Notas iniciais
Gostaram do último capítulo? Se gostaram, esse aqui vocês vão adorar! Não esquece! Comenta ai o que acharam pra ajudar na continuação da historia. Beijão pessoal!!!

John

– Celular tocando-

Acordo de meus pensamentos com o celular tocando, aquela conversa com Dave me deixou exausto mentalmente, ele me disse palavras que ficam rodando na minha cabeça a todo instante. Eu, talvez, não tivesse certo em tirar Anna da vida de meus filhos e nem de dar um jeito para que ela saísse de Nova York, mas eu precisava que ela saísse de minha vida, eu a amava e ela brincou comigo e eu cai como um bobo apaixonado, caso não tivesse afastado ela dessa maneira, teria cedido a suas mentiras de novo. Aperto os olhos como se tentasse acordar de um sonho, mas logo percebo que isso não passa da realidade.

– Alô – Minha cabeça parece ser martelada a cada movimento que eu faço.

– Meu amor! Que bom ouvir sua voz, só liguei para avisar que acabei de chegar no aeroporto, o avião teve um leve atraso por causa do mal tempo em Paris. Onde você está? – Droga, com essa bagunça toda nem me lembrei que Rebecca voltava hoje de Paris.

Rebecca é minha noiva, estamos juntos a 5 anos, foi ela quem me ajudou a passar pelo choque que foi descobrir a traição, na verdade, foi ela quem me contou a verdade sobre a Anna e já que nós fomos namorados na faculdade antes de eu conhecer a Anna, eu só relembrei o passado com ela.

– Rebecca, querida, que bom que chegou, eu estou no escritório, está uma bagunça aqui então recomento que nem venha pra cá, temos muitos projetos para entregar. Vá para casa e eu passo ai para te ver, certo? – Não vou contar nada sobre a volta da Anna, criaria só mais problemas, até porque mesmo que Anna esteja em Nova York eu não pretendo vê-la nunca mais.

– Claro! Meu amor, eu vou para a sua casa e depois a gente se encontra lá para a gente jantar. Beijo, te amo. – Droga, eu nem percebi a hora passar, já são quase 18h.

– Ok, tchau.

O escritório deve estar praticamente vazio. Na mosca, apenas Dave e Elise ainda estão trabalhando mas vejo que ela já está se arrumando para sair.

– John, eu já estou indo, precisa de alguma coisa? – Elise me pergunta assim que percebe minha presença.

– Não, eu também estou de saída, precisa de carona? – Elise morava em um apartamento a certa de 6 quadras do meu apartamento sempre que dava eu lhe oferecia carona.

– Não obrigada, a Mika vem me buscar para a gente ir jantar. – Ela deu um sorriso tão entusiasmado, eu queria poder retribuir com um igual, mas eu não conseguia nem falar direito devido a toda essa onda de novidades.

– Certo, bom divertimento para as duas – ela me respondeu com outro sorriso e foi embora.

Eu não queria falar com Dave pelo menos não agora, seu olhar iria apenas piorar a situação, desci com elevador até a garagem do prédio e peguei meu carro, era uma BMW nova já que tinha dado a antiga para a Rebecca trocar por um carro do gosto dela. Meu apartamento, ficava a uns 15 minutos do escritório, eu queria chegar em casa e me deitar e ficar lá até isso tudo passar, ou na verdade, isso poderia nem ter começado, Anna poderia ter ficado onde ela estava e eu aqui, levando minha vida como sempre, mas eu acho que o destino sempre quer se divertir às custas de nós, o destino é cruel ou nos é que traçamos o caminho errado. Quando eu chego a garagem do prédio do apartamento, me apoio ao volante e fico pensando se deveria realmente subir, lá estaria pior, já que eu provavelmente ia brigar com a Hannah, a nossa relação já não é muito boa e a Rebecca está aqui, Hannah não suporta a Rebecca, ela acha que a culpa da minha separação com a mãe dela foi culpa da Rebecca. Às vezes, me pergunto se eu não estaria começando uma guerra me casando com a Rebecca, quer saber quando eu tomar a decisão definitiva eu penso nesse ponto.

Assim que eu abro a porta e coloco as chaves na mesinha de entrada, Rebecca vem em minha direção e pula em meus braços e me dá um longo beijo.

– Meu amor, que saudade – Rebecca ficou duas semanas em Paris, em uma Conferência sobre novas técnicas de arquitetura e designer de interiores.

– Também senti sua falta – Assim que ela me solta, tiro o paletó e afrouxo a gravata – E como foi em Paris?

– Percebi que a nova moda é a arquitetura ecológica e a nova tendência de interiores é reutilizar móveis antigos e decorar com produtos reciclados – Eu mal estou prestando atenção ao que ela fala, tudo o que consigo pensar no momento é em como minha vida está uma bagunça com a Presença da Anna aqui.

– Hum, que interessante.

–Mas deixa para lá, vamos falar daqui, como foi suas duas semanas de férias de mim? – Não posso contar nada a Rebecca, pelo menos não aqui, se Hannah ficar sabendo que Anna está aqui, seria um completo desastre, ela iria querer ir atrás dela e isso estragaria toda a cúpula que eu venho construindo a anos para me proteger.

– Normal, como qualquer semana.

– Ótimo, vou me arrumar e a gente saí para jantar, vamos no La Violetta, Certo? – Respondo com um leve aceno de cabeça. O La Violetta é um dos restaurantes mais famosos de Nova York, cheio de pessoas, é com certeza o que eu preciso nesse momento (ironia).

Subo, tomo um banho e visto outra roupa, quando desço, Rebecca está arrumada já, ela está com um vestido, que eu suspeito que seja cetim, amarelo na altura dos joelhos. Rebecca é uma mulher muito bonita, ela é loira, mas um loiro que eu chamaria de louro dourado, ela tem um corpo de modelo, afinal ela era modelo, desistiu da carreira para fazer arquitetura, mas ela não é alta, tem 1,68, eu acho. Ela pega a bolsa e uma echarpe, e saímos para jantar, eu ia chamar as crianças para irem juntos, com toda essa confusão eu havia me esquecido que elas iam dormir na casa de uns amigos. E então saímos.

....

Anna

–Eu não acredito que ele falou isso! – Mary falou indignada – Ele acha que é quem? Ele não tem direito de expulsar ninguém de lugar nenhum! Aff.

Mary era minha amiga mais fiel, era quase minha irmã, eu a conheci em uma festa de um amigo do John, ela era namorada de um dos amigos dele, a gente logo de cara já se deu super bem, ela foi a única a ficar do meu lado e me apoiar quando John me tirou as crianças e, praticamente, me expulso de Nova York.

– Calma, eu nem me importo mais com isso. Já doeu tanto que me acostumei com a dor. – Sinto minha voz ficar mais fina, como se fosse chorar – Deixa, vamos falar de outro assunto, pode ser?

– HUMM, falando em outro assunto, olha quem está ligando – Eu estava fazendo um chá e Mary estava sentada na bancada da cozinha.

– Quem? – Realmente não esperava ninguém.

– É o policial bonitão !! – Ela me olhou com um olhar travesso.

– Como ele conseguiu meu número? – Se bem que, como ele é policial, ele pode ter olhado naqueles arquivos loucos de policiais.

– Eu passei o seu número para ele – Ela estava com uma cara de criança que apronta e é descoberta.

– VOCÊ O QUE? – Eu não queria sair com ninguém não estava no momento para isso.

– Olha, você disse que queria refazer a vida, está aí, nova vida, novo amor. – Ela fez um carinha de ‘por favor, não te peço mais nada’.

– Me dá esse telefone – Ela começou a pular e me entregou o celular – Alô? Oi, tudo bem. Jantar? Às 20h? Fechado! – Desliguei o celular e olhei para Mary com uma cara de “satisfeita”.

– Ótimo! Agora precisamos de uma roupa! – Ela me olhou com aquele mesmo olhar, isso já estava me deixando com medo.

...

– Eu não vou usar isso! – Ela insistiu que eu colocasse um Vestido Midi Preto, só que, ele não era mais como quando eu havia comprado, ele estava mais justo ele marcava até a alma, eu não podia usar isso para um jantar com um amigo.

– Porque não? Está ótimo, ele destaca bem seu bumbum! – Puta que pariu, a Mary estava me zoando, só pode.

– Exatamente, por isso que eu não vou usar esse vestido!

– Por favor! Por favor! Por favorzinho – Ela me olhou com uma carinha de dó, eu sabia que se não usasse esse vestido ela não ia me deixar em paz.

– Ta bom! Ta bom! Eu vou com esse maldito vestido. Pega o scarpin preto – Ela me entregou com uma cara de vitoriosa e eu frustrada, por ter sido vencida por ela.

O policial que a Mary enciste tanto, se chama Henry Miller, ele é detetive da polícia de NY, eu o conheci quando fui testemunha de um assalto em uma cafeteria na frente do prédio onde trabalho, ele foi supersimpático e me chamou para tomar um café com ele, hoje ele quer jantar.

...

John

Rebecca estava me contando como tinha sido toda sua viagem para Paris e como devíamos ir para lá na lua de mel. Eu mal estava prestando atenção ao que ela falava, eu estava com a cabeça cheia de coisas e aquilo era só mais coisas para eu me preocupar.

– Não sabia que ia tanta gente nessas conv... – Eu engasguei com o vinho quando a vi.

– Você está bem? – Rebecca me questionou, preocupada – O que houve?

– Nada, o vinho desceu pelo lado errado – Tossi um pouco e logo aliviou.

Ela estava aqui, com um vestido que eu havia dado para ela, e Deus! Como ela estava linda. Mas ela estava acompanhada, e de um HOMEM! Como? Ela tinha acabado de chegar em Nova York e já havia jogado seus charmes para cima de um novo homem, Como ela podia ser tão, tão promiscua.

– Vamos embora? Eu estou um pouco cansado – eu não estava mentindo, aquele dia havia sido cheio de mais para o meu gosto.

– Mas você nem pediu sua sobremesa, você sempre pede uma. – Eu não queria dar explicações eu só queria ir embora.

– Vamos, por favor.

– Está bem, vou pedir a conta. – Meu deus! Como eu queria sair dali o mais rápido possível.

...

Eu estava sentado na cama, desabotoando a camisa. Quando Rebecca saiu do banheiro com uma lingerie preta e uma cinta liga da mesma cor.

– Eu dei uma passada na Victoria’s secret de Paris – Ela me olhou com um olhar provocante.

Ela subiu em meu colo e começou a me beijar, ela desceu a mão até a minha camisa, onde começou a desabotoa-la, aquilo começou a mexer com a minha cabeça, subi a mão até seu longo cabelo castanho que cheirava a baunilha, ela me empurrou e eu deitei na cama, ela voltou a me beijar, mais ferozmente, massageei suas coxas volumosas até chegar ao bumbum, ela desabotoou minha calça e começou a me excitar, respirei fundo, por quanto tempo esperei para isso acontecer de novo? Comecei a beijar seu pescoço, foi quando percebi que ela não tinha o mesmo cheiro, não era o mesmo perfume e Cabelos Louros? Foi então, que me dei conta, não era Anna que estava ali comigo, era Rebecca.

– Não, não. Rebecca, por favor, pare! – Ela olhou em meus olhos, eu não podia, tinha perdido todo o clima.

– O que foi? O que aconteceu? – Porque eu estava com a Anna na cabeça?

– Me desculpa, eu não consigo. Hoje não, ok? Desculpa.

– Meu amor, tudo bem, isso acontece com a maioria dos casais.- Ela me deu um beijo leve.

Deitei-me com a cabeça apoiada no travesseiro, Rebecca repousou sua cabeça em meu peito. Fiquei ali parado por um tempo. Rebecca logo adormeceu e eu continuei ali, pensando. O que estava acontecendo comigo? Qual era o problema? Eu nunca pensei em Anna desse jeito, porque isso agora? Meu deus, preciso tirar essa mulher da minha cabeça de uma vez por todas.

Notas finais
Bombástico, não? Não esquece de deixar o comentário ai !! Bjss