Último Primeiro Beijo
6 Capítulo 6 - Boas Novas
Notas iniciais
Bom, eu estava planejando que esse capítulo a seguir fosse o último, já que eu queria uma estória pequena, mas eu devo fazer mais um capítulo - que será o último - e dois extras, que eu devo postar como one-shots.
Boa leitura!
Jack e James se encontraram mais vezes depois daquele dia. Quando John contou que o general nem percebera a falta dos meninos, eles aproveitaram para fugir mais.
A guerra agora estava de mal à pior. Muitas mortes aconteciam, tanto no lado deles quanto no lado inimigo. Alan Fitz até comentara que havia boatos sobre a construção de uma bomba atômica para lançarem em território inimigo, mas logo disse que devia ser bobagem.
Apesar da ajuda dos dois ser mais necessária na guerra, eles saíam durante o ataque de bombas. Já que a maioria das famílias tinham esconderijos, eles procuravam esconderijos vazios e passavam desde minutos a horas neles, conversando ou namorando.
A relação deles estava ótima. Desde que eles falaram do tal casamento, sempre que conversavam, falavam do futuro. “Eu mudei minha opinião sobre casamento depois que conheci você”, James dizia, se referindo ao seu medo ao casamento, e Jack pensava o mesmo, mas se referindo à sua aversão ao casamento, que acabara totalmente quando começou a namorar James. E James comentara que se algum dia ele se casasse, ele gostaria de ter filhos. Eles sabiam que seria difícil, talvez impossível. “Você realmente acha que deixariam a gente adotar uma criança?” E às vezes Jack dizia “Com esse rosto lindo que você tem, qualquer mulher gostaria de dar a luz para seu filho. Eu só não gosto disso, mas se for para termos um filho, eu topo.” Sempre com um sorriso no rosto.
Jack, com ajuda de John – que pediu para Maggie mandar uma carta para Jack -, fingiu que precisava voltar para os Estados Unidos por algumas semanas. Na carta que Maggie enviara dizia que a mãe de Jack estava severamente doente, apesar de não estar em estado de morte, ela precisava da ajuda do filho. O general acreditou e deixou Jack voltar. O que Jack realmente ia fazer é ver casas para comprar para ele e James. Procurava por uma casa próxima de John e Maggie, assim poderia ficar sempre perto do amigo. Por fim, comprou uma casa que ele julgava ser perfeita. Não muito grande, e nem muito pequena. Daria perfeitamente para os dois, e mais um filho. Satisfeito com a compra, ele voltou para a guerra mais feliz do que nunca.
“Você vai adorar a casa!” Ele disse, dando um beijo em James, enquanto os soldados dormiam no dormitório. “Mal posso esperar para essa guerra acabar.”
“Jack, eu estava conversando com John, e ele disse que podemos ir. Não precisamos ficar mais nessa guerra.”
“O que? Como ele ficou sabendo disso?”
“O sargento estava com uma reunião com o general, que avisou um dia aos soldados mais antigos que poderiam ir, se quisessem.”
“E você não estava no meio desses soldados?”
“Eu estava guerreando, não tinha como eu sair de lá. Mas John me contou, e disse que era melhor eu avisar a você, do que ele.” Eles se abraçaram, e decidiram que iam sair em dois meses.
• • •
“Eu fiquei sabendo sobre vocês.” Carl disse, quietamente, um dia para James, enquanto os homens tomavam banho. A maioria já havia terminado o banho. James estava enrolado numa toalha azul-escura e Carl estava de cuecas e uma blusa, vestido as calças. “Não faça essa cara! Eu sei sobre vocês. Não tem nem como mentir que vocês dois não estão juntos.”
“O que você quer dizer com isso?”
“Qual é James?! Para com essa bobeira! Não se faça de desentendido, como se nada estivesse acontecendo!” Carl retrucou, já propriamente vestido, agora calçando as botinas.
“Vai colocar as botinas para dormir?”
“Não mude de assunto!” Ele falou de modo agressivo.
“Tá bem! Eu e o Jack estamos juntos! Por que isso o incomoda tanto?”
“Porque é errado! Não sou religioso, nem nada disso! Acho religião ridícula, aliás! Mas esse lance de ‘gay’ não é certo. Não dá pra entender isso! Por que você quer foder um homem quando é tão mais legal foder uma mulher?!”
“Cale a sua boca! E não use esses termos comigo.”
“O que? Foder?! Ah, você é uma menininha mesmo! Não aguenta nem um palavrão!”
“Eu posso namorar um homem, mas com certeza sou mais um do que você é!”
“Vista suas calças e venha provar o que disse! Se bem que... é falta de educação bater em mulheres.”
James não pensou duas vezes e deu um soco no rosto de Carl.
“Você não tem o direito de me perturbar. Se você não gosta, pouco me importa. Só não venha xingar à mim e ao Jack.”
Antes que Carl pudesse devolver o soco, James deu-lhe outro soco no rosto e um no estômago. Carl se contorceu de dor.
“Se eu fosse uma menininha, eu socaria como uma também. Visto pela sua expressão, estou longe de ser uma menininha, não é?” James se virou, e foi se vestir.
• • •
“Carl, você poderia me dizer novamente, o que houve?” John disse, enquanto limpava o rosto de Carl, que estava com sangue escorrendo do nariz.
John estava agindo como médico por um período, já que o médico do exército foi morto em combate, num dia onde todos tiveram que lutar. Já havia um mês e meio que John estava fazendo isso, e pessoalmente, ele estava adorando o trabalho. Ele não tinha que batalhar, e podia acordar até meia hora mais tarde que o usual.
“Foi por causa do James. Aquele veado, filho de uma...!”
“Não xingue ele! Ele é meu amigo, lembra?”
“Você bem que poderia ter falado com ele para não se juntar ao Jack, hein.”
“E por que, exatamente, eu faria isso?”
“Porque o que eles fazem é errado.”
“Não vou discutir sobre isso com você, Carl. Temos princípios diferentes.”
John dava os últimos retoques no curativo no nariz de Carl, e Carl saiu.
Mais tarde, John estava conversando com James, dizendo que ele deveria contar sobre o acontecido com Jack. James negou contar. “Não é necessário”, ele disse. John achou melhor não discutir, então logo mudou de assunto, perguntando sobre a saída deles do exército. James estava animado sobre o assunto, falando que eles sairiam em breve, e que John deveria ir com eles também, e depois comentou que iria fazer uma surpresa para Jack. “Não conte nada à ele, sim?”
“Ok. O que é?”
“Eu mandei um pouco do meu esperma para um banco de espermas.” E antes que John dissesse algo, James respondeu: “Não pergunte.” E continuou a contar a novidade. “Eles me mandaram uma carta há dois dias notificando que uma mulher, Clarice, se não me engano, que concordou em ser barriga de aluguel.” John não disse nada, mas a expressão em seu rosto e seus olhos já respondiam por ele. “Eu serei pai! Eu e Jack seremos pais, John!”
John soltou uma gargalhada e abraçou o amigo. “Eu não acredito! Parabéns! Isso é simplesmente fantástico! Eu realmente estou sem palavras! Uau!”
“Mas você não pode contar nada a ele! Eu vou contar apenas quando voltarmos para a América.”
John concordou com a cabeça.
Notas finais
Beijos e até o próximo capítulo.
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