Comentários em “Defunto ou organizador”: “DEFUNTO OU ORGANIZADOR”

CHER

Estou tomando um café de anteontem...está tão ruim...nem sei porque estou falando isso. Mas enfim, vou fazer um consideração só minha sobre seu texto, ok? Então...se não te fazer sentido, ou não for o que vc queria passar...ignore, normalmente eu entendo tudo errado.

Se considerássemos o tal teatro como a vida em si, faria mais sentido e seria de veras mais esmagador, não acha? Talvez até mais interessante. O espectador que "joga lembranças" seria um homem qualquer...que já não enxerga graça no mundo. Ele espera o final de espetáculo, ridicularizando os atores (humanos)...então, ele não sabe se é um defunto ou um organizador, depende do ponto de vista dele...ele tem o direito de ser o que quiser. Talvez...ele fosse meio ateu...porque não é fazia enlouquecer ouvindo os maravilhosos cantos gregorianos...até mesmo aqueles dos funerais. Talvez fosse o funeral dele. Então aquele é final dele? Ele percebe que a vida foi parcialmente monótona, sem graça. E para não deixar apenas para si aquele árduo ódio...ele colocou a culpa de seu declínio, no teatro...ou mundo...como queira. E tudo isso foi baboseira...mas foi o que pensei...

só isso...mais nada...

PS: Odeio café velho...ele tem gosto de lembrança.

0 Ilimitado
0 Ilimitado Autor

Bela reflexão, suas palavras me encantaram... Devo dizer, você está entrando pouco a pouco num mundo cheio de pseudônimos, lembro dos seus primeiros comentários, pergunto-me se o seu desencontro está sendo suprido ou talvez esteja se divertindo mais ao se extraviar por histórias no mínimo enigmáticas. Em relação ao café, não o gosto, mas curto a lembrança, do meu modo, com a melancolia desmedida.

B
Bianca Pimentel

Realmente, não canso de me surpreender com o que escreve. Tentei interpretar este texto, e sinto que pude compreender seu significado, mas no momento em que tentei expressar por meio de palavras o que me veio à mente ao lê-lo, percebi que não encontrei um sentido único.

Talvez eu não seja tão boa com palavras quanto eu gostaria, mas ainda assim o que me vem com intensidade é a imagem do mundo, da humanidade, vista por alguém alheio, solitário e isolado de tudo com reprovação, questionando a falta de entusiasmo por parte dos atores (que seria a sociedade em si), vivendo no comodismo, na ignorância, sem história, cultura ou questionamento, estátuas sem vontade própria que aceitam toda a desordem proposta pelos vilões que nos governam, matando os heróis que se levantaram contra esses vilões para salvar a todos, inclusive eles mesmos.

A pessoa que assiste ao teatro vê tudo, e mesmo assim não faz esforço para mudar nada, deixando apenas que o caos continue, jogando as lembranças no lixo e ouvindo o canto gregoriano, sem se importar em ser o organizador ou o defunto. O que comanda ou o que é a vítima. Tornando-se apenas mais um desconhecido eremita.

Bem, talvez não seja exatamente o que você quis passar, porém, isto é um pouco do que pude traduzir em palavras, apenas.