É Tão Difícil Dar Certo...

11 Sonho ou realidade? Parte I


Notas iniciais
Mil desculpas pela demora *-* Esse é o último capítulo... De 2013 >.< Agradecimento especial á: Mwannylly, por ter recomendado a história. Esse capítulo é dedicado a você flor. Desde já, desejo a todos um Feliz Natal e, espero ganhar muitos comentários e recomendações de presente rsrs... Não custa tentar né rs..

Capítulo 11: Sonho ou realidade? Parte I

Caroline

Não consegui raciocinar direito, uma raiva súbita tomou o meu corpo; antes de desmaiar na primeira vez eu estava na minha casa e com esse anel no meu dedo, e acordo na mansão contra a minha vontade e com o anel furtado! Alguém iria pagar caro por isso.

Estava com tanta pressa de colocar as minhas amigas contra a parede, que nem me dei ao trabalho de me vestir, saí pelada e molhada do banheiro e invadi o quarto igual um furação, mas o que eu vi no quarto me paralisou totalmente.

– Oi, Car...

– Ty... Tyler!

Eu estava preparada para muitas coisas nesse exato momento, estava pronta para derrubar o teto da Mansão dos Salvatore, e enterrar todo mundo vivo até eles me contarem onde está o meu anel, estava obstinada a quebrar o pescoço deles repetidas vezes por terem roubado a minha única lembrança do Klaus, independente da razão que os levaram a fazer isso. Enfim, eu estava preparada para tudo, menos para isso.

– Caroline, meu amor, eu vim o mais rápido que eu pude. – Antes que eu tivesse a chance de dizer qualquer coisa, Tyler correu até mim e me abraçou tão forte que pensei que eu fosse quebrar ao meio. – Que saudade imensa de você Car... Eu sinto muito por tudo que aconteceu, por tudo que você teve que fazer com aquele monstro... Quando eu soube... – Tyler estava tentando segurar o choro enquanto falava comigo, até que não pode mais segurar. Suas frases eram cortadas pelos longos soluços que atravessavam o seu monólogo enquanto eu me mantinha igual a uma estátua. – Quando eu soube... Eu o odiei ainda mais! Só de imaginar ele com as mãos na minha garota... Na garota que eu amo... Eu quis... Quis mais do que nunca poder matá-lo... Mas que bom que esse verme finalmente teve o que merece... E agora, nós podemos ficar juntos para sempre Caroline, só eu e você pela eternidade.

Eu não sabia o que dizer, não sabia como agir, não tinha ideia nem do que sentir nesse momento, então apenas chorei e, finalmente, retribui ao seu abraço, me aconchegando em seu corpo, buscando um conforto que ninguém poderia me dar e chorei ainda mais.

Talvez tenhamos ficado alguns minutos, ou até mesmo horas dessa forma: abraçados e chorando, despejando lágrimas cheias de significados silenciosos um sobre o outro. Eu não tinha certeza de quanto tempo havíamos ficado desse jeito, afinal, desde que esse furação começou em minha vida, eu não estava mais tendo total noção do tempo e da realidade, e isso poderia ser perigoso.

Depois do que me pareceu muito tempo, finalmente o choro cessou e nos separamos. Meu corpo já estava seco, e meus cabelos já estavam enrolando enquanto secavam naturalmente, só então nos demos conta do meu “estado”, e foi engraçado nós dois corarmos e ficarmos sem graça pela situação, apesar de toda intimidade que já dividimos um dia.

Rapidamente procurei algo para vestir em cima da cama, como prometido, Elena havia deixado algumas roupas para mim, vesti a primeira que eu consegui alcançar: uma fina e curta camisola de seda branca. Então, me dei conta de que nesse momento eu não tinha “cabeça” para conversar com o Tyler sobre a nossa situação de “só eu e você pela eternidade” e nem precisava fazer isso agora, pois a minha cabeça estava totalmente voltada para outro assunto, então resolvi lidar com um problema de cada vez.

– Desculpe Tyler, mas não podemos conversar agora. Preciso encontrar as meninas e acertar as coisas com elas, preciso resolver isso primeiro, só então vou conseguir raciocinar para resolver as coisas com você, sinto muito. – Saí do quarto em velocidade vampiresca para que Tyler não tivesse tempo de me impedir, não era seguro ficar perto dele, pelo menos não enquanto eu não estiver no controle da minha mente e das minhas emoções, não queria cometer mais nenhum erro, minhas costas não aguentariam o peso de mais um arrependimento.

Usei minha audição sobre humana para encontrar os meus “amigos ladrões”. As únicas que se encontravam na mansão – mas precisamente na cozinha — nesse momento eram a Bonnie e a Elena que estavam gargalhando e comendo brigadeiro de panela enquanto Bonnie contava os detalhes “sórdidos” da sua primeira vez com o Jeremy.

Entrei na cozinha igual um Tsunami, quebrando a porta e arremessando a panela de brigadeiro na parede com força para ela se quebrasse, pintando a parede de chocolate. Sempre gostei de entradas dramáticas, principalmente quando consigo alcançar o meu objetivo, nesse caso, assustar os telespectadores: Bonnie e Elena.

– Caroline, você está doida!? Que porra deu em vo.. – Eu não estava com paciência para os sermões de Elena, então quebrei o pescoço dela.

– Agora o meu assunto é com você senhorita “eu finalmente dei para o Jeremy”. – Bonnie me encarava em silêncio com os olhos arregalados, sem mexer um dedo sequer.

– Car... Você está doente, essa não é você, pense bem, você jamais faria isso, nunca nos machucaria. – Ela tinha razão, eu estava confusa e minhas emoções estavam à flor da pele em um turbilhão enevoado. Tudo que eu sentia era intenso demais para eu controlar: Raiva, dor, amor, culpa, arrependimento e necessidade de sangue!

Pude ver as veias do pescoço da minha amiga pulsando convidativas, logo minha feição se transformou e eu pude sentir o medo emanar da Bonnie. Eu nunca tinha sentido isso antes, mas de repente, o medo que fluía dela só a deixava mais apetitosa para mim, e eu não iria conseguir segurar a necessidade de cravar meus dentes nela.

– Caroline, se você se mover eu vou ser obrigada a reagir... Não me faça fazer isso, você sabe que não pode contra uma bruxa. – Eu me movi, lentamente, passando por cima do corpo inerte de Elena caído no chão, quebrando a distância que existia entre mim e Bonnie, e minha amiga covarde nada fez, a não ser respirar fundo. – Caroline, eu já disse...

– Só tenho duas pergunta a fazer, e se você me contar o que eu quero saber, eu não estraçalho o seu pescoço quando eu beber do seu sangue. – Falei calmamente a olhando nos olhos, como se fosse um simples “bom dia”, eu mesma não estava me reconhecendo, não sabia da onde vinha tanta raiva, tanta dor... Só sabia que isso precisa ser feito. – Por que você e os outros ladrõezinhos roubaram o meu anel de casamento e onde ele está?

– Ladrõezinhos? Anel de casamento? Caroline, eu não tenho a maldita ideia do que você está falando, e você não tem ideia do quanto está louca e precisando de ajuda, mas eu vou te ajudar, eu prometo que vou achar uma solução para o seu problema...

– Resposta errada, vadia! – Tudo aconteceu muito rápido, em um segundo eu estava com os meus dentes roçando a pele da Bonnie, em outro segundo senti uma dor tão forte em minha cabeça que eu realmente achei que ia morrer, meu nariz começou a sangrar e tudo a minha volta começou a virar borrões, a única coisa que fez sentido na minha cabeça antes de desmaiar foi o sussurro de Bonnie: “me perdoe Car”.

Apaguei. E acordei em um lugar que eu imaginava nunca mais estar: o quarto de Niklaus Mikaelson, o mesmo quarto onde fomos um do outro, o mesmo quarto onde eu o amei e assassinei.

– Que bom que você já voltou, amor.

Meu corpo se arrepiou dos pés à cabeça com aquele sotaque carregado e inconfundível. Levantei-me da cama em um pulo, e olhei para lado assustada, isso poderia ser possível? Klaus estava parado em pé bem na minha frente, usando apenas uma calça moletom clara, me possibilitando total visão do seu peitoral definido e tentador demais para apenas olhar... Bonnie novamente tinha razão, eu estava ficando totalmente louca!

– Relaxa amor, você não está louca. – Ele disse se aproximando cada vez mais de mim, e eu não sabia se deixava ele chegar perto para tocá-lo e ter certeza de que isso é real, ou se saía correndo dali o mais rápido que podia, afinal, ele está morto e não deveria estar aqui, a não ser que Bonnie tenha derrubado o véu, será que ela derrubou o véu?

– Como... Como... O que está acontecendo? Eu não consigo entender! – Klaus parou na minha frente a milímetros de distância e pareceu se divertir com a minha confusão.

– Caroline, na noite que passamos juntos você se lembra do que me pediu enquanto estava deitada em meu peito? – Eu fiz que sim com a cabeça, e ele continuou – Me diga o que você me pediu? – Mesmo sem jeito eu fiz o que ele me pediu.

– Por favor, não me deixe.

– E você se lembra do que eu te respondi? – Novamente fiz que sim com a cabeça, e dessa vez continuei antes que ele me pedisse.

– Amor, eu nunca vou te deixar. Nem que você me peça, eu nunca vou te deixar.

– Sou um homem de palavra, Caroline, sempre cumpro as minhas promessas e não seria justo essa que eu iria quebrar. Nem a morte vai ser capaz de me impedir de ficar com a mulher que eu amo. – Klaus acabou com a distância que existia entre nós e me beijou com sofreguidão, matando a saudade que estava nos matando. Mas, se ele estava morto como ele poderia estar comigo? Como eu podia sentir perfeitamente o seu beijo?

–Klaus, por favor, me explica. – Era impressionante a paz que eu sentia agora, a calma, o amor e a esperança... Mas até isso parecia forte demais para que eu pudesse controlar.

– Você está no mundo dos sonhos, Caroline, está no meu mundo. Toda vez que você dorme por dias e até semanas deixando seus amigos preocupados, é comigo que você está, mas quando volta para a realidade não consegue se lembrar de mim, de nós, do nosso mundo. Toda vez que você acorda para a realidade eu fico preso nesse quarto sozinho, esperando você dormir para voltar para mim, para ser só minha novamente, e você sempre volta.

– Como isso pode fazer sentido? Como é possível? – Serenamente, Klaus me olhou diretamente nos olhos, e falou:

– Isso realmente importa? — Não, não importa! Eu estou novamente com Klaus, e isso é tudo que eu preciso saber. Não perdi mais tempo, o agarrei e o beijei como se a minha vida dependesse disso, a minha vida depende disso.

A surreal existência de Klaus parecia depender disso também, pois ele me agarrou igual um lobo faminto, me pressionando na parede com força, lambendo o lóbulo da minha orelha, descendo sua língua, deixando uma trilha de saliva até o meu pescoço que fez questão de cravar os dentes, provando minha carne, meu sangue, meu gosto e o meu amor...

Ele brincou com as suas mãos ousadas por todo o meu corpo, até me despir da minha única peça: a camisola que Elena me emprestara.

– Linda.

– O quê? – Eu tinha entendido o que ele acabara de falar, mas foi inevitável perguntar. Klaus observou meu corpo nu e tão entregue a ele por alguns segundos silenciosos e repetiu:

– Linda, simplesmente linda. – Eu amo esse homem.

Klaus me pegou no colo e me carregou até a cama — ele sabia ser tão cavalheiro, quanto mal, quando assim queria -, carinhosamente me depositou na cama, de quatro. Ele ficou de joelhos na cama atrás de mim e começou a beijar as minhas costas ao mesmo tempo em que acariciava e apertava as minhas coxas, subindo seus dedos, ameaçando os enterrar em minha intimidade, em seguida retornando suas mãos para as minhas pernas, me fazendo gemer só pela expectativa, gemidos que só o Mikaelson era capaz de arrancar de mim, e eu os entregava com o maior prazer, literalmente.

– Pare... Pare de me... Torturar assim, Klaus... Isso é maldade... – Tentei falar sério para convencê-lo, mas os malditos e gostosos gemidos me atrapalharam.

– Maldade, amor? – Olhei para trás para poder visualizar aquele sorriso torto cheio de significados – Você se esqueceu? Eu sou mal.

Senti um calafrio percorrer pela minha espinha, sem permissão. Eu não estava gostando do rumo que as coisas estavam tomando. Não sei dizer o que ao certo, mas algo no timbre de voz que o Klaus usou me avisava que as coisas tendiam a ficar muito perigosas a partir de agora, e para o meu lado.

– Klaus... O que você está pretendendo fazer? – Nesse momento toda a minha excitação já tinha abandonado o meu corpo, deixando um enorme espaço vago para o medo, que não demorou a se apossar do meu corpo, principalmente pelo jeito intenso que o Mikaelson me encarava.

– Você foi uma menina muito, muito, muito má Caroline.

Nesse momento eu tive certeza, Klaus me faria pagar caro pela minha traição. Tentei sair da posição tão vulnerável a qual eu me encontrava, mas quando me mexi, uma algema se materializou na minha frente, prendendo as minhas mãos na cama. Uma algema tão forte que mesmo eu usando toda a minha força não consegui quebrar, isso só podia significar uma coisa: Magia poderosa.

– Klaus, o que está acontecendo? Me solta! Da onde essa algema surgiu? Isso é magia? Só pode ser magia. Desde quando você tem esse poder? Você pode ter esse poder? Ou tem uma bruxa muito da vadia te ajudando, sua amante bruxa vadia talvez? – Isso sempre acontece quando fico nervosa, disparo a falar até não poder mais. Nesse caso, eu ainda poderia continuar falando por horas sem parar, mas o que conseguiu calar a minha boca de vez foi à gargalhada fria e sem nenhum humor do Klaus.

– Você me diverte, Caroline, definitivamente o que eu mais gosto em você é que você me diverte. – Klaus tirou as mãos das minhas pernas e saiu da cama caminhando até ficar perto o suficiente do meu rosto para me segurar pelo queixo com rispidez e me fazer encará-lo. – Eu não vou te soltar, pelo menos não agora. Isso não é magia, eu não me tornei um bruxo, e nem tenho uma amante bruxa vadia. – Percebi um divertimento sincero em Klaus ao pronunciar a última frase, e sim, eu estava morrendo de ciúmes que ele tivesse uma amante bruxa vadia.

– Se isso não é magia, então o que é? – Eu não estava calma, apesar de parecer estar.

– Já te disse amor... Isso é um sonho. Seu sonho. Porém, você me pertence! – Klaus apertou o meu queixo muito mais do que o necessário só para me confirmar que eu pertencia a ele, e que estava totalmente em suas mãos. – Sendo assim, seus sonhos também me pertence, e no meu sonho eu crio e descri-o aquilo que bem entender, ah, eu já te disse que não há limites nos sonhos? – Notei um brilho sádico nos olhos do Klaus, seja o que for que ele está pretendo fazer comigo, se eu sobreviver, tenho certeza que nunca mais vou ser a mesma.

– E o que vai acontecer comigo, no nosso sonho? – Arrisquei perguntar, mesmo estando com medo da resposta que viria a seguir. Novamente Klaus gargalhou uma risada sem o mínimo humor, sem a mínima vontade, queria apenas me assustar, ou criar coragem para seguir com o seu plano. E eu tenho certeza que ele seguirá com o plano.

– O que vai acontecer com você, amor? Vejamos... Você vai pagar por ter me matado.

Notas finais
Já que você leu até aqui, o que custa: comentar, favoritar e (se estiver achando a historia realmente boa) recomendar? #FicaaDica Novamente, um Feliz Natal á todos e, até 2014 *-* Beijos, A Gueixa