O LIMITE
1 Prólogo
Notas iniciais
Quando a situação estiver estabelecida, é possível que eu volte com os capítulos.
Com carinho,
Carlos Eduardo.
5 de Novembro de 2008
Não sei por que decidi escrever isto.
Não sei por que, de todas as opções que tinha, decidi optar por escrever. Não sei o que devo fazer nem o que deveria ter feito. Só o que consigo fazer é procurar as palavras certas, ou, por falta de opção, as menos afiadas para descrever tudo que aconteceu nesses últimos oito meses.
O tempo faz uma diferença danada. Para mim, oito meses atrás são lembranças de uma outra vida, uma outra época, marcada por uma alegria de que não recordo muito bem e por um sorriso que talvez jamais retorne ao seu lugar.
A culpa tem ultimamente me consumido numa maré de arrependimento sem nome. Arrependo-me pelas conversas, pelo carinho e até pelas risadas desse ano. Talvez jamais haja outro momento em minha vida de tanta conturbação, tanto sofrimento que, ao passo que me abre portas para mundos diferentes, me rasga por dentro, consumindo o que resta do meu orgulho como ser humano.
Como pude fazer isso...?
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