Comentários em “Loucura coletiva”: “Fim de expediente”

Feltrin
Destacado pelo autor

"Passar a falar com paredes, ao contrário do que dizem, não é atestado de insanidade. Pelo menos não mais. Alguns blogueiros encaram isso como "expressão artística avançada" seja lá o que isso signifique." 💛

Oi, Rini. Como vai?

Eu, honestamente e absolutamente, sou apaixonada por contos que retratem coisas que nós lidamos nem que seja uma única vez nessa monotonia da vida. Geralmente vivo lendo capítulos únicos sobre a depressão. Sobre suicídio. Coisas mais abstratas no sentido em que a compreensão é complexa pelas razões de cada um variarem. Mas sobre loucura? Nunca me recordei de procurar. Até porque, em minha concepção, cada um de nós tem um pedacinho que seja velado dela na nossa sanidade. E alguns extravasam e recebem o título.

Tenho maneiras muito estranhas de interpretar textos e, se eu acabar por querer ler o capítulo outra vez em um futuro próximo, sei que vou fugir completamente do contexto e querer arcar de outro assunto. Bem... compreendi o princípio das palavras como um desabafo à mesmice da sociedade (embora que você claramente indique a loucura, perdão, mas é hábito meu). Aquele típico interesse na bunda da coitada da secretária. O anseio para que as horas corram enquanto você está no trabalho ou na escola. Isso são hábitos que, talvez num futuro — bem distante, suponho — nós consideremos como loucura. Já que, como você diz (e está completamente certo) loucura não é algo exato. Ela depende de razões ilegíveis para poder ser etiquetada.

Sou apaixonada pela psiquiatria, assim como admiro a psicologia. E sou completamente ciente da desigualdade entre essas áreas. Amo-as principalmente por tratarem do psico e esses assuntos que já citei outrora. Essa área é complexa por não haver um padrão a qual encaixar todo santo paciente. Eles, por mais que não pareça, sempre terão sintomas distintos. Da loucura. Depressão. Suicídio. Acho que nunca conseguirei considerar um padrão entre essas coisas.

Perdão por ter começado com meu tatata filosofia. Quando me empolgo, dá nisso. E esses conceitos maravilhosos que você empregou nesse capítulo me deixaram entusiasmada em demasiado que devo ter digitado mais do que necessário. [Insira aqui um "Parabéns!" numa placa cheia de estrelinhas 🌠]

Um beijo, e muito obrigada por compartilhar essa ideologia reflexiva comigo e seus muito prováveis futuros leitores.

Nyx

Riniyaresu Kaio

Obrigado pelo comentário e não tenho certeza sobre os futuros leitores. Loucura é minha especialidade.

L
Lady Pudim

Uau! Amo fics que passam essa visão do mundo. A maneira que você escreveu,vaga porém não confusa, faz até mesmo com que confundamos essas palavras com nossos próprios pensamentos. Outra coisa que gostei bastante foi a escolha do personagem; você colocou alguém do cotidiano, tornando tudo mais palpável por assim dizer. A princípio, confesso que senti falta de uma capa, mas o a sinopse inutiliza uma capa, acho que ela poderia até mesmo atrapalhar a harmonia da história. Você fez um ótimo trabalho! Beijos.

Riniyaresu Kaio

Obrigado pelos elogios, mesmo que eu não os mereça. Tenha uma dificuldade tremenda em arranjar capas pras minhas histórias. Quase nunca consigo encontrar algo que me pareça interessante e não seja cliche. Pensando agora, talvez alguma cena do Office Space (Como enlouquecer seu chefe) se encaixasse como capa.