Agora deixa eu começar essa bagaça dizendo que as notas iniciais acabaram por criar todo um clima pesado para a fic. Uma atmosfera talvez um pouco sombria, palpável.
E o poema apenas veio para confirmar isso. Dava pra sentir uma certa tristeza, uma certa falta de conformidade quanto ao cálice, que eu devo dizer realmente foi um "protagonista" um tanto quanto peculiar. Mas retratava muito bem o que você queria dizer, sobre como a minoria nunca tem valor atribuído.
Sempre abandonada, sempre deixada de lado e esquecida. Apenas usada para que se suba cada vez mais alto.
Estou delirando, eu acho q
Enfim, eu gostei muito desse pequeno poema, e espero ler mais alguns de sua autoria :3
Você chegou perto, mas a mensagem era um pouco mais complexa. O poema era sobre aqueles que dedicam suas vidas aos outros, como servos, fazendo serviços pequenos, e que não são reconhecidos por isso, mesmo sendo extremamente importantes. Digo, um policial que cumpre seu trabalho é um cara fantástico, um verdadeiro herói, mas ninguém nunca para pra pensar nisso. E sabe qual é o meu maior herói da atualidade? O lixeiro. Eu não to brincando. O lixeiro é um cara que tem um dos trabalhos mais pesados e mal remunerados do país, sofre preconceito por onde passa, é ignorado, mas sabe qual é o trabalho dele? Cuidar da saúde pública e da ecologia. Cara, os lixeiros estão salvando o mundo. Eles estão prestando um favor absurdo à saúde pública, à natureza, à sociedade, à produção de novos bens, enfim, a uma caralhada de coisas. Não vamos nos esquecer que a Peste Negra só surgiu porque as ruas eram ridiculamente sujas, criando ratos e bactérias. Por que? Porque o lixo ficava na rua (junto com o mijo das pessoas, mas isso é outra história). Cara, isso poderia acontecer a QUALQUER MOMENTO, em um mundo sem lixeiros. E ninguém realmente para pra pensar nisso e cumprimentar o gari ou coletor que tá ali correndo que nem um desgraçado o dia todo, carregando um peso absurdo, às vezes se cortando com o vidro dos sacos, em condições de trabalho péssimas, sujeitos a doenças, ganhando p**** nenhuma com isso, pra cumprimentá-lo. Eu nunca vi alguém falando bom dia pra um lixeiro. Nunca. Eu nunca vi alguém saber o nome do próprio lixeiro. E acho que isso é uma falta de reconhecimento do c****** dessa sociedade de ricos escrotos.
Enfim, por que estou aqui divagando sobre os lixeiros?
Porque a fanfic é justamente sobre pessoas e criaturas como eles. Que dão sua vida para ajudar, para proteger - os guarda-costas, policiais, detetives, lixeiros, e por aí vai - mas que nunca são reconhecidos. Por isso a metáfora com a redoma de vidro de A Bela E A Fera - a que protege a rosa da Fera, que na verdade simboliza a vida dele, que se esvai pouco a pouco. Eu não usei diretamente a redoma porque ela na verdade não protege, só envolve, mas achei que o protagonista cálice se encaixava, porque, afinal, ele é parte essencial na hora de se tomar a bebida. Mas ele sempre será inferior ao vidro que carrega dentro de si. Percebe? Não? Bem, é basicamente sobre as pessoas que dão a sua vida para ajudar as outras e nunca são reconhecidas. Cabô.
Fico feliz que tenha gostado, Scarlet. Até uma próxima :3
Eu concordo, tem muito mais do que as palavras dizem nesse poema hahaha' e tenho certeza que não apreendi tudo (o que é muito bom, dá vontade de ler de novo e de novo). Adorei a alusão do vinho e da rosa, o vermelho é uma coisa linda, né? Minha parte preferida foi a partir daqui: "Sou escravo do vinho que carrego e que em mim se abriga", de alguma forma pensei no nosso corpo e da alma que ele carrega... Esse verso: "Jamais serei tomado pelo êxtase que causei", me fez pensar na história da colher e da sopa (a colher fica tão próxima da sopa, mas nunca sente seu sabor, não a absorve, não se alimenta dela - metáfora para diferença entre conhecimento e sabedoria). Desculpe a divagação (to com sono kkkk) ótima poesia ♥
Olá! Tudo bem com você, Reira-chan? E
Ahn... sim, tudo bem ._. acho que deu merda na postagem lol
Cheguei atrasada, como sempre, mas cheguei.
Agora deixa eu começar essa bagaça dizendo que as notas iniciais acabaram por criar todo um clima pesado para a fic. Uma atmosfera talvez um pouco sombria, palpável.
E o poema apenas veio para confirmar isso. Dava pra sentir uma certa tristeza, uma certa falta de conformidade quanto ao cálice, que eu devo dizer realmente foi um "protagonista" um tanto quanto peculiar. Mas retratava muito bem o que você queria dizer, sobre como a minoria nunca tem valor atribuído.
Sempre abandonada, sempre deixada de lado e esquecida. Apenas usada para que se suba cada vez mais alto.
Estou delirando, eu acho q
Enfim, eu gostei muito desse pequeno poema, e espero ler mais alguns de sua autoria :3
Você chegou perto, mas a mensagem era um pouco mais complexa. O poema era sobre aqueles que dedicam suas vidas aos outros, como servos, fazendo serviços pequenos, e que não são reconhecidos por isso, mesmo sendo extremamente importantes. Digo, um policial que cumpre seu trabalho é um cara fantástico, um verdadeiro herói, mas ninguém nunca para pra pensar nisso. E sabe qual é o meu maior herói da atualidade? O lixeiro. Eu não to brincando. O lixeiro é um cara que tem um dos trabalhos mais pesados e mal remunerados do país, sofre preconceito por onde passa, é ignorado, mas sabe qual é o trabalho dele? Cuidar da saúde pública e da ecologia. Cara, os lixeiros estão salvando o mundo. Eles estão prestando um favor absurdo à saúde pública, à natureza, à sociedade, à produção de novos bens, enfim, a uma caralhada de coisas. Não vamos nos esquecer que a Peste Negra só surgiu porque as ruas eram ridiculamente sujas, criando ratos e bactérias. Por que? Porque o lixo ficava na rua (junto com o mijo das pessoas, mas isso é outra história). Cara, isso poderia acontecer a QUALQUER MOMENTO, em um mundo sem lixeiros. E ninguém realmente para pra pensar nisso e cumprimentar o gari ou coletor que tá ali correndo que nem um desgraçado o dia todo, carregando um peso absurdo, às vezes se cortando com o vidro dos sacos, em condições de trabalho péssimas, sujeitos a doenças, ganhando p**** nenhuma com isso, pra cumprimentá-lo. Eu nunca vi alguém falando bom dia pra um lixeiro. Nunca. Eu nunca vi alguém saber o nome do próprio lixeiro. E acho que isso é uma falta de reconhecimento do c****** dessa sociedade de ricos escrotos.
Enfim, por que estou aqui divagando sobre os lixeiros?
Porque a fanfic é justamente sobre pessoas e criaturas como eles. Que dão sua vida para ajudar, para proteger - os guarda-costas, policiais, detetives, lixeiros, e por aí vai - mas que nunca são reconhecidos. Por isso a metáfora com a redoma de vidro de A Bela E A Fera - a que protege a rosa da Fera, que na verdade simboliza a vida dele, que se esvai pouco a pouco. Eu não usei diretamente a redoma porque ela na verdade não protege, só envolve, mas achei que o protagonista cálice se encaixava, porque, afinal, ele é parte essencial na hora de se tomar a bebida. Mas ele sempre será inferior ao vidro que carrega dentro de si. Percebe? Não? Bem, é basicamente sobre as pessoas que dão a sua vida para ajudar as outras e nunca são reconhecidas. Cabô.
Fico feliz que tenha gostado, Scarlet. Até uma próxima :3
Eu concordo, tem muito mais do que as palavras dizem nesse poema hahaha' e tenho certeza que não apreendi tudo (o que é muito bom, dá vontade de ler de novo e de novo). Adorei a alusão do vinho e da rosa, o vermelho é uma coisa linda, né? Minha parte preferida foi a partir daqui: "Sou escravo do vinho que carrego e que em mim se abriga", de alguma forma pensei no nosso corpo e da alma que ele carrega... Esse verso: "Jamais serei tomado pelo êxtase que causei", me fez pensar na história da colher e da sopa (a colher fica tão próxima da sopa, mas nunca sente seu sabor, não a absorve, não se alimenta dela - metáfora para diferença entre conhecimento e sabedoria). Desculpe a divagação (to com sono kkkk) ótima poesia ♥