Comentários em “O Caminho de Sandren - Livro 2 (Descaminho)”: “Sangue e segredos”

Minerva

Daniel:

Sempre surpreendendo! Estou MUITO feliz em encontrar a pequena Brans novamente.

Mais uma vez vou dizer o que você já sabe e espera (porque sempre digo isso): está fantástico! Mais um capítulo onde o leitor não se perde nem se quiser. Eu espero que esse projeto seja publicado. (pretende publicá-lo não é? Diga que sim, diga que sim!)

Bom, tentarei fazer algumas observações e puxadas, tentarei...

No início do capítulo está escrito: “mesmo Zartan demonstrava Sinais de cansaço e da incerteza da direção que deveriam seguir”. Acho eu aqui a preposição “de” torna inviável o emprego do termo “da” que antecede a palavra “incerteza”. Seria uma boa apaga-lo.

Um pouco mais adiante, há o seguinte trecho: “Apesar da insistente recusa de Midler para acenderem o fogo... ali, passaram uma cômoda noite, permitindo-se adormecer profundamente”. Acredito que, por concordância, este ultimo verbo deveria estar no plural.

Logo segue: “-Onde esteve senhor Zartan? - O discípulo ergue-se sonolento... colocada pelo anão quando de sua saída.” Ops, não ficou claro para mim o final. Talvez um “saíra” se encaixaria melhor. Só talvez.

Mais a frente, há: “A fera chacoalhou violentamente a cabeça, sacudindo o anão como se este fora um boneco nas mãos de uma inquiete criança.” O verbo ser pode ser usado no pret imp, assim fica: “fosse um boneco”.

Bem... “ele desferiu em soco contra o rosto do lobo”. Em soco? Não seria “um”? (estava me relutando em fazer essa obs, não sei se usou intencionalmente, enfim, acho que não).

Há uma maiúscula no meio de uma frase no trecho: “o vento mudara, vindo agora pelo lado... pareceu se importar com isso, Apenas...”( observação ridícula, eu sei)

Pra fechar, existe uma discordância de gênero em: “Passando pela carcaça retalhado por faca, machado e espada do grande lobo.”

Diga se eu tiver exagerado porque algumas são apenas observações pequenas e quase insignificantes (como ocaso da maiúscula). Desculpe se fui grosseira. Não foi minha intenção. Eu deveria ter colocado todas elas entre parênteses, não diminuem em nada a grandeza desta estória.

“A morte não é recompensa para distribuir ou serva para comandá-la” Como não me lembrar do velho e probo mago Gandalf? Quando diz: “Muitos que vivem merecem morrer. E alguns que merecem viver morrem. Você pode dar-lhes a vida? Então não seja tão ávido para condenar à morte em nome da justiça, temendo pela própria segurança. Nem os mais sábios conseguem ver os dois lados”. Sim, uma boa lembrança.

Ah, só mais uma coisa: Bharin é um animal sedento, detestável e doente.

Um abraço,

Letícia.

PS- não fale sobre desculpas esfarrapadas! Já disse eu não são esfarrapadas! (redundância minha, haha)

Aviatorman
Aviatorman Autor

Letícia:

Novamente onde eu estaria sem você, minha querida amiga? Passando vergonha frente ao mundo com certeza. Mesmo com todo seu carinho e indulgência, este capítulo teve erros demais e em todos eles você (como sempre) estava certa. Espero tê-los corrigido.

Quanto ao exagero, ele não ocorreu (nem nunca irá). Erros demais exigem puxadas demais e, por favor, jamais tenha pudores de fazê-las. Como um sábio homem disse uma vez: “Jamais deve pedir desculpas por dizer a verdade ou não fará outra coisa em sua vida a não ser pedir desculpas”.

Eu poderia dizer que publiquei o capítulo antes do que deveria, sem revisá-lo a contento; ou que o terminei tarde da noite e não tive a atenção ou a paciência devida; ou simplesmente que escrevi rápido demais, pois perdi o medo de saltar no escuro, por saber que você estará lá para me segurar. Desculpas, desculpas e desculpas. Podem até ser que não sejam esfarrapadas, mas são desculpas. Em verdade, acredito que tenha ficado apenas desleixado, o que não é de maneira nenhuma uma atitude correta, por isso lhe peço (pela milésima vez) desculpas.

Sabedoria não é errar, é saber reconhecer o erro quando lhe apontam e corrigi-lo. E, neste caso, Minerva é minha sabedoria.

Muito obrigado mais uma vez, por trazer a luz da sabedoria às trevas da ignorância e puxões de orelha ao desleixo dos desleixados (fale-me de redundância).

Um grande abraço.

Daniel.

PS: Pelo menos pareço ter conseguido que Bharin causasse o efeito pretendido. Aguarde os próximos capítulos para mais...