Notas iniciais
Essa é uma história sobre aqueles que são ignorados, esquecidos. Daqueles que ficam abandonados à mercê daquilo que protegem; daqueles que, ao ajudar seus líderes a fazerem história, terminam por nunca serem marcados nesta.

Sentado ao longe, olhos fechados

O olhar sonhador, a música a embriagá-lo

O homem pode ser peculiar

Mas nada chama mais a atenção que o escarlate à sua frente

Que, derretendo-se, flui em uma caminhada interminável de ser,

[preguiçoso

Todo o seu aspecto flutua apoiado no chão

O vinho que o homem toma o domina pouco a pouco

Aproxima os lábios da rosa que, como em Bela E A Fera

Cobre-se no redoma de vidro

Abre-o descuidadosamente e nela um pequeno beijo deposita

Sorvendo um pouco da vida de que precisa

Mais uma pétala perfeita cai,

Deslizando do abraço protetor

Que antes lhe dava o redoma,

Esquecido

De onde eu vim ou o que eu fui não importa

Enquanto existir o que eu sou

Sou só o guarda-costas

Protejo o tesouro

Sou um cálice

Sem passado nem futuro

Não danço, não fluo

Sem nada a oferecer, em um canto eu apodreço

Sou escravo do vinho que carrego

E que em mim se abriga

Não sou crucial à cena, não sou retratado

A minoria, pobre e feia, é escondida

Jamais serei o real destinatário do beijo dos lábios queridos

Jamais serei tomado pelo êxtase que causei

Jamais deixarei de ser abandonado à louça

Quando, desprendida do meu protetor abraço

A rosa terminar de perecer

Notas finais
Sei lá, acho que esse poema tem bem mais significado do que parece, e eu me sinto feliz por tê-lo escrito. Ele me deixou bastante inspirada e eu tenho certo orgulho dele. Mas, claro, eu sou uma noob em poemas, então deixem sempre o seu review dizendo o que eu preciso melhorar.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!