Comentários em “Jane”: “Pequenos detalhes, grandes amizades”

N
NoSugar
Destacado pelo autor

Oi Lucca, quando tempo!

Já havia lido o capítulo, assim que você postou, mas só pude comentar agora.

Como sempre, eu adorei!

No início, eu achei que todo mundo tinha voltado à estaca zero com Jane, mas aí, lá no hospital, ela aparece se impondo e se negando a se submeter aos exames, simplesmente porque não gostaria, não queria.

Interessante como ela já tece a ideia de que pode contar, talvez até confiar em outras pessoas, além de solicitar uma ajuda quando necessário, muito embora, haja algo muito maior do que todos enxergam na mente e nas ações dela. Eu não enxerguei por completo, mas estou esperando o próximo capítulo pra saber.

Fraldas.

Boston e Rich.

Tasha e a filha.

É interessante demais perceber as interações de Jane com as coisas e pessoas ao seu redor. É muito satisfatório ver essas mesmas pessoas tentando compreende-la, mas é muito mais desesperador ver como eles parecem estar jogando o "quente/frio", e é mais desesperador ainda porque eu nunca sei quão quentes ou frios estão. Como eu já disse: só me resta esperar mesmo. Não sou boa com enigmas da mesma forma que não sou boa com balizas.

Espero te ver recebendo outras vezes a musa das inspirações bem na porta da sua casa, mas por um motivo mais alegre. Mesmo que a história esteja fantástica, e mesmo que eu, às vezes adore a melancolia pra escrever minhas coisas impublicáveis, eu realmente prefiro estar contente e ver gente incrível como você da mesma forma.

Continuaaa!

Abração! ❤

Lucca
Lucca Autor

Olá.

Ainda estranho quando me chamam de Lucca. Mas, já que sou eu, tenho que me acostumar.

Essa história tem uma linearidade complicada: altos e baixos, idas e vinda, loopings, mas não deixaria todos voltarem a estaca zero não. Quero que isso chegue a um final em breve.

Jane precisa se apegar ao seu lado Remi para prosseguir. Ser capaz de se impor negando participar daquilo que pode levá-la a limites desagradáveis é importante nessa trajetória de autoafirmação e auto valorização. Nossa garota precisa disso porque merece ser feliz.

Enquanto isso, a autora tinha a necessidade de colocá-la num universo mais amplo, fora do microcosmo com Kurt por mais lindo que seja o amor dos dois. Então, nessa questão em que ele pode representar um obstáculo por suas próprias qualidades e pelas bagagens que trouxe para a relação, ela precisa de amigos em quem se apoiar para superar. Na mente dela, Kurt o homem perfeito e moralmente incorruptível, teria que colocar o bem estar da filha que nascerá acima de tudo, inclusive da própria Jane que, por usas limitações tinha dúvidas se seria capaz de exercer a maternidade com todas as suas responsabilidades. A felicidade dele também é muito importante pra ela e os ecos dele repetindo sua necessidade de Bethany estão lá. Então, ela imagina que o final feliz dele seria ao lado de Allie com Bethany e também a bebê que ela carrega. Pensando na Jane da série, ela seria bem capaz de aceitar isso e me matar de vez. Mas aqui, dando espaço para seu lado Remi, ela vai se impor e lutar pra ficar com a criança provando à Kurt que pode cuidar da filha e que não pode viver sem ela.

De onde ela tirou essa ideia absurda? Kurt está ainda perdido nas múltiplas situações em que está envolvido. Boa parte de sua atenção está em Bethany. Outra parte significativa sobre Jane a quem ele está vivendo repetitivas perdas desde que essa história começou fazendo-o ponderar coisas antes inaceitáveis para viver essa dor lacerante de novo. O pouco espaço que sobre é do trabalho. A pobre bebezinha ocupando o espaço mais triste dele nisso tudo. Desde o anuncio da gestação, o sucesso daquele nascimento foi colocado de forma clara. Isso voltou com força diante do perigo da ruptura uterina. Por tudo isso, ele não está se envolvendo com a gravidez como deveria. Jane percebe isso e está revivendo traumas que enfrentou com Shepherd. Na época em que Avery nasceu, Shepherd era a mãe, a pessoa em quem ela mais confiava. Todas as garantias e argumentos casam com os que estão sendo usados por Kurt. Então, mesmo sem memórias - algo que seria muito útil para diferenciar a mãe sociopata e o marido -, ela supõe o desfecho daquilo tudo.

Fraldas: Jane tentando mostrar sua determinação em ficar com a filha através da materialidade dos preparativos que Kurt prefere evitar com receio do futuro.

Boston e Rich: nossos personagens favoritos descobrindo que o que parece obvio pra um deles passou totalmente despercebido pelo outro. Cada personagem teve sua relação pessoal em trajetória de convergência com Jane e terá sua relevância na jornada de Kurt para redescobrir a esposa. Enquanto isso, Jane monta sua rede de apoio para ajudá-la a concretizar seus planos.

Tasha e Maya: um bebê muda tanto a vida de uma mãe. E nenhuma delas é infalível, nem mesmo quando rodeada das melhores pessoas. Um engasgo da bebê e os agentes treinados do FBI paralisam incapazes de conter a emoção para agir. Mas frieza era a especialidade de Remi, para a alegria geral. Assim Jane vai percebendo que toda mãe tem limitações e que suas características não a impedem poder viver a maternidade plenamente.

Nosso team está acostumado a jogar com padrões exatos na resolução de enigmas e precisam aprender a deixar as emoções falarem mais alto nesse caso. Estão chegando muito perto, percebendo que as bagagens emocionais do passado não estão anuladas no cérebro de Jane. E, se isso pode ser muito bom em alguns momentos, também pode gerar uma combinação explosiva em outros. Derrubar uma baliza pode ser desastroso, mas quando aprendemos a manobrar da forma correta é sucesso! Spoiler: lembre-se do episódio de Saul Guerrero.

Obrigada pela leitura e pelo comentário sempre tão atencioso.

PS: eu adoraria ler um texto melancólico e impublicável.

Mell

Meu Deus!!!! Vc é sempre incrível né !!! Eu ameiiiii o Capítulo e não vejo a hora de todos ficar boquiabertos ao perceber a insegurança de JANE em não ficar com a bebê. Minha parte preferida a de Jane acalmando o bebê de Tasha . E Tasha agradecendo. Ameiiiii o final do capítulo com Jeller agarrados ao bebê na barriga dela. Ownnn!!!!!! Espero que volte logo com outro capítulo tão longo quanto esse !...

Lucca
Lucca Autor

Olá!

Concordo que todos ficarão chocados por ela pensar que poderiam não deixá-la ficar com a bebê. Com certeza, Kurt é quem tomará o tombo maior.

Cumplicidade entre mamães é tudo de lindo, não é mesmo?

No passado, Remi achava que não teria jeito com o bebê - e nem queria aproximação porque isso a lembrava da própria filha da qual teve que abri mão - e se surpreendeu pq o instinto materno estava lá, mesmo com o filho de outra pessoa. Faz parte de maternar. Podemos não ter o menor jeito com bebês, mas quando estamos diante do nosso, sabemos o que fazer e aquilo segue conosco por toda a vida.

Tenho restrições a me aproximar de bebês. Minha atenção está sempre sobre eles, mas mantenho distância. Quando as mamães se aproximam e me oferecem suas crias, é incrível como entro em sintonia com eles rapidamente.

Nosso casal agarradinhos e com um bebê a caminho é tudo, né?

Obrigada pela leitura e pelo comentário.

MONISE RAMOS DE MOURA

Não posso evitar de sofrar junto com a Jane... que aflição ver a dificuldade de todos em entender os sinais e as atitudes dela,chega dá um aperto no coração vendo a coitadinha fazer de td pq acha que podem lhe tirar a filha

Lucca
Lucca Autor

Menina, eu também sofro demais por ela. Ainda bem que a Jane é bem mais forte e resiliente que nós. Ela observa, reflete e cria estratégias para superação do problema mesmo com suas limitações. Jane é foda!

Obrigada pela leitura e pelo comentário.

VickJeller

Quero que eles entendam logo a insegurança dela em não ficar com a filha. Fiquei com medo quando ela sumiu no supermercado mas que bom que não foi nada. Deu uma dó dela pegando as fraldas e o Kurt devolvendo. achei incrível ela conseguindo ajudar Maya. Esse finalzinho com eles 3 juntos foi tudo S2 S2 S2

Lucca
Lucca Autor

Olá!

Todos estão empenhados em descobrir muito mais sobre Jane para poder a ajudar no que for necessário. Essa família extensa e bem atípica criou laços que não se romperão com facilidade.

Jane desaparecendo no supermercado quase infartou o Kurt. Estou fazendo ele perder a esposa repetidas vezes e de diferentes formas nessa história para se dar conta de que ela não é imortal. A existência é frágil, pode cessar a qualquer momento. Por isso é preciso viver tudo da melhor forma possível a cada instante.

Ah, essas fraldas... São tão banais e tão essenciais. Um bebê a caminho e o casal que vai recebê-lo com necessidades tão diferentes sobre essa espera. Um deles terá que ceder sobre isso. Nesse momento, Jane retrocedeu. Mas será que continuará assim? Ela está ganhando apoiadores.

Jane ajudando Maya foi a forma que encontrei para ela perceber melhor como seus instintos são sim capazes de fazer dela uma boa mãe. Ela deve ter ouvido o contrário muitas vezes a partir de Shepherd. Apesar de não ter memórias, essas marcas afloram de forma sentimental e ela precisa superar.

Nosso casal transformando-se de forma definitiva numa família é tudo de bom!

Obrigada pelo comentário e pela leitura.

Liadss

Jane batendo o pé e impondo suas vontades é como ver traços da Remi vindo a superfície.

Kurt sofreu para acompanhar a Jane durante o capítulo, kkkkk. Poxa Kurt custava ter comprado os pacotes de fralda para ela?? Depois de visitar a Tasha, ela quer um quartinho preparado para a bebê dela também, acorda homem. Santo Boston que fez a alegria da Jane dando o presente que ela tanto queria!

Adorei o final, ela ajudando a Tasha com a Maia, Jane mãezona é muito bom também!

Novamente um capítulo que me deixou com o coração quentinho. Lindo demais, comecei a ler e não consegui parar ate terminar.

Jane é uma das minhas histórias preferidas!!!! Parabéns e obrigada pelo belíssimo trabalho.

Lucca
Lucca Autor

Oi.

Então, Jane precisa de características da Remi mais que nunca. Precisa aprender a se impor. Devagar, ela está caminhando pra isso.

Kurt que sambe miudinho. Se tivesse prestado mais atenção à esposa durante a S5, nada disso teria acontecido. (kkkkkkkk) Ele e Jane estão com necessidade diferentes sobre como viver essa espera pelo nascimento da filha. E um não consegue enxergar a necessidade do outro. Não há meio termo pra isso. Um deles terá que ceder de forma definitiva. Ao longo da série, acompanhamos Jane cedendo repetidas vezes. Está na hora do Kurt entender que chegou sua vez de fazer a vontade dela. Eles chegam lá!

Enquanto escrevia, parecia que Boston estava na minha frente, falando tudo aquilo e dando as fraldas. AAAAAAAAAAAAA Eu adoro ele.

Jane superando suas próprias amarras para ajudar Maya e descobrindo que pode sim ser uma ótima mãe foi meu momento nesse capítulo!

Obrigada por todo carinho que você tem por essa história. Fico muito feliz em saber que ela aquece corações por esse Brasil afora. Meu coração também se aquece graças à vocês.

Carolina Trigo

A impaciência do Kurt com a Jane algumas vezes me irrita.

Tudo o que ela precisava era sentir importante e ter ajudado a Maya foi essencial. E essa cena foi tão bonita e a conversa entre ela e a Tasha foi linda!

Capítulo muito sensível. Não preciso nem dizer que eu amei, né?!

Lucca
Lucca Autor

Oi

Que delícia ter de novo um comentário seu por aqui.

Por favor, não se irrite com Kurt. Ele tem seus motivos pra agir assim. Na perspectiva dele, está fazendo isso para ajudar Jane e não tinha a menor intenção de magoá-la. Kurt é todo certinho. Quer tudo fresquinho quando a bebê chegar. E o medo de perder quem ama voltou a rondá-lo de forma insistente. Ele tem problemas a resolver com Bethany. Também está disposto à tudo para não perder a esposa novamente. Com seu foco nessas duas, a pequenina que nem nasceu ficou em terceiro plano. Provavelmente, ele está com muito medo de se apegar à ela e a perder. Essa dor ainda está latente demais para Kurt enxergar através dela. Mas ele chega lá. Se não por mérito próprio, por pressão da Jane.

Ajudar Maya foi a forma que encontrei para mostra a Jane que ela é sim capaz de ser uma boa mãe. Cumplicidade com a Tasha depois disso é mais um elo que se soma na jornada dela rumo a uma nova Jane que não se sacrifica porque entende o quanto sua vida é importante.

Muito obrigada pela leitura, pelo comentário e por todo carinho que sempre tem com minhas histórias. Fico sempre muito tenho a possibilidade de interagir com você por aqui.

Até mais.

Andry nyah

Eu tenho a horrível mania de deixar para comentar depois as fanfics que leio e quando percebo já se passaram muitos capítulos.... mas essa história é especial demais para mim então gostaria de vir aqui te agradecer por nos trazer essa história que aquece nossos corações após o trágico fim da série.

Estou realmente amando o desenvolvimento do nosso casal favorito nessa história, tem momentos tristes e alguns baixos mas pra mim eles são muito essenciais na história, são essas partes que permitem a construção dos momentos felizes tão esperados para Jane. Mas confesso que não vejo a hora de enfim entenderem o que se passa na mente da Jane, me corta o coração ela pensar que pode perder a bebe, ou que não merece o Kurt.

Outro ponto que amo é as referências ao passado da Jane, como Remi e a junção das duas, isso deixa tão real, afinal não são pessoas diferentes, Jane e Remi são uma só, apenas com experiências diferentes.

Enfim só queria agradecer por essa história linda, confesso que estou muitooo ansiosa para os momentos de Jeller com a bebê e os momentos bons que estão por vim e por outro lado triste que isso vai significar o fim próximo da história kkk

Lucca
Lucca Autor

Ah, é muito bom ter você por aqui!

Jeller é um casal incrível. Precisam acertar algumas coisas, entender quem realmente são sem negar as bagagens que carregam. Quando tudo está bem, a gente toca o barco pra frente para desfrutar e negligencia esses aspectos, por isso deixei os dois enfrentarem momentos de desencontro. Sem spoilers, posso te garantir que os dois se amam o bastante para superar tudo isso. Com a ajuda dos amigos isso será ainda mais rápido e fácil.

Também vejo Jane e Remi como uma única pessoa e simplesmente preciso mostrar essa fusão ao longos das minhas histórias. Confesso que sonhei com uma quinta temporada que explorasse o lado positivo do passado de Jane, mostrando que toda a sua bagagem de terrorista faria a diferença num momento em que eles eram fugitivos e precisavam derrotar o inimigo que estava à frente do FBI. Uma pena terem tirado o protagonismo de Jane na reta final.

Momentos bons virão nessa história. Confie!

Muito obrigada por tudo: a leitura, o comentário tão carinhoso, sua relação com essa história.