Menta diva, comecei a ler A.F. agora e já estou amando. Age gap ♥ Gosto como você coloca críticas sociais no conto, tornando-o tão real. Gosto mesmo disso! Perdão pelo comentário minúsculo (é a segunda vez que o comentário buga e já não lembro de tudo que escrevi antes). Mas saiba que amei, vou continuar a ler, e quando sair o livro vou comprar!! Tô amando a Cecília!
Oiiiiiêêêê Mirahzinha sua linda! Que bom que está amando! Acho que vai gostar da história. Apesar de ser escrito em primeira pessoa, tento ao máximo ser bem crua nessa narrativa e mostrar as situações pelas quais passam os personagens o mais realistas possíveis, e isso inclui as descrições de suas emoções. O propósito de Amor Fati é realmente parecer um retrato da realidade, então saber que estou passando essa visceralidade é ótimo! É realmente a minha meta com essa história hsushush! Adoro age gap também, embora não seja o "centro" dessa história, é um elemento muito importante. Não se preocupe, entendo isso do comentário não funcionar e a frustração que dá. Já agradeço por ter comentado, sua lienda! =D Vou escrever capítulo novo hoje, porque o último era para ter tido mais partes que eu não acrescentei para não ficar cansativo. Acho que vai amar a Ciça ainda mais! Beijos! Nos vemos nos próximos reviews (se quiser voltar a comentar, é claro)!
Impressionante o tanto de críticas sociais que você consegue espremer em um único capítulo. Eu gosto de como sua escrita é densa. Dá a impressão de que cada palavra escolhida tem uma razão para estar onde está, e que não poderia ser substituída por nenhuma outra.
Boa tarde Aryalie! Primeiramente obrigada por ter deixado um comentário. Valorizo muito os leitores que têm a consideração de deixar aos autores suas opiniões acerca do que leram! Segundo, muito obrigada pelos elogios. Eu me esforço bastante para escrever essa história com o máximo de qualidade que consigo, pois pretendo publicá-la por meios oficiais em breve, assim que finalizá-la.
Sinta-se a vontade para tecer mais de suas considerações!
Oi, Menta! Preciso fazer uma confissão: já tinha lido sua história, mas quando ainda não usava minha conta no Nyah. Adoro histórias Age-gap, então você já meio que me ganhou. A personalidade da protagonista é forte e isso é algo notável, mas ao mesmo tempo, posso notar os resquícios da imaturidade aparecendo rsrs O que dizer desse professor que mal conheço e já considero pakas? UAHSUAHSUA, brincadeiras à parte, ele parece que será um extremo oposto muito interessante e concordo com ela, ninguém merece estudar Exatas, é um porre total. Adorei o primeiro capítulo, vou para o próximo ;) Beijinhos.
Oiê Mila! Boa noite, como você está? Tudo bem? ^^ Fico muito feliz de saber que Amor Fati já tinha cruzado o seu caminho ehehehhe! Espero que goste de reler o que eu já tinha escrito e os novos capítulos postados (do seis ao oito eu postei entre quarta-feira passada e essa segunda-feira).
Eu também amo age gap! Mas a proposta é mais um retrato realista da realidade carioca (dentro da perspectiva que eu mesma fui criada), com alguns elementos junto a tudo isso (a relação dela com o Bento sendo um deles).
Fico feliz que a Cecília tenha tantos traços marcantes! E sim ehehehe ela é só uma menina de 16 anos, então era importante que tivesse esse tipo de característica perceptível. Se ela parecesse madura demais para a idade ficaria incongruente para uma história que se propõe ser o mais próximo do real possível, não é mesmo?
Adoro o Bento. Ele é certamente o personagem mais recheado de mistério da história! E um dos mais controvertidos. Como perceberá durante a leitura. Sim, exatas são muito chatas UHUHSH eu amava biologia no colégio e desisti de fazer ciências biológicas só pelo tanto de física e química que seria obrigada a estudar.
Muito obrigada pelo comentário e por me deixar saber que está gostando tanto!
Boa tarde, miss_halle! Seja muito bem-vinda a leitura de minha humilde história original! ♥ Fico muito feliz de te receber. Pode esperar grandes coisas da Ciça mesmo, ehehehe ela é uma personagem bastante intensa! E Bento sim, hehehe não vão faltar referências por aqui...
Olá! Depois de HI e AWM, eu finalmente vim ler essa história que saiu todinha da sua cabeça, e que já está se mostrando espetacular. Vamos começar com umas confissões. Quando li a sinopse, fiquei meio desanimada por causa do romance com o professor, pois não é algo que geralmente me atraia. Não sei, talvez porque me lembre de algumas histórias que li com esse tema e que eram bem ruinzinhas, ou talvez por causa de Lolita (sempre que a personagem principal se atrai por um cara mais velho, eu lembro dessa desgraça; não que seja uma produção ruim, eu até curti o filme, mas romantizar pedofilia/estupro é um pouco demais). No entanto, decidi dar uma chance a Amor Fati, e, depois desse capítulo, tenho certeza de que não vou me arrepender! Começando pelo grupinho dela, eu adorei o modo como você expôs o preconceito e o modo que as pessoas se recusam a vê-lo como o que realmente é. Afonso, Marcos e Beto são personagens perfeitos para trabalhar alguns desses pontos (racismo, gordofobia e homofobia), e estou animada com as possibilidades. Além disso, antes que me esqueça, eu amei o nome dela! Isso por causa um poema de Chico Buarque chamado Cecília, que eu declamei em um sarau da escola, e que me traz ótimas lembranças, achei digno. Aliás, a própria Cecília sofre alguns preconceitos, não é? Por jogar futebol e tal? Eu entendo ela, rodeada de meninos, tadinha; na minha sala, sou a única menina. Sim, na sala inteira, porque sou sortuda desse jeito. Sobre o Daniel, não sei bem o que pensar. Gosto de como ele é legal com todos, acho que nessa parte, nós dois nos parecemos um tanto. Daniel não é o nome do Filho de Kivi? Acho que vou ler mais alguns capítulos antes de decidir o que acho do personagem. Voltando à Cecília, dessa vez falando sobre a família dela, que eu achei uma criação extremamente original. Gostei de ela ser órfã, gostei de como se sente sobre sua irmã e seu tio, e espero ter mais e mais detalhes sobre o passado conturbado da protagonista. Por fim, quero fazer algumas considerações finais. Adorei que a história se passa no Brasil! Gosto de livros que têm como cenário os Estados Unidos ou a Inglaterra, mas livros nacionais sempre têm um gostinho de casa que eu adoro. Houve também a "participação especial" do FHC, e eu não vou falar mal dele aqui, porque vai que você é fã do cara, né? Haha! Além disso, a escola homenageia São Patrício! Eu entendi a referência! Bixa, a senhora adora a Irlanda mesmo, hein? Agora só posso dizer que estou ansiosíssima para que Amor Fati vire um livro. Quero te ver na bienal de SP, Menta! Muito sucesso pra você e pra história, as duas merecem! Beijinhos e até o próximo capítulo!
Oiê Kaya, como você está? Espero que bem! Bom saber que está lendo diversas das minhas histórias ao mesmo tempo auhsuhshus! Só espero que esteja evitando o tumblr de H.I. e ler as notas finais/iniciais dos capítulos mais adiante para não tomar mais spoilers! XD
Vamos começar então respondendo suas confissões! Respeito plenamente a questão do gosto, já que é algo totalmente subjetivo e varia muito, ainda mais em termos de predileções de relações. Eu, por exemplo, sou o seu oposto: AMO de paixão relacionamentos com age gap (diferença de idade considerável). Quando estava solteira (namoro há cinco anos), sempre procurava homens bem mais velhos do que eu heheheeh meu recorde foi um com mais do que o dobro da minha idade, quando eu tinha dezoito anos. É uma escolha e atração de cada um, então nisso não posso opinar. Mas se prepare para uma coisa: os obstáculos e controvérsias da relação entre a Cecília e seu professor vão muuuito além da idade, eles têm muitas outras questões polêmicas nessa história aí aushushue!
Sobre as histórias ruinzinhas, nossa, que pena, eu posso te recomendar várias histórias de age gap aqui do nyah excelentes, em contrapartida. E a respeito de Lolita, só cuidado com uma coisa: o livro em momento algum romantiza a pedofilia, uma vez que o próprio Nabokov colocou notas finais no livro pra deixar bem claro que, por ser uma narrativa em primeira pessoa de um narrador-personagem não confiável (que justamente quer convencer o público de que fez tudo o que fez "por amor"), você não tem que lê-lo entendendo que tudo o que Humbert Humbert diz é verdade/procede. Muito pelo contrário. Ele escreve o livro todo numa tentativa de auto-defesa, sabendo que vai ser julgado por suas atitudes torpes.
Agora sobre os filmes, não sei se você viu a versão do Kubrick ou do Lyne, mas já vi gente que não leu o livro também se confundindo com a versão do Lyne (a mais recente, com o Jeremy Irons e a Dominique Swain) e a considerando romântica pelo desconhecimento de como a fonte da história é estruturada. O Humbert Humbert dos livros é realmente pedófilo, sem dúvida alguma (ele mesmo admite que não se interessa por garotas com formas de mulher, ele tem excitação sexual na figura mais infantilizada mesmo, é algo mais complexo do que os dois filmes mostram e mais tenso até, eu diria). O H.H. dos filmes poderia se enquadrar como efebófilo, ou seja, um homem que sente atração sexual por adolescentes, o que é diferente de pedofilia, embora no caso de ambas as adaptações tudo o que ele faz possa se enquadrar no crime de corrupção de menores e não em estupro de vulnerável (se quiser, posso te explicar a diferença por MP). Isso porque há uma manipulação da parte dele, e não uma sedução entre ele e Lolita. E, como já assistiu, viu que em determinado momento a personagem deixa claro que não quer mais vê-lo nem pintado de ouro, sofre, reclama, chora, etc, e ele insiste em seu desejo egoísta.
Outra nota relevante é que talvez o filme lhe pareça romantizado porque ele também parte do ponto de vista do H.H., assim como o livro, e, como te disse, o personagem fica o tempo todo tentando se justificar no material original. Na cabeça dele, aquilo realmente foi romântico, entende? Ele quer que tenha sido, porque senão lhe resta aceitar que ele é um fdp. Então por isso o tom do filme não pode ser tão cru, porque é uma adaptação do livro, e no livro o doente do Humbert fica nessa de tentar provar que é um louco de amor e não um sociopata sádico auhshsuhshue!
Fico feliz que tenha gostado dos três exemplos! O meu propósito principal em Amor Fati é descrever a vida como ela é, contando uma história que de fato poderia ter acontecido, o mais próximo da realidade possível. Então é necessário explorar todos esses temas polêmicos mas recorrentes na nossa sociedade cheia de falhas, os preconceitos sendo um dos nossos piores retrocessos constantes. Marcos, Beto e Afonso têm todos inspirações em amigos meus, não diretamente, em alguns eu misturei mais de um amigo, mas todos têm essa criação baseada em conhecidos até para dar esse tom tão real.
Eu amo a Ciça embora ela não seja uma personagem fácil auhshsuuhs e amo o nome dela também, que escolhi propositalmente por achar um nome muito lindo, e nome de poeta, ainda por cima ♥ amo os poemas da nossa Ciça Meireles hehehehe! Chico tem uma música maravilhosa nomeada "Cecília" que ainda aparece na história. Bem, todos sofremos preconceito, não é mesmo? O pior preconceito que a protagonista tem de suportar é esse que você apontou, o machismo. Aquela velha história de como os homens ditam como as mulheres devem se submeter na sociedade, o que devemos vestir, como devemos agir, o que podemos ou não podemos fazer... Nossa opressão clássica de cada dia. Eu fujo o máximo que posso do self-insert, mas para dar vida a Cecília tive que pegar alguns gostos meus e transportar para a personalidade dela (que é bem diferente da minha em diversos aspectos). Amo futebol, gosto muito de jogar (embora não tenha 1/20 do talento dela) e desde criança sempre tive muita facilidade e naturalidade em fazer amigos do sexo oposto. Inclusive mais nova tinha essa dificuldade de ter amigas meninas justamente pelas razões que a Ciça elencou: o jogo feminino de falsidade a que somos submetidas, essa rivalidade implícita, enfim, toda essa teia cruel que o machismo criou para que a gente não se veja como iguais, com sororidade, mas como potenciais rivais... Muito triste. Só bem mais velha eu fui perceber que me afastando das outras moças eu contribuía pra esse mesmo sistema, e aí comecei a ativamente me pronunciar contra tudo isso, procurando amizades femininas e dando o meu melhor para que essas relações não caíssem nessas armadilhas machistas.
Daniel é o nome do Filho de Kivi sim, mas eu comecei a escrever essa história e criei o Daniel muito antes do Filho de Kivi "existir" aqui no nyah AHUSUHSUH se notar, a criação de AF é de 2014. Mas achei uma coincidência bonitinha que um dos meus personagens mais simpáticos tivesse o mesmo nome de um dos autores mais simpáticos de fanfic que já conheci!
A família da Cecília será profundamente explorada ao longo da história. Logo mais teremos alguns capítulos demonstrando a relação complicada que ela tem com o tio, e no capítulo 6 temos outra parte da família dela aparecendo e mais questões do passado familiar da garota vindo à tona.
Sobre a questão do cenário nacional, é como eu te disse, quero que isso ilustre a vida como ela é, um cotidiano plausível. E também me baseio um pouco em um conselho do meu musicista favorito, Bob Dylan, que sempre disse "escreva sobre o que você conhece". As histórias mais cativantes são aquelas que a gente lê e mergulha naquele universo, e conhecer sobre o que se escreve ajuda e muito a criar essa imersão com maior efetividade. Eu nasci e fui criada no Rio nessa mesma bolha elitista da Cecília (embora não tenha 1/20 do dinheiro dela), então o cenário e a contextualização são reflexo da minha vida adolescente.
Eu detesto o FHC auhsuhhus repare que quando o coloquei foi em uma cena de desprezo, em que a Cecília inclusive abaixou a foto do pai com esse sujeitinho AUHSHUS! Sobre São Patrício, sem dúvidas é uma referência a Irlanda, terra a qual sonho em conhecer heheehhe (já combinei com meu namorado que nossa lua de mel se passará lá hahaahahahha), mas o nome do colégio pertence a um santo católico porque eu mesma estudei nesses anos de adolescência em um colégio católico do porte do São Patrício da Ciça, heehehe!
Beijos! Fico feliz que tenha se empolgado com a história, vem muito mais por aí! Muito obrigada pela força e por todo o apoio!
Escrever em primeira pessoa é uma arte. A maioria das pessoas só fazem é uma adaptação da narração em terceira pessoa, e caem no erro de sair metralhando uma sequência de ações em linha temporal, tais como, acordei, comi, caguei. Escrever em primeira pessoa é mais do que isso. É ter a história toda pronta na sua mente, ou pelo menos boa parte visível. É alternar narração com âmago da personagem, com lembranças e flashbacks, é mostrar o ponto de vista singular de pensar da protagonista.
Desde já eu notei seus títulos que remetem à matérias escolares, lembrando um pouco à escolha de títulos dos episódios da série animada o espetacular homem aranha ─ muito boa, por sinal, fiquei puto quando foi cancelada ao chegar na melhor parte ─ e também seu detalhamento de cena, ao qual não tenho certeza se persistirá nos próximos capítulos, ou se foi a gana da estréia. Geralmente começar com uma problematização da vida da personagem vem sendo o recurso mais eficaz. Mas as personagens são nitidamente bem construídas (Daniel, filho de dois professores, sua dedicação), pela fidelização da fala informal, e pela marca de autoria das adjetivações da narradora (professor decrepto).
Apesar da exaustão de diálogos seguido de detalhamento da fala (e eu sei que autores profissionais também fazem isso, às vezes) eu estou simpatizando até porque me lembra vagamente a turma os invencíveis, de Ana Cristina Massa, um grupo de estudantes do Leblon, do colegial, assim como os seus, Marco, Daniel, cia, que reúne desde os nerds até os nem tão nerds, se é que podemos colocar assim, mas até que o detalhamento de falas é muito mais bem feito do que a média (talvez até de uns autores, se pegarmos os imitadores da geração 90 mais lacônicos e diretos) e é por isso que não pesou contra.
Agora sim, depois de passados os diálogos, estou podendo visualizar sua fic em seu melhor resplendor! E começou depois da menção ao nosso grupo esquisitinho, e prometo que os comentários aqui serão mais coesos e menos em tom de crítica e mais focado na história (geralmente eu faço uma reformulação do que escrevi nos parágrafos do comentário inicial, mas como tem muitos para entregar hoje das fics que ando acompanhando, se me permite adiantar...).
Parece que vamos ter a temática social aqui. Eu adoro isso. Dificilmente acho fics que se passem no Brasil, ou que falem dos problemas da nossa realidade, quando acho uma que tem, já pode contar com minha preferência. Por exemplo, o problema da Simone não responder a chamada em voz alta poderia ser os intensos estupros diários psicológicos comparativos sociais por que passa todo dia ─ e que seriam maiores se fosse um garoto de pele negra e mente fraca (leia-se não calejada, todo mundo tem a mente fraca, são humanos, alguns calejam depois de tanto tempo sentindo a dor), mas quem é que para para pensar sobre isso? Ou se parou, preferiu ficar calado. Só por esse capítulo já mereceu meu favorito, seja por dar voz ao sentimento engasgado ou pela forma tão precisa de escolher as palavras que a expressam - sim, alguns husky tem de cuidados e alimentação em um mês o que supera o salário mínimo do proletariado bonobo. A nossa sociedade imunda herdou do colonialismo não só a "herança escravocata', como a corrupção política que já existe desde o coronelismo e do café-com-leite, e também o envilecimento do trabalho, tido como atividade inferior ─ e se você prestar bem atenção, é motivo de vergonha para muitas pessoas, embora o brasileiro complexado típico invente maneiras de não perder a pose. Enquanto nos EUA, até a filha do presidente trabalhe na barraquinha de coxinha beneficente, no Brasil, as pessoas preferem esconder seus fracassos, e posar de "tranquila, favoravel", vadiando nas calçadas, ao passo que vigiam e invejam quem procura ir a luta e sair da merda. Já a classe média, essa é outra complexada, sem ideologia, como bem disse Marilena Chaui, só existe pelo dinheiro e apenas para se auto-afirmar, com todo evento e programa em que possa demonstrar seu pretenso status. Os brados para vagabundo que arrumasse um emprego só seriam substituído por um olhar arrogante de superioridade que, veladamente, continuará a dizer a mesma coisa, é claro, até porque é uma outra realidade ter nascido em família onde seu sustento é garantido e você nunca tenha a necessidade de trabalhar. Sociedade de patrícios bem vivos.
De resto, eu nem tenho muito o que falar. Narração divina, foi minha dose de dopamina de hoje.
Mas o quanto dessa fic é real? ─ Por que você fez isso? ─ Não fabrique uma resposta, eu vou perceber e isso invalidará o teste. ─ Não precisa acreditar na resposta. Tem apenas que responder honestamente. Max Barry, Lexico
Boa tarde! Primeiramente, quero agradecer! Muito obrigada por deixar um review tão minucioso na história. Sei o quanto esse tipo de atitude é rara, a maioria dos leitores prefere ser fantasma e guardar pra si suas opiniões, elogios e críticas construtivas a uma história. Eu sou que nem você, ehehe, em relação as histórias que decido ler. Comento, analiso, e redijo considerações honestas por meio dos comentários, sejam positivas ou negativas. Tudo, é claro, com cuidado e justificativas, porque sei o quanto é fácil ser interpretado erroneamente ahusuhshs!
E por isso agradeço novamente. Tanto no que você simplesmente comentou sem julgamentos quanto no que você apontou como crítica ou elogio, você o fez de maneira gentil e eloquente. É realmente raro ter leitores com a consideração de comentar, quanto mais os que comentam com tamanho cuidado. Por isso, vamos a resposta ao seu review!
Amor Fati foi a primeira história que escrevi em primeira pessoa. Justamente por todas as razões que você apontou no primeiro parágrafo do seu review, eu tinha medo de cair em toda essa esparrela, e, pior, derrapar em outros perigos como o "self-insert", ainda mais em uma história como você mesmo percebeu ter uma boa dose de realidade. Por isso, fiz e faço meu melhor com ela, sempre atenta para errar o mínimo possível shushus!
Fico também feliz de ganhar um leitor perspicaz. Acredite, nem todos notaram a primeira vista a construção de capítulos relacionando o conteúdo deles com tópicos de estudos de física, química e matemática, das exatas que atormentam a protagonista heheehehe! Sobre a série do Homem Aranha, infelizmente não assisti, embora em geral o universo Marvel me interesse bastante.
No que diz respeito aos diálogos que você apontou, me parece que você não é um fã desse recurso, já que foi o momento do review em que disse que o detalhamento das falas após os diálogos poderia ter um peso negativo. Respeito sua opinião, a compreendo inclusive, mas em minha humilde posição devo afirmar que uso os diálogos como uma ferramenta de desenvolvimento de personagens. Por meio deles, podemos compreender ou ao menos antever sugestões de como é a personalidade do pessoal que vamos acompanhar ao longo da história, eheheh! O detalhamento serve não só como ferramenta de imersão, mas também para discernir trejeitos, gestos e atos que diferenciam as personalidades elencadas. Fora que, além de tudo, eu sou fã de escritores/autores que prezam por esse detalhismo, não que eu esteja me comparando a eles, mas ressaltando uma questão de gosto pessoal mesmo. Citando alguns a esmo, sem relação temporal, contextual e menos ainda territorial: Tolkien, Clarice, Poe, Machado, Jack London, sou apaixonada por descrições, acho que dão todo um diferencial a história.
Sim, exatamente por pretender que essa história seja o mais próxima possível da realidade há muito da temática social aqui. Dentro do que eu convivi na bolha elitista em que fui criada, similar a da Ciça. Morei na zona sul a vida inteira e convivi com todo o tipo de hipocrisia e culpa burguesa (ahuusshus), embora não tenha 1/10 da grana dela, é claro. Eu diria que Amor Fati é composta uns 10% de fantasia mesmo, mas a linha geral da história é baseada em muito do que vivi na minha adolescência (não mostrado apenas pela Ciça, como disse, quero fugir do self-insert, a própria personalidade da garota é bem distinta da minha), do que testemunhei acontecer com amigos, colegas e pessoas ao meu redor, e de um sem número de relatos que passaram pela minha vida que se encaixariam nesse contexto polêmico do Rio de Janeiro de muitos Rios, porém tão mais explorado por uma classe social específica (e muito para gringo ver).
A questão da herança da época da escravidão vai mesmo bem mais além, como você apontou. Além do coronelismo, da política café-com-leite, acho que toda a estrutura começou com nossa colonização de exploração e principalmente com a divisão do território em capitanias hereditárias. Tanto é que algumas regiões do país até hoje são governadas por famílias específicas, quase como feudos pertencentes a "nomes mágicos" que decidem tudo. Lembra também a clássica história do "você sabe com quem está falando?"...
Se você ler minha resposta ao seu review com atenção, já tem a resposta que queria ;P aliás, ela já estava postada nas notas da história! Como sugere o próprio título, é uma tentativa de usar na fantasia essa máxima que eu tanto amo da filosofia trágica de Nietzsche. A vida real, aceita até no que há de controverso, falho, incômodo, dentro da fatalidade trágica que lhe é intrínseca.
Obrigada pelo review, novamente!
N
Noah
Que surpresa agradável. Quando li a sinopse, pensei: 'ótimo, isto daqui parece uma cópia de Lolita, porém, do ponto de vista da menina. Mais um enredo clichê.' Se é clichê, não sei. Se Cecília irá se envolver com esse homem, não sei, embora eu possa presumir nisso por essa olhadela discreta que ele ofereceu no final. Talvez ela faça-o lembrar de Beatriz Liberatti, ele era apaixonado por ela? Seu nível de escrita é excelente, Menta! As descrições, muitas vezes na medida certa e, em outras, um pouco exacerbadas (uma mera observação e isto não é algo que me incomode de fato) me emergiram nos cenários perfeitamente bem. Me senti respirando a sequência da partida de futebol, como se estivesse visualizando-a rente ao meu nariz.
Eu gostei da proposta, da sua escrita e pelo teor crítico também. Logo no começo você nos manda as constatações óbvias, porém, não tão óbvias para a parcela conservadora da sociedade - e até para a parcela que se define como liberal/esquerda, também, que carece de um entendimento mais aprofundado sobre as desigualdades sociais, o pré-conceito e o machismo. Cecília acha que a irmã é mais corajosa, mas eu tive uma impressão de que a própria Cecília também é; ela me parece independente e ok, mas desprovida de alguma disciplina e foco, eu acho. Isso para mim está explícito na segunda parte do capítulo. O apartamento completamente luxuoso e espaçoso vazio pode ser uma metáfora disso: o espaço fisicamente vazio representa que algo falta em sua vida, uma nova filosofia, um novo caminho, uma nova direção, alguém que lhe dê aulas de matemática; wharever. E entornar uma long neck e enrolar aquela paranga também denota a falta de um norte a ser seguido, a várzea a qual ela está imersa. Também, quem pudera; não é como se ela tivesse muitas pessoas próximas que lhe oferecessem um suporte emocional no lar. Ela teve Daniel cedo e com o decorrer do tempo conheceu aquela galera, mas quero me restringir ao ambiente familiar mesmo: a irmã mora em outro continente (como será que era a relação de ambas quando esta ainda estava no Rio?); o tio, único responsável legal que parece não estar muito presente; o pai que representa toda a carga social opressora e a hipocrisia da elite que está na cara que Cecília despreza (ele era um Aécio Neves da advocacia); a mãe que, na prática, nunca conheceu... Bom, a falta de uma família sólida, é claro, prejudicou Cecília. Enfim, não adianta ficar falando como ela seria hoje se os pais estivessem presentes (tenho a impressão de que não seria muito diferente...), o que importa é o agora e estou curioso para saber sobre esse tal professor particular. Eu achei a relação dela com o Daniel muito sincera, e como você vai tecer críticas sociais em seu trabalho, acho que poderemos ver algo sobre o teor machista nos possíveis atritos que podem acontecer entre Ceci e Sandra. A protagonista me cativou pelo seu olhar apurado, reconhecer que a mulher é designada para enxergar a outra como uma rival, enfim.
Curti. Continuarei lendo. Parabéns pelo Amor Fati, parece que vai ser mesmo um trabalho bom, então, desculpe ter chegado com certo pré-conceito haha. Descobri, agora, que age gap significa relação entre duas pessoas com discrepâncias de idade - então pode rolar mesmo. Até o próximo!
Muito boa tarde, Noah! Primeiramente, devo lhe agradecer por saber que você não desistiu de dar uma olhada em AF, mesmo tendo uma primeira impressão que depois foi superada com a leitura do capítulo de abertura da história! Infelizmente somos todos muito guiados por preconceitos, somos seres limitados, nosso primeiro instinto é julgar antes de conhecer. E fico grata de saber que você superou esse instinto e fez questão de ler o primeiro capítulo para comprovar se sua desconfiança estava correta ou não, hehehe! Muito obrigada pelos elogios! Meu estilo de escrita é mesmo descritivo, porque é algo que eu particularmente gosto de ver nos textos que escolho ler. Meus autores favoritos valorizam bastante detalhismos e descrições ricas (Tolkien, Poe, Machado de Assis, para dizer alguns). Não que eu esteja me comparando a eles, longe disso ahusuhshus, mas como eu gosto bastante de ler histórias nas quais eu realmente me sinto dentro do cenário, sentindo as emoções dos personagens, vendo o que eles veem, é algo que eu acredito ser muito favorecido por esse cuidado nas descrições, e, portanto, tento trazer para as minhas histórias! Fico feliz de saber que teve o efeito planejado com você, eheheheheh!
A proposta de Amor Fati é mesmo ser uma história o mais realista possível, no sentido de que eu aproveito muito do que testemunhei como "narradora-observadora" da criação que tive dentro da elite carioca. Não tenho nem 1/10 da grana da Ciça, mas convivi com "Ciças" bem de perto, tive amigos e amigas herdeiros como ela, e eu mesma posso me considerar com um padrão confortável de vida, "classe média alta" se formos usar uma definição mais simples. Eu concordo com você. Cecília tem uma auto-imagem distorcida, em parte pelos dilemas típicos da adolescência, em parte pela falta de modelos e segurança familiar, afinal, seu tio não é exatamente um modelo de pai ou guardião, sua irmã mais velha vive longe, e ela tem uma vida, fora do colégio, extremamente solitária. Vejo que Flavia e Cecília são corajosas sim, cada uma a sua maneira. E sem dúvidas Ciça tem questões como essa ausência de foco, que, como você interpretou perfeitamente, nascem desta falta de norte, de um guia na vida, oriundo deste também ausente modelo paternal/maternal no qual se basear. Ela não teve uma figura adulta presente para lhe servir de modelo.
"Isso para mim está explícito na segunda parte do capítulo. O apartamento completamente luxuoso e espaçoso vazio pode ser uma metáfora disso: o espaço fisicamente vazio representa que algo falta em sua vida, uma nova filosofia, um novo caminho, uma nova direção, alguém que lhe dê aulas de matemática; wharever. E entornar uma long neck e enrolar aquela paranga também denota a falta de um norte a ser seguido, a várzea a qual ela está imersa. Também, quem pudera; não é como se ela tivesse muitas pessoas próximas que lhe oferecessem um suporte emocional no lar."
Eu mesma não poderia ter explicitado melhor! Tive de citar toda esta sua parte do review por você ter simplesmente acertado em cheio na interpretação. Concordo com cada grau do que expôs aqui, e fico ainda mais feliz de saber que percebeu todo o simbolismo da riqueza "sem valor" de Cecília.
A relação de Cecília com Flavia é mais bem trabalhada em breve, temos algumas menções a isso no capítulo 6 da história, se eu não muito me engano. Tio Fred é mesmo emocionalmente distante, mas ele também não é um personagem superficial, você vai conhecer bastante do cara ao longo da leitura dos capítulos já postados. Sim, papai Macedo (hehehehe) é mesmo representativo do elitismo que eu vi dos poderosos da bolha social na qual eu fui criada! Um Aécio Neves da advocacia é mesmo uma ilustração perfeita heuuhahuahue! A mãe é outro reflexo, o símbolo da socialite, da criação objetificadora, fútil, opressora da mulher que também é muito presente nas classes ricas. Acredito que a mãe de Cecília talvez pudesse lhe prover o carinho do qual a garota sente tanta falta, mas só consigo imaginar seu pai sendo ausente também, e imagino que a relação entre Ciça e ele não seria nada boa também. Veremos mais do professor particular ao longo da história. Esse romance age gap (já adianto que terá sim), será explorado com crueza, no sentido de que, se por um lado não amaciarei o que há de perturbador, controverso, "sujo" e polêmico nele, de outro também não diminuirei a carga de desejo, erotismo e demais emoções que isso vai gerar na Cecília (já que a história é contada pela perspectiva dela). Teremos muitas situações resultantes do preconceito que permeia a nossa sociedade em vários sentidos aqui em AF sim, tanto no que se refere ao machismo e misoginia, quanto a elitismo, racismo, homofobia, dentre outros. Daniel é baseado em uma mistura de grandes amigos meus e parte de meu namorado, hehehehe (Bento, o professor particular também é parcialmente inspirado no meu namorado, ehheeh), então fico feliz de saber que a relação dos dois soou natural, significa que pude mesmo adaptar a realidade servindo como viés inspirador para a história, que, afinal de contas, se pretende tão visceral.
Muito obrigada pelos elogios, por ter dado uma chance mesmo ficando desconfiado de primeira, e por me deixar saber tudo o que achou a respeito do primeiro capítulo, da proposta da história, da minha escrita, dos personagens! Fico realmente muito grata por toda a sua gentileza e consideração!
Beijos e até breve!
E
Erick
Olá! Confesso que me impressionei quando vi o tamanho do primeiro capítulo kkk, fiquei meio com um pé atrás pq já li muitos grandes e que não era tão envolvente a ponto de nao cansar. O seu foi diferente! Li tudo "de uma veizada só" sem me cansar e sempre interessado no que vai acontecer no momento seguinte. "Quando eu crescer, quero ser igual a voce!" Sério! Tua escrita é demais! Detalhes na medida certa, não só pra encher linguiça. Forma inteligente de usar as palavras. :)
Gostei que abordou temas de preconceito. Na tv sempre dizem que é "inacreditavel que isso ocorra hoje em dia!" Há... Ocorre a todo instante e em todo lugar!
A gostei da Cecília, ao contrário do que ela disse. Não gostei que ela usa umas droguinhas aí, mas faz parte haha, cada um, cada um.
E como que ela deixa o Bento entrar sendo que ela nem o conhece e ela estando alone in home? Essa olhada dele no final... Sei não, hein!
Gostei da sua narração e eu vou acompanhar a história. Parabéns! Muito boa! Até mais :)
Oiêê Erick! Tudo bem com você? Espero que sim! Fiquei muito feliz com esse seu review, que foi muito lisonjeiro e completo! Muito obrigada mesmo por tantas palavras gentis e atenciosas! ^^
Sim, realmente Amor Fati tem uma forma mais detalhista mesmo, mas eu acho que esse é um toque necessário pro estilo da história que eu pretendo contar. Como é para parecer aquele tipo de história que a gente lê e pensa "poxa, as coisas são assim mesmo" ou "isso poderia ter acontecido" ou "já vi um caso parecido com isso assim assim e assado", enfim, acho que entendeu o que eu quis dizer HUSUHHU, é preciso que tenha esse nível de atenção aos detalhes, pra trazer um ambiente, cenário e desenvolvimento de personagens mais realista, relacionável com a vida real.
Amor Fati é cheio dessas "críticas sociais f***s" HUAUHSHS mas eu juro que tento meu melhor para não ser tendenciosa nem caga regra. Espero mesmo que continue gostando! É que é pra ser uma história bem próxima da realidade mesmo, então ela tem que ter seu lado feio bem claro.
A Ciça tem uma auto-imagem distorcida. Vem do fato dela ser órfã, de ter um tio que não é bem um bom guardião (mas deixa eu me controlar aqui senão dou spoiler), enfim, ela é uma menina muito solitária, reclusa, que tem esse complexo de abandono. Então ela naturalmente não tem uma boa auto-estima.
Ela na verdade ficou sem reação, porque foi uma coincidência sem tamanho ver o cara na foto e logo depois ele surgir na porta da casa dela. Mas quando você chegar no capítulo 2 isso vai ficar melhor explicado. Pode ler que vai saber hahahahah!
Muito obrigada por todos os elogios! Até o próximo!
Olá Menta! Dito e feito consegui enfim aparecer em mais uma de suas maravilhosas histórias. E depois de ter tirado o sábado só para limpar a casa e arrumar minhas coisas consegui tempo livre para relaxar e finalmente ler sua história. E já digo que estou apaixonadona por ela.
Eu já esperava que Amor Fati fosse mesmo me cativar até porque quando se trata de um escrito de sua autoria o que se espera é apenas a perfeição e nada mais que isso, mas não dessa forma tão grandiosa como me cativou. Cecília é gente como a gente, pelo menos esse lado estudante dela. Todo esse ambiente escolar e esse início com ela tirando um cochilo duramente a sala me fez lembrar do meu tempo de escola. Falando assim até parece que foram anos atrás, mas faz pouco tempo. Enfim, essa menina já conseguiu um lugar na minha lista de personagens preferidos. Adorei muito a personalidade dela e a forma como ela narra todo o ambiente, me senti no Rio de Janeiro enquanto lia esse capítulo. Detalhes e mais detalhes... Ahhh meu deus como isso me encantou! Uma coisa que eu amo muito, tipo muito mesmo são detalhes nas histórias. Acho que isso ajuda mais a levar o leitor para o ambiente em que a narrativa acontece e você Mentinha fez isso de forma perfeita. Outra coisa que fez com que eu me identificasse bem mais com ela foi esse grupinho dos "esquisitinhos". A única diferença era que eram seis equisitinhos com cinco meninas (dentre elas minha irmã que estudava comigo, pois é nunca queira estudar com sua irmã) e um menino. Claro que, nenhum de nós jogava futebol, a gente comentava séries e trocava livros. Já amo o grupo da Cecília e todos esses guris. Principalmente o Daniel que meu deus, meninos de cachos são apaixonantes e ela muro bem em ter dado uns beijos nele. Com um amigo assim (de cachos) quem resistiria não é? HAHA
"Pessoas pobres são dignas de piedade e compaixão para a imensa maioria nascida em berço de ouro, misericórdia essa demonstrada pelas orações nas missas de domingo em que frequentam com a família e os inúmeros “likes” e compartilhamentos que fazem em seus perfis do facebook. Vivem denunciando diversas mazelas sociais que não afligem a elite, mas que eles, curiosamente, entendem tão bem. Seria tudo muito bonito, se seu único real contato com pessoas de classe mais baixa do que a deles não fosse apenas com suas respectivas empregadas domésticas — quase sempre negras e moradoras de favelas — as quais gostam de tratar, recorrentemente, como mascotes da própria família que trabalham para eles. E que nem sequer merecem receber comida tão cara quanto o labrador puro-sangue que compraram na pet-shop da Barra da Tijuca." Eu tinha um comentário pronto sobre essa parte do capítulo mas acho que não vou precisar falar nada, você já disse tudo. Já posso dizer que amo muito essa história!
Fanficzona da porr*
E esse Bento hein? Não vou mentir, sempre fui atraída por homens mais velhos e ler uma age gap é quase como se eu estivesse na história huashuas. O Bento que imaginei aqui depois dessa descrição senhor amado me ajuda haha
Esse capítulo foi maravilhoso. Já é uma verdade que essa história é fantástica não só por ser de algo que eu amo/adoro (age gap quando bem escrito e retratado é muito divoso) mas também porque não é aquela história onde todo mundo é perfeito e tudo é cheio de flores e arco íris com pessoas felizes e perfeitas. É real, com pessoas reais! Cara isso é f*** menina você é toda f***!! Você sabe que só tenho elogios para você né menina, então imagine mais um monte deles aqui. Que fique claro que oficialmente sou sua fã hein
Beijão flor e dona desse mundo!
O que acho que pode melhorar: Nyah você poderia por favor tirar essa opção daqui? Obrigada de nada.
Oiiiêêê minha Samizinha querida! Guria, eu preciso dizer que estou MUITO feliz de te receber por aqui! ^^ Amor Fati é a original que eu mais "levo a sério" no sentido de publicá-la um dia, é a história de minha inteira criação que eu acho que mais tem chance de, de fato, virar livro quando eu terminá-la, e editá-la, e enfim, passar por todo o processo criativo. Então é bom demais ver minhas leitoras queridas de fanfics e outras publicações não tão compromissadas aparecerem por aqui!
Ademais, para responder o resto do comentário, eu fico também muito lisonjeada e recompensada ao ver que um dos primeiros detalhes da minha narrativa que você elogio é justamente o fato de que eu falo de personagens reais. Sabe, eu tento trazer para Amor Fati aquela ideia do "escreva sobre o seu tempo, sobre o que você conhece". Não é que eu ache que você não possa escrever histórias sobre outros países e outras culturas, mas, SE O SEU OBJETIVO for verossimilhança, nada vai ser mais próximo de você do que a realidade que você conhece. E eu fui criada nesse mesmo meio da Ciça. Não posso dizer que ela é um self-insert meu (até porque não era o que eu queria com essa história), mas ela vive em um meio muito parecido com o que eu passei meus últimos anos da escola. Elite carioca, escola particular católica, e todos os problemas e benesses de se viver no Rio de Janeiro dos tempos atuais. Então se meus humildes personagens e tramas passam esse nível de realidade, é um sinal muito positivo, porque o que eu quero com Amor Fati é trazer uma trama rica em realismo. O tipo de história que alguém pode ler e pensar "cara, isso realmente poderia ter acontecido". Uma história intimista e realista, em suma, e é bom demais saber que você já está curtindo tanto direto pelo primeiro capítulo, e pôde comparar com a sua própria realidade dos tempos em que era uma estudante colegial!
Eu tento trazer em Amor Fati um retrato mais visceral da realidade, e, com isso, críticas sociais que não pareçam nem muito "metidas à besta", e também que não sejam demasiado distantes. Algo que possa levar o leitor a refletir sobre o tema e tirar suas próprias conclusões, mas algo que ele NÃO POSSA IGNORAR. É basicamente isso.
E sobre o age gap, estou certa de que você não vai se arrepender. Bento e Daniel? Amo os dois. Igualmente e intensamente UHSHUSHUE!
Beijão, minha linda! Nos vemos nos próximos capítulos! =D
Fiquei por alguns segundos refletindo o motivo de não ter lido essa original antes. Olha, nem eu mesmo aceitei minha desculpa do ''sem tempo'' como resposta, é inadmissível! Estava eu, pleno em um dia chuvoso aqui em Curitiba, sem ''nada'' para fazer e eis que me recordo de seu MP comentando sobre Amor Fati e potencial futuro livro seu. Já havia lido a sinopse uma vez, admito, e lembro perfeitamente de ter atraído bastante a minha atenção. Mas foi somente depois de concluir a minha leitura que pude respirar e dizer: caramba, essa história vai ser boa pra cacete!! Perdão o palavreado, mas essa foi, ironicamente, a minha expressão! Sério, mentinha, fiquei muito excitado (no sentido bom da palavra. Pera, será que existe?) e com uma ânsia por mais e mais da história.
Primeiramente, devo dizer que simplesmente amei sua descrição em primeira pessoa. Acredito que seja a primeira vez que li suas palavras inteiramente assim (se eu estiver enganado peço que avise, por favor. Odeio esquecer algo e comentar erroneamente sobre), mas de qualquer forma, foi sensacional! Tudo fluiu bem e o que mais me impressionou foram os detalhes. A narração estava impecável, rica e bastante crível. Pude viajar e imaginar os personagens, suas descrições e particularidades distintas. Foi impressionante, de verdade! Acredito que tudo isso veio a se tornar um dos pontos altos desse primeiro capítulo. Você não decepciona, jamais, e acaba entregando um excelente primeiro capítulo, mostrando-nos que não está para brincadeiras e abordando, mesmo que de forma breve (tenho certeza que será aprofundado no futuro), temas delicados e MUITO pertinentes na sociedade atual. É lindo quando vejo algum amigo(a) virtual trazendo temas tão reais em suas obras. Você é foda, Menta! Estou muito ansioso para ver suas ideias.
Sobre os personagens. Nem preciso dizer que adorei a Ciça ( não resisti e vou aderir ao apelido), né? Ironicamente, ela lembra muito a personagem Cicely de Mad World que será apresentada futuramente, ambas inclusive possuem um passado semelhante. Cicely ''Cicie'' também é órfã, mas jamais conheceu os pais ou a própria família, vivendo sempre em orfanatos. Ela vai ser uma personagem bem interessante, estou ansioso para apresentá-la aos leitores. Eu preciso dizer que não havia lido Amor Fati até então (tanto é que nem favoritei/acompanhei antes de hoje) e peço que me informe caso você ache as semelhanças absurdas demais entre as duas personagens, não me importaria de modificar alguma coisa, nem que seja o nome.
Enfim, continuando, adorei a personalidade breve de cada personagem e AMEI o comportamento nada convencional da protagonista. Estou muito interessado na história, realmente me cativou de primeira. Parabéns, menta, parabéns! Beijão!
Menta diva, comecei a ler A.F. agora e já estou amando.
Age gap ♥
Gosto como você coloca críticas sociais no conto, tornando-o tão real. Gosto mesmo disso!
Perdão pelo comentário minúsculo (é a segunda vez que o comentário buga e já não lembro de tudo que escrevi antes).
Mas saiba que amei, vou continuar a ler, e quando sair o livro vou comprar!!
Tô amando a Cecília!
Oiiiiiêêêê Mirahzinha sua linda! Que bom que está amando! Acho que vai gostar da história. Apesar de ser escrito em primeira pessoa, tento ao máximo ser bem crua nessa narrativa e mostrar as situações pelas quais passam os personagens o mais realistas possíveis, e isso inclui as descrições de suas emoções.
O propósito de Amor Fati é realmente parecer um retrato da realidade, então saber que estou passando essa visceralidade é ótimo! É realmente a minha meta com essa história hsushush!
Adoro age gap também, embora não seja o "centro" dessa história, é um elemento muito importante.
Não se preocupe, entendo isso do comentário não funcionar e a frustração que dá. Já agradeço por ter comentado, sua lienda! =D Vou escrever capítulo novo hoje, porque o último era para ter tido mais partes que eu não acrescentei para não ficar cansativo.
Acho que vai amar a Ciça ainda mais!
Beijos! Nos vemos nos próximos reviews (se quiser voltar a comentar, é claro)!
Impressionante o tanto de críticas sociais que você consegue espremer em um único capítulo. Eu gosto de como sua escrita é densa. Dá a impressão de que cada palavra escolhida tem uma razão para estar onde está, e que não poderia ser substituída por nenhuma outra.
Boa tarde Aryalie! Primeiramente obrigada por ter deixado um comentário. Valorizo muito os leitores que têm a consideração de deixar aos autores suas opiniões acerca do que leram! Segundo, muito obrigada pelos elogios. Eu me esforço bastante para escrever essa história com o máximo de qualidade que consigo, pois pretendo publicá-la por meios oficiais em breve, assim que finalizá-la.
Sinta-se a vontade para tecer mais de suas considerações!
Beijos!
Oi, Menta! Preciso fazer uma confissão: já tinha lido sua história, mas quando ainda não usava minha conta no Nyah.
Adoro histórias Age-gap, então você já meio que me ganhou.
A personalidade da protagonista é forte e isso é algo notável, mas ao mesmo tempo, posso notar os resquícios da imaturidade aparecendo rsrs
O que dizer desse professor que mal conheço e já considero pakas? UAHSUAHSUA, brincadeiras à parte, ele parece que será um extremo oposto muito interessante e concordo com ela, ninguém merece estudar Exatas, é um porre total.
Adorei o primeiro capítulo, vou para o próximo ;)
Beijinhos.
Oiê Mila! Boa noite, como você está? Tudo bem? ^^ Fico muito feliz de saber que Amor Fati já tinha cruzado o seu caminho ehehehhe! Espero que goste de reler o que eu já tinha escrito e os novos capítulos postados (do seis ao oito eu postei entre quarta-feira passada e essa segunda-feira).
Eu também amo age gap! Mas a proposta é mais um retrato realista da realidade carioca (dentro da perspectiva que eu mesma fui criada), com alguns elementos junto a tudo isso (a relação dela com o Bento sendo um deles).
Fico feliz que a Cecília tenha tantos traços marcantes! E sim ehehehe ela é só uma menina de 16 anos, então era importante que tivesse esse tipo de característica perceptível. Se ela parecesse madura demais para a idade ficaria incongruente para uma história que se propõe ser o mais próximo do real possível, não é mesmo?
Adoro o Bento. Ele é certamente o personagem mais recheado de mistério da história! E um dos mais controvertidos. Como perceberá durante a leitura. Sim, exatas são muito chatas UHUHSH eu amava biologia no colégio e desisti de fazer ciências biológicas só pelo tanto de física e química que seria obrigada a estudar.
Muito obrigada pelo comentário e por me deixar saber que está gostando tanto!
Beijos!
Kkkkk Bento é?
Gostei do jeito dela. Estou esperando grandes coisas vindas dessa garota.
Boa tarde, miss_halle! Seja muito bem-vinda a leitura de minha humilde história original! ♥ Fico muito feliz de te receber. Pode esperar grandes coisas da Ciça mesmo, ehehehe ela é uma personagem bastante intensa! E Bento sim, hehehe não vão faltar referências por aqui...
Beijos!
Olá! Depois de HI e AWM, eu finalmente vim ler essa história que saiu todinha da sua cabeça, e que já está se mostrando espetacular.
Vamos começar com umas confissões. Quando li a sinopse, fiquei meio desanimada por causa do romance com o professor, pois não é algo que geralmente me atraia. Não sei, talvez porque me lembre de algumas histórias que li com esse tema e que eram bem ruinzinhas, ou talvez por causa de Lolita (sempre que a personagem principal se atrai por um cara mais velho, eu lembro dessa desgraça; não que seja uma produção ruim, eu até curti o filme, mas romantizar pedofilia/estupro é um pouco demais). No entanto, decidi dar uma chance a Amor Fati, e, depois desse capítulo, tenho certeza de que não vou me arrepender!
Começando pelo grupinho dela, eu adorei o modo como você expôs o preconceito e o modo que as pessoas se recusam a vê-lo como o que realmente é. Afonso, Marcos e Beto são personagens perfeitos para trabalhar alguns desses pontos (racismo, gordofobia e homofobia), e estou animada com as possibilidades.
Além disso, antes que me esqueça, eu amei o nome dela! Isso por causa um poema de Chico Buarque chamado Cecília, que eu declamei em um sarau da escola, e que me traz ótimas lembranças, achei digno. Aliás, a própria Cecília sofre alguns preconceitos, não é? Por jogar futebol e tal? Eu entendo ela, rodeada de meninos, tadinha; na minha sala, sou a única menina. Sim, na sala inteira, porque sou sortuda desse jeito.
Sobre o Daniel, não sei bem o que pensar. Gosto de como ele é legal com todos, acho que nessa parte, nós dois nos parecemos um tanto. Daniel não é o nome do Filho de Kivi? Acho que vou ler mais alguns capítulos antes de decidir o que acho do personagem.
Voltando à Cecília, dessa vez falando sobre a família dela, que eu achei uma criação extremamente original. Gostei de ela ser órfã, gostei de como se sente sobre sua irmã e seu tio, e espero ter mais e mais detalhes sobre o passado conturbado da protagonista.
Por fim, quero fazer algumas considerações finais. Adorei que a história se passa no Brasil! Gosto de livros que têm como cenário os Estados Unidos ou a Inglaterra, mas livros nacionais sempre têm um gostinho de casa que eu adoro. Houve também a "participação especial" do FHC, e eu não vou falar mal dele aqui, porque vai que você é fã do cara, né? Haha! Além disso, a escola homenageia São Patrício! Eu entendi a referência! Bixa, a senhora adora a Irlanda mesmo, hein?
Agora só posso dizer que estou ansiosíssima para que Amor Fati vire um livro. Quero te ver na bienal de SP, Menta! Muito sucesso pra você e pra história, as duas merecem!
Beijinhos e até o próximo capítulo!
Oiê Kaya, como você está? Espero que bem! Bom saber que está lendo diversas das minhas histórias ao mesmo tempo auhsuhshus! Só espero que esteja evitando o tumblr de H.I. e ler as notas finais/iniciais dos capítulos mais adiante para não tomar mais spoilers! XD
Vamos começar então respondendo suas confissões! Respeito plenamente a questão do gosto, já que é algo totalmente subjetivo e varia muito, ainda mais em termos de predileções de relações. Eu, por exemplo, sou o seu oposto: AMO de paixão relacionamentos com age gap (diferença de idade considerável). Quando estava solteira (namoro há cinco anos), sempre procurava homens bem mais velhos do que eu heheheeh meu recorde foi um com mais do que o dobro da minha idade, quando eu tinha dezoito anos. É uma escolha e atração de cada um, então nisso não posso opinar. Mas se prepare para uma coisa: os obstáculos e controvérsias da relação entre a Cecília e seu professor vão muuuito além da idade, eles têm muitas outras questões polêmicas nessa história aí aushushue!
Sobre as histórias ruinzinhas, nossa, que pena, eu posso te recomendar várias histórias de age gap aqui do nyah excelentes, em contrapartida. E a respeito de Lolita, só cuidado com uma coisa: o livro em momento algum romantiza a pedofilia, uma vez que o próprio Nabokov colocou notas finais no livro pra deixar bem claro que, por ser uma narrativa em primeira pessoa de um narrador-personagem não confiável (que justamente quer convencer o público de que fez tudo o que fez "por amor"), você não tem que lê-lo entendendo que tudo o que Humbert Humbert diz é verdade/procede. Muito pelo contrário. Ele escreve o livro todo numa tentativa de auto-defesa, sabendo que vai ser julgado por suas atitudes torpes.
Agora sobre os filmes, não sei se você viu a versão do Kubrick ou do Lyne, mas já vi gente que não leu o livro também se confundindo com a versão do Lyne (a mais recente, com o Jeremy Irons e a Dominique Swain) e a considerando romântica pelo desconhecimento de como a fonte da história é estruturada. O Humbert Humbert dos livros é realmente pedófilo, sem dúvida alguma (ele mesmo admite que não se interessa por garotas com formas de mulher, ele tem excitação sexual na figura mais infantilizada mesmo, é algo mais complexo do que os dois filmes mostram e mais tenso até, eu diria). O H.H. dos filmes poderia se enquadrar como efebófilo, ou seja, um homem que sente atração sexual por adolescentes, o que é diferente de pedofilia, embora no caso de ambas as adaptações tudo o que ele faz possa se enquadrar no crime de corrupção de menores e não em estupro de vulnerável (se quiser, posso te explicar a diferença por MP). Isso porque há uma manipulação da parte dele, e não uma sedução entre ele e Lolita. E, como já assistiu, viu que em determinado momento a personagem deixa claro que não quer mais vê-lo nem pintado de ouro, sofre, reclama, chora, etc, e ele insiste em seu desejo egoísta.
Outra nota relevante é que talvez o filme lhe pareça romantizado porque ele também parte do ponto de vista do H.H., assim como o livro, e, como te disse, o personagem fica o tempo todo tentando se justificar no material original. Na cabeça dele, aquilo realmente foi romântico, entende? Ele quer que tenha sido, porque senão lhe resta aceitar que ele é um fdp. Então por isso o tom do filme não pode ser tão cru, porque é uma adaptação do livro, e no livro o doente do Humbert fica nessa de tentar provar que é um louco de amor e não um sociopata sádico auhshsuhshue!
Fico feliz que tenha gostado dos três exemplos! O meu propósito principal em Amor Fati é descrever a vida como ela é, contando uma história que de fato poderia ter acontecido, o mais próximo da realidade possível. Então é necessário explorar todos esses temas polêmicos mas recorrentes na nossa sociedade cheia de falhas, os preconceitos sendo um dos nossos piores retrocessos constantes. Marcos, Beto e Afonso têm todos inspirações em amigos meus, não diretamente, em alguns eu misturei mais de um amigo, mas todos têm essa criação baseada em conhecidos até para dar esse tom tão real.
Eu amo a Ciça embora ela não seja uma personagem fácil auhshsuuhs e amo o nome dela também, que escolhi propositalmente por achar um nome muito lindo, e nome de poeta, ainda por cima ♥ amo os poemas da nossa Ciça Meireles hehehehe! Chico tem uma música maravilhosa nomeada "Cecília" que ainda aparece na história. Bem, todos sofremos preconceito, não é mesmo? O pior preconceito que a protagonista tem de suportar é esse que você apontou, o machismo. Aquela velha história de como os homens ditam como as mulheres devem se submeter na sociedade, o que devemos vestir, como devemos agir, o que podemos ou não podemos fazer... Nossa opressão clássica de cada dia. Eu fujo o máximo que posso do self-insert, mas para dar vida a Cecília tive que pegar alguns gostos meus e transportar para a personalidade dela (que é bem diferente da minha em diversos aspectos). Amo futebol, gosto muito de jogar (embora não tenha 1/20 do talento dela) e desde criança sempre tive muita facilidade e naturalidade em fazer amigos do sexo oposto. Inclusive mais nova tinha essa dificuldade de ter amigas meninas justamente pelas razões que a Ciça elencou: o jogo feminino de falsidade a que somos submetidas, essa rivalidade implícita, enfim, toda essa teia cruel que o machismo criou para que a gente não se veja como iguais, com sororidade, mas como potenciais rivais... Muito triste. Só bem mais velha eu fui perceber que me afastando das outras moças eu contribuía pra esse mesmo sistema, e aí comecei a ativamente me pronunciar contra tudo isso, procurando amizades femininas e dando o meu melhor para que essas relações não caíssem nessas armadilhas machistas.
Daniel é o nome do Filho de Kivi sim, mas eu comecei a escrever essa história e criei o Daniel muito antes do Filho de Kivi "existir" aqui no nyah AHUSUHSUH se notar, a criação de AF é de 2014. Mas achei uma coincidência bonitinha que um dos meus personagens mais simpáticos tivesse o mesmo nome de um dos autores mais simpáticos de fanfic que já conheci!
A família da Cecília será profundamente explorada ao longo da história. Logo mais teremos alguns capítulos demonstrando a relação complicada que ela tem com o tio, e no capítulo 6 temos outra parte da família dela aparecendo e mais questões do passado familiar da garota vindo à tona.
Sobre a questão do cenário nacional, é como eu te disse, quero que isso ilustre a vida como ela é, um cotidiano plausível. E também me baseio um pouco em um conselho do meu musicista favorito, Bob Dylan, que sempre disse "escreva sobre o que você conhece". As histórias mais cativantes são aquelas que a gente lê e mergulha naquele universo, e conhecer sobre o que se escreve ajuda e muito a criar essa imersão com maior efetividade. Eu nasci e fui criada no Rio nessa mesma bolha elitista da Cecília (embora não tenha 1/20 do dinheiro dela), então o cenário e a contextualização são reflexo da minha vida adolescente.
Eu detesto o FHC auhsuhhus repare que quando o coloquei foi em uma cena de desprezo, em que a Cecília inclusive abaixou a foto do pai com esse sujeitinho AUHSHUS! Sobre São Patrício, sem dúvidas é uma referência a Irlanda, terra a qual sonho em conhecer heheehhe (já combinei com meu namorado que nossa lua de mel se passará lá hahaahahahha), mas o nome do colégio pertence a um santo católico porque eu mesma estudei nesses anos de adolescência em um colégio católico do porte do São Patrício da Ciça, heehehe!
Beijos! Fico feliz que tenha se empolgado com a história, vem muito mais por aí! Muito obrigada pela força e por todo o apoio!
Escrever em primeira pessoa é uma arte. A maioria das pessoas só fazem é uma adaptação da narração em terceira pessoa, e caem no erro de sair metralhando uma sequência de ações em linha temporal, tais como, acordei, comi, caguei. Escrever em primeira pessoa é mais do que isso. É ter a história toda pronta na sua mente, ou pelo menos boa parte visível. É alternar narração com âmago da personagem, com lembranças e flashbacks, é mostrar o ponto de vista singular de pensar da protagonista.
Desde já eu notei seus títulos que remetem à matérias escolares, lembrando um pouco à escolha de títulos dos episódios da série animada o espetacular homem aranha ─ muito boa, por sinal, fiquei puto quando foi cancelada ao chegar na melhor parte ─ e também seu detalhamento de cena, ao qual não tenho certeza se persistirá nos próximos capítulos, ou se foi a gana da estréia. Geralmente começar com uma problematização da vida da personagem vem sendo o recurso mais eficaz. Mas as personagens são nitidamente bem construídas (Daniel, filho de dois professores, sua dedicação), pela fidelização da fala informal, e pela marca de autoria das adjetivações da narradora (professor decrepto).
Apesar da exaustão de diálogos seguido de detalhamento da fala (e eu sei que autores profissionais também fazem isso, às vezes) eu estou simpatizando até porque me lembra vagamente a turma os invencíveis, de Ana Cristina Massa, um grupo de estudantes do Leblon, do colegial, assim como os seus, Marco, Daniel, cia, que reúne desde os nerds até os nem tão nerds, se é que podemos colocar assim, mas até que o detalhamento de falas é muito mais bem feito do que a média (talvez até de uns autores, se pegarmos os imitadores da geração 90 mais lacônicos e diretos) e é por isso que não pesou contra.
Agora sim, depois de passados os diálogos, estou podendo visualizar sua fic em seu melhor resplendor! E começou depois da menção ao nosso grupo esquisitinho, e prometo que os comentários aqui serão mais coesos e menos em tom de crítica e mais focado na história (geralmente eu faço uma reformulação do que escrevi nos parágrafos do comentário inicial, mas como tem muitos para entregar hoje das fics que ando acompanhando, se me permite adiantar...).
Parece que vamos ter a temática social aqui. Eu adoro isso. Dificilmente acho fics que se passem no Brasil, ou que falem dos problemas da nossa realidade, quando acho uma que tem, já pode contar com minha preferência. Por exemplo, o problema da Simone não responder a chamada em voz alta poderia ser os intensos estupros diários psicológicos comparativos sociais por que passa todo dia ─ e que seriam maiores se fosse um garoto de pele negra e mente fraca (leia-se não calejada, todo mundo tem a mente fraca, são humanos, alguns calejam depois de tanto tempo sentindo a dor), mas quem é que para para pensar sobre isso? Ou se parou, preferiu ficar calado. Só por esse capítulo já mereceu meu favorito, seja por dar voz ao sentimento engasgado ou pela forma tão precisa de escolher as palavras que a expressam - sim, alguns husky tem de cuidados e alimentação em um mês o que supera o salário mínimo do proletariado bonobo. A nossa sociedade imunda herdou do colonialismo não só a "herança escravocata', como a corrupção política que já existe desde o coronelismo e do café-com-leite, e também o envilecimento do trabalho, tido como atividade inferior ─ e se você prestar bem atenção, é motivo de vergonha para muitas pessoas, embora o brasileiro complexado típico invente maneiras de não perder a pose. Enquanto nos EUA, até a filha do presidente trabalhe na barraquinha de coxinha beneficente, no Brasil, as pessoas preferem esconder seus fracassos, e posar de "tranquila, favoravel", vadiando nas calçadas, ao passo que vigiam e invejam quem procura ir a luta e sair da merda. Já a classe média, essa é outra complexada, sem ideologia, como bem disse Marilena Chaui, só existe pelo dinheiro e apenas para se auto-afirmar, com todo evento e programa em que possa demonstrar seu pretenso status. Os brados para vagabundo que arrumasse um emprego só seriam substituído por um olhar arrogante de superioridade que, veladamente, continuará a dizer a mesma coisa, é claro, até porque é uma outra realidade ter nascido em família onde seu sustento é garantido e você nunca tenha a necessidade de trabalhar. Sociedade de patrícios bem vivos.
De resto, eu nem tenho muito o que falar. Narração divina, foi minha dose de dopamina de hoje.
Mas o quanto dessa fic é real?
─ Por que você fez isso?
─ Não fabrique uma resposta, eu vou perceber e isso invalidará o teste.
─ Não precisa acreditar na resposta. Tem apenas que responder honestamente.
Max Barry, Lexico
Boa tarde! Primeiramente, quero agradecer! Muito obrigada por deixar um review tão minucioso na história. Sei o quanto esse tipo de atitude é rara, a maioria dos leitores prefere ser fantasma e guardar pra si suas opiniões, elogios e críticas construtivas a uma história. Eu sou que nem você, ehehe, em relação as histórias que decido ler. Comento, analiso, e redijo considerações honestas por meio dos comentários, sejam positivas ou negativas. Tudo, é claro, com cuidado e justificativas, porque sei o quanto é fácil ser interpretado erroneamente ahusuhshs!
E por isso agradeço novamente. Tanto no que você simplesmente comentou sem julgamentos quanto no que você apontou como crítica ou elogio, você o fez de maneira gentil e eloquente. É realmente raro ter leitores com a consideração de comentar, quanto mais os que comentam com tamanho cuidado. Por isso, vamos a resposta ao seu review!
Amor Fati foi a primeira história que escrevi em primeira pessoa. Justamente por todas as razões que você apontou no primeiro parágrafo do seu review, eu tinha medo de cair em toda essa esparrela, e, pior, derrapar em outros perigos como o "self-insert", ainda mais em uma história como você mesmo percebeu ter uma boa dose de realidade. Por isso, fiz e faço meu melhor com ela, sempre atenta para errar o mínimo possível shushus!
Fico também feliz de ganhar um leitor perspicaz. Acredite, nem todos notaram a primeira vista a construção de capítulos relacionando o conteúdo deles com tópicos de estudos de física, química e matemática, das exatas que atormentam a protagonista heheehehe! Sobre a série do Homem Aranha, infelizmente não assisti, embora em geral o universo Marvel me interesse bastante.
No que diz respeito aos diálogos que você apontou, me parece que você não é um fã desse recurso, já que foi o momento do review em que disse que o detalhamento das falas após os diálogos poderia ter um peso negativo. Respeito sua opinião, a compreendo inclusive, mas em minha humilde posição devo afirmar que uso os diálogos como uma ferramenta de desenvolvimento de personagens. Por meio deles, podemos compreender ou ao menos antever sugestões de como é a personalidade do pessoal que vamos acompanhar ao longo da história, eheheh! O detalhamento serve não só como ferramenta de imersão, mas também para discernir trejeitos, gestos e atos que diferenciam as personalidades elencadas. Fora que, além de tudo, eu sou fã de escritores/autores que prezam por esse detalhismo, não que eu esteja me comparando a eles, mas ressaltando uma questão de gosto pessoal mesmo. Citando alguns a esmo, sem relação temporal, contextual e menos ainda territorial: Tolkien, Clarice, Poe, Machado, Jack London, sou apaixonada por descrições, acho que dão todo um diferencial a história.
Sim, exatamente por pretender que essa história seja o mais próxima possível da realidade há muito da temática social aqui. Dentro do que eu convivi na bolha elitista em que fui criada, similar a da Ciça. Morei na zona sul a vida inteira e convivi com todo o tipo de hipocrisia e culpa burguesa (ahuusshus), embora não tenha 1/10 da grana dela, é claro. Eu diria que Amor Fati é composta uns 10% de fantasia mesmo, mas a linha geral da história é baseada em muito do que vivi na minha adolescência (não mostrado apenas pela Ciça, como disse, quero fugir do self-insert, a própria personalidade da garota é bem distinta da minha), do que testemunhei acontecer com amigos, colegas e pessoas ao meu redor, e de um sem número de relatos que passaram pela minha vida que se encaixariam nesse contexto polêmico do Rio de Janeiro de muitos Rios, porém tão mais explorado por uma classe social específica (e muito para gringo ver).
A questão da herança da época da escravidão vai mesmo bem mais além, como você apontou. Além do coronelismo, da política café-com-leite, acho que toda a estrutura começou com nossa colonização de exploração e principalmente com a divisão do território em capitanias hereditárias. Tanto é que algumas regiões do país até hoje são governadas por famílias específicas, quase como feudos pertencentes a "nomes mágicos" que decidem tudo. Lembra também a clássica história do "você sabe com quem está falando?"...
Se você ler minha resposta ao seu review com atenção, já tem a resposta que queria ;P aliás, ela já estava postada nas notas da história! Como sugere o próprio título, é uma tentativa de usar na fantasia essa máxima que eu tanto amo da filosofia trágica de Nietzsche. A vida real, aceita até no que há de controverso, falho, incômodo, dentro da fatalidade trágica que lhe é intrínseca.
Obrigada pelo review, novamente!
Que surpresa agradável. Quando li a sinopse, pensei: 'ótimo, isto daqui parece uma cópia de Lolita, porém, do ponto de vista da menina. Mais um enredo clichê.' Se é clichê, não sei. Se Cecília irá se envolver com esse homem, não sei, embora eu possa presumir nisso por essa olhadela discreta que ele ofereceu no final. Talvez ela faça-o lembrar de Beatriz Liberatti, ele era apaixonado por ela? Seu nível de escrita é excelente, Menta! As descrições, muitas vezes na medida certa e, em outras, um pouco exacerbadas (uma mera observação e isto não é algo que me incomode de fato) me emergiram nos cenários perfeitamente bem. Me senti respirando a sequência da partida de futebol, como se estivesse visualizando-a rente ao meu nariz.
Eu gostei da proposta, da sua escrita e pelo teor crítico também. Logo no começo você nos manda as constatações óbvias, porém, não tão óbvias para a parcela conservadora da sociedade - e até para a parcela que se define como liberal/esquerda, também, que carece de um entendimento mais aprofundado sobre as desigualdades sociais, o pré-conceito e o machismo. Cecília acha que a irmã é mais corajosa, mas eu tive uma impressão de que a própria Cecília também é; ela me parece independente e ok, mas desprovida de alguma disciplina e foco, eu acho. Isso para mim está explícito na segunda parte do capítulo. O apartamento completamente luxuoso e espaçoso vazio pode ser uma metáfora disso: o espaço fisicamente vazio representa que algo falta em sua vida, uma nova filosofia, um novo caminho, uma nova direção, alguém que lhe dê aulas de matemática; wharever. E entornar uma long neck e enrolar aquela paranga também denota a falta de um norte a ser seguido, a várzea a qual ela está imersa. Também, quem pudera; não é como se ela tivesse muitas pessoas próximas que lhe oferecessem um suporte emocional no lar. Ela teve Daniel cedo e com o decorrer do tempo conheceu aquela galera, mas quero me restringir ao ambiente familiar mesmo: a irmã mora em outro continente (como será que era a relação de ambas quando esta ainda estava no Rio?); o tio, único responsável legal que parece não estar muito presente; o pai que representa toda a carga social opressora e a hipocrisia da elite que está na cara que Cecília despreza (ele era um Aécio Neves da advocacia); a mãe que, na prática, nunca conheceu... Bom, a falta de uma família sólida, é claro, prejudicou Cecília. Enfim, não adianta ficar falando como ela seria hoje se os pais estivessem presentes (tenho a impressão de que não seria muito diferente...), o que importa é o agora e estou curioso para saber sobre esse tal professor particular. Eu achei a relação dela com o Daniel muito sincera, e como você vai tecer críticas sociais em seu trabalho, acho que poderemos ver algo sobre o teor machista nos possíveis atritos que podem acontecer entre Ceci e Sandra. A protagonista me cativou pelo seu olhar apurado, reconhecer que a mulher é designada para enxergar a outra como uma rival, enfim.
Curti. Continuarei lendo. Parabéns pelo Amor Fati, parece que vai ser mesmo um trabalho bom, então, desculpe ter chegado com certo pré-conceito haha. Descobri, agora, que age gap significa relação entre duas pessoas com discrepâncias de idade - então pode rolar mesmo. Até o próximo!
Muito boa tarde, Noah! Primeiramente, devo lhe agradecer por saber que você não desistiu de dar uma olhada em AF, mesmo tendo uma primeira impressão que depois foi superada com a leitura do capítulo de abertura da história! Infelizmente somos todos muito guiados por preconceitos, somos seres limitados, nosso primeiro instinto é julgar antes de conhecer. E fico grata de saber que você superou esse instinto e fez questão de ler o primeiro capítulo para comprovar se sua desconfiança estava correta ou não, hehehe! Muito obrigada pelos elogios! Meu estilo de escrita é mesmo descritivo, porque é algo que eu particularmente gosto de ver nos textos que escolho ler. Meus autores favoritos valorizam bastante detalhismos e descrições ricas (Tolkien, Poe, Machado de Assis, para dizer alguns). Não que eu esteja me comparando a eles, longe disso ahusuhshus, mas como eu gosto bastante de ler histórias nas quais eu realmente me sinto dentro do cenário, sentindo as emoções dos personagens, vendo o que eles veem, é algo que eu acredito ser muito favorecido por esse cuidado nas descrições, e, portanto, tento trazer para as minhas histórias! Fico feliz de saber que teve o efeito planejado com você, eheheheheh!
A proposta de Amor Fati é mesmo ser uma história o mais realista possível, no sentido de que eu aproveito muito do que testemunhei como "narradora-observadora" da criação que tive dentro da elite carioca. Não tenho nem 1/10 da grana da Ciça, mas convivi com "Ciças" bem de perto, tive amigos e amigas herdeiros como ela, e eu mesma posso me considerar com um padrão confortável de vida, "classe média alta" se formos usar uma definição mais simples. Eu concordo com você. Cecília tem uma auto-imagem distorcida, em parte pelos dilemas típicos da adolescência, em parte pela falta de modelos e segurança familiar, afinal, seu tio não é exatamente um modelo de pai ou guardião, sua irmã mais velha vive longe, e ela tem uma vida, fora do colégio, extremamente solitária. Vejo que Flavia e Cecília são corajosas sim, cada uma a sua maneira. E sem dúvidas Ciça tem questões como essa ausência de foco, que, como você interpretou perfeitamente, nascem desta falta de norte, de um guia na vida, oriundo deste também ausente modelo paternal/maternal no qual se basear. Ela não teve uma figura adulta presente para lhe servir de modelo.
"Isso para mim está explícito na segunda parte do capítulo. O apartamento completamente luxuoso e espaçoso vazio pode ser uma metáfora disso: o espaço fisicamente vazio representa que algo falta em sua vida, uma nova filosofia, um novo caminho, uma nova direção, alguém que lhe dê aulas de matemática; wharever. E entornar uma long neck e enrolar aquela paranga também denota a falta de um norte a ser seguido, a várzea a qual ela está imersa. Também, quem pudera; não é como se ela tivesse muitas pessoas próximas que lhe oferecessem um suporte emocional no lar."
Eu mesma não poderia ter explicitado melhor! Tive de citar toda esta sua parte do review por você ter simplesmente acertado em cheio na interpretação. Concordo com cada grau do que expôs aqui, e fico ainda mais feliz de saber que percebeu todo o simbolismo da riqueza "sem valor" de Cecília.
A relação de Cecília com Flavia é mais bem trabalhada em breve, temos algumas menções a isso no capítulo 6 da história, se eu não muito me engano. Tio Fred é mesmo emocionalmente distante, mas ele também não é um personagem superficial, você vai conhecer bastante do cara ao longo da leitura dos capítulos já postados. Sim, papai Macedo (hehehehe) é mesmo representativo do elitismo que eu vi dos poderosos da bolha social na qual eu fui criada! Um Aécio Neves da advocacia é mesmo uma ilustração perfeita heuuhahuahue! A mãe é outro reflexo, o símbolo da socialite, da criação objetificadora, fútil, opressora da mulher que também é muito presente nas classes ricas. Acredito que a mãe de Cecília talvez pudesse lhe prover o carinho do qual a garota sente tanta falta, mas só consigo imaginar seu pai sendo ausente também, e imagino que a relação entre Ciça e ele não seria nada boa também. Veremos mais do professor particular ao longo da história. Esse romance age gap (já adianto que terá sim), será explorado com crueza, no sentido de que, se por um lado não amaciarei o que há de perturbador, controverso, "sujo" e polêmico nele, de outro também não diminuirei a carga de desejo, erotismo e demais emoções que isso vai gerar na Cecília (já que a história é contada pela perspectiva dela). Teremos muitas situações resultantes do preconceito que permeia a nossa sociedade em vários sentidos aqui em AF sim, tanto no que se refere ao machismo e misoginia, quanto a elitismo, racismo, homofobia, dentre outros. Daniel é baseado em uma mistura de grandes amigos meus e parte de meu namorado, hehehehe (Bento, o professor particular também é parcialmente inspirado no meu namorado, ehheeh), então fico feliz de saber que a relação dos dois soou natural, significa que pude mesmo adaptar a realidade servindo como viés inspirador para a história, que, afinal de contas, se pretende tão visceral.
Muito obrigada pelos elogios, por ter dado uma chance mesmo ficando desconfiado de primeira, e por me deixar saber tudo o que achou a respeito do primeiro capítulo, da proposta da história, da minha escrita, dos personagens! Fico realmente muito grata por toda a sua gentileza e consideração!
Beijos e até breve!
Olá! Confesso que me impressionei quando vi o tamanho do primeiro capítulo kkk, fiquei meio com um pé atrás pq já li muitos grandes e que não era tão envolvente a ponto de nao cansar. O seu foi diferente! Li tudo "de uma veizada só" sem me cansar e sempre interessado no que vai acontecer no momento seguinte. "Quando eu crescer, quero ser igual a voce!" Sério! Tua escrita é demais! Detalhes na medida certa, não só pra encher linguiça. Forma inteligente de usar as palavras. :)
Gostei que abordou temas de preconceito. Na tv sempre dizem que é "inacreditavel que isso ocorra hoje em dia!" Há... Ocorre a todo instante e em todo lugar!
A gostei da Cecília, ao contrário do que ela disse. Não gostei que ela usa umas droguinhas aí, mas faz parte haha, cada um, cada um.
E como que ela deixa o Bento entrar sendo que ela nem o conhece e ela estando alone in home? Essa olhada dele no final... Sei não, hein!
Gostei da sua narração e eu vou acompanhar a história. Parabéns! Muito boa! Até mais :)
Oiêê Erick! Tudo bem com você? Espero que sim! Fiquei muito feliz com esse seu review, que foi muito lisonjeiro e completo! Muito obrigada mesmo por tantas palavras gentis e atenciosas! ^^
Sim, realmente Amor Fati tem uma forma mais detalhista mesmo, mas eu acho que esse é um toque necessário pro estilo da história que eu pretendo contar. Como é para parecer aquele tipo de história que a gente lê e pensa "poxa, as coisas são assim mesmo" ou "isso poderia ter acontecido" ou "já vi um caso parecido com isso assim assim e assado", enfim, acho que entendeu o que eu quis dizer HUSUHHU, é preciso que tenha esse nível de atenção aos detalhes, pra trazer um ambiente, cenário e desenvolvimento de personagens mais realista, relacionável com a vida real.
Amor Fati é cheio dessas "críticas sociais f***s" HUAUHSHS mas eu juro que tento meu melhor para não ser tendenciosa nem caga regra. Espero mesmo que continue gostando! É que é pra ser uma história bem próxima da realidade mesmo, então ela tem que ter seu lado feio bem claro.
A Ciça tem uma auto-imagem distorcida. Vem do fato dela ser órfã, de ter um tio que não é bem um bom guardião (mas deixa eu me controlar aqui senão dou spoiler), enfim, ela é uma menina muito solitária, reclusa, que tem esse complexo de abandono. Então ela naturalmente não tem uma boa auto-estima.
Ela na verdade ficou sem reação, porque foi uma coincidência sem tamanho ver o cara na foto e logo depois ele surgir na porta da casa dela. Mas quando você chegar no capítulo 2 isso vai ficar melhor explicado. Pode ler que vai saber hahahahah!
Muito obrigada por todos os elogios! Até o próximo!
Beijão!
Olá Menta! Dito e feito consegui enfim aparecer em mais uma de suas maravilhosas histórias. E depois de ter tirado o sábado só para limpar a casa e arrumar minhas coisas consegui tempo livre para relaxar e finalmente ler sua história. E já digo que estou apaixonadona por ela.
Eu já esperava que Amor Fati fosse mesmo me cativar até porque quando se trata de um escrito de sua autoria o que se espera é apenas a perfeição e nada mais que isso, mas não dessa forma tão grandiosa como me cativou. Cecília é gente como a gente, pelo menos esse lado estudante dela. Todo esse ambiente escolar e esse início com ela tirando um cochilo duramente a sala me fez lembrar do meu tempo de escola. Falando assim até parece que foram anos atrás, mas faz pouco tempo. Enfim, essa menina já conseguiu um lugar na minha lista de personagens preferidos. Adorei muito a personalidade dela e a forma como ela narra todo o ambiente, me senti no Rio de Janeiro enquanto lia esse capítulo. Detalhes e mais detalhes... Ahhh meu deus como isso me encantou! Uma coisa que eu amo muito, tipo muito mesmo são detalhes nas histórias. Acho que isso ajuda mais a levar o leitor para o ambiente em que a narrativa acontece e você Mentinha fez isso de forma perfeita. Outra coisa que fez com que eu me identificasse bem mais com ela foi esse grupinho dos "esquisitinhos". A única diferença era que eram seis equisitinhos com cinco meninas (dentre elas minha irmã que estudava comigo, pois é nunca queira estudar com sua irmã) e um menino. Claro que, nenhum de nós jogava futebol, a gente comentava séries e trocava livros. Já amo o grupo da Cecília e todos esses guris. Principalmente o Daniel que meu deus, meninos de cachos são apaixonantes e ela muro bem em ter dado uns beijos nele. Com um amigo assim (de cachos) quem resistiria não é? HAHA
"Pessoas pobres são dignas de piedade e compaixão para a imensa maioria nascida em berço de ouro, misericórdia essa demonstrada pelas orações nas missas de domingo em que frequentam com a família e os inúmeros “likes” e compartilhamentos que fazem em seus perfis do facebook. Vivem denunciando diversas mazelas sociais que não afligem a elite, mas que eles, curiosamente, entendem tão bem. Seria tudo muito bonito, se seu único real contato com pessoas de classe mais baixa do que a deles não fosse apenas com suas respectivas empregadas domésticas — quase sempre negras e moradoras de favelas — as quais gostam de tratar, recorrentemente, como mascotes da própria família que trabalham para eles. E que nem sequer merecem receber comida tão cara quanto o labrador puro-sangue que compraram na pet-shop da Barra da Tijuca." Eu tinha um comentário pronto sobre essa parte do capítulo mas acho que não vou precisar falar nada, você já disse tudo. Já posso dizer que amo muito essa história!
Fanficzona da porr*
E esse Bento hein? Não vou mentir, sempre fui atraída por homens mais velhos e ler uma age gap é quase como se eu estivesse na história huashuas. O Bento que imaginei aqui depois dessa descrição senhor amado me ajuda haha
Esse capítulo foi maravilhoso. Já é uma verdade que essa história é fantástica não só por ser de algo que eu amo/adoro (age gap quando bem escrito e retratado é muito divoso) mas também porque não é aquela história onde todo mundo é perfeito e tudo é cheio de flores e arco íris com pessoas felizes e perfeitas. É real, com pessoas reais! Cara isso é f*** menina você é toda f***!! Você sabe que só tenho elogios para você né menina, então imagine mais um monte deles aqui. Que fique claro que oficialmente sou sua fã hein
Beijão flor e dona desse mundo!
O que acho que pode melhorar: Nyah você poderia por favor tirar essa opção daqui? Obrigada de nada.
Oiiiêêê minha Samizinha querida! Guria, eu preciso dizer que estou MUITO feliz de te receber por aqui! ^^ Amor Fati é a original que eu mais "levo a sério" no sentido de publicá-la um dia, é a história de minha inteira criação que eu acho que mais tem chance de, de fato, virar livro quando eu terminá-la, e editá-la, e enfim, passar por todo o processo criativo. Então é bom demais ver minhas leitoras queridas de fanfics e outras publicações não tão compromissadas aparecerem por aqui!
Ademais, para responder o resto do comentário, eu fico também muito lisonjeada e recompensada ao ver que um dos primeiros detalhes da minha narrativa que você elogio é justamente o fato de que eu falo de personagens reais. Sabe, eu tento trazer para Amor Fati aquela ideia do "escreva sobre o seu tempo, sobre o que você conhece". Não é que eu ache que você não possa escrever histórias sobre outros países e outras culturas, mas, SE O SEU OBJETIVO for verossimilhança, nada vai ser mais próximo de você do que a realidade que você conhece. E eu fui criada nesse mesmo meio da Ciça. Não posso dizer que ela é um self-insert meu (até porque não era o que eu queria com essa história), mas ela vive em um meio muito parecido com o que eu passei meus últimos anos da escola. Elite carioca, escola particular católica, e todos os problemas e benesses de se viver no Rio de Janeiro dos tempos atuais. Então se meus humildes personagens e tramas passam esse nível de realidade, é um sinal muito positivo, porque o que eu quero com Amor Fati é trazer uma trama rica em realismo. O tipo de história que alguém pode ler e pensar "cara, isso realmente poderia ter acontecido". Uma história intimista e realista, em suma, e é bom demais saber que você já está curtindo tanto direto pelo primeiro capítulo, e pôde comparar com a sua própria realidade dos tempos em que era uma estudante colegial!
Eu tento trazer em Amor Fati um retrato mais visceral da realidade, e, com isso, críticas sociais que não pareçam nem muito "metidas à besta", e também que não sejam demasiado distantes. Algo que possa levar o leitor a refletir sobre o tema e tirar suas próprias conclusões, mas algo que ele NÃO POSSA IGNORAR. É basicamente isso.
E sobre o age gap, estou certa de que você não vai se arrepender. Bento e Daniel? Amo os dois. Igualmente e intensamente UHSHUSHUE!
Beijão, minha linda! Nos vemos nos próximos capítulos! =D
Fiquei por alguns segundos refletindo o motivo de não ter lido essa original antes. Olha, nem eu mesmo aceitei minha desculpa do ''sem tempo'' como resposta, é inadmissível! Estava eu, pleno em um dia chuvoso aqui em Curitiba, sem ''nada'' para fazer e eis que me recordo de seu MP comentando sobre Amor Fati e potencial futuro livro seu. Já havia lido a sinopse uma vez, admito, e lembro perfeitamente de ter atraído bastante a minha atenção. Mas foi somente depois de concluir a minha leitura que pude respirar e dizer: caramba, essa história vai ser boa pra cacete!! Perdão o palavreado, mas essa foi, ironicamente, a minha expressão! Sério, mentinha, fiquei muito excitado (no sentido bom da palavra. Pera, será que existe?) e com uma ânsia por mais e mais da história.
Primeiramente, devo dizer que simplesmente amei sua descrição em primeira pessoa. Acredito que seja a primeira vez que li suas palavras inteiramente assim (se eu estiver enganado peço que avise, por favor. Odeio esquecer algo e comentar erroneamente sobre), mas de qualquer forma, foi sensacional! Tudo fluiu bem e o que mais me impressionou foram os detalhes. A narração estava impecável, rica e bastante crível. Pude viajar e imaginar os personagens, suas descrições e particularidades distintas. Foi impressionante, de verdade! Acredito que tudo isso veio a se tornar um dos pontos altos desse primeiro capítulo. Você não decepciona, jamais, e acaba entregando um excelente primeiro capítulo, mostrando-nos que não está para brincadeiras e abordando, mesmo que de forma breve (tenho certeza que será aprofundado no futuro), temas delicados e MUITO pertinentes na sociedade atual. É lindo quando vejo algum amigo(a) virtual trazendo temas tão reais em suas obras. Você é foda, Menta! Estou muito ansioso para ver suas ideias.
Sobre os personagens. Nem preciso dizer que adorei a Ciça ( não resisti e vou aderir ao apelido), né? Ironicamente, ela lembra muito a personagem Cicely de Mad World que será apresentada futuramente, ambas inclusive possuem um passado semelhante. Cicely ''Cicie'' também é órfã, mas jamais conheceu os pais ou a própria família, vivendo sempre em orfanatos. Ela vai ser uma personagem bem interessante, estou ansioso para apresentá-la aos leitores. Eu preciso dizer que não havia lido Amor Fati até então (tanto é que nem favoritei/acompanhei antes de hoje) e peço que me informe caso você ache as semelhanças absurdas demais entre as duas personagens, não me importaria de modificar alguma coisa, nem que seja o nome.
Enfim, continuando, adorei a personalidade breve de cada personagem e AMEI o comportamento nada convencional da protagonista. Estou muito interessado na história, realmente me cativou de primeira. Parabéns, menta, parabéns! Beijão!