Notas iniciais
Oioi pessoal, tudo bem com vcs? Nesse capitulo altas emoções, hein beijão

John

Já era quase 12h do sábado e eu ainda estava deitado em minha cama, tudo que eu queria era dormir até tudo isso ter passado, eu não sei o motivo, mas estou um pouco indisposto para me levantar hoje, porque não ficar o dia aqui?

– Meu amor, vamos sair? – Rebecca não ia me deixar ficar o dia na cama.

– Sair? Para onde? – Como eu ainda estava cansado, deus.

– A loja da Prada está com uma coleção maravilhosa, vamos. – Ela me olhava com um olhar quase suplicando.

– Achei que tivesse comprado roupas em Paris? – Ela estava a ponto de se levantar – Está bem! Vamos.

– Seu lindo! Troca de roupa estou te esperando lá em baixo.

Mesmo meu corpo recusando, me levantei, tomei um banho e coloquei uma calça jeans, uma camisa azul e um suéter.

...

Anna

– E então como foi o encontro? – Mary pulou em minha cama e começou a fazer igual a uma criança que acaba de ganhar uma cama nova.

– Logo cedo e já com essa história? – Olhei para o relógio, deus já era 11h – Nossa! Porque não me acordou mais cedo?

– Você parecia cansada, não queria te acordar. – Ela fez bem, eu estava bastante cansada.

– Vamos! Temos muito o que fazer – Eu ia até a delegacia para assinar meu último depoimento.

Sobre o assalto na cafeteria.

– Tá bom! Você vai ver o policial bonitão e eu te encontro no Le viu’s para a gente almoçar, ok ? – Olhei com uma cara nada simpática quando ela falou do policial Bonitão. E me levantei.

...

Assim que sai da delegacia, estava caminhando na calçada em frente a umas lojas bem famosas de Nova York, em uma das vitrines, tinha uma saia lápis amarela que eu fiquei babando. Eu sou apaixonada por saias elas, são meus eternos amores, tenho inúmeras dentro do guarda-roupa e ela ia ser mais uma para minha coleção.Eba.

– Oi, você tem aquela saia amarela da vitrine no tamanho 44? – falei com a vendedora.

Eu tinha um corpo magro, mas a bunda não era muito proporcional, geralmente, eu tinha que comprar um número maior, só por causa dela.

– Por aqui, por favor. – Ela me deu um sorriso e me guiou até as saias – Humm, eu sinto muito, mas não vou ter tamanho 44, mas se quiser dar uma olhada tem mais modelos aqui.

– ahh, serio? Eu me apaixonei por ela – Decepcionada, mas mesmo assim ia dar uma olhada nas saias, uma a mais nunca é demais.

– Olha a gente faz encomenda, se a senhora quiser? – Encomenda? É claro, eu não ia perder essa saia por nada.

– Com certeza! Eu quero um 44.

– Ok, com licença, vou fazer a sua encomenda só um instante – ela saiu e eu fiquei lá me perdendo no mundo das saias, que cá entre nós, meu mundo favorito.

...

– O que acha desse? – Era o terceiro vestido que ela provava, e o terceiro que eu falava a mesma coisa.

– Está ótimo, meu amor. – Porque mulheres tinham que ser tão indecisas com relação a roupas. Ela se sentou em meu colo e me deu um longo beijo, aquilo me lembrava momentos bons que havia passado ao lado dela – Já escolheu tudo?

– Já! Vou trocar de roupa.

– Então, toma. – Eu entreguei a ela meu cartão de credito.

– John, não precisa, eu vou pagar.

– Você será a minha esposa em breve, será que não posso pagar nem uns vestidos para ela. – Eu adorava comprar roupas para ela, afinal, ela iria usar isso comigo.

– Está bem, já que insiste. Posso dar uma olhada nos sapatos? – Ela me olhou como uma criança olha para um doce.

– Claro! Pode ir, eu vou dar uma olhada na sessão masculina. – Ela me deu outro beijo e foi saltitando até a sessão de sapatos.

A sessão masculina, ficava no final da feminina, bem onde ficava as saias.

– Ai, desculpe-me – Havia trombado com uma mulher que estava abaixada pegando uma saia.

– Sem problemas, eu não devia ter ficado abaixada desse jei... to – Quando a ajudei a levantar, percebi que não era uma mulher qualquer, era Anna, e de novo tive a infelicidade de encontra-la

– Está me seguindo? – Era a única explicação óbvia para aquilo.

– Você se acha muito importante mesmo, não é? Para achar que minha vida gira em torno de você – minha cabeça já tinha voltado a doer.

– Eu não sei se sou importante para você, mas acho que estamos nos vendo demais para o meu gosto.

– Concordo plenamente. – Seu jeito sínico, me incomodava

– Meu amor, o que acha desse aqui? – Droga, porque Rebecca tinha que aparecer logo agora. – O que você está fazendo aqui?

Anna começou a rir, de uma maneira sínica e sarcástica.

– Do que é que você está rindo? – Eu a questionei.

– A me poupa, quando te conheci, você costumava ter um gosto melhor para mulheres.

– Como é que é? – Aquelas duas iam começar a discutir e eu não queria isso – Qual era o gosto melhor? Você? – Rebecca parecia furiosa

– É logico, minha querida, olha bem pra mim e olha bem pra você. – Anna deu uma semi volta e deu um olhar debochado.

– Pelo menos, eu sei dar valor ao homem que tenho ao meu lado, não sou igual você, que tem que sair correndo batendo cartão em cama de homem. — eu achei que naquele momento, Anna ia parar, já que ela tinha ouvido demais, foi quando ela soltou mais uma.

– Minha cara, se você soubesse dar tanto valor assim, ele não tinha te trocado por mim na faculdade – Chega aquilo estava passando dos limites – Mas, sejam felizes, pode comer agora os meus restos porquê desse prato eu já enjoei.- ela se virou e foi embora.

Aquilo tinha me acertado como um soco, ela havia se enjoado de mim? Por isso, me traiu? Como ela podia ter falado que me amava por tanto tempo sendo que me enganava com outro?

– Quem ela pensa que é? – Rebecca estava indignada com tudo isso.

– Deixa para lá, vamos almoçar! – Acompanhei Rebecca até o caixa e fomos almoçar.

...

Assim que nos sentamos, vi que Anna estava sentada em uma mesa próxima com Mary, a muito tempo não via Mary.

–Ela está sentada na mesa ali, quer ir embora? – Alertei Rebecca.

– Está louco? Faço questão de ficar.

Almoçamos em silencio, mas eu não conseguia deixar de olhar de vez em quando para a mesa delas. Foi quando percebi que elas não estavam mais sozinhas, o cara da outra noite, estava na mesa com elas, e Anna estava dando garfadas de sua sobremesa na boca dele, aquilo me deixou furioso, pois, ela fazia o mesmo comigo. Mary os deixou sozinhos, ela se levantou e foi para dentro do restaurante (estávamos na área livre), eles ficaram ali por um tempo conversando, ele se levantou para ir embora e ela fez o mesmo para se despedir, ela foi dar um beijo em seu rosto, mas ele se virou e roubou um beijo dela, eles deram um beijo longo, depois ele deu a volta e foi embora. Não sei porque, mas aquilo me deixou com uma raiva imensa, porque eles estavam se beijando? Eram namorados? Porque aquilo me incomodava?

Mary voltou, elas pegaram as coisas e também foram embora.

Eu sabia o que tinha que fazer e era isso o que eu ia fazer.

...

Quando ela abriu a porta, eu senti que seu coração acelerou. Era a primeira vez em 6 anos que nos encontrávamos assim para conversar, cara a cara.

– O que está fazendo aqui? Como conseguiu meu endereço? – Eu entrei sem mesmo ela me convidar – Olha, você pode achar que o seu dinheiro compra qualquer coisa, mas invasão ainda é crime, sabia?

– Chega de gracinhas, Anna, vamos conversar – Estava disposto a pôr um ponto final nessa bagunça. – O que quer para ir embora de uma vez?

– Quero uma coisa que você não vai poder me dar. – Eu moveria montanhas para dar o que ela quisesse, até mesmo muito dinheiro.

– É mesmo? Me fale, o que quiser eu dou.

– Meus filhos! – Aquilo bateu como uma onda – Eu quero meus filhos!

– Devia ter pensado nisso antes de ir para cama com todo homem que passava por você – Foi rápido e não doeu fisicamente, mas ardia em minha alma. Ela havia me esbofeteado.

– Sai daqui, agora.

– A verdade dói, não é mesmo? – Eu já tinha perdido toda a cabeça

– Diga você mesmo, doeu? – Ela falava ironicamente, estava me provocando.

– Eu quero que suma da minha vida ou irei tomar medidas drásticas – Estava furioso, ela me tirava de minha sanidade.

Ela chegou mais perto, podia sentir seu hálito quente perto de meu rosto, ela estava tão perto que podia...

– Então, é melhor me matar, porque eu não vou embora. – Ela sussurrava. Meu coração parecia que ia parar. – Agora, vai embora ou eu chamo a polícia. – Ela voltou ao seu tom de voz normal.

Eu não podia mais ficar ali, estava sentindo um turbilhão de emoções. Saí do apartamento e bati a porta. Eu não conseguia respirar, aquilo era demais, a presença dela me fazia sentir como não me sentia a anos. Peguei o elevador e estava passando pelo saguão do prédio.

– O que está fazendo aqui? – Mary estava entrando no prédio.

– Vim tentar fazer com que a imoral da sua amiga criasse juízo e fosse embora daqui – Estava nervoso e acho que estava descontando na pessoa errada.

– Primeiro: Olha como fala dela. – Como ela ainda tinha coragem de defende-la – Segundo: Você não sabe de nada, para vir aqui e ofende-la.

– Do que está falando? É logico que eu sei de tudo o que ela fez. – O que Mary queria dizer com eu não sabia de nada.

– Você sabe o que te contaram, mas você não sabe o que realmente aconteceu, passei 6 anos da minha vida tentando fazer a vida dela voltar ao normal, ela passava noites chorando com medo, com saudades dos filhos e sem o seu apoio.

– Medo? Medo de que?

– Engraçado, não é? De quem devia vir o maior apoio, na verdade, vem a maior punição. – Ela não esperou eu falar entrou no elevador e subiu para o apartamento.

Do que ela falava? Medo de que? De quem? De mim? Eu nunca fiz nada a Anna, porque ter medo?

...

Anna

– Anna, querida, cadê você? – Mary tinha chegado, ela havia saído para comprar comida chinesa.

–Aqui, no quarto – Eu mal conseguia falar, o choro não me deixava.

– Anna, a meu deus, calma. – Ela deitou na cama e me abraçou – Amiga, ele falou coisas muito horríveis? – Respondi com um aceno que cabeça.

– Ele falou que eu fui para cama com todo homem que passou na minha frente. – Eu não sabia se ela tinha entendido o que eu estava falando, eu soluçava.

– Anna, isso não pode mais acontecer, chega! – Ela falava firme – Ele tem que saber a verdade, você não pode mais escutar isso sempre que se encontrar com ele.

– Mary, ele não está pronto para a verdade, ele não quer a verdade. – Eu nunca mais queria lembrar daquilo, ainda me doía lembrar. – A vida dele está acertada, ele tem até uma nova noiva, ele não precisa da verdade porque ela não vai mudar nada na vida dele.

Por anos eu achei que quando tivesse a oportunidade de contar a verdade, eu contaria, sem problemas, mas eu descobri que não era fácil, nunca foi, e agora a verdade não tinha nenhum valor.

Mary e eu ficamos ali abraçadas, eu não conseguia parar de chorar e ela sabia o quanto doía.

Notas finais
Gente, quanta emoção. Qual será a verdade? Não perca a proxima atualização. Não esquece de deixar seu comentário para a continuação dessa historia. Capuccino, adoro seus comentarios. beijo galera