí fica a dúvida: será que dará para fechar a história de forma satisfatória? Ah, no que eu fui me meter?