É Tão Difícil Dar Certo...
4 Sempre e para sempre
Notas iniciais
Bem que mais pessoas poderiam seguir o lindo exemplo da "Gaby Salvatore" e recomendar também, não é mesmo? *_*
Boa leitura a todos.
A Gueixa
Titulo: É tão difícil dar certo...
Capítulo 4: Sempre a para sempre
Klaus
Mais uma noite, mais uma vez eu estou solitário guiando minha BMW em direção ao Grill, para beber umas doses de um bom Uísque e tentar me distrair um pouco, sozinho... Começo a me perguntar como que eu cheguei a esse ponto, como eu deixei a minha própria vida atingir esse nível de solidão e amargura? Não tenho amigos e nem ninguém que me ame de verdade, porque até a minha própria família me odeia e quer distancia de mim. Não lamento a morte de meus pais, se eu pudesse, matava os dois de novo! O que eu sou é graças a eles, a culpa é deles! Eles acabaram com a nossa família e com a nossa vida humana, e depois odiaram e caçaram os próprios filhos por se tornarem aquilo que eles mesmos haviam criado. Eu os odeio por isso, os desprezos, mas ao mesmo tempo não sou muito diferente deles... Empalar meus próprios irmãos pelo simples fato de discordarem da minha vontade, e quererem seguir caminhos diferentes dos que eu já tinha decidido para nós, não foi muito digno e maturo da minha parte.
Mesmo quando humano, eu nunca fui uma pessoa tolerante, eu sempre queria decidir a minha vida e a de meus irmãos fazendo o que eu achava o melhor para todos nós, o engraçado é que eu sempre me esquecia — ou simplesmente não me importava — que a vida era deles e que talvez eles tivessem opiniões diferentes das minhas sobre o que fazer com a própria vida. Se eles ousassem ir contra mim, eu os castigava de todas as formas que achava oportunas, fisicamente, psicologicamente e às vezes até os entregando a Mikael – o que eles consideravam o pior castigo — o importante é que eu fazia isso até fazer eles se arrependerem e mudarem de ideia, até mudarem para a minha ideia. Eu não sentia remorso nenhum em fazer isso com eles, muito pelo contrário, quando eu agia assim eu sentia raiva deles, raiva por eu os amar e eles me fazerem ter que tomar esse tipo de atitudes. Porque eles não podiam me compreender e obedecer sem questionar? Será que eles não percebiam que tudo que eu fazia era por amor?
O problema, é que quando você se torna um vampiro tudo se intensifica. O meu amor sempre foi do tipo protetor, eu queria decidir tudo por eles porque eu os amava – eu os amo – e tinha medo – e ainda tenho – de que eles tomassem decisões erradas, decisões, que pudessem nos separar ou colocar em risco a vida de algum deles. Mas quando eu me tornei vampiro, o que era um “inocente amor protetor” — como eu gostava de dizer a eles – se tornou obsessão. Quando eles iam contra a mim, eu ia da calma a fúria em um segundo, e meus castigos estavam se tornando cada vez mais cruéis, algumas vezes chegando até a assustar a mim mesmo, e eu não conseguia mais sentir apenas raiva pelos atos deles, toda vez que isso acontecia eu sentia puro ódio fervendo dentro de mim.
Eu desenvolvi uma possessão ainda mais doentia sobre eles, não deixaria que nada ficasse entre nós, nada! Amor, devoção, fidelidade e lealdade... Tudo deles tinha que ser para mim, eu não aceitava dividi-los com ninguém, eles eram meus irmãos, meus amores, eu era capaz de qualquer coisa por eles – eu sou capaz de qualquer coisa por eles – por isso eles me pertenciam! Uma pena eles não concordarem com isso...
O primeiro a se rebelar contra a minha autoridade foi Finn, meu irmão mais velho. Já estávamos juntos fazia um século, e tudo ia bem, pelo menos para mim, mas Finn tinha que estragar tudo... Ele se apaixonou perdidamente pela vadia da Sage, e contrariando minhas ordens ele a transformou em vampira para que pudessem passar a eternidade juntos, eu não podia aceitar isso – eu devia ter aceitado-. Mas o estopim para a minha série de loucura e arrependimentos para como os meus irmãos, começou quando Finn me informou que pretendia partir com Sage para seguirem seu próprio caminho, sem eu para decidir ou atrapalhar os planos deles.
Empalei o Finn, e o odiei por ele ter me feito ter que tomar essa atitude. Mas tínhamos prometido uns aos outros que ficaríamos juntos “sempre e para sempre” e assim seria, nem que para isso Finn tivesse que passar a sua eternidade inteira dentro de um caixão, porque eu não deixaria nunca, nem ele e nem nenhum dos meus irmãos me abandonarem. O caso de Finn serviu como exemplo para meus irmãos, do que aconteceria a eles se mais alguém resolvesse discordar da minha opinião, não só isso, Finn também serviu de exemplo de como o “amor” pode mudar uma pessoa e destruir uma família, por isso nosso amor só podia ser compartilhado entre nós, só podíamos nos amar e a ninguém mais. Com isso nossos relacionamentos amorosos não duravam mais que uma noite, se nosso charme falhasse — o que era difícil — nós usávamos a compulsão para atrair nossas escolhidas e saciar nossos desejos carnais, em seguida nos alimentando até a última gota de sangue.
Assim vivemos bem por mais uns dois séculos, até que Kol começou a ficar mais rebelde e travesso do que nunca, começou a me desafiar e a querer ter ideias próprias, de inicio eu tentei relevar porque não queria dar a ele o mesmo destino que teve o nosso irmão mais velho, mas infelizmente isso foi inevitável. As atitudes imprudentes de Kol e a minha falta de reação para com o caso, começou a influenciar Rebekah e Elijah, e eu não podia deixar as coisas saírem do meu controle, eu não podia perdê-los, por isso me vi obrigado a empalar mais um irmão, e assim eu o fiz.
Juntos “sempre e para sempre” assim seria, mas não foi!
As coisas nunca mais foram as mesmas, demorei em agir com Kol mais do que eu havia imaginado, a influencia dele sobre nossos irmãos já tinha tomado proporções irreversíveis e assim, quando eu cheguei em casa um dia e encontrei Rebekah debruçada na cama chorando, eu soube que Elijah tinha nos deixado. “Sempre e para sempre” onde está você agora?
Acho até desnecessário eu dizer que a partir do momento que éramos só eu e minha preciosa Rebekah no mundo, eu me tornei ainda mais obsessivo e protetor, o que foi pouco a pouco a sufocando a fazendo gradativamente repelir a minha companhia e meu controle sobre ela, mas ela era tudo que tinha me restado, eu só tinha ela e mais ninguém, por isso o golpe mais duro que eu levei na minha vida foi o dia que eu tive que empala-la para ela não me abandonar também.
Eu não tinha mais nada e nem ninguém. Estava afundado em saudades, dor, solidão e eu mesmo tinha me causado tudo isso, tudo que eu mais temia na minha vida era perder meus irmãos, era perder o amor deles, e cada passo que eu dei, cada maldita atitude que eu tomei levou justamente a isso, a o meu pior pesadelo.
Mesmo depois de perder todos meus irmãos, Mikael ainda continuava em sua obsessão por me perseguir, e de repente a ideia de ter híbridos em minha companhia e total disposição nunca me pareceu tão tentadora... Fiquei obcecado pela ideia de libertar o meu lado lobo e poder criar meus fiéis híbridos – diferente dos meus irmãos, eles não teriam a opção de me trair e abandonar, ficariam comigo a atenderiam a minha vontade eles querendo ou não. – Então eu decidi que seria capaz de qualquer coisa para alcançar o meu objetivo – eu fui capaz de qualquer coisa – não me importava às consequências, mas eu devia ter pensando nas malditas consequências!
Voltei a Mystic Falls, lugar que eu pensava não precisar voltar nunca mais. Nessa terra meus desejos foram alcançados, me tornei o hibrido original, descobri como fazer o meu exercito particular de híbridos e matei Mikael, ficando livre de ter que fugir pela minha eternidade, mas a que preço? Ganhei como inimigos uma turminha metida a “super heróis” que foram capaz de despertar toda a minha família, incluindo minha “amada” mãe que voltou do inferno só para nos matar. A vadia felizmente não teve sucesso, acabou voltando para o outro lado sem conseguir o que queria, mas as coisas também não ficaram boas para o nosso lado... Quando eu pensava que as coisas iam se acertar, e que nossa família finalmente ficaria junta para fazer valer o “sempre e para sempre”, Finn é assassinado e uma nova guerra começa, de lá pra cá tantas coisas inesperadas aconteceram... Graças a Tyler quase todos os meus híbridos se voltaram contra mim e eu precisei mata-los – foram poucos os que me restaram – a cópia virou vampira e eu não tive mais como fazer novos híbridos, surge uma esperança de cura para o vampirismo e uma nova ameaça, laços com os inimigos são feitos em troca de um objetivo maior, Kol enlouquece e acaba assassinado também, nem a cura e nem o tal de Silas nunca foram achados – provavelmente não passava de uma lenda para assustar criancinhas – mais uma vez Elijah e Rebekah me culparam por tudo de ruim que aconteceu em nossas vidas e me odiaram, mais uma vez me abandonaram, dessa vez jurando nunca mais ficarem ao meu lado, quando eu os vi partindo tive que segurar um impulso gritante de empala-los e os manter comigo “sempre e para sempre”, mas dessa vez nada fiz, não seria justo com eles, nunca foi justo para eles e eu demorei tempo demais para entender isso.
A solidão e eu, já nos tornamos velhos companheiros, pois no fim das contas, ela é a única que nunca me abandona. Às vezes me pergunto o que eu ainda faço na nada pacata Mystic Falls, não tem mais nada que essa cidadezinha possa me oferecer, então porque eu ainda estou aqui? Paro meu carro em frente ao Grill e entro, e de repente a resposta para a minha pergunta invade a minha mente, igual a um raio assim que eu boto meus olhos em cima dela, assim que eu vejo a minha Caroline.
Não tem como eu não rir de mim mesmo, critiquei e condenei meus irmãos ao longo dos séculos por serem fracos e se deixarem manipular pelo amor, e aqui estou eu fazendo a mesma coisa. Não tenho mais como negar, estou completamente apaixonado por uma vampirinha geniosa de 18 aninhos que insiste em ser minha inimiga ao invés de minha mulher. Consequências... Eu devia ter pensado nas consequências. Se eu soubesse de toda dor e desilusão que eu ia encontrar em Mystic Falls eu jamais teria voltado para cá.
Tudo que eu fiz para alcançar o que eu queria me deixou rotulado como o pior dos vilões, mas é exatamente isso que eu sou certo? Para mim isso não tem importância, não faz a mínima diferença na minha vida, mas para ela faz, para a minha Caroline, a minha fama e atitudes de “vilão” fazem toda diferença. O pior é que ela já tem essa opinião formada sobre mim, e eu não consigo muda-la, por mais que eu me esforce, proteja e tente tratar ela bem — coisas que eu não faço por mais ninguém — mesmo assim aos olhos dela eu sou sempre o vilão, sempre o errado, cruel e maldoso vilão.
Eu só queria uma chance, queria que pelo menos uma vez ela abaixasse as defesas e me visse com outros olhos, que ela me visse como eu realmente sou, porque eu não sou só pura maldade como a maioria das pessoas pensa – como a Caroline pensa – mesmo que bem escondida, ainda existe bondade em mim, ainda existe vestígios de humanidade dentro de mim aguardando para serem exploradas por alguém que se importe de verdade. Um dia quem sabe, Caroline me de a chance de mostrar esse lado a ela, e me deixe ao menos tentar conquista-la sem sair correndo com medo de mim, imaginando que eu fico 24hrs por dia pensando nas melhores maneiras de torturar e matar ela e os amigos dela, como se o mundo girasse ao redor deles!
– Que prazer imenso encontrá-la aqui, amor. – Eu disse atrás dela e tão próximo que tenho certeza que o meu hálito acariciou a sua pele.
– Que desprazer o meu te ver aqui, Klaus.
Foi uma noite interessante. Caroline não parecia bem e estava bebendo mais do que podia aguentar, ofereci ajuda e a principio ela rejeitou e me repeliu como sempre, mas eu insisti e por incrível que pareça ela acabou aceitando e pela primeira vez eu percebi que a Caroline estava baixando as guardas para mim, seria hoje o meu grande dia? A minha chance de mostrar o meu outro lado, e mudar a impressão de Caroline sobre a minha pessoa. Teria eu hoje, uma chance de conquistar a mulher que amo?
A sucessão de fatos a seguir me deixou totalmente surpreendido. Caroline precisava desabafar, e me contou sua vida inteira, desde criancinha até agora – e o que me deixou surpreendido não foi o fato dela me contar a sua vida, mas sim o fato dela desabafar comigo! – Ela me apresentou uma Caroline que eu ainda não conhecia, e eu vi a oportunidade perfeita de mostrar a ela o Klaus que ela ainda não conhecia, e assim eu o fiz.
Depois de apresentarmos um ao outro nossos lados que ambos desconheciam, eu notei que Caroline já estava tão bêbada que mal conseguia se manter sentada no banco em que estava. Cogitei ser cavalheiro e leva-la para casa, mas ela me surpreendeu gritando que não queria ir para casa e nem que seus amigos a vissem assim. Confesso que estranhei sua atitude, mas ela me explicou que só estava fugindo do sermão que ia ganhar de todos eles se a vissem do modo que estava. Então fiz um convite que eu tinha certeza que seria recusado:
– Se você quiser eu te levo para minha casa agora, lá eu te garanto que você estará a salvo do “julgamento” daqueles que se preocupam com você, e por mais que eu também me preocupe, jamais eu poderia te dar um sermão por beber em minha companhia, e me proporcionar uma noite agradável, como eu não tinha há muito tempo... O mínimo que eu posso fazer por você essa noite é te levar para casa, e cuidar bem de você, até que esteja apta a voltar para sua casa. Então, minha querida Caroline, você permite que eu tome conta de você essa noite?
E para a minha total surpresa, depois de uma pausa de silencio que mais me pareceu uma eternidade – apesar de ter se passado apenas alguns segundos – Caroline aceitou o meu convite, e foi inevitável para mim, sorrir e mostrar o quanto eu estava feliz! Não sei se foi pela bebida ou pelo fato de Caroline realmente querer me dar uma chance de me mostrar uma pessoa melhor, só sei que ao aceitar o meu convite ela acabara de me dar um voto de confiança, voto esse que eu nunca seria louco de desperdiçar, essa noite eu cuidaria muito bem dela e lhe mostraria o meu melhor, e quem sabe se Deus ainda olhar por mim... Eu consiga faze-la me amar, pelo menos metade do que eu a amo.
Notas finais
Próxima capítulo: Finalmente o nosso casal favorito, vão estar a sós na mansão Mikaelson, o que será que vai acontecer? Alguém arrisca? *_*
PS: A Sorelly não vai mais poder betar a fanfiction para mim, a partir desse capítulo que vocês acabaram de ler, quem está betando é a Forstney.
Beijos,
A Gueixa
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