Comentários em “Daylight”: “Capítulo 8”
Barbara Mylena
Bella, vocês podem sim e devem, eu estou implorando! Mesmo com a Bella se esforçando para impor um limite entre eles, a conexão que os liga falou mais alto; as mãos dela cederam primeiro e o tocaram de forma íntima e reconfortante. E, novamente, ela volta a ceder, pedindo para o Edward ficar a noite com ela.
O Edward puxando a Bella para se encaixar nele fez com que ela desmoronasse mais um pouco, revelando que ainda o amava — porém, ela não sabe se isso é o suficiente para enfrentar tudo o que vem ao amá-lo. 'Amor nunca foi o problema entre nós, Bella. O problema sempre foi o medo.' Foi também o que sempre me pareceu: o término nunca foi por falta de amor. Nunca voltaram por falta de sentimento ou desejo, e sim por medo de tudo o que a relação traria de volta para as suas vidas.
Edward continua sendo guiado pelo medo, porém, desta vez, em vez de paralisar, o medo o faz agir por receio de perder a Bella e toda uma vida novamente. Assim, ela toma a iniciativa de beijá-lo. Bella foi clara em não querer repetir o 'modo de sobrevivência' no relacionamento, nem ter que se esconder mais. Este será um tópico de grande divergência, já que a única regra da Tanya é que eles se mantenham em sigilo absoluto. Um obstáculo já foi vencido: eles pararam de fingir que o que sentiam era passado. O sentimento segue presente no agora.
Edward de fato foi verdadeiro com a Bella em relação às drogas que usa. Falou o porquê de usá-las, o que são e que vem aumentando gradativamente a quantidade e a frequência. Contou que a Tanya sabe como incentivá-lo e usar as substâncias para conseguir o que quer dele. O coração da Bella ficou retorcido ao escutar a confissão; ela não está tão 'limpa' também, mas está um pouco menos pior que ele.
Barbara Mylena
Ficou esclarecido que Bella prefere sentir dor a perder o controle, enquanto Edward sempre teve medo de sentir qualquer coisa por muito tempo. Quando o assunto foi a Emerald, o negócio ficou tenso. Bella se preocupou, com razão, com a criança em um ambiente onde ambos os pais estão sob efeito de substâncias, usando no quarto ao lado. Negligência é pouco para o que estão fazendo com a própria filha. E, por mais que Edward não queira admitir, é verdade que ele coloca a menina em perigo, mesmo amando-a.
Edward repetiu que o que estão tendo não é uma recaída. Bella afirmou que não quer salvá-lo, nem ser mais uma justificativa para quando ele quiser fugir — e ele concorda. Ela percebeu que desta vez é diferente, pois não quer ser a salvadora nem a anestesia do Edward. Ele não está pedindo isso. Sem fantasia, apenas lucidez, entendimento e reconhecimento das falhas de ambos. Até nas imperfeições eles se completam: ele se deixa 'ser salvo' sabendo que não vai funcionar porque quer um tempo sem responsabilidades; em contrapartida, ela adora receber as responsabilidades dos outros porque isso a distrai das próprias. O 'match' perfeito em tudo.
A noite não superou minhas expectativas, mas foi o que eles precisavam: um momento esclarecedor para um entendimento mútuo de como a relação pode ser melhor do que na última tentativa. Ficou decidido que não querem pegar atalhos e nem fingimentos — pelo menos não quando estiverem juntos. Os encontros às escondidas parecem ser algo que os ajudará a respirar em meio a toda a encenação que se tornou a vida de ambos. Um primeiro passo sólido. Estão tentando construir algo em solo saudável.