Last Memories
A fumaça que sobe dos canos das fábricas torna o céu, já escuro, negro como carvão. Em toda a cidade pontos pretos caem do alto; flocos de fogo sem calor. Lá embaixo as pessoas passam entre os prédios de metal, apressadas e preocupadas com as coisas que elas pensam ser importantes. Porém, acima da nuvem negra que cobria os prédios de Metrópole, alguém ainda ousa apreciar o Sol pela última vez. A maioria das pessoas nem sequer olhavam para cima, nem sequer contemplavam os raios de luz de origem desconhecida, que transpassavam pela nuvem negra a qual cobria tudo e todos. Mas esta pessoa em especial não faz parte da maioria. Do prédio mais alto da cidade, tão alto que ultrapassava até mesmo as nuvens negras, caía um garoto em direção a sua certa morte. Porém, eu me pergunto: quem é mais afortunado? Aqueles que ainda viverão o resto de suas vidas miseráveis naquela cidade escura e sem vida, ou o garoto que poderá ter como última visão algo tão lindo que abrandaria até mesmo a mais feroz das feras? Tenho sim, pena dos que jamais verão o Sol. Mas talvez eu não esteja em posição de decidir qual dos dois é mais afortunado, o garoto ou as pessoas. Afinal, eu sou o garoto... E essas são minhas últimas memórias.
Not Really No
Sinopse
A fumaça que sobe dos canos das fábricas torna o céu, já escuro, negro como carvão. Em toda a cidade pontos pretos caem do alto; flocos de fogo sem calor. Lá embaixo as pessoas passam entre os prédios de metal, apressadas e preocupadas com as coisas que elas pensam ser importantes. Porém, acima da nuvem negra que cobria os prédios de Metrópole, alguém ainda ousa apreciar o Sol pela última vez. A maioria das pessoas nem sequer olhavam para cima, nem sequer contemplavam os raios de luz de origem desconhecida, que transpassavam pela nuvem negra a qual cobria tudo e todos. Mas esta pessoa em especial não faz parte da maioria. Do prédio mais alto da cidade, tão alto que ultrapassava até mesmo as nuvens negras, caía um garoto em direção a sua certa morte. Porém, eu me pergunto: quem é mais afortunado? Aqueles que ainda viverão o resto de suas vidas miseráveis naquela cidade escura e sem vida, ou o garoto que poderá ter como última visão algo tão lindo que abrandaria até mesmo a mais feroz das feras? Tenho sim, pena dos que jamais verão o Sol. Mas talvez eu não esteja em posição de decidir qual dos dois é mais afortunado, o garoto ou as pessoas. Afinal, eu sou o garoto... E essas são minhas últimas memórias.
Notas adicionais
Escrito por
Not Really No
Classificação 14+
Livro em andamento
Publicado em 31 de jul. de 2012, 17:50
Atualizado em 31 de jul. de 2012, 17:56
15585 palavras
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Not Really No
Classificação 14+
Livro em andamento
Publicado em 31 de jul. de 2012, 17:50
Atualizado em 31 de jul. de 2012, 17:56
15585 palavras