Comentários em “O Caminho de Sandren - Livro 1 (Caminhada)”: “Os herdeiros de Graeldar”

Minerva

Desculpe a demora. Sinto muito mesmo. Se isso se repetir, não pense que eu parei de acompanhar essa estória (ou os contos). Isso não vai acontecer. Em hipótese alguma.

Sobre o capítulo, ficou absurdamente bom e bem escrito (como sempre). Esse é o meu preferido até agora, fica evidente que aqui você cria não só um novo mundo, mas também toda a cultura da nação que vive nele (crenças, costumes, temores, etc). Também, o leitor toma conhecimento dos acontecimentos que culminaram no regime graeldara. Sem dúvida, essa é uma das partes mais importantes da estória.

Em um dos primeiros parágrafos você escreve assim: “Pedidos de ajuda foram enviados a todos os reinos, por corvos, navios e estradas, mas apenas as palavras que Dergaryn, o veloz, chegaram a ser lidas”. É claro que o contexto permite que se entenda perfeitamente o que quer dizer, mas acho que o “que” poderia se substituído por um “de” para que não haja a necessidade de colocar outro verbo antes do “chegaram”. Sei que o fato de os capítulos serem grandes permite que ás vezes passe algum detalhe despercebido - Aliás, tão pequeno que quase não notei. Decidi mostrar essa observação a você porque sei que seu desejo é tornar essa estória a melhor possível.

O devaneio de Calligan me trouxe uma dúvida. Veja bem: Nyothar é um grande império formado por reinos. Graeldar é um deles e sua capital é a cidade de Caendlia. Ela foi construída pelo imperador aos graeldaras, depois que a antiga Marelvian caiu em ruínas juntamente com os demônios Walcarin e com o último governante de sangue graeldara. Onde você fala do ataque dos demônios, há uma constante alternância entre as palavras “Marelvian” e “Graeldar”, isso me confundiu no inicio porque quando li pela primeira vez “a ruína de Graeldar” não imaginei o reino inteiro caindo e por isso pensei na praga Walcarin concentrada em um único lugar do reino – no caso, Marelvian – Mas logo eu reli e entendi que o caos se deu em razão não somente dos ataques, mas principalmente das consequências que eles trouxeram. Graeldar passou a ser uma simples província do império, perdida, sem que o poder local estivesse concentrado na mão de um único governante, até que houve a intervenção da mão do imperador (que se tornaria constante). Os graeldaras perdem cada vez mais espaço para os nyotharins que, agora, tem mais influência do que os próprios representantes da terra. Bom, não é exatamente uma dúvida, está mais para um pensamento “síntese” que eu gostaria que você corrigisse se estiver errado.

Em “Filhos da Tormenta” foi escrito um trecho sobre a ruína de graeldar. “a morte e o temor não vieram das terras para além de suas fronteiras, mas das sombras e das lendas...”. Desde então leio o que você escreve buscando um complemento para essa frase, algo que aquietasse minhas suposições sobre a ruína. Agora encontrei, e percebi que essa frase e todo o parágrafo se encaixam perfeitamente no enredo. Meo Deus! Ler essa estória/livro está sendo muito bom pra mim!

Espero ter sido clara. Abraços,

Letícia.

PS- Incrível o que disse sobre Graeldar ser um acrônimo de nomes. Nossa, consigo ver que você gosta e é muito grato às pessoas que te ajudaram e te encorajam a desenhar esse mundo.

Aviatorman
Aviatorman Autor

Letícia:

Que bom que você não desistiu do estória! Cheguei a ficar preocupado, acreditando que tinha perdido minha única leitora. Pode olhar os comentários, ninguém mais lê, só você. Eu nunca fiz propaganda do que escrevo, você mesma achou a estória por acaso (na verdade por sorte minha, senão estaria "pregando no deserto).

Fico feliz que tenha gostado, apesar do erro que encontrou. Você tem razão no comentário e já o corrigi, muito obrigado.

Quanto a sua dúvida/síntese, ela está correta, apenas ressalto que Graeldar era uma nação soberana, não sendo um reino nem tendo um rei, até o ataque dos Walcarin. Desde sua fundação, ela se manteve distante dos domínios e ameaças de outros reinos pela diplomacia, favores e artimanhas de seus diplomatas ("Graeldar nunca participara de outra guerra, mas defendera seus interesses em todas elas, negociando e suprindo secretamente os dois lados, apoiando suas causas e cuidando dos feridos, tornando-se aliada e considerada tanto pelo vencedor quanto pelo derrotado." - capítulo 4), até que foi absorvida pelo império de Nyothar onze anos após a construção de Caendlia, tornando-se nada mais que uma província/colônia do Império.

Mas que bom que você está de volta e me ajudando com os pequenos e grandes erros que vou deixando para trás. Mais uma vez, muito obrigado.

Um abraço.

Daniel