Notas iniciais
Calceta: Argola de ferro que, cingindo a perna dos condenados a trabalhos públicos, remata o grilhão que os prende. Uiyara: Organização Mágica do Boto. Significa "Senhora das Águas, mas também Boto".

— Outro carregamento perdido. – Lamentou o executivo. – Eles levaram todas as aves.

— E nossos homens?

— Sabe como os monstros tratam invasores. Só restou um, enviado de mensageiro. Cortaram-lhe as mãos, botaram uma calceta nos pés e obrigaram-no a caminhar. O pobre sujeito vagou por dias na floresta até nos contatar.

— Qual foi a mensagem?

— Marcaram na pele: “Território Uiyara, entrada proibida”.

O patrão suspirou.

— Eliminamos o Boto, mas sua organização repugnante continua um aborrecimento.

— Há um herdeiro. – Lembrou-lhes uma mulher. – O playboyzinho está brincando de estudante, deveríamos tirar proveito disso.

— A loira teve uma boa ideia!

Todos os homens riram.

Notas finais
Só esclarecendo (muito para ser dito em poucas palavras): Esse grupo de criminosos trafica animais silvestres... Nessa época de reprodução das aves, o tráfico aumenta muito e é muito triste ver tantos animais morrendo, em garrafas pet, gaiolas minúsculas, escondido sob fundos falsos de caixas... Tudo porque há quem compre! Só deixo essa mensagem aqui: animal silvestre não é pet... E tráfico de animais é crime! Jamais incentivem esse tipo de atrocidade! Outra coisa, eu não vou esperar até o desafio do ano que vem para continuar, não! Só não prometo lançar capítulos nesse mês, pois ainda preciso defender a minha dissertação. Mas, depois disso, vou trabalhar nessa história. Só mais um capítulo pro final do desafio!