Recomendado por minkly
minkly
"Febril", assim como seu nome sugere, é uma leitura quente, porém não no sentido sexual da coisa, mas no sentido metafórico dela ser intensa e dolorida como uma febre de verdade.
Durante a leitura, você sente a beleza, as dores e os dissabores de Viktor e Georgi e quando menos perceber, as mais de 12.000 palavras terminam, através de uma leitura fluída e envolvente.
Outro aspecto interessante de "Febril" é a utilização de aspectos da métrica para a construção de parágrafos (3 parágrafos de 5 - 5 - 4 linhas, depois 3 parágrafos de 4 - 4 - 3 linhas e assim sucessivamente), que mostra o domínio da autora com este tipo de texto. Fora o lirismo durante a prosa que envolve o leitor de uma maneira única e pede por mais e mais daquela história.
Além de tudo isso dito anteriormente, a fanfic também chama atenção por sua verossimilhança crítica ao "mundo da patinação" e a aspectos da sociedade como a homofobia, por exemplo.
Simples, porém encantadora em todos os seus detalhes, assim "Febril" encanta todos os que se permitem aventurar nesse mundo de lâminas, gelo, suor e lágrimas.
Uma leitura intensa como uma febre.
"- AHHHHHHHHHHH!"
Essa não é a melhor forma de expressar um grito a não ser que seja essencial. Isso, provavelmente, fará o leitor rir quando deveria temer. Procure narrar o momento, não o dialogar. Caso dialogue, evite o uso de letras maiúsculas a não ser que seja muito repentino.
(1) TODO / (2) TODO O
(1) "Todo" ou "toda" (sem artigo) significa “qualquer”. -> Ex:“Todo país deve preservar a natureza”. (= qualquer país, todos os países)
(2) "Todo o" ou "toda a" (com artigo) significa “inteiro”. -> Ex: “Neste domingo, haverá vacinação em todo o país”. (= no país inteiro)
Recomendado por Nat King
Nat King
O que a perda causa na vida de uma pessoa? Qual a dimensão dessa falta, na rotina de quem sempre a teve presente? Carregado de melancolia, sem deixar de ser poético, Hollow é o retrato da perda e a descrição detalhada de sua lenta recuperação, que restitui não apenas o emocional abalado do protagonista, como o do próprio leitor. A ousadia da autora não está em findar abruptamente, logo no começo da história, com o casal mais querido e popular do fandom; a ousadia mora no sutil revelar de todas as camadas de Yuri Plisetsky, com uma visão mais amadurecida desse personagem nem sempre explorado em todo seu potencial, que no vazio causado por todos os receios, dúvidas e culpa vindos à tona, se revela bem maior e complexo do que o canon ou o fanon um dia pensou. Hollow é um convite delicado e cauteloso para encarar a morte com olhos que vão bem além do fim absoluto, ensinando tanto Yuri quanto o leitor, que não existe fim, muito menos um vazio sem ele, para sentimentos que estarão, para sempre, vivos dentro de nós.