É Tão Difícil Dar Certo...
12 Sonho ou realidade? Parte II
Notas iniciais
Capítulo 12: Sonho ou realidade? Parte II
Música: Cinema Bizarre — My Obsession
Caroline observou o quarto pelo reflexo do espelho; nada parecia fora do lugar. A cama King Size sobre o chão de madeira, as cortinas de cetim escondendo a janela, a colcha sobre o colchão, tudo em um delicado tom de pêssego. Tudo em seu devido lugar, como se ninguém nunca tivesse tocado em nada, como se ele não estivesse estado ali.
Se você quer que eu escute, sussurre
Se você quer que eu corra, apenas ande
Escreva seu nome em renda e couro
Eu consigo te ouvir
Você não precisa falar
Cansada de observar a própria imagem, Caroline se levantou e foi até a janela apreciar a paisagem do décimo oitavo andar do Palace Hotel, o lugar mais sofisticado para se casar em toda a Mystic Falls. O grande dia finalmente chegara.
Vamos cometer mil erros
Por que nós nunca iremos aprender
Caroline começava a se perguntar como seria cair do décimo oitavo andar. Pior, a ideia começava a lhe sorrir atrativa, e ela pensou seriamente em aceitar o convite. O vento frio da noite lhe acertou o rosto igual uma bofetada, fazendo a acordar de seus devaneios antes que cometesse uma loucura.
Loucura?
Sim, só podia ser loucura! Fechou a janela e se sentou na King Size segurando a vontade de chorar. Deveria estar feliz. Suas lágrimas tinham que ser da doce ansiedade do casamento, e não de frustração. Passou as mãos nervosamente pelo cabelo, quase desmanchando o penteado clássico, mas não se importou. Nada importava naquela altura do jogo.
A ideia era inaceitável. Menos de duas horas atrás estava transando com Klaus, na mesma cama em que se encontrava sentada. Então, como poderia se casar com Tyler? Como lhe juraria fidelidade e amor eterno se não o amava mais como seu homem, e muito menos conseguia ser fiel quando se tratava de um certo Mikaelson...?
Você é minha obsessão
Meu fetiche, minha religião
Minha confusão, minha confissão
A única uma que eu quero a noite
Você é minha obsessão
A questão e a conclusão
Você é, você é, você é
Meu fetiche você é
– Interessante. Quer dizer que você prefere morrer a se casar com o Tyler, e não consegue resistir a mim, Caroline? – O som cortante da gargalhada de Klaus fez Caroline perceber que ainda se encontrava nua e algemada no quarto do Mikaelson.
– O quê? Como eu posso estar aqui? Se eu estava no Pala...
– Sonhos, Caroline. Eu disse que ele não tem limites.
– Seu doente, está entrando na minha mente e me fazendo ter pensamentos suicidas! Acha que assim vai conseguir se livrar de mim? Quer que eu mesma faça o trabalhinho sujo porque você não coragem de fazer.
– Em primeiro lugar: a única ideia que eu plantei em sua mente foi o seu casamento com o Tyler. Agora, nós termos transando no Palace, e você preferir se jogar pela janela ao invés de se casar com o Lockwood ... Foram ideias suas! Segundo: quem disse que eu quero me livrar de você? Terceiro: eu sou perfeitamente capaz de fazer o meu trabalho sujo, e muito bem. E por último, mas não menos importante: ambos sabemos que você, Caroline, se faz de boa moça, de vampirinha cheia de ideais, mas que na verdade é uma mulher fria, capaz de manipular, trair e matar alguém que a ama. – Klaus tentou parecer indiferente enquanto falava, no começo até conseguiu, mas no final ele já estava berrando em tom de ameaça, o que fez Caroline se encolher na cama com medo do que viria a seguir.
– Ow... Está com medo amor? Coitadinha de você... Quem te vê dessa forma até pode pensar que você é mesmo uma gatinha inofensiva. – Klaus balançou a cabeça de um lado para o outro, antes de voltar a encará-la – Ledo engano, não é mesmo?
– Klaus, eu sei que não existe perdão para o que fiz, mas eu juro que estou arrependida, se eu pudesse voltar no tempo, jamais faria isso de novo. – A voz de Caroline saia trêmula e assustada, o que parecia não causar nenhum efeito no Mikaelson.
– Mas você não pode, não é mesmo amor? – As palavras de Klaus saíam ácidas, como se machucasse não só quem está ouvindo, mas também quem está falando.
Você pode me beijar com sua tortura
Me amarre em correntes de ouro
Deixe-me começar descoberto
Errado ou certo
É tudo uma brincadeira
Tudo ao redor de Caroline começou a se tornar pesado, sombrio, cinza... Como se ela não conseguisse nem respirar. A pouca luz foi se apagando, e tanto o quarto quanto o Klaus foram se tornando cada vez mais escuros... A última coisa que Caroline pode perceber nos olhos de Klaus antes da luz se apagar totalmente foi: Loucura!
Deitada de bruços, vulnerável, fraca e humilhada, com as algemas apertadas cortando os seus pulsos com verbena. Tudo o que Caroline pode fazer por ela mesma nesse momento, foi chorar em silêncio.
Deixem-nos cometer mil erros
Por que nós nunca iremos aprender
– Não, não chore meu amor... – A voz de Klaus saía dócil, enquanto ele secava as teimosas lágrimas de Caroline com os próprios dedos. Esperançosa, ela levantou a cabeça para encará-lo e arriscou um sorriso fraco, porém sincero – Eu ainda não te dei motivos para isso!
Você é minha obsessão
Meu fetiche, minha religião
Minha confusão, minha confissão
A única uma que eu quero a noite
Você é minha obsessão
A questão e a conclusão
Você é, você é, você é
Meu fetiche você é
Caroline sentiu o membro de Klaus já ereto e desprovido de roupa, roçar as suas coxas. Ficou confusa, Klaus só poderia estar enlouquecendo! Uma hora a ameaçava, e um segundo depois estava querendo amá-la?
– Klaus, eu não estou entendendo. Pensei que estava com raiva de mim, e não que quisesse... Você sabe.
– Eu que não estou entendendo, Caroline. O que uma coisa tem a ver com a outra? Que eu saiba, eu posso tornar isso bem interessante para mim, e nada agradável para você. – Klaus inclinou seu corpo roçando seu pênis com força na entrada do ânus de Caroline, o que fez a região sensível arder.
– Não, Klaus! Por favor, não faça isso!
– Sim, Caroline. Sim!
Minha obsessão
Meu fetiche, minha religião
Você é minha obsessão
A Questão e a conclusão
Você é, você é, você é
Meu fetiche você é
Você é minha obsessão
A Questão e a conclusão
Você é, você é, você é
Meu fetiche você é
Você é, você é
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