Notas iniciais
Olá, gente! Como estão hoje? Muito ansiosos pra domingo? Contando as horas, os minutos, o segundos? Porque eu to, hahaha. Hiatus tá acabando, aleluia!! q Bem, espero que gostem deste capítulo. Boa leitura!

Já em casa, me joguei no sofá da sala de estar particular, cômodo não aberto para hospedes. Esfreguei os olhos com as mãos, tentando assimilar a loucura daquela noite que eu havia vivido. Parecia tudo tão irreal. Olhei para o relógio na parede e notei que não fazia nem duas horas desde que eu havia saído de casa mais cedo.

Apesar do horário já avançado, a pousada ainda estava aberta, já que só fechava as portas realmente quando Granny e eu estávamos na cama. Enquanto uma de nós duas estivéssemos de pé, as portas ficavam abertas. Granny ainda estava na lanchonete, o que queria dizer que eu não podia dormir e deixar a pousada sozinha, ou ela ficaria uma fera. Eu não entendia muito a lógica de minha avó – desconfiava de que ela inventava essas coisas apenas para me obrigar a trabalhar – mas não iria discutir, afinal aprendera há tempos que isso não levaria a nada.

Encolhi as pernas, envolvendo-as com os braços, e torci para que a campainha da recepção não soasse mais essa noite. Eu ainda não estava com vontade de trabalhar.

Mas parece quando você deseja que algo não aconteça, é aí que esse algo faz questão de acontecer. Cinco minutos depois de eu ter me sentado no sofá e começado a relaxar, a irritante campainha soou nos ares. Eu revirei os olhos. Storybrooke não recebia visitantes (ou pelo menos não costumava receber) e eram poucas as opções de quem poderia estar interrompendo meu momento de paz. Exceto os moradores da cidade que pagavam aluguel mensalmente por um quarto, as pessoas de fora hospedadas ali no momento eram apenas Neal, ex-namorado de Emma e pai de Henry, e sua noiva, Tamara, além do visitante misterioso que aparecera fazia quase dois meses, Greg, e do qual ninguém sabia nada a respeito – a não ser que tinha alguém esperando por ele fora da cidade, cujo nome gravado em sua agenda telefônica era apenas “ela”. Emma, como a boa investigadora que era, tinha feito de tudo pra descobrir mais coisas sobre ele, mas não havia nada de suspeito, fora o fato de ele postar fotos de comida no Instagram – o que poderia ser considerado suspeito, afinal, foto de comida? Que modismo mais chato.

Achando bem provável que fosse Greg voltando de uma de suas estranhas caminhadas noturnas, pulei do sofá e saltitei pelo corredor, com a animação que eu sempre demonstrava a todos os clientes. Contornei a soleira da porta que levava à recepção e então estaquei ao ver a figura parada de costas, esperando em frente ao balcão da recepção.

A mulher era alta e esbelta, e se vestia de maneira sóbria, mas moderna – eu apostaria que ela era europeia, pelo que eu entendia de moda. E ela tinha brilhantes cabelos verdes, não muito longos.

Ela virou a tempo de me ver parada na porta. Me encarou profundamente e eu senti gelo em minhas veias enquanto devolvia com um olhar penetrante capaz de fulminar. Era a única coisa em mim que demonstrava algo; minha expressão era neutra. Eu nunca deixava que meus pensamentos fossem revelados através de meu rosto ou minha expressão corporal. Depois de um momento em que nos encaramos, eu caminhei pelo cômodo, passando bem próxima a ela, e me postei atrás do balcão.

— Tem quarto sobrando?

Ela não deixou que eu sequer a cumprimentasse ou perguntasse o que ela desejava (eu considerava essa pergunta um pouco besta, afinal aquilo era uma pousada, o que mais as pessoas poderiam querer? Mas era só mais uma das regras de Granny). Olhei-a de cima abaixo, medindo sua postura, tentando descobrir qual era a daquela mulher que tentava matar a prefeita da cidade e depois ainda decidia ficar para uma temporada de férias. Ela interpretou meu olhar de forma errada, pelo que disse em seguida.

— Não se preocupe, eu tenho dinheiro para pagar, viu? – Ela tirou do bolso um maço generoso de dinheiro, segurando-o na mão com a clara intenção de que eu o visse. Sorte a dela não haver trombadinhas na cidade, pensei com raiva.

Eu não estava gostando da postura dela. Ela agia como se fosse um ser superior a qualquer outro que atravessasse seu caminho. Toda cheia de pompa, mal parecia a louca desvairada e histérica que eu vira na floresta.

Limpando a garganta, coloquei um grande e simpático (e muito falso, por sinal) sorriso no rosto.

— É claro! Temos vários quartos à disposição, e o café da manhã é incluso. Há quartos com vista para a floresta ou para a praça do relógio. O segundo é mais caro, mas como quase não recebemos visitas na cidade, esqueça isso. Quanto tempo de estadia?

Minha voz era animada e fluía com velocidade, enquanto eu organizava alguns papeis em cima do balcão. Quando terminei, cruzei os braços em cima do móvel e me inclinei, apoiando o corpo. Olhei firmemente em seus olhos, quase como um desafio.

— Quero um quarto com vista para a floresta, e para início vou ficar um mês. – Colocando o dinheiro sobre o balcão, ela continuou. — Pode ficar com o troco! Poderia me mostrar meu aposento, senhorita?

Confirmei com a cabeça e guardei o dinheiro que ela me ofereceu no decote da blusa, que aparecia por baixo de minha jaqueta marrom, gesto propositalmente provocante. Durante a maldição, Granny dizia que isso não adiantava muito porque, enquanto as outras mulheres guardavam dinheiro no decote por segurança, não se poderia dizer que meu decote era exatamente "seguro". Na maioria das vezes eu tentava ignorar essa insinuação ofensiva, mesmo sabendo que eu não era uma pessoa santa que poderia ficar ofendida com esse tipo de comentário.

Sai de minha posição apoiada no balcão e dei alguns passos para trás, até uma pequena prateleira com vários nichos na parede. Cada nicho correspondia a um quarto, e ali estavam as chaves de cada um – chaves grandes e adornadas, com aparência antiga, e que possuíam um chaveiro ornamentado com um cisne que eu achava simplesmente genial. Não sabia de onde Granny havia tirado aquela ideia, mas não podia negar que adorava aquela aparência antiga que minha avó dava à pousada.

Peguei a chave de um dos quartos com vista para a floresta, não sem antes estranhar aquilo. Foram raras as vezes em que algum daqueles quartos foi ocupado. A vista para a praça do relógio era tão bonita que as pessoas sempre preferiam os quartos em que pudessem contemplá-la, mesmo que pagassem um pouco a mais por isso. Mas, considerando quem era minha hóspede... Decidi que eu não me importava com isso.

Voltei para o balcão e antes de oferecer a chave do quarto para ela, eu a fitei.

— Hmm, erro meu — eu disse, entortando a boca levemente, como quem pede desculpas. — Qual é o seu nome? Eu deveria ter perguntado isso antes de tudo...

Eu fingia que havia errado na forma de atender, mas a verdade é que esse era o procedimento normal com qualquer cliente que chegasse ali. Granny e eu não precisávamos de fichas porque tínhamos uma memória incrível, e um faro excelente para descobrir pessoas com intenções ruins. Deixávamos perguntas como "nome" para depois da hospitalidade, quando já podíamos ter uma ideia mais ou menos definida sobre a pessoa. Sobre esta mulher, eu já tinha minha opinião firmemente formada, principalmente porque ela não era baseada apenas em observação, mas sim em comprovação de fatos. Eu teria dito que não havia vagas, mas duvidava que isso fosse fazer a mulher sair de Storybrooke e, como éramos a única pousada da cidade, sabe-se lá o que ela faria, solta à noite por aí. Aqui, pelo menos, eu podia ficar de olho nela.

Decidi que não entregaria a chave para ela até que eu lhe mostrasse os “aposentos”. E, enquanto isso, agiria de forma normal e amigável, afinal, pelo que pude perceber, ela não fazia ideia de que eu era a loba que atrapalhara sua caçada na floresta. E eu não deixaria ela perceber isso. Eu não estava fazendo um jogo de duas caras; isso não fazia meu estilo. Estava apenas agindo de maneira cautelosa, como já era acostumada, afinal eu lidava com tipos ruins todo santo dia.

Enquanto esperava sua resposta, contornei vagarosamente o balcão, dirigindo meus passos para a escadaria de madeira que levava ao segundo andar, balançando a chave nas mãos de maneira ritmada.

— Acho que antes de tudo você deveria ter dito o seu nome — ela disse depois de alguns segundos, com um tom de censura que me incomodou. — Nunca se deve perguntar o nome de alguém, sem antes dizer o seu próprio. Por isso espero escutar seu nome primeiro.

Eu parei, surpresa. Olhei para a mulher, sentindo meus olhos se apertarem levemente. Sério mesmo?

O motivo de eu não ter dito meu nome era simples: eu nunca vi uma recepcionista de pousada se apresentar. E nunca havia visto algum hóspede se interessar em saber o nome dos funcionários, tampouco. E quanto à "dever dizer meu nome primeiro"... Eu não tinha nem um comentário coerente para aquilo, já que era bizarro demais. Eu costumava tirar sarro das pessoas da cidade que mantiveram seu linguajar antigo que usavam no Reino Encantado ou em qualquer outro mundo em que vivessem antes, mas não esperava que essa vampira também tivesse essas manias arcaicas.

Mas, pensando bem, quem sabia quantos anos ela poderia ter? Eu mesma não podia julgar; meu corpo físico tinha 22 anos, mas essa era a idade que eu tinha no Reino Encantado quando a maldição fora lançada e, depois disso, passei 28 anos congelada no tempo. Tecnicamente, eu já estava entrando na terceira idade... Eu tentava não pensar muito nisso.

Mas, como a boa profissional que era, ignorei totalmente o tom provocativo dela, lançando-lhe um sorriso de desculpas.

— Perdão. Acho que não sou muito boa quando se trata de etiqueta, certo? — Dei uma risadinha. — Sou Ruby, prazer.

Outra vez o sorriso luminoso tomou minhas feições, aquele típico da Ruby pré-quebra de maldição. Em seguida, dei-lhe as costas, agora sem nem esperar que ela me dissesse seu nome. Se ela se dignasse a isso, ótimo; facilitaria meu trabalho. Mas se recusasse... Bem, eu tinha vários contatos poderosos na cidade que poderiam facilmente descobrir muita coisa sobre ela. Saltitei as escadas tranquilamente, esperando que estivesse claro que ela deveria me seguir.

Ela voltou a falar quando já estávamos em frente ao quarto, e eu já havia colocado a chave na fechadura. Eu nunca fazia isso; considerava um pouco rude tomar a liberdade do hospede dessa forma, mas aquela vampira estava me irritando, então eu não ligava muito. E, além disso, fora ela quem insistira para que eu mostrasse o quarto, coisa que eu achava totalmente desnecessário, já que os quartos eram numerados e não havia segredo algum no caminho. Mas tudo bem.

— Me chamo Georgina Picard, e venho de Londres.

Europeia, como eu pensava. Só o sotaque diferente já entregava, mas eu ainda não tinha certeza, até agora. Virei-me e estava disposta a contar o quanto achava aquilo legal, afinal eu nunca havia saído de Storybrooke, não conhecia outros lugares no mundo, e sempre tivera muita vontade de viajar e descobrir lugares novos. Mas ela já estava abrindo a porta e entrando no quarto. Lançou um olhar em volta, analisando a decoração e, sem se incomodar em fechar a porta, se postou a janela, olhando para a floresta negra lá fora. Dei de ombros.

— Aproveite a estadia — murmurei com uma pitada oculta de sarcasmo, antes de me afastar.

Desci as escadas de maneira rígida, bem diferente da qual havia subido. Minha mente trabalhava mais rápido do que eu pensava ser possível, e eu tentava descobrir qual deveria ser minha próxima ação. O que eu deveria fazer? Havia uma assassina hospedada na pousada de minha avó; com certeza Granny deveria ficar sabendo disso. Mas eu avisaria depois. Agora, havia outras pessoas que também precisavam ficar sabendo sobre a mais nova visitante de Storybrooke.

Peguei meu celular que eu tinha deixado em cima do balcão da recepção e saí da pousada, necessitada do ar fresco da noite. Percorri a agenda telefônica até encontrar o numero desejado. Apertei o botão “chamar”.

— Alô — uma voz sonolenta atendeu do outro lado, depois de vários toques insistentes.

— Emma? É Ruby.

— Ruby? Que diabos... — Seu tom demonstrava que ela sabia que ligações no meio da noite não podiam dar em boa coisa. —Por que está ligando em uma hora dessas? O que aconteceu?

— Por favor, ainda não é tão tarde. — Eu revirei os olhos. — Não é como se eu estivesse te acordando no meio da madrugada nem nada.

— Bem, é madrugada, sim, caso não tenha olhado no relógio ainda, e além disso, eu tive um dia longo e cansativo hoje... O que houve? — Percebi que ela estava com vontade de voltar para a cama, por isso resolvi deixar a conversa fiada de lado.

— Henry está bem? — Perguntei primeiramente. Só agora havia percebido que Regina não o havia encontrado, e pelo que a prefeita sabia, Emma também não estava com ele. Quando ele não estava com uma das duas geralmente estava comigo, o que não era o caso, é claro. — Encontrei Regina vagando pela floresta, e ela me disse que você não sabia onde ele estava...

— Ah sim, ele está ótimo — ela respondeu, e parecia um pouquinho chateada. Ela não poderia estar chateada com a segurança do filho, obviamente, mas algo a incomodava. — Ele estava com o pai. Neal o trouxe para casa minutos depois de eu ter ligado para Regina, mas aí não consegui avisá-la porque ela não atendeu mais o telefone.

Ah, era isso. Henry ainda estava muito magoado com Emma por ela ter escondido a verdade sobre quem era seu pai, e agora passava muito tempo com Neal enquanto a ignorava. Isso a deixava aflita. Eu sentia muita pena dela, afinal, entendia seus motivos para mentir.

— Que bom. Eu não cheguei a ficar tão preocupada, mas Regina estava realmente com medo.

— Bem, eu vou ligar para ela então. — Pude ouvi-la respirar fundo. — Era só isso?

— Ah, não... — eu hesitei agora, sem saber por onde começar. — Temos um novo visitante misterioso.

A linha ficou muda por alguns segundos.

— O que quer dizer? — ela perguntou, finalmente.

— Uma vampira — suspirei. — Europeia, bonita, cabelos incrivelmente verdes. Encontrei-a no meio da floresta, enquanto tentava devorar nossa querida prefeita.

— Vampira? Você ta falando sério? — A voz dela ficou fina de descrença. Emma era uma cética, e tinha dificuldade para acreditar em seres sobrenaturais mesmo depois de tudo pelo que passou. — O que aconteceu, Regina está bem?

— Bem, ela está viva — eu disse. — Felizmente hoje é noite de lua cheia, então me transformei em loba e impedi que a vampira a matasse.

— Por que fez isso?

Eu parei, surpresa.

— Está falando sério? — Foi a minha vez de perguntar. Ela tinha mesmo dito aquilo?

— Não, desculpe — ela concertou, suspirando. — Meu Deus, olha só o modo como estou falando. Você fez bem em salvá-la. Henry ficaria arrasado se algo acontecesse a ela...

— Bem, não importam os motivos — eu a interrompi secamente, sem querer escutar o que ela tinha a dizer. Os motivos que eu tive para salvar a prefeita – proteger sua vida independente do que ela havia feito – eram totalmente diferentes dos motivos de Emma para ficar aliviada com isso. Suspirei; ela não tinha aquele espírito heroico que se esperava da Salvadora, prometida para quebrar a terrível maldição da Rainha. — O que importa é que eu a impedi de ser morta, mas Regina está temporariamente sem seus poderes. E a vampira está hospedada na pousada de Granny. Temo que irá atrás dela outra vez. E se Regina recuperar sua magia...

— É, eu imagino — disse Emma, pensativa. — Será um massacre.

— Então, eu só pensei em avisá-la, já que é a Xerife. Acho que seus pais poderiam ter um bom plano em relação a isso.

— Com certeza — ela resmungou. — David sempre tem um plano. Obrigada por avisar, Ruby.

— Sem problemas — respondi.

Depois de desligar, fiquei um momento ali fora, olhando para a lua, com as mãos apoiadas no quadril. Como se já não bastasse tanta coisa acontecendo na cidade, ainda tínhamos mais um problema. Fechei os olhos, pensando na Floresta Encantada, onde vivíamos antes de vir parar no mundo real. Eu sentia tanta falta de casa. É claro – enfrentamos tantas guerras lá quanto aqui, talvez até mais. Mas lá eu me sentia forte, determinada, destemida. Aqui eu me sentia confusa, sem saber que vida viver – a da garota loba da capa vermelha, a da garçonete saliente. Tínhamos de volta a magia, mas esta só trouxe mais e mais problemas. A promessa de nos levar de volta para o Reino Encantado que Emma representava acabou se frustrando, porque ainda continuávamos aqui, não podendo sair da cidade sem perder todas as nossas memórias, e ainda ganhando um novo inimigo a cada dia. Aquilo era cansativo. Eu sonhava com o tão prometido final feliz que os livros de contos de fada deste mundo pregavam com tanto fervor. Infelizmente, “viver feliz para sempre” não era tão fácil como se poderia imaginar.

O resto da noite passou-se relativamente normal, mais normal do que eu podia esperar. Voltei para a recepção apenas para ver Greg e, alguns minutos depois, Neal e Tamara chegando de onde quer que tivessem ido. Lancei-lhes meu sorriso simpático de sempre, mas persegui a noiva de Neal com olhos desconfiados. Eu não confiava naquela garota. Ela não havia feito nada de errado, na verdade ela só tinha chegado à cidade hoje de manhã, mas... Eu não sabia explicar a desconfiança que sentia em relação a ela. Tanto quanto eu desconfiava da vampira de cabelos verdes. Tentei ignorar isso o máximo possível, ou pelo menos adiar até ter tempo e cabeça pra lidar com tantos problemas.

Quando o Granny’s finalmente terminou seu expediente, fui ajudar minha avó a fechar o caixa e organizar tudo por lá, limpando o chão e as mesas para não termos muito trabalho no outro dia de manhã. Enquanto limpava o balcão, contei casualmente à Granny sobre a nova hospede da pousada. Ela reagiu da forma ruim que eu esperava – “você está louca?! Onde estava com a cabeça quando deixou que uma maluca daquelas ficasse hospedada na nossa própria casa?” Tentei explicar da melhor maneira possível, e no final ela pareceu compreender que era mais seguro uma vampira estar hospedada no mesmo lugar em que vivia uma loba do que deixá-la solta por aí. Mesmo assim, continuou achando tudo aquilo insanidade. Eu não podia culpá-la.

Ao final de tudo eu estava tão cansada que apenas me joguei na cama, não tendo tempo nem de processar os acontecimentos do meu dia. Isso era bom; eu precisava dormir, e pensar que defendi uma pessoa ruim de uma pessoa pior ainda não iria ser exatamente um bom sonífero. Eu só estava feliz por conseguir fechar os olhos sem maiores perturbações.

Notas finais
E aí, o que acharam? Regininha não deu as caras nesse capítulo, mas tenho algo especial pro próximo, fiquem de olho. Espero que tenham gostado! Beijos. ♥