Doce Red
24 Suspensa, Red
Notas iniciais
— Sopesa Red, sopesa! — Carlos grita novamente, me encolho ao tom, suspendendo a tábua pesada de madeira entre as mãos, ela pesa para a direita e cai. — Red. — Agora seu tom e mais calmo, ameno, me fazendo relaxar os ombros. — Precisa conseguir equilibrar, como servirá as visitas dessa forma?
— Não recebemos visitas — Murmuro repentinamente mal humorada, me afasto, pegando uma corda, amarro numa das mãos e deixo pendurado, entrego a ponta da corda para Carlos, que pega, suspira. Ele suspirando fica maravilhoso, sorrio diante, dando beijos pelo seu braço forte. — Vamos ter, e filhos e vizinhos fofoqueiros. — Tremo os ombros, saltitando para o meio do quarto. — Agora, vamos ensaiar, não quero que erre na hora agá.
Carlos não se move, joga a cabeça para trás e para frente, me olhando, sorri, eu sorrio, aproxima, agarra meus pulsos e leva até a cabeça. Ofego. Sinto-o puxar-me até minhas costas estarem sobre o colchão, amarra um pulso no outro, o nó forte faz meu coração disparar. Ergo o olhar, observando enquanto amarra à cabeceira moldada, desce aos meus pés, repete as amarras, as pernas separadas, curvadas para cima. Sobe em mim, empunha algo, e desliza.
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