[CRITIQUE-ME: UM PROJETO DO SBLAN DA LIGA DOS BETAS]
Olá, olá, Jack White ~~
Como estás? Tens comido muitos crepes, haha?
Venho aqui ao abrigo do projeto “Critique-me” da Liga dos Betas do Nyah! Fanfiction, através do qual pediste um comentário crítico para esta tua história :) . Eu fui a sortuda para este lado, e cá estamos nós :) .
Vamos começar pela apresentação e pela sinopse, vamos? Então, de início, tens alguns problemas e a leitura não é exatamente intuitiva. Tens uma frase muito longa, aquela do “quem poderia culpar seu desconhecimento”, em que o “seu” surge muito cedo e ficamos sem saber de quem é o desconhecimento até ao final da frase, o que é um pouco chato. À primeira leitura, poderia ser o desconhecimento da bruxa e não da pessoa vítima da informação errada. E tens um erro de concordância, com “dom” e “usá-los” (singular VS plural).
Tirando isso, eu comentaria ainda que é ligeiramente cliché a parte final, haha, o “só há uma maneira de descobrir” xD. Acho que isso é desnecessário e é chato empurrares assim as pessoas para a leitura~~
As perguntas finais também me parecem muito desnecessárias. O leitor já sabe que tu não dizes qual é a maldição de propósito, e o leitor já sabe que a Helena quer quebrar a sua maldição e que vai procurar como fazê-lo, disseste isso logo antes e não precisas de te repetir em forma de pergunta.
Tirando esses pormenores, a tua sinopse parece-me interessante e cativante :D . Fui animada ler o teu texto, haha~ ♥
No entanto…. Hahaha, voltaste a cair na rede dos clichés (cliché intended, haha), com essa apresentação em frente ao espelho e pela descrição física da personagem descarada logo no primeiro momento da fic xD.
Entendo que a cena é o instante anterior a algo que a protagonista considera importante e foi até relevante essa posição à frente do espelho, que é algo que, quem espera e já está pronto e está nervoso assim para um dia importante, faz. Mas, como esse mecanismo de início de história é tão repetitivo, esse trecho importante e específico deste contexto perdeu o encanto e a mensagem e tornou-se um pouco monótono e pouco relevante. Aconselho-te a iniciares de outra forma :) .
Além disso, tens problemas de coerência verbal nos passados mais complexos e quando fazes referência a hipóteses, e recomendo que estudes um pouco mais sobre isso. Trocas realmente isso a toda a hora e não consegues fazer referências coerentes ao passado e às eventualidades do futuro. Fica tudo uma roda confusa, e só pela menção a pormenores temporais além dos verbos (como “quando pequena”, “hoje”, deíticos bem expressos ou expresões de referência temporal mais estranhas, mas específicas) é que dá para situar as tuas ações. Os problemas começam no primeiro parágrafo e continuam até ao final da história, é realmente o teu ponto fraco em termos gramaticais, diria eu. Acontece sempre que tens alguma coisa mais complexa do que uma ação simples, e sempre que falas do passado ou do futuro :/ . Depois misturas ações prolongadas (“ela perguntava”) junto de ações simples já concluídas (“ele falou”), o que não faz muito sentido, já que seriam ações simples concluídas das duas formas, logo, o mesmo tempo verbal em todas as ocasiões. O Nyah tem ótimas aulas de português sobre esses temas e sobre o uso de cada tempo verbal :D . Até acertaste os tempos complexos depois do jantar deles, haha :D , quando ela volta para casa e tal, mas depois voltaste a trocá-los ^^ .
Resumindo de forma um pouco curta e pouco informativa, mas só para entenderes os problemas mais recorrentes e teres por onde pesquisar:
* Quando introduzes uma ação anterior ao momento da narrativa e descreves o momento da narrativa (o “presente” da história) usando o pretérito perfeito (narras no passado), tens de usar o pretérito mais-que-perfeito sempre que falas dessa ação mais anterior (como os momentos em que ela era criança, como os momentos antes de a Helena estar a olhar para o espelho…)
* Quando introduzes uma hipótese ou fazes referência ao futuro e narras a história usando o passado, regra geral, deves usar o condicional / futuro do pretérito e/ou o subjuntivo, que são os tempos das hipóteses.
Outro probleminha que notei bastante foi pormenores soltos de pontuação no geral:
* Colocas dois pontos e inicias uma enumeração com várias frases com vários pontos finais logo a seguir, quando os dois pontos sem parágrafo só indicam que o que vais introduzir é só a frase seguinte, e não todas as outras. Além disso, gostas demasiado de usar os dois pontos, e eles meio que parecem deslocados no meio da história, não fazem falta nenhuma e tudo faria sentido sem eles. Não acrescentam muito. Recomendaria tirar.
* Relativamente às reticências, a parte seguinte deve vir letra com maiúscula se introduzires uma nova frase depois de uma frase interrompida, e deve vir minúscula se, depois da interrupção, continuares a frase anterior. (Exemplos: “Eu… não sei… se gostei dessa ideia. E você gos… Quer dizer, eu não gostei, não, mas você pode fazer o que quiser.)
* Diálogos: * Não entendi porque [pt-pt é tudo junto] é que, em alguns momentos, utilizas aspas e, noutros, travessões. Ela fala com o cão e não usas travessão, por exemplo, e seria uma linha de diálogo normal :) .
* Acertas 90% da pontuação de diálogo…. mas erras os outros 10%, haha. Recomendo estudares um pouco mais esse assunto.
* Usas, ao mesmo tempo, travessão ou meia-risca e o hífen, quando deverias utilizar sempre o mesmo sinal de pontuação.
* Depois das falas do Davi, tens reações / introspeções da Helena, que fariam mais sentido isoladas da fala dele, já que não se relacionam com ele e a fala dele não vai continuar depois. Ou seja: não tens motivo para esses pormenores da narração estarem onde estão.
Não tens muitos erros de vírgulas mas, em alguns complementos deslocados, elas estão a faltar. Mas isso das vírgulas é raro, sim :) . Ainda em relação a pontuação e tal, colocaste “canapés” com maiúscula, coisa que também foi desnecessária, não é nenhum nome próprio :) . “Por quê” é acentuado no final de frase. E, basicamente, é só isso, haha. Análise minuciosa, mas já está.
No geral, pontuas muito bem tudo e tens os elementos bem organizados entre si :D . O grande problema da história é mesmo a utilização inadequada dos tempos verbais, e os problemas de coerÊncia temporal que isso provoca.
Sobre o enredo, tenho alguns comentários a fazer, além daquele pormenor do início :) .
Quando te inscreveste e preencheste aquele formulário, indicaste aquilo que consideravas que talvez precisasse de mais ajuda, e eu venho concordar contigo.
A história está demasiado “apressada”, sim. Tens muita coisa que tu contas e não descreves, e que seria importantíssimo descrever (o reencontro dela com o Davi, o que o cão sentiu ao assistir a isso tudo, mesmo que só fales disso no final já que o cão só se torna relevante nessa altura…). Ao mencionares / contares o que se passa, e ao não aprofundares nada, não descreveres nada, não NARRARES nada, esses elementos não têm muito impacto, não se tornam importantes para o leitor. O leitor fica a conhecer o que aconteceu, mas não vive nada, não tens história escrita para ser vivida, tens só uma lista de acontecimentos rápidos e tá :( .
O meu maior conselho é ignorares o limite de palavras e, simplesmente, desenvolveres tudo o que precisa de ser desenvolvido. Há histórias feitas para terem até mil palavras, e há outras mais complexas que ficam a perder com essas imposições.
Outra coisa que podes fazer é cortar, cortar e cortar partes do enredo até teres uma história com os mesmos pontos principais (bruxa amaldiçoada procura o amor, amor não vem, ela sacrifica-se para que o amor possa vir, ela altera as condições que provocaram o amor inicial, ela dedica-se depois a ajudar quem mais ama, e tarde demais recebe o tal amor), mas com uma estrutura completamente diferente para poderes dar atenção aos pontos-chave e teres espaço para isso dentro do limite que tens. Isso exige manteres a ideia mas estilhaçares por completo o esquema da história atual, que, como já viste, não serve para as mil palavras.
Parece que perdeste muito tempo a descrever tudo no começo e depois simplesmente listaste os pontos do enredo, apresentaste a ideia e não a trabalhaste, tudo porque não tinhas espaço. E a ideia ficou a perder com isso. O texto não tem realmente muito impacto porque o leitor não acompanha nada, não vive nada, tem uma espécie de resumo que não tem grande vida :( , e não uma história para ler.
O que senti ao ler foi que o sacrifício dela pelo Davi vem demasiado facilmente, não senti nada entre eles e ela de repente quase morre por ele (porque passei pouco tempo com as personagens). Depois não dás atenção nenhuma ao cão, no final, e quem fica pior é ele que é imortal, humano sem quaisquer ligações ao mundo, e perde a sua bruxa, o seu único ponto de referência. A bruxa não sofre nada, já que acabou com o seu sofrimento e com a sua maldição de uma vez. Podias ter trabalhado mais a receção da Helena pelo Davi, depois de ela ter alterado a sua realidade. Ele tratou-a mal pelas marcas? Ele ainda sabia quem ela era tendo a sua vida tão diferente, ela não alterou tudo ao ponto de eles nem se terem conhecido?
E a bruxinha pareceu-me demasiado… inocente? Tendo vivido tanto e tendo tido tantos namorados, como é que ela presume que ele é o ~tal~ do nada, quando ele a abandona só por não ter tempo de momento e com tanto descaso e sem eles sequer estarem mal e sem ela sequer imaginar que ele estava sobrecarregado se eles namoram e ela deveria conhecer a vida dele e prever esse tipo de coisa, vê-lo a ir abaixo com o tempo que passou com ele….? Ele, se fosse o ~tal seria mais terno na rutura, nunca seria tão frio assim, tão “vai embora que não tenho tempo para distrações” :/ pareceu meio leve isso também xD, a postura dele quando uma bruxa imortal consegue interpretar isso de forma a ele ainda ser ~o tal~. Parece que não faz sentido que ela tenha tido tanta experiência, seja tratada assim, e ainda ache que ele é o tal, depois de tantos enganos e tudo mais… :/ .
Uma coisa que não entendi foi como seriam essas rachadelas, e como ela usa vestido se tem uma na panturrilha e as esconde…?
Gostaria que desenvolvesses mais a história das bruxas, a vida da Helena e de outras bruxinhas como ela, como ela tem os seus poderes / maldições, etc. Se desenvolveres mais esse universo, com histórias semelhantes na mesma fic (outros contos), seria muito interessante falares disso :) . Porém, isso não é necessário para que a história faça sentido e é só uma sugestão de leitora curiosa, haha.
Adorei a tua ideia e adorei as metáforas todas. O trocadilho com o nome do cão foi ótimo também, haha. Mas sinto que li um “projeto” de fic e não uma fic desenvolvida mesmo, então parece-me que só te tenho de dizer “escreve essa história!!”, como se ela não tivesse realmente já sido escrita e tu me tivesses mostrado só um plano em vez de uma fic concreta. A história está, realmente, muito pouco desenvolvida e MERECE ser escrita, teres essas ideias mais desenvolvidas ♥ . É a única sugestão, haha, a única coisa que posso dizer :)
O enredo tem pormenores divertidos e supreendentes, mas não tem vida e esse enredo fica muito aquém do seu potencial. Adoraria reler a tua história com mais trabalho sobre as ideias ♥ . Se algum dia o fizeres, por favor, avisa-me, porque volto aqui e volto a comentar, sim ♥ :D .
A história começa super bien e com um humor e atenção aos pormenores divertida, parece que vais introduzir personagens complexas e, de repente, fica tudo muito leve e apressado, parece que o mundo desaparece e ficamos com uma lista de coisas que deveriam acontecer mas que não sentimos e que não vivemos. A tua escrita nos primeiros parágrafos é muito boa e é uma pena que o limite te tenha “limitado” assim tanto, que não tenhas desenvolvido a história como bem poderias e ela bem precisa.
Espero que aproveites e trabalhes um pouco mais a escrita, porque as ideias são ótimas e lindas e muito originais ♥ . Gostava muito de ler isto mais tarde com outro tratamento :)
Desculpa ter tão pouco a dizer sobre o enredo, mas, realmente, depois dos primeiros três parágrafos, é tudo muito corrido e só posso falar da originalidade, porque o problema é igual o tempo todo… e o meu envolvimento com o teu mundo foi tão curto que não tenho muito mais a comentar além do conteúdo que a história poderia ter e que sinto que não tem :( . Sorry!
Boa escrita e até à próxima~
Ana*
O que mais gostei: Originalidade ♥
O que acho que pode melhorar: Verbos, verbos, verbos, blhé~ haha~~
[CRITIQUE-ME: UM PROJETO DO SBLAN DA LIGA DOS BETAS]
Olá, olá, Jack White ~~
Como estás? Tens comido muitos crepes, haha?
Venho aqui ao abrigo do projeto “Critique-me” da Liga dos Betas do Nyah! Fanfiction, através do qual pediste um comentário crítico para esta tua história :) . Eu fui a sortuda para este lado, e cá estamos nós :) .
Vamos começar pela apresentação e pela sinopse, vamos? Então, de início, tens alguns problemas e a leitura não é exatamente intuitiva. Tens uma frase muito longa, aquela do “quem poderia culpar seu desconhecimento”, em que o “seu” surge muito cedo e ficamos sem saber de quem é o desconhecimento até ao final da frase, o que é um pouco chato. À primeira leitura, poderia ser o desconhecimento da bruxa e não da pessoa vítima da informação errada. E tens um erro de concordância, com “dom” e “usá-los” (singular VS plural).
Tirando isso, eu comentaria ainda que é ligeiramente cliché a parte final, haha, o “só há uma maneira de descobrir” xD. Acho que isso é desnecessário e é chato empurrares assim as pessoas para a leitura~~
As perguntas finais também me parecem muito desnecessárias. O leitor já sabe que tu não dizes qual é a maldição de propósito, e o leitor já sabe que a Helena quer quebrar a sua maldição e que vai procurar como fazê-lo, disseste isso logo antes e não precisas de te repetir em forma de pergunta.
Tirando esses pormenores, a tua sinopse parece-me interessante e cativante :D . Fui animada ler o teu texto, haha~ ♥
No entanto…. Hahaha, voltaste a cair na rede dos clichés (cliché intended, haha), com essa apresentação em frente ao espelho e pela descrição física da personagem descarada logo no primeiro momento da fic xD.
Entendo que a cena é o instante anterior a algo que a protagonista considera importante e foi até relevante essa posição à frente do espelho, que é algo que, quem espera e já está pronto e está nervoso assim para um dia importante, faz. Mas, como esse mecanismo de início de história é tão repetitivo, esse trecho importante e específico deste contexto perdeu o encanto e a mensagem e tornou-se um pouco monótono e pouco relevante. Aconselho-te a iniciares de outra forma :) .
Além disso, tens problemas de coerência verbal nos passados mais complexos e quando fazes referência a hipóteses, e recomendo que estudes um pouco mais sobre isso. Trocas realmente isso a toda a hora e não consegues fazer referências coerentes ao passado e às eventualidades do futuro. Fica tudo uma roda confusa, e só pela menção a pormenores temporais além dos verbos (como “quando pequena”, “hoje”, deíticos bem expressos ou expresões de referência temporal mais estranhas, mas específicas) é que dá para situar as tuas ações. Os problemas começam no primeiro parágrafo e continuam até ao final da história, é realmente o teu ponto fraco em termos gramaticais, diria eu. Acontece sempre que tens alguma coisa mais complexa do que uma ação simples, e sempre que falas do passado ou do futuro :/ . Depois misturas ações prolongadas (“ela perguntava”) junto de ações simples já concluídas (“ele falou”), o que não faz muito sentido, já que seriam ações simples concluídas das duas formas, logo, o mesmo tempo verbal em todas as ocasiões. O Nyah tem ótimas aulas de português sobre esses temas e sobre o uso de cada tempo verbal :D . Até acertaste os tempos complexos depois do jantar deles, haha :D , quando ela volta para casa e tal, mas depois voltaste a trocá-los ^^ .
Resumindo de forma um pouco curta e pouco informativa, mas só para entenderes os problemas mais recorrentes e teres por onde pesquisar:
* Quando introduzes uma ação anterior ao momento da narrativa e descreves o momento da narrativa (o “presente” da história) usando o pretérito perfeito (narras no passado), tens de usar o pretérito mais-que-perfeito sempre que falas dessa ação mais anterior (como os momentos em que ela era criança, como os momentos antes de a Helena estar a olhar para o espelho…)
* Quando introduzes uma hipótese ou fazes referência ao futuro e narras a história usando o passado, regra geral, deves usar o condicional / futuro do pretérito e/ou o subjuntivo, que são os tempos das hipóteses.
Outro probleminha que notei bastante foi pormenores soltos de pontuação no geral:
* Colocas dois pontos e inicias uma enumeração com várias frases com vários pontos finais logo a seguir, quando os dois pontos sem parágrafo só indicam que o que vais introduzir é só a frase seguinte, e não todas as outras. Além disso, gostas demasiado de usar os dois pontos, e eles meio que parecem deslocados no meio da história, não fazem falta nenhuma e tudo faria sentido sem eles. Não acrescentam muito. Recomendaria tirar.
* Relativamente às reticências, a parte seguinte deve vir letra com maiúscula se introduzires uma nova frase depois de uma frase interrompida, e deve vir minúscula se, depois da interrupção, continuares a frase anterior. (Exemplos: “Eu… não sei… se gostei dessa ideia. E você gos… Quer dizer, eu não gostei, não, mas você pode fazer o que quiser.)
* Diálogos:
* Não entendi porque [pt-pt é tudo junto] é que, em alguns momentos, utilizas aspas e, noutros, travessões. Ela fala com o cão e não usas travessão, por exemplo, e seria uma linha de diálogo normal :) .
* Acertas 90% da pontuação de diálogo…. mas erras os outros 10%, haha. Recomendo estudares um pouco mais esse assunto.
* Usas, ao mesmo tempo, travessão ou meia-risca e o hífen, quando deverias utilizar sempre o mesmo sinal de pontuação.
* Depois das falas do Davi, tens reações / introspeções da Helena, que fariam mais sentido isoladas da fala dele, já que não se relacionam com ele e a fala dele não vai continuar depois. Ou seja: não tens motivo para esses pormenores da narração estarem onde estão.
Não tens muitos erros de vírgulas mas, em alguns complementos deslocados, elas estão a faltar. Mas isso das vírgulas é raro, sim :) . Ainda em relação a pontuação e tal, colocaste “canapés” com maiúscula, coisa que também foi desnecessária, não é nenhum nome próprio :) . “Por quê” é acentuado no final de frase. E, basicamente, é só isso, haha. Análise minuciosa, mas já está.
No geral, pontuas muito bem tudo e tens os elementos bem organizados entre si :D . O grande problema da história é mesmo a utilização inadequada dos tempos verbais, e os problemas de coerÊncia temporal que isso provoca.
Sobre o enredo, tenho alguns comentários a fazer, além daquele pormenor do início :) .
Quando te inscreveste e preencheste aquele formulário, indicaste aquilo que consideravas que talvez precisasse de mais ajuda, e eu venho concordar contigo.
A história está demasiado “apressada”, sim. Tens muita coisa que tu contas e não descreves, e que seria importantíssimo descrever (o reencontro dela com o Davi, o que o cão sentiu ao assistir a isso tudo, mesmo que só fales disso no final já que o cão só se torna relevante nessa altura…). Ao mencionares / contares o que se passa, e ao não aprofundares nada, não descreveres nada, não NARRARES nada, esses elementos não têm muito impacto, não se tornam importantes para o leitor. O leitor fica a conhecer o que aconteceu, mas não vive nada, não tens história escrita para ser vivida, tens só uma lista de acontecimentos rápidos e tá :( .
O meu maior conselho é ignorares o limite de palavras e, simplesmente, desenvolveres tudo o que precisa de ser desenvolvido. Há histórias feitas para terem até mil palavras, e há outras mais complexas que ficam a perder com essas imposições.
Outra coisa que podes fazer é cortar, cortar e cortar partes do enredo até teres uma história com os mesmos pontos principais (bruxa amaldiçoada procura o amor, amor não vem, ela sacrifica-se para que o amor possa vir, ela altera as condições que provocaram o amor inicial, ela dedica-se depois a ajudar quem mais ama, e tarde demais recebe o tal amor), mas com uma estrutura completamente diferente para poderes dar atenção aos pontos-chave e teres espaço para isso dentro do limite que tens. Isso exige manteres a ideia mas estilhaçares por completo o esquema da história atual, que, como já viste, não serve para as mil palavras.
Parece que perdeste muito tempo a descrever tudo no começo e depois simplesmente listaste os pontos do enredo, apresentaste a ideia e não a trabalhaste, tudo porque não tinhas espaço. E a ideia ficou a perder com isso. O texto não tem realmente muito impacto porque o leitor não acompanha nada, não vive nada, tem uma espécie de resumo que não tem grande vida :( , e não uma história para ler.
O que senti ao ler foi que o sacrifício dela pelo Davi vem demasiado facilmente, não senti nada entre eles e ela de repente quase morre por ele (porque passei pouco tempo com as personagens). Depois não dás atenção nenhuma ao cão, no final, e quem fica pior é ele que é imortal, humano sem quaisquer ligações ao mundo, e perde a sua bruxa, o seu único ponto de referência. A bruxa não sofre nada, já que acabou com o seu sofrimento e com a sua maldição de uma vez. Podias ter trabalhado mais a receção da Helena pelo Davi, depois de ela ter alterado a sua realidade. Ele tratou-a mal pelas marcas? Ele ainda sabia quem ela era tendo a sua vida tão diferente, ela não alterou tudo ao ponto de eles nem se terem conhecido?
E a bruxinha pareceu-me demasiado… inocente? Tendo vivido tanto e tendo tido tantos namorados, como é que ela presume que ele é o ~tal~ do nada, quando ele a abandona só por não ter tempo de momento e com tanto descaso e sem eles sequer estarem mal e sem ela sequer imaginar que ele estava sobrecarregado se eles namoram e ela deveria conhecer a vida dele e prever esse tipo de coisa, vê-lo a ir abaixo com o tempo que passou com ele….? Ele, se fosse o ~tal seria mais terno na rutura, nunca seria tão frio assim, tão “vai embora que não tenho tempo para distrações” :/ pareceu meio leve isso também xD, a postura dele quando uma bruxa imortal consegue interpretar isso de forma a ele ainda ser ~o tal~. Parece que não faz sentido que ela tenha tido tanta experiência, seja tratada assim, e ainda ache que ele é o tal, depois de tantos enganos e tudo mais… :/ .
Uma coisa que não entendi foi como seriam essas rachadelas, e como ela usa vestido se tem uma na panturrilha e as esconde…?
Gostaria que desenvolvesses mais a história das bruxas, a vida da Helena e de outras bruxinhas como ela, como ela tem os seus poderes / maldições, etc. Se desenvolveres mais esse universo, com histórias semelhantes na mesma fic (outros contos), seria muito interessante falares disso :) . Porém, isso não é necessário para que a história faça sentido e é só uma sugestão de leitora curiosa, haha.
Adorei a tua ideia e adorei as metáforas todas. O trocadilho com o nome do cão foi ótimo também, haha. Mas sinto que li um “projeto” de fic e não uma fic desenvolvida mesmo, então parece-me que só te tenho de dizer “escreve essa história!!”, como se ela não tivesse realmente já sido escrita e tu me tivesses mostrado só um plano em vez de uma fic concreta. A história está, realmente, muito pouco desenvolvida e MERECE ser escrita, teres essas ideias mais desenvolvidas ♥ . É a única sugestão, haha, a única coisa que posso dizer :)
O enredo tem pormenores divertidos e supreendentes, mas não tem vida e esse enredo fica muito aquém do seu potencial. Adoraria reler a tua história com mais trabalho sobre as ideias ♥ . Se algum dia o fizeres, por favor, avisa-me, porque volto aqui e volto a comentar, sim ♥ :D .
A história começa super bien e com um humor e atenção aos pormenores divertida, parece que vais introduzir personagens complexas e, de repente, fica tudo muito leve e apressado, parece que o mundo desaparece e ficamos com uma lista de coisas que deveriam acontecer mas que não sentimos e que não vivemos. A tua escrita nos primeiros parágrafos é muito boa e é uma pena que o limite te tenha “limitado” assim tanto, que não tenhas desenvolvido a história como bem poderias e ela bem precisa.
Espero que aproveites e trabalhes um pouco mais a escrita, porque as ideias são ótimas e lindas e muito originais ♥ . Gostava muito de ler isto mais tarde com outro tratamento :)
Desculpa ter tão pouco a dizer sobre o enredo, mas, realmente, depois dos primeiros três parágrafos, é tudo muito corrido e só posso falar da originalidade, porque o problema é igual o tempo todo… e o meu envolvimento com o teu mundo foi tão curto que não tenho muito mais a comentar além do conteúdo que a história poderia ter e que sinto que não tem :( . Sorry!
Boa escrita e até à próxima~
Ana*
O que mais gostei: Originalidade ♥
O que acho que pode melhorar: Verbos, verbos, verbos, blhé~ haha~~