Comentários em “Rosas”: “Capítulo Único”

LUCAS EMANUEL

Lá ao longe estava ele, em meio a escuridão preso por suas próprias correntes, invisíveis a qualquer outro, estava a olhar aquela janela aonde, tinha certeza que as duas estava, ficou ali por um tempo que para ele pareceu infinito, mas que poderia não ter passado nem sequer um segundo, ate que ouviu a voz do seu lado:

— Elas ainda estão lá, as duas, ainda sinto elas aqui, sinto quando estávamos juntos e bem eu irei para lá para ataca-las, afinal e isso que faço.

O homem ao seu lado de cabelo, cacheado loiros, olhos de um marrom claro, que as vezes pareciam misteriosos, mas que naquele momento estavam como o de um predador, um predador atras de suas presas,e mesmo que quisesse esconder ali estava uma tristeza enorme pelo ocorrido anterior, um olhar que desmentia o que fora dito, se bem que ao prestar atenção deva para perceber no seu tom de voz a mentira, ele não atacaria elas, pois mais que fizesse de forte ele as amava, assim como a pessoa quem conversa-vá com ele, os dois queriam ir para la para se desculparem e no final, terem o perdão delas, mas o primeiro sabia que isso era impossível, por mais que tentasse não aconteceria, pois mesmo que elas o perdoassem, ele não se perdoava, o segundo fazia como se não ligasse, como se elas fossem só mais duas, e falhava miseravelmente, pois era visível em seu semblante que ele concordava com o primeiro, mesmo assim fazia piadas inapropriadas, para provocar o primeiro e ver sua reação, coisa que desta vez estava falhando miseravelmente.

- Se não quiser ir - ele disse ao primeiro - eu irei sozinho e aproveitarei, e quem sabe te conto como foi?

Sílvia Costa

Postando o restante da sua mensagem in box

"O primeiro pareceu reagir ao segundo retirando os seus olhos da janela e disse:

— Você não conseguira, pois querendo ou não você teme assim como eu ser realmente este mostro que aparentamos ser.

O segundo olhou para o primeiro, vendo que eram iguais, menos nas atitudes, só que tanto em seus olhos quanto do outro havia aquele medo de realmente serem os monstros, que eram, no final ele só pode sorrir, não um sorriso de deboche como ele esta acostumado a fazer, nem um sorriso de felicidade, ou nem mesmo um de quem vai aprontar, pois sabia que não iria, era simplesmente um sorriso triste, de derrota, de quem havia sido vencido e não havia mais nenhuma carta na mão.

O primeiro olhou para o segundo e viu seu sorriso de derrota e ficou o encarando quando o mesmo o encarrava de volta, ate que caiu a primeira gota da chuva, o que embaçou o reflexo que estava olhando o deixando novamente sozinho, lembrando que eles eram a mesma pessoa.

Ao cair da tempestade ele ficou ali, preso no meio dela somente conseguindo ver a janela e ter seu peito a dor o destruindo.

Ao final ele poder ver e ouvir, não se sabe como uma dizer a outra.

— Eu preciso ir....

Enquanto a outra respondia:

— Eu sei...

Nisso viu a primeira alcar voo, e sumir no céu noturno, e soube mais uma vez que a culpa era sua, toda e somente sua, e para sempre teria que conviver com ela, com esta dor, a dor de trair a confiança do maior e grande amor."