Margot tinha quase certeza que o acontecia não era real. Ela deveria ter dormido no sofá após ele ter ido embora. Era isso, aqueles braços segurando suas pernas e a carregando pelo corredor era pura ilusão. Ela trilhava um caminho de beijos pelo pescoço de Grego e mordeu o lóbulo de sua orelha. Ela já sentia a sua nuca queimando e ela riu quando ele suspirou.

_ Final do corredor... — ela sussurrou no ouvido dele.

Ela só percebeu que não sonhava quando sentiu suas costas batendo contra o batente da porta de seu quarto e o apoio dos braços de Grego deixando suas pernas tocarem o chão. Ele a prensou ali, seus lábios procurando os dela, sua barba roçando a pele branca dela. Ela tremeu quando as mãos dele passaram por sua barriga.

Seus beijos eram suaves e carinhosos, lentos e deliciosos fazendo Margot se deleitar com aquelas sensações.
Gregório queria ser calmo e delicado com ela. Com outras mulheres, ele perdia qualquer controle que tinha, porém com ela queria que fosse diferente. Queria amá-la da forma que o seu corpo merece, queria ser carinhoso e amável. O sexo selvagem ficaria para outro dia.
Suas mãos exploravam a cintura dela lentamente, ela suspirava e ele a enlaçou com os seus braços. Grego a direcionava até a cama, os dois sorriram no meio do beijo enquanto suas pernas se enroscaram antes do corpo de Margot tombar na cama. Ela ainda ria quando ele pairou sobre ela, o riso dela era umas das melodias mais lindas que ele já tinha escutado e era humanamente impossível não rir junto.

Margot sentia se feliz como há tempos não sentia. Ela percebeu que adorava vê-lo sorrir pra ela daquela forma. Ela olhava em seus olhos e passou sua mão no lado esquerdo de seu rosto, ele fechou os olhos ao seu toque como se ele não tivesse acostumado a sentir carinho. Ela acarinhava a sua pele e sua barba, colocou sua mão do outro lado do rosto dele e Grego abriu seus olhos. Olhos castanhos com tons de verde que tinham invadido seus sonhos nos últimos dias. O polegar dela desenhava seu lábio inferior. Seu olhar era intenso e cheio de desejo e ela esperava que o dela transmitisse o mesmo tipo de sentimento. Ela aproximou o rosto dele do seu e o beijou levemente. Sua língua passando devagar pela dele.

Ele tinha medo de machucá-la com o seu peso, mas estava sendo tão bom estar ali em seus braços que ele mal conseguia lembrar da posição que estava. Suas pernas se enroscavam. E se ele pudesse ficaria ali a vida toda. Grego voltou a levantar a camiseta do pijama dela, pouco se importando com que ela vestia, suas mãos subiam pelo o seu tronco até sentirem o tecido do sutiã. Ele apertou seu seio e ela gemeu em sua boca, arqueando seu corpo de encontro ao dele. Ela estava grávida e sensível ao seu toque. Ela apertou suas unhas na nuca dele e ele sentiu um arrepio lhe percorrer a espinha.

Margot sentia cada parte do seu corpo sensível ao toque de Grego. Cada extremidade de seus nervos estava ativada em nível máximo. Ela nunca tinha se sentido assim antes. Ela lutava contra a regata que ele usava, enquanto ele beijava seu pescoço. Ela apertava suas costas, era delicioso sentir sua pele na ponta de seus dedos. Gregório se afastou para puxar a camiseta de Margot para cima e ela o ajudou a tirar a dele. Ele tirou o boné e o jogou no chão. Por alguns segundos, ela ficou admirada com aquela visão de seu peitoral definido. Não era exagerado, mas estava na medida certa. Suas tatuagens desenhadas em sua pele morena e antes que ele pudesse deitar sobre ela, Margot se levantou e ajoelhou na cama assim como ele.

A dama o beijou no ombro, sentindo o seu músculo tenso. Grego nunca tinha visto alguém olhar seu corpo com tamanha adoração. Não era só tesão. Margot o adorava e seus lábios beijavam seu peitoral e desenhavam suas tatuagens tentando demonstrar tudo aquilo. Ele ficou tão surpreso que não soube como reagir, um dos seus braços a segurou enquanto sua outra mão passava sobre os cabelos lisos dela.

Ela levou suas mãos para as costas dele e enquanto ela descia suas mãos, ele fez o mesmo trajeto pelo corpo dela. Sua mão entrando pelo tecido da calça de moletom e ela apertou sua bunda ao mesmo tempo que ele apertou a dela. Os dois riram e Margot o olhou.

_ Safado... — ela o observava e ele mordia o próprio lábio enquanto a apertava de novo.

_ Tá tirando? Eu não sou o único aqui, não.

Grego não via a hora de tirar a calça que já estava apertada e ela desafivelou seu cinto no mesmo momento que ele pensou. Ela abriu o botão da calça e a abaixou. Só aquela sensação o fez suspirar de alívio. Ele tinha ocupado sua boca na pele do colo e dos seios de Margot, Grego tirou o tecido que o impedia de seu objetivo, a beijando languidamente dali. Ele a sentiu tremer e sua mão leve e fina a tocar sobre a cueca.

_ Meu Deus... — ela gemeu de olhos fechados, sentindo os lábios dele a beijarem ali.

Ela o tocava lentamente e quando pensou em tirar sua cueca, Grego a deitou novamente. Ele mesmo terminou de tirar sua calça e depois deitou sobre seu corpo, beijando o vão entre seus seios. As mãos dele apertando suas coxas e subindo até o elástico, puxando o tecido junto com a calcinha. Ele descia seus lábios e beijava sua barriga enquanto sentia ela se remexer na cama. Ele lhe ofereceu um sorriso malicioso quando se afastou para terminar de tirar a calça. Ele beijou uma de suas pernas e caminhou até a parte interna de suas coxas.

Margot estava inquieta, seus dedos prendiam com força o tecido do lençol, e cada provocação de Grego era algo fora do normal. Ela suspirava baixinho e seu corpo nú suava. Ela abriu a boca para reclamar da demora dele, mas não conseguiu ao sentir a boca de Grego em sua parte mais íntima. Seus olhos reviraram nas órbitas e seu corpo se remexeu no colchão. Ele estava adorando lhe dar prazer e ouvir seu nome saindo de sua boca de forma tão sensual. Os gemidos dela só o instigava a dar o seu melhor.

Não demorou muito para que ela pedisse por mais e segundos depois atingisse o orgasmo. Para Margot, era como se o seu corpo flutuasse com aquela onda de prazer. Uma descarga elétrica que passava por todo o seu corpo. Ela via estrelas quando abriu os olhos. Seu cabelo grudava no suor de seu rosto e Grego estava de volta ao seu campo de visão. Ele estava pronto. Sem cueca e com a camisinha. Enquanto Margot tentava estabilizar sua respiração, ele beijou a testa dela, sua têmpora, seu maxilar, a ponta de seu nariz e finalmente sua boca.

_ Você é deliciosa. — ele falou próximo ao rosto dela e ela riu. — Sério memo, maior delicia.

_ Assim você me deixa sem graça... — ela tampou o rosto.

_ Você sem graça? Tá zoando, né? — ele zombou dela e do seu jeito espevitado.

Ele se sentou na cama.

_ Vem cá.

Margot estranhou de início, mas se sentou e Grego a puxou para o seu colo. As pernas dela ao redor da cintura dele e ela conseguia sentir o quanto ele estava excitado.

_ Eu quero que você faça... — ele disse afastando os cabelos do rosto dela. — Eu não entendo dessas paradas aí e não quero te machucar.

Ela achou super gentil da parte, ela também entendia pouco, mas sabia que ele não iria machuca-lá. Ela o beijou e em seguida se ajeitou para se posicionar sobre ele. Gregório gemeu quando ela se moveu e se encaixou nele. Ele lutou contra o instinto de penetra-lá de uma vez, seus braços a enlaçaram e ele beijou o ombro dela. Ele tinha vontade de mordê-la e o foi o que ele fez sem muita força, enquanto Margot gemia e descia devagar sobre ele.

_ Grego... — ela gemeu quando os dois estavam totalmente conectados.

_ Margot. Margot... — ele roçava a barba dele no pescoço dela.

Não demorou muito para que ela se movimentasse e se encaixasse nele a cada movimento. Grego a beijou, ele apertava sua cintura e ela o apertava nos ombros. Não tinha mais qualquer resto de tensão no corpo dele. Seus corpos suados começaram um vai e vem intenso. Momentos depois, ela cravou as unhas nas costas dele e ele segurou em suas nádegas com força.

Ele afastou a boca da dela só pra ouvi-la gemer alto seu nome e ele fez o mesmo com o nome dela.

Depois do orgasmo, Margot apoiou o seu rosto nos ombros dele, se segurando em seus braços. Ele a abraçou e beijou seus cabelos. Ele sorria sozinho, porque de todos os prazeres mundanos que já provado na vida, aquele era novo. Não parecia errado. A respiração dos dois se acalmavam quando ele a deitou na cama.
Gregório que nunca tinha dormido com ninguém em uma cama, iria dormir com ela. Seu corpo e sua alma não queriam deixá-la. Era o paraíso na Terra. Margot se deitou de lado e ele a abraçou de conchinha. Suas pernas se enlaçando novamente. Ele beijava a parte de trás da orelha dela e ela sorriu.

Ela se virou para ficar de frente pra ele, os braços dele a abraçando.

_ Não acabou, não. — ela o provocou com um sorriso malicioso.

_ To ligado, to ligado... — ele riu. — Me deixa retomar o fôlego aqui... 'Cê é louco...

_ Assim você me decepciona. — ela fez bico.

_ Cala a boca, magrinha. — ele zombou. — Gregório Mourão não vai te decepcionar, ainda mais nessas paradas de cama, beleza?

Ela sorriu pra ele e se juntou mais próxima ao seu corpo. Seu rosto encostado em seu peito, seu cheiro natural invadindo seu nariz e fazendo se sentir segura. Grego não era o mesmo cara que tinha entrado naquele apartamento mais cedo, seu corpo estava relaxado e ele se sentia feliz. A calma. A paz. A felicidade. Ele beijou os cabelos dela e sentiu o seu cheiro doce. Ele não queria sair dali nunca mais. Essa noite seria memorável.