Doce Red
23 Valioso, Carlos
Notas iniciais
— Então, tem namorado? — Uma senhora com rosto enrugado pergunta à Red, que apenas ri da pergunta, passeia pelo cômodo, passa os dedos finos para o que parecia um frasco. — Oh querida, não toque nisso, meu perfume árabe num vaso de alabastro, dado por meu marido, que descanse em paz — Faz o símbolo da cruz pelo rosto, enrugo o nariz.
— Perdão dona Minalva — Red se desculpa, mas não desfaz o sorriso travesso do rosto. Estico a mão e a chamo, ela se senta em meu colo. — Ele é meu namorado — E sussurra próxima de meu rosto.
— Ora, que belo jovem, deveria ir na missa conosco, Red está aprendendo a tocar piano. — Pousa mãos enrugadas no braço da poltrona velha.
— Carlos não gosta muito de igrejas — Responde por mim, apenas aceno — Temos que ir, foi um prazer conhecer sua casa dona Minalva, Carlos precisa de contato com outras pessoas.
— Venha quando quiser criança.
— Nós agradecemos — Red está levantando, me puxando para fora. Quando saímos, engancha seus dedos nos meus, aperto com força.
— Esta será a última vez que cedo à você, quando chegarmos trate de preparar, algemas no quarto, cordas...
— Eu sei.
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