Art, Drarry

2 Chapter one


Notas iniciais
Eu sumi... Meio que perdi a senha desta conta e me esqueci, também estou viciada em Byler💛💙 que escrevi tanto sobre eles que acabei me esquecendo do eu amor por Drarry ❤️💚

Chapter one-

obsessed



“Draco, você está me ouvindo?” balançou a cabeça em concordância com qualquer coisa que Pansy Parkinson estivesse falando.


Draco viajava nos próprios pensamentos, leigo da discussão ao seu redor. Se importava em continuar rabiscando as árvores em movimento do lado de fora e o contraste com o movimento delas à janela estática do trem, enquanto suas mãos deslizavam pelo papel grosso, transformando rabiscos em desenhos elegantes.

Ele sempre adorou desenhar em puro silêncio, deixando suas mãos explorarem o papel com grafite escuro em formas aleatórias, que ao final, formavam desenhos elegantes. Fugia dos amigos, expulsava os primeristas, mas naquela vez, seus amigos resolveram passar cada segundo ao seu lado dentro da cabine com cheiro de madeira.

“Isso é sério, Drac!” Vincent retirou o papel de sua mão.

Os encarou sem o menor interesse e sério, seus olhos estavam cheios de tédio para aquele grupo que chamava — às vezes de amigos. Era o último ano em Hogwarts. Tudo o que Draco queria era começar o de forma tranquila, mas parecia impossível com eles ao seu lado. Merlin, eles ainda estavam no trem, e ele já estava exausto das discussões.


“Eu só queria desenhar algumas árvores” pensou.

“O que é desta vez?”

“Nada. Só estávamos falando sobre o novo ministro,” respondeu Pansy com um tom presunçoso, como se apenas isso bastasse. “Você sabe que é ridículo, né? Ele é um sangue-ruim.”


“E…” Blaise a encarou sem paciência.

“Ah gente, eu não me sinto confortável com um cara como aquele no comando. O Draco deve concordar comigo”

“Será que não podemos falar de outra coisa? Isso é tão chato!“ Gregory jogou a cabeça para trás, sem paciência. “Tive de ouvir o mesmo discurso dos meus pais durante todas as férias…”

“É sobre o nosso futuro!” Pansy o interrompeu.

“Pelo que me lembro, sua família não faz mais parte dos Vinte e Um, Pans,” Theo interveio pela primeira vez, sem desviar os olhos do jornal. “Ou voltaram e eu não fiquei sabendo?”


A sala explodiu em risos abafados, mas Draco ficou em silêncio, apenas observando Pansy. Ele sabia que era cruel, mas também entendia que esse era o tipo de dinâmica que mantinha todos na linha.


“Vocês não estão preocupados com o que pode acontecer? Vão acabar com as nossas famílias se continuarem a colocar pessoas como aquelas no poder”

“Pessoas como aquela?” Blaise a encarou.

Sangue-ruins

“Pansy, já chega.” Gregory disse, finalmente levantando a cabeça. “Se algum professor te pegar falando assim, você vai acabar sendo expulsa. Merlin! Você é uma monitora”

“E começaram as censuras.” Pansy bufou, cruzando os braços.

“Não é censura,” Theo respondeu calmamente. “É bom senso. Você não vê que isso só vai piorar as coisas para todos nós? E você nem entende de política!”

“Por quê? Por que sou mulher?”

“Não, porque você não entende nada de política mesmo.” Theo não tirou os olhos do jornal.

Os outros meninos riem, Draco ficou calado e apenas encarou a amiga desconfortável.


“Vocês são idiotas.” Ela revirou os olhos, mas era possível enxergar o incômodo no seu rosto.


E então Draco voltou a desenhar. Era mais fácil. Desenhar, ignorar, fingir que não estava ouvindo nada. A sociedade bruxa era hipócrita — Draco sabia disso desde sempre. Ninguém questionava os maridos mortos da Sra. Zabini. Ninguém falava sobre os filhos negligenciados que viviam nos hospitais. Todos preferiam acreditar na ilusão de perfeição.

Os pensamentos retrógrados estariam sempre pregados em suas mentes. Draco conseguiu abrir sua mente pela arte e por saber que era um grande erro semântico do cotidiano de seus iguais. Mas não refletia sobre. Era fácil e delicioso deixar os tormentos de um lado escuro e sozinho de sua mente. A sociedade bruxa era hipócrita, os maridos da senhora Zabini faleceram com frequência, ninguém a interrogou. Alguns pais poderiam estar presos desde a primeira guerra, ou outros eram tão negligentes que seus filhos não saiam dos hospitais. Entretanto, em uma sociedade que se diz tão pura, da qual não se importa com as situações que podem lhes tirar do castelo de cartas. Como uma grande caverna, da qual preferem acreditar na superfície da sombra.

Draco sabia o que devia transmitir sobre a caverna de pensamento. E que há apenas uma linha de raciocínio que devia seguir sobre esses assuntos. Era mais cômodo não levantar alguma bandeira..

Aprendeu tão cedo que não se lembrava de argumentos válidos. Afinal, “Seus erros não devem importar, contanto que saiba lidar e manipular para que o mundo não o veja de forma errada”.

_________



Draco L. Malfoy gostava da arte. Poderia falar detalhes tão mínimos e desbravadores, mas sabia que no futuro deveria deixar de lado seu amor para passar a sonhar com leis e focar no mundo político bruxo. Era o que seu pai queria — e o que grande parte daquela cabine era destinada: Seguir os laços da família. Igualando aos movimentos de seus pais, fizeram, para, no final, destruir qualquer peça que os deixasse acorrentados e que os mantivessem vencendo.

Seguir os passos dos pais era o correto. Como uma boa tradição antiga da família, treinar a paciência e manter os bons costumes era o básico. Prestígio e dinheiro dominavam aquela sociedade. Treinados desde a infância e entendendo que um bom futuro caberia apenas a eles mesmos. Sem pressão, claro. Uma simples linha de raciocínio usada pelos mais velhos com medo da perda dos bons costumes, dando uma base sólida, passada de geração a geração.

Ouviu os amigos mudarem de assunto várias vezes, quando chegou as férias, disse algo rápido sobre passar, novamente, as férias no escritório de seu pai no sul da França e se desligou de tudo, balançando a cabeça concordando com qualquer fala. Era o de sempre, e totalmente tedioso. Aquele era o último ano de uma certa paz, mas suas férias foram um pequeno spoiler da vida.


Blaise se dividindo entre Itália e Londres para a melhor produção de vinho, precisando de um bom casamento; Theo tendo que aprender a ser paciente e um bom médico, mesmo não aguentando duas horas sem fumar;

Gregory se mudando tanto de país pela diplomacia, que talvez, como seu pai, futuramente tivesse uma família em cada lugar;

Vincent, que não era a exata demonstração de sabedoria e socialização, mas que precisaria melhorar para conseguir clientes;

E quanto a Pansy. Fingia sempre sorrir sobre todo aquele pensamento de “boas mulheres acham excelentes maridos”. E se lembrando sempre de que aquelas que não seguiam eram afastadas, não progrediram.

Draco por sua vez, preferia não pensar no futuro. Estava próximo, sim, mas ainda tinha sua mente para viajar longe daquilo, sonhando com o que mais queria. E, havia uma versão sua, no fundo de sua mente, se lembrando de falas, pensamentos e atitudes que lhe foram ensinadas. Era inevitável. Estava cercado por regressão, e ainda que a arte lhe trouxesse uma visão nova ao mundo, era complicado de expressar.


“Ei”, uma quartanista da sonserina abriu a porta sorridente, sendo recebida por olhares julgadores. “McGonagall está chamando os monitores, a reunião vai ser perto do…”

“Sabemos onde é a reunião, querida” Pansy a cortou. “Sou monitora a mais tempo que você.”

“Eu me chamo Meg”

“E eu não me importo com o seu nome, anjo” ela usou uma voz falsa simpatia, logo a garota foi embora revirando os olhos.


Draco por sua vez apenas guardou a pasta com o desenho inacabado. Se desligou de Pansy e os meninos. Ele sabia que a amiga não era um poço de simpatia e não estava se importando muito com nada daquilo.

Se deixou ser guiado como sempre. Com um braço entrelaçado aos seus. Ela seguia falando tantas coisas que apenas breves comentários de Draco eram o suficiente para ela sorrir e continuar. Não era confortável, mas o suficiente, mesmo que tudo parecesse mofado e errado.

Ao chegarem ao local, se puseram ao lado dos sonserinos. Draco ouviu murmurinhos e falas, mas continuou com a sua expressão amenizada. Estavam acostumados com aquelas reuniões, onde era distribuída tarefas aos monitores pelas próximas duas semanas, os mais velhos não tinham tantas tarefas mas eram obrigados a irem.

McGonagall estava ali parada e recebendo a todos com o mesmo sorriso simples e quase inexistente, a postura ereta lhe dava um ar de autoridade sofisticado. Porém o que chamou atenção dos olhos acinzentados foram Ronald Weasley e Hermione Granger, em um canto cheio de Grifinórios.

O garoto Weasley usava roupas tão antigas que deveria ter remendos até na capa e Hermione, apesar dos anos ali, olhava tudo sempre com anseio a novidades — chegava a o dar náuseas. Eles não tinham nada de especial, mas eram os favoritos de todos, principalmente de Harry Potter — Que sumiu nas férias, não houve uma notícia sequer um dia sequer. Draco considerava um ultraje. A família Potter não era o que se chamava de reclusa, então o silêncio foi estranho demais.

Nas férias, Draco andou pelo próprio quarto um bom tempo, aflito, com um jornal nas mãos, mas como sempre, não deixou transparecer nada daquilo perto dos pais.

Conteve pensamentos em provocar o casal para obter alguma coisa, mas parecia aleatório demais — Além disso, estavam no último ano, provocações parecia tão tedioso e infantil. Ele não ofendeu ninguém desde que entrou no vagão, era um bom começo.


“Está prestando atenção senhor, Malfoy?” Ouvir seu nome e ser beliscado por Parkinson foi o que o trouxe de volta.


E com um bônus, todos olharam.


“Ah, perdão professora, mas não consigo tirar os olhos do novo suéter do Weasley” as pessoas viraram em direção ao ruivo “É tão... distinto. Imagino que só alguém com tanto bom gosto quanto ele poderia usar algo assim. Realmente, é uma peça que só um verdadeiro Weasley conseguiria... apreciar.” um sorriso de falsa gentileza é dado ao final.


Algumas risadas pareceram mais altas que outras, e isso o fez morder a língua, se punindo.


“Escuta aqui seu…” Ronald tentou dar um passo adiante, mas foi impedido por Hermione, com um olhar de aviso.

“Certo, chega!” McGonagall bateu a varinha na parede do trem para chamar atenção. “Tenho certeza que a vestimenta de nenhum de vocês irá nos ajudar a manter o nível apropriado desta reunião de monitores, não?” alguns assistiram. Draco relutou, mas repetiu o movimento. “Podemos focar no que quero passar e não em trajes?”

“Sim, professora McGonagall”. Todos repetiram juntos.

“Ótimo, como ia dizendo. Após pedidos de alunos resolvendo trazer algumas aulas sobre profissões trouxas” Todos pareciam ouvir e ela continuou. “profissões trouxas e bruxas podem trabalhar juntas…”

“Desculpe interromper, mas...” Pansy levantou o braço e continuou. “Isso é realmente necessário? Alguns de nós já sabemos o que queremos da vida e isso…”

“É uma forma de abrir o leque de opções”. Uma lufana disse e alguns concordaram. “estou no meu último ano e não faço ideia do que vou fazer ano que vem, achei uma ideia interessante.”

“Isso é ridículo. Misturar profissões.” Disse um corvino.


Alguns pareciam ter opiniões próprias, concordando ou não. Tudo era irrelevante para certos alunos que já tinham a vida traçada antes de nascerem. Draco se manteve quieto, ele tinha um comentário sarcástico e um pouco sádico na ponta da língua, mas se absteve. Ele tinha um bom senso de não cogitar transparecer ideias na frente de alguém que tem mais autoridade — e que, obviamente, não trata a situação da mesma forma.


“Chega. Chega!” McGonagall bateu a varinha com força na parede de madeira. “Se eu puder seguir sem ser brutalmente, interrompida, agradeço.” O lugar se tornou calmo e sem um pio, principalmente com o olhar cortante da professora. “Após alguns acontecimentos infames, o comitê de professores e juntamente ao ministério decidiu por autorizar aulas envolvendo matérias dos mundo trouxa.” Houve alguns murmúrios contentes e tristes. “E são obrigatórias aos alunos do último ano.”


Sua voz saiu em alerta e irredutível.

Draco permaneceu neutro. Por alguns segundos ele olhou para o Ronald e Granger, só para ver o garoto sorrir para a namorada, Malfoy quis vomitar ali e teria vomitado algo bem maldoso sem pensar, se Pansy não tivesse beliscado seu braço.


“Será que pode me responder?”

“Desculpe, o quê?”

Ela bufou e apertou mais seus braços nos dele para se aproximar e cochichar.

“Isso é ridículo! Onde já se viu, nem é algo importante, vamos perder nosso tempo com algo tão inútil!”

Pansy revirou os olhos. Draco assentiu.

“Você só sabe concordar?” Ela perguntou irritada. “Não disse nada sobre todo esse absurdo, concorda com toda essa merda?!”

“Pansy, por Salazar, McGonagall está nos encarando, o que espera que diga na frente dela?”

“Que tal não concordar?” Disse em um tom óbvio que só fez Draco querer revirar os olhos.

“Pansy…” respirou fundo e soltou um comentário baixo. “O que acha que penso sobre aulas sobre profissões trouxas? Ah, claro, porque é exatamente isso que um bruxo de verdade precisa... aprender a sobreviver sem magia, como uma horda de completos inúteis.” Ele lançou um olhar afiado para a amiga, um sorriso cruel surgindo nos lábios. “Quem sabe, no final do ano, a gente pode até se candidatar a trabalhar como... sei lá, entregadores de cartas.”


A garota não deixou de rir, um pouco alto demais, jogando a cabeça para trás. Aquilo foi exagerado, mas ele não comentou. Apenas sorriu olhando para o lado, ignorando os olhares presunçosos.


“Algo que queira comentar, senhorita Parkinson?”


Negou a pergunta com a mão na boca, ainda rindo.

Draco ao menos entendeu como aquilo poderia ser tão engraçado.

Entendia que, na realidade, a arte era algo que os dois mundos compartilhavam paixão. Trouxas desenhavam em cavernas antes da magia ser descoberta, eles comunicavam sentimentos com músicas e declarações tão belas que qualquer um poderia chorar. Claro, alguns bruxos diziam que várias formas de artes foram roubadas: como a elegância das músicas clássicas ou a delicadeza de um passo de dança, ou simplesmente os estímulos que uma voz pode transmitir por meio de uma canção — seja com melodia ou letra.

Era bem fascinante toda essa ciência por meio, ninguém nunca parou para analisar — bruxos orgulhosos demais para ceder e não-mágicos ignorantes demais da existência da magia, na verdade, alguns chamavam de matemática —, porém Draco não iria se manifestar sobre aquilo. A ignorância era uma graciosa benção. Seus pais levavam aquela paixão como um hobby e ele gostava que achassem isso. Afinal, os dois mundos compartilhavam o amor pela habilidade, e ambos mundos não eram respeitados o suficiente para manter uma família e comida na mesa.


“Certo.” McGonagall deu alguns passos à frente.

Continuou a descrever as aulas, prontamente.


Draco olhou em volta buscando alguma pista sobre uma pessoa em específico, alguém que deveria ser ignorado e que seus pais nunca aprovariam, mas sua mente sempre atiçava com ansiedade — Não era culpa de Draco se aqueles malditos olhos verdes despertaram uma inspiração. Observou os fiéis cães de Guarda apaixonados, mas eles estavam tão focados na fala da professora, sem soltar uma única informação sobre o paradeiro do famoso Harry Potter.


Frustrante”, pensou.



Harry J. Potter era o assunto mais proibido que Draco adorava falar.

Seja sobre as péssimas escolhas de vestimenta e amizade, a obsessão irritante por um quadribol ou simplesmente a sua existência deslumbrantemente patética. Aquela falta de interesse nas aulas, o olhar entediado junto ao seu rosto inchado de sono, que fazia com que as bochechas de Harry fossem ridiculamente apertáveis, ou o cabelo idiota sempre bagunçado, que lhe dava um charme, junto ao maldito sorriso carregado de sarcasmo, após uma resposta afiada já pronta na ponta da língua.

Draco Malfoy tinha incompreensão sobre esse fascínio que o mundo tinha por Harry Potter.




Ele não é nada e nem ninguém”, repetia a si mesmo.

Apenas um idiota fanático por quadribol, tão fanático que os olhos brilham de forma apaixonada, é uma expressão estupidamente encantadora”

Ele divagou um dia, sozinho em seu quarto.

“Quem se importa de seus pais lutaram contra o maior comensal da morte, quem se importa com uma guerra de quase duas décadas? Ele é ridículo!”

Harry Potter é um idiota!”

Pensou no segundo ano, quando mandou uma cartinha com um poema bobo, onde falava coisas ridículas e toda Hogwarts, incluindo Harry, achou que fosse da Weasley fêmea.




Tudo era muito idiota, Malfoy não saberia explicar o porquê de seu coração bater tão forte ao ouvir a risada de Harry. Observar de longe e fazer pinturas em tons verdes, mergulhar em curvas com traços delicados expressando cada pensamento intruso, era complicado demais para sua mente entender. Além disso, Harry Potter era um garoto grifinório, só por isso deveria ser apagado da sua vida. Draco tinha uma imagem a zelar, de um garoto mimado e prepotente.


“Isso é tudo”. McGonagall falou alto o suficiente chamando atenção de todos. “Os mais velhos podem começar a vigia do vagão. Até o jantar”, antes que ela saísse, se virou diretamente na direção de Draco e Pansy. “Espero ver todos na aula especial de segunda.”


E saiu pela porta.


“Quem ela pensa que é para falar assim me olhando?” Pansy murmurou, irritada.

“A vice-diretora?” A garota o olhou como se ele fosse morrer.


Draco observou a amiga por uns instantes, o distintivo de monitora chefe estava torto, mas ele não avisou. Ouvia os mais novos saindo, o pessoal do quarto ano animado com o fato de serem novos monitores, sorrindo inocentes de que iriam fazer alguma diferença — e não só serem responsáveis por corredores vazios da madrugada.


“Podemos ficar na linha norte” disse uma lufana.

Hermione a encarou de cima a baixo e negou com a cabeça usando um tom óbvio.

“A Grifinória fica desse lado.”

“E?” O rapaz lufano deu um passo, como se fosse proteger a amiga.

Draco quis rir.

“Vão brigar por isso?”

“Fica na sua, Malfoy!” Weasley o olhou sério. Provavelmente ainda guardando rancor.

“Olha, é óbvio que bruxos vivem mais que trouxas, mas nem mesmo toda magia pode salvar alguns de nós dos pés de galinha.” Draco tentou tocar na testa do ruivo, recebendo um tapa em seu pulso. “Rude!”

Pansy riu e tocou seu ombro.

“Eu não me importo para onde vão, a gente vai para o lado sul”.

Uma corvina, que observava em silêncio, revirou os olhos e pontuou:

“Sério? Por que não seguimos o pessoal fez nos anos anteriores?”.

“Era o que eu queria o tempo todo! Mas a Janette quer ir para o lado da Grifinória…”

Merlin! Eu só queria inovar. Estamos no último ano, vai ser a mesma merda igual as outras vezes?”

“Por que não?” Hermione lhe deu os ombros. “Funcionou, não?”

“Não é por que funciona que não pode mudar para melhor?”


O ambiente ficou em silêncio. Draco apenas observou por um instante, e um pensamento intrusivo de ir para o norte lhe passou. Seria um deleite ver a cara dos outros sete presentes. Mas apenas segurou o pulso de Pansy a puxando dali para o sul.


“Você viu como aquela garota falou me encarando?” seu tom era desacreditado e irritado.

Draco apenas negou com a cabeça e riu da amiga indignada.






Notas finais
Logo trarei mais história de ambos e entre outros shippes ♡