Comentários em “HL: Nyx”: “Capítulo 1”

Mini Line

Gente, que medo dos mano do lugar abandonado!
Cadê a Lindsay? Mulher, onde estava tu? Tadinha da Cat.
A operação da Nexus foi muito boa (no sentido da escrita e tals, pq eles foram uns fdp)
Vou ler os outros. Beijos da Mini =*

Ally Stoll
Ally Stoll Autor

Olá Mini Line (mais uma fic comentada por vc)

Onde Lindsay foi parar? Beijo Lindsay

Obrigada pelo elogio ^^

Beijos =*

slashleo

Gente, num resumo geral, ela so se ferrou.
Gostei da precisão dos acontecimentos que você faz. Parabéns!

Ally Stoll
Ally Stoll Autor

Cat só se ferra :v

Obrigada Litthie ♥

Cloo Muller

Nossa! Tadinha da Cat...

Vou ler a prestação, amanhã apareço aqui de novo. *---*

Ally Stoll
Ally Stoll Autor

Sim, a coitada da Cat se ferrou bastante até agora :(

Bem vinda a fic, Cloo. Espero que goste ♥

Zusaky

[PROJETO CRITIQUE-ME]

Oi, Ally, tudo bem? Então, eu fui a crítica designada a avaliar a sua história. Fico feliz que você tenha se inscrito para o nosso projeto, isso é muito bom! Então, como você não citou um ponto específico para eu olhar, vou falar sobre tudo o que eu consegui ver aqui, ok?

Vou começar falando do conjunto capa + sinopse + título.

Título: achei bem coerente com a história, considerando que é o nome de heroína da nossa protagonista.

Sinopse: achei curta e pouco desenvolvida. Talvez você pudesse dar mais detalhes da trama, falar sobre a Nexus etc.

Capa: não encontrei uma ligação forte da imagem com a história, considerando que é apenas uma garota posando pra uma foto, mas a fonte do título ficou boa.

Well, como a história possui capítulos curtos, eu prefiro falar sobre cada um separadamente. Primeiro vou falar sobre o enredo em si, aí só depois comento contigo os erros gramaticais, certo?

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Primeiro capítulo

Achei ele bem curto e corrido. Senti a falta de descrições aqui, tanto do ambiente como das personagens. E não falo apenas da aparência delas (que não pode ficar para trás, aliás), mas do psicológico. Por exemplo, a não ser que os pais delas fossem pessoas completamente horríveis, elas teriam que demonstrar alguma reação a mais do que um simples “não!”. Uma perda assim causa traumas muito fortes, ainda mais em uma criança de 10 anos. Ela provavelmente ficaria sem saber o que fazer, o que tinha acontecido, entende?

A ambientação também teve muita falha. Eu não consegui imaginar o cenário direito, apenas uma casa qualquer e uma árvore. Não sei se estava chovendo para atrapalhá-las, se a rua estava movimentada e elas pensaram em pedir por ajuda, ou se tudo estava tão deserto que fez o medo de ambas apenas aumentar.

Isso me leva para o diálogo. Eu notei que eles seguem o mesmo padrão, o que torna a leitura muito cansativa e sem atrativos. Olha só como eu vi tudo:

“— Fala — fulana falou [...]

— Fala — ciclana perguntou [...]

— Fala — fulana avisou [...]”

Isso aconteceu principalmente no diálogo que começa com um “para onde vamos agora?”. Seria bom evitar isso usando outros artifícios. Por exemplo, você poderia descrever as ações delas, ou então colocar o que sentiam no momento. Se realmente a Lindsay acreditava no que estava dizendo ou apenas não queria preocupar a irmã, por exemplo.

Quando falamos sobre descrever algo, não se trata apenas de ir narrando um fato atrás do outro. Você fez isso em um parágrafo que começa com “— Vai dar certo — Lindsay garantiu.”

Nesse parágrafo em específico, você colocou muita coisa em um só lugar. As duas ainda estavam em cima da árvore, a Caitlyn desceu, se infiltrou entre os agentes, eles desistiram da busca pelas garotas, foram embora, Caitlyn conseguiu se afastar deles, foi até a praça e encontrou a irmã novamente. Isso tudo em um único parágrafo, veja bem. Isso é algo que podia ser revisto.

A cena em que a polícia invade o lugar em que as duas estavam escondidas... Não sei bem, o jeito de narrar me pareceu estranho, muito corrido, sabe? Acho que pela falta de descrições.

Agora vamos para a parte gramatical. Realmente, como você disse, as repetições são um ponto fraco, pois isso acontece com muita frequência na história. Tem um site chamado sinônimos que é muito bom para quando dá um branco sobre que outra palavra utilizar, recomendo ele.

Você parece saber lidar bem com o vocativo, mas eu notei que ele foi esquecido algumas vezes, principalmente quando está junto da palavra “pirralha”, que, aliás, é um modo de chamar a Caitlyn, por isso, devemos usar a vírgula aqui também. Ainda no assunto de vírgula, nós precisamos usá-la quando mudamos de sujeito. Olha só:

“Lindsay abriu a janela e Caitlyn entendeu...”

Peguei essa frase acima como exemplo. Você primeiro falou que a Lindsay abriu a janela, mas logo depois mudou para a Caitlyn. Certo, houve uma mudança de sujeito, não foi? Quando isso acontecer, nós precisamos usar a vírgula, senão podemos passar um outro sentido para o leitor, dependendo da frase.

“Logo, a irmã mais velha...” Nessa parte nós não podemos usar a vírgula após o logo. Do jeito que você escreveu, parece ser uma frase conclusiva. Mas você quis escrever que a irmã mais velha não demorou para chegar ao quarto, certo? Assim sendo, não é necessário o uso da vírgula aqui.

Também recomendo a leitura sobre a diferença entre orações restritivas e explicativas. Olha só essa frase:

“Após isso um deles bateu com o pedaço de madeira por trás, na cabeça da menina que caiu desacordada.”

Temos dois erros aqui. Um deles é a vírgula logo após a palavra “trás”, mas acho que isso foi apenas por distração (caso não, não devemos separar sujeito de predicado). O outro erro é justamente sobre restrição e explicação. Isso causa uma grande confusão, dependendo da frase. Olha só:

“Os alunos que fizeram o dever podem ir embora.”

“Os alunos, que fizeram o dever, podem ir embora.”

Na primeira, nós temos um caso de oração RESTRITIVA, pois apenas os alunos que fizeram o dever vão poder ir embora. Na segunda, por causa da vírgula isolando aquela partezinha, fica claro que é uma explicação, ou seja, todos os alunos fizeram o dever, então todos vão poder ir embora.

No caso da sua frase lá de cima, você escreveu sem a vírgula, dando a entender que ele bateu apenas na cabeça da menina que caiu.

Certo, vamos adiante. Na parte em que a Caitlyn encontra com os homens mal intencionados, há uma coisa a se falar a respeito do diálogo entre eles. Você quase sempre iniciou a descrição com o “um”. Um dos homens falou, um homem fez aquilo, um deles fez tal coisa. Isso é muito repetitivo também. E para o leitor eles eram todos iguais, considerando que não houve descrição alguma deles.

Também teve uma frase que me causou um estranhamento, olha: “Ela fez um movimento brusco o que causou um barulho que foi ouvido pelos homens. Que foram até a mesa...” não entendi o motivo de ter um ponto final ali, e falta uma vírgula após brusco, pois o que vem a seguir é uma explicação.

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SEGUNDO CAPÍTULO

Você iniciou o capítulo dizendo que a Caitlyn estava no abrigo há 2 meses, mas como ela havia lidado com aquilo? Alguém desconfiou dos poderes dela? Porque os agentes conseguiram descobrir que ela estava lá, certo? Então ela provavelmente deu o nome para os diretores do lugar. Mas por que ela não preferiu se manter no anonimato ou dar um nome falso? Ou ela achou que dando o nome real a irmã iria encontrá-la (afinal, ela ainda tinha apenas 10 anos e esperança de que tudo fosse acabar bem, creio eu).

Torno a dizer que as coisas acontecem muito rápido aqui. Não estou dizendo que você precisa enrolar e ficar enchendo linguiça. A questão é sobre a descrição (não apenas do cenário, mas das personagens). Tudo o que você faz é narrar fato após fato (ela foi pra sala, depois foi pra cozinha, pegou algo pra comer, depois foi para o quarto dormir... E por aí vai), mas eu não faço nem ideia de como a protagonista ou os outros estão se sentindo, em que tipo de ambiente eles estão.

Esse diálogo que você colocou na primeira parte do capítulo poderia ser reduzido. Não há a necessidade de colocar só uma pergunta por linha. Você pode colocar uma fala, descrevê-la com algo mais do que “fulana perguntou” e continuar esse diálogo. Talvez colocar de maneira indireta os pensamentos da Caitlyn, por exemplo “Caitlyn respondeu vagamente. Sabia que aquele tipo de coisa não era normal naquele lugar, então tudo o que podia fazer era esquivar-se das perguntas feitas pela mulher. Tinha quase certeza de que o governo estava envolvido em tudo aquilo.”

O último parágrafo da primeira parte poderia ser mais descrito, ter mais detalhes. Digo, o que as outras pessoas do lugar acharam do que aconteceu? Até porque não é todo dia que vemos uma criança quebrando o braço de dois caras.

Você não explicou como o neo-humano conseguiu deter os agentes. E pareceu algo bem fácil, o que não se encaixa muito bem, pois eles deveriam estar preparados para aquele tipo de coisa. E também não houve nenhuma explicação sobre o que é neo-humano aqui. Esse é o tipo de informação que vale a pena acrescentar na história, principalmente para situar os leitores. Por exemplo, se uma pessoa vai escrever sobre vampiros, por mais que seja algo que todos conhecem, ela precisa dar informações também. Alguns colocam que os vampiros têm problemas com alho, outros fazem eles comerem o alho, porque não faz mal.

Nesse primeiro contato entre a Caitlyn e o Zack, você poderia ter colocado mais descrições também. Ela aceitou prontamente aquilo? Por que não desconfiou dele? Mesmo sendo uma criança, a Caitlyn viu os pais serem mortos pela organização que ela conhecia, então seria natural ela ser mais desconfiada com estranhos.

Tecnicamente, o plano é que a Caitlyn seja sobrinha do Zack. Mas quantos anos ele tem? Como é a aparência dele? Ele é velho o suficiente para se passar por um tio dela? Nada disso ficou claro.

Sobre os erros gramaticais... Bem, as repetições continuaram constantes aqui. Em uma só frase você repetiu “abrigo” três vezes, logo no início. Já na segunda parte, “carro” foi repetido quatro vezes.

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TERCEIRO CAPÍTULO

Achei legal como você introduziu o relacionamento entre a Cat e o Zack no início do capítulo, sem que houvesse um diálogo forçado ou coisa do tipo. Ficou bem natural e desenvolvida, gostei.

Quando o Zack dá um sermão na Cat sobre a briga com os garotos, poderia ter mais descrição. Não sei se a Cat realmente se sentiu triste com aquilo, com raiva, se queria ir embora, se sentia falta dos pais (aliás, esse é o tipo de coisa que mais me intriga aqui, pois raramente ela pensa neles). Não sei se, naquele momento, o Zack havia se arrependido de ter pegado a responsabilidade de cuidar dela, se ele estava cansado daquilo...

Isso tudo me leva a pensar no motivo que o faz ajudar a Cat. Ok, ele conhecia os pais da Cat, mas e daí? Não acho que isso seja razão suficiente, a não ser que ele fosse um grandessíssimo amigo deles.

Ainda falando sobre esse diálogo/treta deles, as falas ficaram muito vazias, sem descrição. Tem uma partezinha, por exemplo, que eu vi “Zack questionou... Cat justificou... Zack respondeu... Cat respondeu... Zack alertou... Cat respondeu...” exatamente desse jeito, e não para por aí. Percebe como é algo repetitivo e mecânico? É como se dois manequins estivessem conversando, pois não há informação alguma sobre eles. Isso é algo muito importante quando vamos desenvolver personagens. Por exemplo, eu posso ter um protagonista que, sempre que está apreensivo, passa a mão pelos cabelos de maneira nervosa. Ou uma personagem que fica corada e suando sempre que precisa falar em público, pois se sente aflita com tal situação. A gente nem sempre precisa descrever que tal pessoa é de determinado jeito, entende? É muito melhor quando mostramos isso através de suas ações.

A parte sobre a Pocket Girl e o entusiasmo com o novo uniforme também ficou bem legal. Você conseguiu descrever melhor e nos mostrar que a Cat estava realmente feliz com o que havia feito. Eu só fiquei em dúvida em relação à aparência dela. Ok, você diz que ela mudou de forma para ver como ficaria com o uniforme, mas o rosto dela permaneceu o mesmo? Ou ela mudou isso também para que ninguém a reconhecesse?

Aqui nós também tivemos alguns errinhos. Faltou a crase em “prometi a sua irmã” e “Cat voltou a sua forma original”. Veja bem, se você fosse escrever algo como “Cat voltou AO seu estado natural”, usando o AO, então na forma feminina poderá haver a crase nesse tipo de contexto.

“Por que ela não fazia algo parecido com o que a Pocket Girl fazia” era pra ser uma pergunta, certo? Considerando que há o “por que” separado. Também vi um “Dois garotas” no meio do texto.

Novamente, nós precisamos usar a vírgula para separar sujeitos diferentes. Peguei só uma frase como exemplo, mas recomendo que você revise isso na história inteira, ok? Olha só: “Zack recomendou e Caitlyn assentiu com a cabeça”.

Por fim, um ponto que eu estava em dúvida sobre falar ou não apenas nesse capítulo, que é como pontuar diálogos. Foi difícil ver isso, já que quase todos os diálogos começavam com o nome da pessoa.

Vou copiar dois deles aqui do mesmo jeito que está no capítulo, olha: “o outro garoto tentou dar um soco em Cat”, “Um dos garotos respondeu”.

Quando vamos descrever uma fala, nós primeiro temos que observar o que a pessoa fez. Se formos descrever que ela “falou/indagou/murmurou/respondeu”, algo diretamente ligado à fala, então usamos letra minúscula e retiramos o ponto final (interrogação, exclamação, reticências podem permanecer). Olha só um exemplo:

“— Oi, Maria, tudo bem? — perguntou Marcos.

— Estou muito bem, obrigada — agradeceu ela.

— Que ótimo! — exclamou o rapaz.”

Mas se a descrição não estiver diretamente ligada à fala (ele sorriu; ela se levantou, ela virou de costas), aí poderá vir com letra maiúscula. Nesses casos, poderemos usar o ponto final no diálogo. Olha só:

“— Oi, Maria, tudo bem? — Um sorriso decorou a face de Marcos.

— Estou muito bem, obrigada. — A moça sentiu as bochechas esquentarem.

— Que ótimo. — Ele continuou a sorrir, contente com o efeito que causava em Maria.”

Viu a diferença? Há também os casos onde as falas são “cortadas”. Olha:

“— Oi, Maria, tudo bem? — perguntou Marcos. — Faz tempo que não nos vemos.

— Estou muito bem, obrigada. — A moça sorriu alegremente. — É bom te ver novamente.”

A diferença agora é que temos fala-descrição-fala. Nesse caso, a descrição terminará com o ponto final. Ainda assim, tem casos onde não há o ponto final nessas descrições. Veja:

“— Oi, Maria — cumprimentou Marcos —, tudo bem?”

Sabe por que nós temos que colocar a vírgula logo após aquele travessão? Porque essa vírgula apareceria na fala original (Oi, Maria, tudo bem?). Então nós não podemos simplesmente exclui-la.

Sorry pela explicação meio grandinha, mas achei necessário aqui, rs. Tem também um post sobre isso no blog da liga dos betas, com o título de Como pontuar diálogos, vale a pena dar uma lida lá!

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QUARTO CAPÍTULO

Não achei muito necessário avançar 3 anos. Digo, havia muita coisa ainda para se aproveitar na história, mostrar os primeiros dias dela sem os pais e a irmã (novamente, era algo muito importante na história).

Enfim, a Cat finalmente apareceu como Nyx, mas e a reação dos bandidos? Não ficaram assustados? Não se perguntaram como ela entrou lá? Fiquei curiosa com isso...

Se a Nyx está sempre na tv, como o Zack não percebeu isso? Apenas pela máscara dela? Ou ela mudou a aparência física (toquei nesse assunto anteriormente)? Nada disso é citado. Aliás, isso me leva à aparência das personagens. Você não as descreve, então eu meio que não faço ideia de como cada um é. Obviamente que é bom deixar com que o leitor exercite a criatividade para imaginá-los, mas eu não tenho uma pista sequer sobre como eles são, entende?

Ah, chamo sua atenção para o diálogo praticamente igual do início (no mercadinho) e do final (restaurante). Mesmo que sejam vilões, eles não possuem a mesma personalidade; ainda assim, pareceu que era a mesma pessoa falando, levando em consideração que o tom deles não mudou. Isso não acontece apenas nesse capítulo.

Há novamente o erro ao pontuar os diálogos e as repetições, que já falei antes. Também é bom revisar o assunto de vocativo aqui, pois mesmo que você use o tão famoso “pirralha”, precisamos da vírgula. Ah, também te indico a leitura de posts sobre a diferença entre oração restritiva e explicativa.

Há duas frases que ficaram um pouco estranhas, vale a pena dar uma olhadinha depois, ó: “Nyx apareceu deles” e “...se vocês não acabam essa pirralha...”.

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QUINTO CAPITULO

Eu particularmente gosto de quando você inicia os capítulos com uma narração consistente, como foi nesse. Você quis mostrar que a Cat não aprendeu as coisas que sabe do dia pra noite, mas que também treinava e dava tudo de si para aperfeiçoar suas habilidades. É um ponto positivo, pois são coisas como essas que nos mostram a evolução da personagem.

Lendo a cena em que ela “discute” com o Zack, um pensamento passou pela minha cabeça: ele não trabalha? Pergunto isso porque, aparentemente, ele está sempre em casa. E em 3 anos eles não fizeram nenhum progresso sobre o que estava acontecendo? A Cat vai continuar “presa” por quanto tempo? Considerando que ela consegue mudar de forma, eles deveriam ter uma vida mais tranquila, mas parecem mais dois eremitas.

Também há uma questão de tudo acontecer em looping aqui. Sempre tem algum cara ameaçando o bem das pessoas, a Cat vai lá, chega por trás com alguma frase irônica, o cara a chama de pirralha, ela ironiza (novamente) o apelido, e consegue detê-lo sem o menor esforço. Digo, é legal mostrar que ela possui poderes, mas cenas assim, repetidas vezes, não acrescentam em nada. Obviamente que teve o lance da tatuagem e tal, mas e os diálogos vazios (dessa vez falo num geral, e não apenas dessa parte)? Seria bom variar um pouquinho, senão se torna algo enjoativo.

A cena do banco também fez, novamente, com que eu pensasse em mais coisas. Eu não sei como as pessoas normais encaram os neo-humanos. Isso sempre foi algo normal entre eles? Ou é recente? É algo que nem X-Men? Não vi informação alguma sobre isso.

Ah, lembra que no capítulo quatro eu comentei sobre os diálogos repetidos entre a Nyx e os vilões? Isso aconteceu aqui novamente, pela terceira vez, se não me engano.

Na última parte, veja bem, há uma coisa que não se encaixa direito. O Zack possui poderes telecinéticos, mas por que ele nunca os usa? Por exemplo, nessa parte em específico, ele poderia facilmente (e eu uso essa palavra porque ele conseguiu vencer os agentes tecnicamente treinados de uma maneira fácil em sua primeira aparição) ter aberto a porta com seus poderes.

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SEXTO CAPITULO

Deu pra notar que teve uma mudança aqui, sua escrita melhorou bastante, os diálogos ficaram mais consistentes também (mas apenas a partir da segunda cena). Seria bom dar uma comparada na sua escrita aqui com a dos capítulos anteriores.

Bem, eu notei que há muitas coincidências forçadas aqui. A Cat viu na tv o bandido da tatuagem, encontrou com mais desses tipos na rua justamente quando saiu e conseguiu escutar a conversa deles. Ok, dá pra acreditar nisso. Mas se eles falaram que a reunião seria na sede, não há muito sentido em se encontrar novamente naquele mesmo lugar, só para depois irem para o destino final, concorda? Você também falou que eles foram até um armazém abandonado, mas diz que a Cat se misturou no meio das pessoas (mas o lugar não estava abandonado?). E depois ela é vista pelo líder, aí eu já não sei se ela conseguiu entrar no armazém, como fez para entrar, se o povo que camuflou ela estava lá dentro também, apesar de só ter bandido. Não entendi essa parte muito bem.

Na verdade, essa cena ficou mais como um borrão, já que eu não sei em que tipo de lugar se passa, pela falta de descrições. Não sei se a Cat conseguiu entrar no armazém, se ficou do lado de fora e tinha uma super audição para ouvi-los... Logo depois você também disse que o líder notou a Cat disfarçada de velhinho, né? Aí eu já não entendi mais nada, porque ela deveria estar escondida.

Novamente, é preciso revisar a pontuação de diálogos aqui, e prestar mais atenção nas repetições, principalmente quando se trata da palavra “pirralha”, que é o que eu mais vejo. Ah, também notei que, às vezes, você costuma separar o sujeito do predicado sem que haja uma explicação intercalando.

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SÉTIMO CAPITULO

Achei bem plausível a raiva do Zack e a decisão por se mudar para outro local, considerando o que havia acontecido. Ele é um bom personagem, só precisa ser melhor desenvolvido e agir mais, e não apenas ficar parado e fugindo.

Os diálogos entre eles também precisam ser mais trabalhados. Veja, não precisa sempre colocar que tal pessoa falou, que outro perguntou, que o outro avisou, e assim por diante. Como eu acho que já devo ter dito, você pode descrever também como eles se sentiam no momento, sabe? Recomendo muito isso!

Bem eu não sei com o líder conseguiu achá-los, pois o Zack conseguiu despistar todo mundo (coisa que foi dita no capítulo anterior e confirmada no início desse). Por acaso ele possui algum poder que o possibilite rastrear quem ele queira? Ou ele utilizou de outros recursos? É outra coisa que é importante pensar.

Ainda falando do líder, eu esperava que ele tivesse alguma outra atitude, outra personalidade, justamente por ser o chefe de todo aquele bando. Mas o que eu vi foi um diálogo exatamente igual ao que a Nyx teve com os outros bandidos, com o lance de pirralha e tal.

A cena de luta entre eles tinha tudo para ser ótima, com socos, chutes e tudo o que uma história de ação e super heroi tem direito, mas você acabou reduzindo isso drasticamente e eu não entendi o motivo.

Você comentou que o líder percebeu qual era o plano da dupla enquanto lutava com um deles, certo? Mas como ele percebeu isso? Pela ausência da Cat? Ou ele sentiu mais cheiro de gasolina? Descrever coisas assim daria mais dicas sobre a personalidade do personagem, dizendo aos leitores se ele é inteligente ou só apenas mais um dentre tantos, sem nada de diferente...

Não entendi como o Zack conseguiu acabar com todos os carros/bandidos que estavam perseguindo ele e a Cait, mas não conseguiria lidar com o líder.

Certo, eles colocaram fogo na casa, a Cat achou o Zack fora da casa (ela não hesitou em momento algum?), mas aí, do nada, o líder também aparece. Ele escapou junto do Zack e ninguém notou? Também não entendi como a bala acabou pegando na Cat, já que o Zack tem o poder de telecinese e poderia ter impedido isso criando um campo de força ao redor deles.

Veja, é bom revisar a parte de vocativo aqui, além da questão da vírgula para separar sujeitos diferentes. A pontuação de diálogos também.

“Que nem na noite que foi perseguida pelos bandidos”, como assim na noite? Aquilo tudo não havia acontecido pouco tempo atrás?

Em uma parte, você disse que a Cat sentia dor o bastante para dificultar a bala. Como assim? Não entendi muito bem.

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OITAVO CAPITULO

Gostei bastante da cena no hospital, você conseguiu introduzir novos personagens e a parte interrogatória foi mais natural. Eu fiquei um pouco perdida acerca das informações que o Zack havia dado à polícia. Digo, ele parece ser inteligente, então deveria saber que, caso citasse o Hector, a Nexus iria se envolver em tudo e seria difícil guardar o segredo. Seria bom você comentar o que o fez contar a verdade sobre o incêndio na casa.

Achei muito estranha a desculpa de “ele achou que a Cat fosse a Nyx porque possuem a mesma faixa etária”. Digo, em que tipo de lugar eles vivem? Tem que ser uma cidade muito, muito pequena para que só haja uma única garota dessa idade, o que eu acho muito difícil. Foi ok ver o Zack dizendo isso, pois ele estava nervoso na hora, mas a agente concordar facilmente com isso? Não sei...

Gostei da cena em que os dois agentes conversam entre eles (após sair do quarto). Os diálogos foram consistentes e, veja só, eu consegui “pegar” mais da personalidade de ambos do que de um dos protagonistas (sim, estou falando do Zack). Eles possuem um grande potencial e possivelmente iriam acrescentar e muito na história caso fossem mais recorrentes.

É meio difícil de entender como a Nexus funciona, pois não teve nenhuma explicação clara sobre essa organização aqui. Eu percebi que foram mandados os dois agentes para conversar com o Cat, mas logo depois a moça de capítulos atrás apareceu novamente. Por quê? A Nexus não confia nos outros dois? Ou isso é um procedimento padrão?

Na hora em que estão fugindo do hospital, já do lado de fora, eu não entendi por que a Cat não mudou de forma justo quando mais precisava fazer isso. O ferimento já curado não a deixava fazer isso? Ou ela que não queria mais fazer isso? Ou foi só um esquecimento por causa do nervosismo? O mais curioso é o Zack, sempre tão cuidadoso, deixar algo como isso passar. Acho que ele poderia ter usado seu poder para criar alguma distração, algo do tipo.

Ao serem pegos, acho que os diálogos poderiam ter sido mais trabalhados (sim, preciso frisar esse ponto sempre, pois é algo importante). Não é apenas colocar que tal pessoa perguntou, que outra respondeu, e assim por diante.

A morte do Zack foi inesperada, e ao mesmo tempo em que gostei disso, também surgiu uma pontada de tristeza. Veja, acho que isso é uma forma a mais de fazer a protagonista crescer, ver que nem sempre terá alguém do seu lado para protegê-la. É só trabalhar bem o psicológico dela na segunda temporada. Porém, ele morreu sem nem ter feito nada demais, sem ter sido desenvolvido (foi o que me deixou triste).

Aqui nós ainda temos o erro na pontuação dos diálogos e probleminhas com a vírgula. As repetições estavam poucas nas cenas iniciais, mas voltaram com tudo na última parte, então é bom tomar cuidado com isso.

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EM GERAL

Finalmente, né? Então, eu resolvi falar sobre tudo na história, inclusive todos os capítulos, pois ela é bem curtinha, então eu não teria problemas com isso. Como fui passando de ponto a ponto aqui, eu reservei esse espaço para falar sobre sua escrita.

Eu acho que você tem muitos pontos para serem trabalhados, não apenas na gramática, mas na parte lírica. A escrita não é fluida, não há detalhes, as personagens precisam ser mais trabalhadas, bem como os diálogos, e deve haver uma coerência em todo o texto (para que os furos de enredo sejam evitados). Por isso é bom fazer um planejamento antes, saber o que irá incluir em cada capítulo, os pontos mais importantes, as informações, etc.

Seria bom se você incluísse livros do gênero que você escreve na sua lista, iria ajudar muito, de verdade. Por exemplo, eu não escrevo sobre fantasia épica, pois sou completamente leiga nessa área, mas caso fosse fazer isso um dia, iria devorar vários livros desse tipo, para ter uma noção do que fazer. Isso significa que devemos copiar exatamente tudo o que lemos? Não, obvio que não. Isso é apenas para ter uma noção.

Também indico que você veja séries sobre isso. Como seu foco parece ser personagens do sexo feminino com poderes, eu indicaria Supergirl, pois dá para ter uma boa noção sobre as cenas de luta, sobre estratégias a serem montadas, evolução de personagens, e por aí vai. Há outras séries nesse estilo também, como Arrow, Flash e Jessica Jones.

E como eu acho muito, muito importante a caracterização de personagens, sugiro prestar bastante atenção nisso quando estiver lendo. Aqui, eu indico a leitura de Filhos do Éden, do Spohr, pois vai mostrando a evolução dos protagonistas de um modo bem interessante. Há várias cenas de luta que envolvem poderes, então é uma boa pedida! E por se tratar de um autor brasileiro atual, achei importante citá-lo aqui, rs.

Sobre o tamanho da história e o que ela engloba... Bem, eu vi que eles são bem curtos, apenas um passou de duas mil palavras. Sim, há autores que preferem isso, mas eu não vi uma real necessidade disso nesse tipo de história, em que os leitores precisam de muitas informações. Aliás, eu vi que há uma segunda temporada, o que me fez ficar pensativa aqui. Talvez fosse melhor que a S02 fosse o início de tudo, tendo a S01 apenas citada aos poucos por meio de “flashbacks”, algo que quem lesse fosse descobrindo aos poucos, e daí em diante ir entendendo o motivo dos acontecimentos. E eu digo isso porque não há coisas tão relevantes em Nyx. Até mesmo o vilão, que é um dos pontos mais importantes da história, não acrescentou muito.

Por último (mas não menos importante), seria bom considerar a ideia de ter uma beta, é uma ajuda bem valiosa, além de ajudar a pessoa a evoluir bastante. Pense sobre isso, sim? ♥

Então, isso era o que eu tinha para falar sobre a história. Sorry por ter feito algo tão extenso, acho que gosto muito de falar sobre a história dos autores, então tem vezes que me empolgo, rs. Espero que tenha sido útil a você, mas caso algo não tenha ficado esclarecido, pode vir falar comigo por mp sem problemas, certo? ♥ Ah, se não for pedir muito, poderia preencher o nosso formulário de feedback? É muito importante pra gente (http://migre.me/w50P5).

Abraços!