Doce Insanidade

'- A insanidade não é algo que se reprime nas veias de um gênio, sem loucura não há genialidade, não há inteligência. A insanidade não está em se beber quente um frasco de veneno e esperar que o outro permaneça quente após a morte... Ah! minha doce Ayelleen... A insanidade é como um presente grego, uma faca de dois gumes,onde o que é bom se torna ruim e o que era ruim se torna melhor ainda. Acredite minha querida, se eu fosse um pouquinho insano eu jamais estaria bebendo o veneno frio, como estou agora.'

Ele permanecia sentado no escuro, fitando a chama da vela dançar em movimentos sinuosos, Ela, por outro lado, permanecia segurando sua taça intacta. O que poderia ser mais constrangedor do que ouvir aquela voz ecoando naquela sala escura e fria e sentir aquele tormento quente se alastrando por seu corpo branco?

—'A insanidade doutor,é doce, tão quanto o veneno derramado nessas taças, tão doce quanto o sentimento que nos une.' - e bebeu um gole.

Ele se levantou na escuridão, se aproximou dela, tocou sua mão retirando a taça cheia e guiou-a através da pequena chama dançante, levou-a até a sacada onde o vento forte lutava e tocava seus rostos de forma gélida e dolorida.Não havia outro lugar, nem outra pessoa, com quem os dois gostariam de estar agora.'
Classificação Livre
Romance Hannibal Rising
Monny

Sinopse

Notas adicionais

Escrito por
Monny


Classificação Livre
Livro em andamento
Publicado em 28 de mar. de 2011, 20:05
Atualizado em 24 de nov. de 2013, 18:44
18869 palavras

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