Comentários em “Rainha do Gelo”: “Prologo”

R
Rishon
Destacado pelo autor

Olá, gostei bastante do texto. Li-o ontem, mas como li pela madrugada não pude comentar(digitar no escuro está acima de minhas capacidades). Fiquei de comentar pela manhã de ontem, mas, pra variar, acabei esquecendo-me. Desculpe-me por isso. Mas vamos ao que interessa, afinal vim aqui para isso.

Gostei bastante deste prólogo, deu uma ótima dimensão inicial do mundo criado por ti. Achei que vc trabalhou muito bem todos os aspectos, não perdeu-se em descrições(que, em minha opinião, são essenciais em qualquer obra de fantasia, mas devem ser contidas no prólogo) e deu mais atenção a mostrar algo sobre o enredo.

Gostei bastante da sua abordagem inicial. Me fazendo pensar que Sorbo tinha uma aparência humana (não por pôr nele adjetivos característicos, mas por não por qualquer adjetivo físico, o quê nos arremete ao óbvio, um humano). Gostei da surpresa ao saber que não se tratava de um humano, mas de um (?)... Er... Não recordo o nome... Tratarei como Canino apenas... Realmente me agradou tal surpresa... E logo depois aparecem outras 'espécies' uma felina e um suíno. Achei interessante, mas confesso que fiquei com uma leve dúvida: "Eu deveria imaginá-los como animais em si, apenas andando em duas patas ao invés de em quatro? Ou eu devia imaginá-los com formas meio-humanas e meio-animais?" Até o momento imagino figuras humanóides com aspectos animais, mas enfim, corrija-me caso necessário.

Achei a conversa entre porco e cão magnífica, mas gostei mais pelo modo como vc inseriu a história pregressa do mundo, das guerras, das lendas e, de um modo prático, do surgimento das sociedades e da estratificação social entre espécies a esta conversa. Achei a conversa destes dois 'sábios' muito interessante, apesar de achar que tanto porco como cão apenas queriam usar de retórica e influência, logo não queriam achar a certeza, apenas impor a própria certeza ao seguinte. Pois meio que achei o quê, na minha opinião, seriam leves falhas de argumento em cada qual, o quê é comum no uso da retórica e não do discurso... Mas como disse, na minha opinião, conheço pessoas que concordariam tanto com o cão como conheço pessoas que ficariam a favor do porco, mas deixemos essa conversa de lado.

O quê mais me atraiu no capítulo foi a escrita em POV, que nos permite entrar momentaneamente na mente da personagem em destaque. E devo confessar que gostei bastante de entrar na mente de Sorbo. O legal deste tipo de narração é que, independente do quão inescrupuloso, sádico, cruel, ridículo ou enojante seja tal personagem, os leitores acabam carregando certo carinho pela personagem, compreendendo-o, assimilando-o. Deixo como exemplo (Não sei se vc lê tal obra) Crônicas de Gelo e Fogo, onde, nos primeiros livros, Jamie e Cersei são odiados vorazmente por um sem-fim número de leitores, mas a partir do momento que possuem POV, as pessoas começam a mudar de opinião sobre eles, até mesmo o próprio autor(se posso introduzir minhas suposições aqui) passa a retratá-los de maneira mais caridosa, como se se apegassem às personagens... Mas deixemos meus devaneios de lado e retornemos de foco a estória:

"Fodam-se as crianças!" hushaushauhsuahsa... Esse cara ganhou um fã. Juro que fiquei três minutos rindo dessa parte, tanto que sequer me surpreendi com a cabeça do filho que ele mandou empalhar, eu já suspeitava que ele iria ter feito alguma coisa quanto a isso, pela mente que vc nos proporcionou dele,sabia que ele teria já matado o filho, ou prendido-o. Mas achei interessante o alto número de reviravoltas que vc pôs neste prólogo, gostei bastante mesmo. Não dava pra saber quem realmente sairia o 'vencedor' desta 'disputa', apesar de estar torcendo Sorbo depois de sua infame frase. he he he...

É uma pena que Sorbo tenha morrido, mas, se compreendi bem, ele disse que seria imortal ao entrar para a História, como alguém responsável por algo grande, suponho que a Guerra que traria a Glória dos Caninos de volta, não é? Isso supondo que ele morreu e que a Clô não conseguiu trazê-lo de volta, mas por ser uma narração de POV, terei de ler os próximos capítulos para ter certeza. Ou então ele era apenas um insano em busca da imortalidade, mas, como virei Fã dele, optarei pela primeira opção.

A questão que fica é: Será que darão continuidade à guerra mesmo com Sorbo morto? Supondo que ele morreu mesmo. Acho que sim, haverá guerra.

E termino aqui meu review. Desculpe por escrever muito e por acabar devaneando sobre coisas que nada tem haver sobre a estória. Já tentei parar de me perder no meio de um review, mas acho que é algo inerente a mim. De qualquer, modo estarei por aqui, tentarei ler os próximos capítulos o quanto antes. Um abraço.

Mas antes de partir deixo aqui dois pedidos:

Um minuto de silêncio pela morte de Sorbo e outro minuto de luto por ele nunca ter sentido o sabor que há entre as pernas de Clôdia.

Descanse em Paz Sorbo.

PS: Ignore minha questão primeira sobre as aparências, não sei se vc mudou a sinopse ou se eu não havia reparado no detalhe na primeira vez que li. Ou nem sei se havia lido-a antes de ler o prólogo. Mas, de qualquer forma, estive no caminho certo.



O que mais gostei:

De descobrir o 'real valor' do ouro... Até que fez sentido =D


O que acho que pode melhorar:

Nada demais, apenas alguns erros de digitação

Marcello Schweitzer

Sobre a raça de Kalli, chegando ao cap 3 deve ficar mais claro, se não ficar me da um toque que eu reconstruo a descrição. (respondi aqui por q não da pra responder duas vezes na mesma área)

Khaleesi

Gostei, parece que vai ser legal ! :)

Marcello Schweitzer

Obigado Mia. :)