É Tão Difícil Dar Certo...

3 Os conselhos de Damon, parte II


Notas iniciais
Olá.

Quero agradecer pelos comentários e favoritos que recebi (já falei para vocês, o quanto eu gosto disso?).
Mais uma coisa: Essa fanfic não é mal assombrada, então, leitoras fantasmas, APAREÇAM!!!

Boa leitura a todos.

A Gueixa

Titulo: É tão difícil dar certo...

Capítulo 3: Os conselhos de Damon, parte II

Caroline

– Sabe amor... Não pude deixar de notar que você está bem vestida demais para vir ao simples e velho Grill de sempre. – Ele disse, se sentando ao meu lado e pedindo uma dose de Uísque. – E não há como não notar que algo a perturba e muito para fazer você estar a essa hora sozinha no Grill, enchendo a cara de tequila ao invés de estar junto dos seus amiguinhos metidos a super heróis.

“Quando eu digo tentadora e exalando luxúria, eu não quero dizer uma vadia fácil que já vai abrindo as pernas para o primeiro híbrido que lhe sorri; trate Klaus mal como você costuma tratar ou ele pode desconfiar, a diferença é que dessa vez você vai fazer isso com charme e ele não vai resistir ao desafio.”

– Que desprazer o meu te ver aqui, Klaus. –Disse, o ignorando enquanto virava mais uma dose de tequila, em seguida cruzando as pernas de uma forma lenta e sutil, lhe dando uma visão privilegiada de minhas pernas. O que não passou despercebido por ele, que sorriu, desejoso.

– Se fosse para brincar de adivinhar, eu arriscaria que você está de “saco cheio” com tudo que vem acontecendo em sua vida e ao seu redor, e está revoltada por Tyler ter te abandonado nesse fim de mundo quando ele fugiu covardemente de mim. Por que se ele te amasse mesmo ele não teria fugido ou teria te levado junto, não é mesmo amor?

Klaus conseguiu fazer o meu sangue “ferver de raiva” só por tocar no nome do Tyler, e isso também não passou despercebido por ele. Por que ele tinha que ser assim? Por que usar os meus sentimentos por Tyler para me atacar? Insinuando que ele não me ama e me abandonou, e ainda mais se referindo a ele como um covarde? Klaus deveria ter vergonha de falar isso, não se pode negar que ele fugiu para salvar sua vida, mas que chances Tyler, um simples híbrido tinha contra Klaus, o híbrido original? Covarde foi o Klaus de matar a mãe do Tyler e ainda querer matá-lo. E o que ele está fazendo comigo nesse exato momento também é covardia. Mas infelizmente eu não podia demonstrar toda a raiva que eu estava sentindo, ou podia estragar o plano de assassinar o Mikaelson, e confesso que por alguns segundo essa ideia me confortou para que eu seguisse em frente com indiferença.

– Tyler não me abandonou. – Falei confiante, sem deixar espaços para dúvidas, ganhando um sorriso cínico de Klaus que bebericava seu uísque. – Ele me ama de verdade, coisa que eu duvido muito que você seja capaz de entender. Se ele não me levou junto foi só pensando no meu próprio bem, porque o amor de verdade não é egoísta, ele faz você por o bem estar da pessoa amada até mesmo a frente do seu. Tyler sabia que não tinha chance alguma contra você e que precisaria ir embora para se salvar, e sabia também que a vida de um fugitivo não seria fácil, e ele não queria isso para mim, porque sabia que diferente dele, se eu ficasse eu teria a oportunidade de ter uma vida melhor, coisa que eu não poderia ter ao lado dele levando em conta que sempre teria o risco de você nos achar e sabe lá o que você seria capaz de fazer com a gente...

– Você sabe que eu jamais te machucaria. Mesmo que eu os encontrasse, só o Tyler teria o que temer. Ele sabia muito bem disso, e você por mais que tente se enganar também sabe; mas eu não a culpo, às vezes se esconder atrás de uma ilusão é bem mais fácil e reconfortante do que encarar a realidade.

As palavras de Klaus mexeram comigo mais do que eu gostaria de admitir, mas esse era o jogo dele, descobrir as fraquezas das pessoas e as manipular com isso para obter tudo aquilo que ele desejar, e quando a pessoa já não lhe é mais útil, ele descarta para o outro lado como se não fosse nada. Algumas vezes já me peguei pensando se não era só essa a intenção dele comigo, se eu não passava de só mais um capricho na vida do Mikaelson, um simples divertimento para passar o tempo enquanto ele trama a próxima maldade contra todos de Mystic Falls.

– Você não teria coragem de me machucar, certeza? – Lhe disse sarcástica. – Porque eu me lembro de quando você se aproveitou da sua ligação doentia com o Tyler e o obrigou a me morder no meu aniversário, e não muito tempo depois, você mesmo me mordeu só para dar uma lição ao Tyler. Então não me venha com essa de que eu sou especial, e que você jamais me machucaria, porque ambos sabemos que isso não é verdade. – Levando em consideração que o assunto estava, digamos, “pesado”, chegava a ser espantosa a nossa doce calma ao pronunciar as palavras entre um gole ou outro que dávamos em nossas bebidas.

– Tyler precisava de uma lição, e eu lhe dei uma lição. Mas acredite, eu não me orgulho de ter precisado te usar duas vezes para fazer isso, e também não fiquei nada feliz por precisar que você se machucasse. Eu simplesmente precisava que fosse feito, e então eu fiz, porque esse sou eu, Caroline, e nunca vou mudar, porque essa é a minha natureza. – Klaus estava calmo, quase sereno, enquanto pronunciava as palavras, encarando o fundo do seu copo de Uísque como se fosse a coisa mais importante do mundo. – Eu não me importo se minhas atitudes me deixam rotulado como vilão, eu faço o que for preciso para alcançar os meus objetivos. – E finalmente ele me olha nos olhos. — Porque essa é a diferença entre aqueles que fracassam e aqueles que obtêm o sucesso.

– E é isso que me assusta em você. – Por mais que eu estivesse tentando manter uma pose de calma e indiferente, algo que não pertence a minha pessoa de maneira alguma, em muitos momentos de nossa conversa, eu precisava me segurar para não deixar lágrimas escaparem ou me levantar e sair correndo do Grill, mas a ideia de que eu não podia estragar o plano e pior, colocar a vida dos meus amigos em perigo, me mantinha firme, fria e linda ao lado do Klaus, ouvindo todas as merdas que ele tinha a me dizer.

– Justo você com medo de mim? Oh... Minha doce Caroline... Não sei se você percebeu, mas todas as vezes que eu te machuquei, eu também te curei. Todas as vezes que eu coloquei a sua vida em perigo, eu pessoalmente a salvei. Você nunca se perguntou o por quê? Já que eu sou um monstro, e mesmo assim nunca deixei você morrer. A resposta é simples e você já sabe: Eu te amo, Caroline.

Chamei o garçom de volta, pedindo agora a garrafa inteira de tequila ao invés de apenas mais uma dose – Depois dessa declaração, e da minha falta de reação, eu precisava mais do que nunca me acabar de beber. – Tanto o garçom quanto Klaus me olharam intrigados, arqueando uma sobrancelha, nem liguei e peguei a garrafa da mão do garçom, já me servindo, e duvido muito que agora seja “por conta da casa”, já que o garçom saiu fazendo uma cara de quem não gostou nada de me ver na companhia de Klaus, deve ter percebido que a “transa certa da noite” dele seria a “transa certa” do loiro a sua frente.

– Parece que o serviçal ali ficou com ciúmes de me ver do seu lado, amor. – Ele disse se inclinando, chegando perto do meu ouvido. – Mas também quem não sonharia em te ter...

Sem saber como agir agora, só o que me veio à mente foi virar mais uma dose, e assim eu o fiz, a bebida iria me dizer o que fazer, ela sempre seria minha amiga, minha conselheira, e poderia fazer agora o que o meu “conselheiro Damon” não podia fazer no momento, que era estar do meu lado e me dar forças.

– Espero que não tenha vindo dirigindo, porque direção e embriaguez não combinam. – Ele me sorriu sarcástico, enquanto tomava outra dose de seu Uísque. – Mas de qualquer forma, se for o caso, eu terei o maior prazer de te dar uma carona para onde você quiser, amor. – Eu apenas revirei meus olhos e tomei outra dose.

– Voltando as minhas adivinhações. – Falou Klaus, me dando mais um daqueles seus sorrisos cínicos, que me levavam a experimentar emoções como ódio e encantamento ao mesmo tempo. – Além dos motivos que eu já te falei, o que te traz ao Grill essa noite e dessa forma tão... Interessante? – Ele parou de falar por alguns segundos, para me secar da cabeça aos pés, descaradamente, o que quase me fez cair da cadeira de tanta vergonha. – Você está solitária, e acredite, de solidão eu entendo mais do que você. Acontece que desde que Tyler te abandonou você se sente sozinha e carente, e por mais que você o ame, sabe que ele não pode voltar e que vocês nunca vão poder viver esse amor, então você sabe que tem que seguir em frente com a sua vida, mas se sente confusa, porque na sua mente viver um novo amor por mais que você deseje isso é uma traição ao seu querido e amado Tyler, por mais que não seja realmente uma traição, já que vocês não têm mais nada, a não ser um passado que compartilharam. E não podemos deixar de levar em consideração que não temos ideia de onde está Tyler agora, e nem com quem ele está. Quem te garante que ele já não se esqueceu de você e está aproveitando o que a vida tem de melhor ao lado da Hayley ou outra qualquer?

Minha resposta aos argumentos de Klaus? Foi virar quatro doses seguidas de tequila. E por que eu fiz isso? Porque infelizmente, tudo o que ele falou já tinha passado milhões de vezes pela minha cabeça, e eu temia que fosse verdade.

– Você está cansada de se sentir assim, essa confusão na sua mente está te perturbando há tempos, e então você pensou, por que não chutar o balde? Por que não sair para extravasar? Sem culpa ou arrependimentos; o que acontecer nessa noite fica nessa noite. E quem sabe até conseguir para valer aquilo que tanta deseja...

– E o que eu desejo, Klaus? Você que é tão esperto e “adivinhão” e acha que sabe da minha vida mais do que eu mesma, certamente vai saber me dizer o que eu tanto desejo, certo?

– Seu desejo é o mesmo sonho de toda mulher: Você quer um amor que te consome. Quer paixão, quer aventura e até mesmo um pouquinho de perigo. E fico muito feliz em lhe informar que você já pode parar de procurar, porque você já me achou, estou bem aqui na sua frente, pronto para te fazer feliz, é só você se entregar meu amor.

Por um momento a minha mente travou. Klaus era maluco ou o quê? Eu não sabia se ria da expressão despreocupada dele enquanto abria os braços e falava para eu parar de procurar e me entregar a ele que seria feliz, ou se eu chorava por toda essa situação que já estava ficando pesada demais para a minha cabeça e para o meu coração. Quando percebi, eu já tinha me debruçado sobre o balcão de Grill, e apoiava minha cabeça sobre meus braços enquanto eu deixava discretas lágrimas escorrerem pelos meus olhos cansados. Fechei meus olhos, e foi como se eu tivesse me tele transportado para a minha casa; nesse instante não tinha Klaus, plano, morte ou salvação, não existia nada além do silêncio do meu quarto, e do conforto da minha cama, eu estava em paz ali. Mas a paz durou pouco, pois logo eu senti duas mãos fortes arrodeando a minha cintura e me ajeitando dignamente, sentada no banco. Abri meus olhos e me deparei com um Klaus que me olhava preocupado enquanto secava minhas lágrimas com seus dedos, e sim, essa cena mexeu comigo, mas eu não podia aceitar isso.

– Querida, estou começando a ficar sinceramente preocupado com você, por que não me conta o que te aflige? Quem sabe eu posso ajudar.

– E o que te importa o que está acontecendo comigo? Como se você realmente se importasse com alguém além de você mesmo! – Minhas palavras saíram mais acusadoras do que eu pensei e me assustei com isso; o álcool já tinha um forte efeito sobre as minhas ações e isso podia ser perigoso e arriscado para o plano, mas infelizmente, sóbria eu não seria capaz de seguir adiante.

Klaus ficou alguns minutos calado, me olhando no fundo dos olhos. Aquilo me incomodou e me deixou desconfortável, fez eu me remexer no banco em que estava sentada, e desviar o meu olhar sem graça. Quando voltei meu olhar para o seu, ele ainda me encarava da mesma forma, e não sei porquê aquele olhar me incomodava tanto.

– Por que você está me olhando dessa forma? Está me deixando sem graça... – Minha pergunta saíra mais como um sussurro que foi morrendo em minha garganta, tenho certeza que se Klaus não fosse um vampiro, nem teria escutado o que eu falei.

– Estou esperando, amor.

– Esperando o quê? – perguntei confusa.

– Você me dizer o que aconteceu. – E me sorriu torto e confiante, me deixando claro que ele não desistiria até conseguir descobrir o porquê de eu estar nessa situação.

Suspirei pesado, como alguém que foi finalmente vencida pelo cansaço. O plano estava dando certo, só não sabia dizer a mim mesma se ficava feliz ou triste com isso. Não pude deixar de sentir uma pontada em meu peito com esse pensamento, mas não poderia voltar atrás, não podia arriscar a minha vida e a de meus amigos.

– Problemas em casa, problemas por todos os lados, para falar a verdade. – Falei, virando mais uma dose para dar coragem ou por tudo a perder de vez.

“Deixe-o bem curioso sobre o motivo que te levou até ali, quando ele estiver sinceramente preocupado, é ai que o plano começa. Klaus tem sérios problemas familiares, o que não é nenhuma surpresa para nós, levando em consideração àquela droga de família psicótica que ele tem. Para falar a verdade, não sei como ele nunca cometeu suicídio com uma estaca de carvalho branco, mas enfim... O manipule com isso, mostre a ele todas as suas feridas emocionais causadas pelos danos de uma relação familiar. Mas não podemos esquecer que estamos lidando com Klaus, se você tentar inventar um história triste, ele vai perceber na hora e estaremos mortos! Então busque tudo que tiver de mais triste enterrado em você e exponha a ele. E não precisa se preocupar, porque seus segredos estarão bem guardados, afinal, ele vai levar todos para o túmulo, não é mesmo?”

Quando percebi, eu já tinha falado toda a minha vida para o Klaus, cada felicidade e tristeza escondidas em mim, desde as menores até as maiores, e não, ele não tinha usado compulsão em mim para arrancar essas confissões, até porque eu bebo verbena, eu que simplesmente falo além da conta, e quando estou bêbada, isso só tende a piorar, depois que eu bebo, nenhum segredo está a salvo comigo e me lembrando disso, agradeci a Deus por não ter deixado escapar nada sobre o plano dessa noite, ou eu teria condenado a mim e a todos.

Mas a maior surpresa foi que essa noite eu não fui a única a me confessar, não sei se pela empolgação de me ver contando toda a minha vida a ele, ou pelo fato dele achar que eu estava bêbada demais para lembrar alguma coisa no dia seguinte – Sim, porque bêbada era pouco pra definir o meu estado, eu estava às quedas, tendo que algumas vezes me segurar no balcão para não desiquilibrar e cair do banco em que estava sentada. — Mas mesmo assim, no dia seguinte eu lembraria tudo, cada palavra dita por Klaus, cada confissão feita por ele, me narrando seus mil anos de existência, fuga, traição, dor e breves felicidades, que se tornaram mais traições...

Aquilo me tocou profundamente, a dor nos olhos e na voz de Klaus, enquanto ele me contava sua estória, era verdadeira e chegava a pesar em minha consciência já deveras pesada, eu seria apenas mais uma a trair ele... Mas não, eu não podia me deixar tocar pelo inimigo, pelo menos não dessa maneira, afinal, Klaus merecia o que estava prestes a acontecer, ele fez por onde merecer tantas pessoas o odiando e se voltando contra ele, mas quando me lembro da sua estória de vida, que eu soube de forma tão intensa há poucos minutos... Não! Isso não importa, não agora!

Eu não posso mais voltar atrás, ou me deixar envolver por uma estória triste; e Klaus ameaçou, torturou e matou pessoas importantes para mim e para meus amigos, e vai saber com mais quantas pessoas no mundo ele já não fez isso antes, ou vai fazer futuramente. Mas como eu posso julgar uma pessoa que a vida inteira só conheceu dor, abandono e traição? Não, não Caroline, pare! Você não pode voltar atrás, faça o que tem que fazer, além do mais Klaus é um ser manipulador, calculista, frio e instável, ninguém nunca sabe o que ele está tramando, e quando vai atacar de novo, e quem me garante que tudo que ele demonstra sentir por mim não passa de mais uma de suas manipulações? Ele não é uma pessoa confiável, isso tudo pode muito bem ser só uma armação, um divertimento às minhas custas... Mas para que ele faria isso? Não existem motivos, ele não tem porquê fingir gostar de mim, ele simplesmente está apaixonado!

– Amor? Está tudo bem? – E aquele sotaque tão acentuado me chamou de volta para a realidade, onde eu tinha que continuar com um plano.

– Oh, sim! Está tudo bem, apenas me distraí um pouco... Sobre o que falávamos mesmo? –Disse já com a voz enrolada, e quase caí do banco em que estava sentada, e só não beijei o chão porque Klaus me segurou, me ajeitando no banco.

– Acho que alguém aqui já bebeu bem além do que conseguia; é melhor eu te levar para casa antes que a sua mãe fique preocupada.

– Não! – Eu gritei, e até eu mesma me alarmei com o meu grito. – Não quero que minha mãe me veja nesse estado, ela não pode me ver assim, nem ela e nem meus amigos. – A última parte saiu mais como um sussurro cabisbaixo. Klaus arqueou uma sobrancelha, me olhando desconfiado, será que eu teria estragado tudo?

– E por que não, minha querida? – Suspirei pesado com a sua pergunta, que saíra num tom desconfiado demais, agora tudo dependia da minha resposta, para dar certo ou ferrar com o plano de vez!

– Olhe bem para mim Klaus, veja meu estado, estou parecendo uma vagabunda bêbada e deprimida... Se bem que eu só não sou a vagabunda, apesar de estar parecendo uma hoje. – Nesse momento nossos olhares se encontraram e rimos um para o outro, um riso discreto, quase imperceptível, mas verdadeiro. – Eu... Eu... Só não quero ter que encarar todos eles nesse estado, eu amo todos eles, mas você consegue imaginar o quão chato eles podem ser quando querem dar sermão em alguém? E nesse caso esse alguém sou eu, é só disso que eu quero correr nesse momento. – Falei sincera, pois realmente não queria que mais ninguém visse como eu estava.

– Você deveria ficar feliz por saber que tem pessoas que a amam e se preocupam com você de verdade. Não sabe o que eu daria por isso.

E bastou essa frase para quebrar o meu coração e fazer eu me sentir um monstro. O olhei atônita, e tenho certeza que meus olhos transpareceram pena diante do par de olhos verdes à minha frente, e eu já estava prestes a mandar o plano para os infernos e sair correndo do Grill, quando ele segurou a minha mão e sussurrou em meu ouvido:

– Se você quiser eu te levo para minha casa agora, lá eu te garanto que você estará a salvo do “julgamento” daqueles que se preocupam com você, e por mais que eu também me preocupe, jamais eu poderia te dar um sermão por beber em minha companhia, e me proporcionar uma noite agradável, como eu não tinha há muito tempo... O mínimo que eu posso fazer por você essa noite é te levar para casa, e cuidar bem de você, até que esteja apta a voltar para sua casa. Então, minha querida Caroline, você permite que eu tome conta de você essa noite?

Fiquei tão surpresa pela atitude de Klaus que meu corpo sequer reagia, minha voz não saía, morria presa em minha garganta, mas mesmo que eu conseguisse falar, o que eu diria a ele? Por isso foi surpreendente até para mim mesma quando, a muito custo, eu sussurrei:

– Sim. – E a visão que se formou a minha frente foi um enorme sorriso se desenhando na boca de Klaus, o mais belo e sincero sorriso que eu já vira na vida.

O sorriso da morte...

Notas finais
Que maldade a minha, terminar o capítulo justo nessa cena, né? kkkk
E sim, eu usei a famosa frase de "Damon para Elena".
Espero que tenham gostado desse capítulo, porque eu gostei muito de faze-lo.

E ai, mereço comentários?

Beijos, e até o próximo fim de semana.

A Gueixa