Notas iniciais
Demorei, mas voltei *-* Espero que ninguém tenha abandonado a minha historia por conta dessa pequenina demora rs.. Mas, infelizmente eu não vou poder voltar a postar todo fim de semana, igual eu fazia antes. Motivo: Arrumei um emprego. Pois é, a boa vida acabou... E junto com ela o meu tempo livre para escrever também se foi. Então, os capítulos tendem a demorar um pouquinho a sair daqui pra frente, mas jamais abandonarei a minha historia! Mudando de assunto: Quem ai ficou triste com a morte do Klaus? Quem quis me matar por isso? Rs.. Relaxa gente, o Klaus ainda vai voltar com tudo, e furioso!

É tão difícil dar certo...

Capítulo 10: Amizade e culpa.

Caroline

Eu ouvia vozes a minha volta, reconheci que eram das minhas amigas, e por esse motivo continuei fingindo que ainda estava dormindo. Não queria encará-las, não queria conversar com elas, e de preferência, não queria vê-las por um longo tempo, pois absolutamente tudo nelas me lembravam a minha culpa que eu tenho certeza que nunca vai me deixar em paz.

Eu não mereço paz.

– Precisamos fazer alguma coisa Bonnie, e rápido. Já faz uma semana que ela está dormindo direto. – Como a Elena é dramática, eu devo ter dormido por algumas horas no máximo e ela já faz esse escândalo todo.

– Eu sinceramente não sei mais o que fazer, já fiz tudo que sabia para tentar acordar ela, e nada deu certo, é como se ela mesma se recusasse a voltar para a realidade. – Bonnie parecia nervosa e cansada ao dizer isso. Será que não foi exagero da Elena? Eu realmente dormi por uma semana inteira, mesmo com os esforços da Bonnie em me acordar?

– Bonnie... Desculpa, eu sei que você está fazendo tudo o que pode, mas eu já não sei mais que desculpas dar para a xerife, há uma semana que eu a enrolo, e sei que ela não está mais acreditando em mim – Elena suspirou, cansada, e se sentou antes de continuar a falar. Mesmo sem vê-las, era nítido para mim que ambas estavam exaustas. Seria muito egoísmo meu não informá-las que eu acabei de acordar, e que elas não precisam mais se preocupar? – Mais cedo ou mais tarde ela vai descobrir o que aconteceu com a Caroline, e vai nos culpar e odiar por isso, mas apesar disso, acho que precisamos contar a verdade pra xerife de uma vez.

– Sim, digam a verdade a minha mãe, digam que eu estou bem.

– Car! – Ambas gritaram e se jogaram na cama, em cima de mim, me sufocando com beijos e abraços.

– Oh, meu Deus! Você não tem ideia do quanto estamos felizes por você ter finalmente acordado, Car, estávamos tão preocupadas com você amiga.

– Estávamos mesmo, e para mim ainda foi pior, porque durante esse tempo todo que você dormiu, eu tive que aturar uma Elena mega insuportável, chorona e reclamona, me cobrando uma solução que eu não sabia da onde iria arrumar.

– Eu estou aqui do seu lado ouvindo tudo isso, sabia? – Foi engraçado ver a Elena se fingindo de ofendida, e mais engraçado ainda quando a Bonnie a derrubou da cama, acertando-a com um travesseiro, e Elena se levantou a chamando de “galinha preta de macumba”; claro, sem preconceito, não existe isso entre nós, estamos à cima disso, afinal, somos amigas de infância e por incrível que pareça, fazia muito tempo que não ríamos dessa forma leve e descontraída.

Agora me dei conta que eu jamais conseguiria ignorá-las ou ficar muito tempo sem sequer vê-las, elas são as minhas melhores amigas desde sempre, minhas irmãs por escolha minha, e não por um laço de sangue que às vezes não tem o menor valor.

Não seria justo com elas, e nem comigo mesma eu alimentar raiva ou desprezo pelos meus amigos, como se isso fosse redimir os meus pecados... E a minha culpa! Nada que eu fizer vai trazer o Klaus de volta, nada! E eu sabia muito bem disso quando aceitei o meu vergonhoso papel na morte do Klaus... Só não sabia ainda que eu o amava.

Mas agora já era tarde demais para se arrepender. Eu não podia culpá-los pelo que aconteceu, decidimos fazer isso juntos, eu decidi distrair Klaus mesmo sabendo como tudo isso terminaria, nós pensamos no que era o melhor para gente, pensamos em nossa própria sobrevivência e na daqueles que amamos, afinal, Klaus não nos deixou escolha, ou virávamos os assassinos, ou as vítimas do Mikaelson bipolar.

Então por que dói tanto?

A quem eu estou tentando enganar? Essa dor nunca vai passar, e eu nunca vou conseguir aceitar o que eu fiz, apesar de saber que foi para proteger as pessoas que eu amo, mesmo assim... O remorso está me corroendo por dentro, estou ficando doente de tanta dor e tristeza, eu queria voltar a dormir agora, mas dessa vez, dormir para nunca mais acordar.

– Car, está tudo bem com você? Estamos ficando preocupadas, você está sentindo alguma coisa? Qualquer coisa que seja você pode nos contar, somos suas amigas. – Foi só então que eu percebi que estava me derretendo em lágrimas que pareciam não terem mais fim. Eu não conseguia mais falar, e a sensação de estar sendo esganada e perder o ar voltou com tudo, e aos poucos, tudo que eu conseguia enxergar eram borrões, e as vozes desesperadas das minhas amigas iam ficando cada vez mais distantes...

Quando acordei, minhas amigas ainda estavam ao meu lado na cama, começo a pensar que durante toda a semana que eu dormi, elas não saíram do meu lado para nada, são amigas de verdade, não existem dúvidas quanto a isso.

– Por quanto tempo eu apaguei dessa vez?

– Dessa vez foi só um dia. Eu fiz alguns feitiços para tentar descobrir o que está havendo com você, já que vampiros não ficam doentes, e você aparentemente está bem doente.

– E o que você descobriu Bonnie?

– Infelizmente, nada, eu sinto muito por ainda não ter conseguido, mas eu garanto que vou con...

– Está tudo bem Bonnie, não precisa se preocupar tanto com isso, o máximo que acontecerá comigo é eu cair em sono profundo, mas como vocês mesma podem ver, eu sempre acordo. – É, infelizmente eu sempre acordo para mais uma dose de culpa, dor e sofrimento, a vida não é linda?

– Levando em consideração o tempo que você dormiu, presumi que você acordaria com fome, então te trouxe essas duas bolsas de sangue. – Quando a Elena me estendeu aquelas duas bolsas, na hora me veio à mente um flashback da última vez que eu me alimentei:

“Desculpa a demora. Foi difícil achar bolsa de sangue aqui em casa, sabe que eu prefiro beber direto na veia, bolsas só em último caso. – Klaus me disse, me mostrando duas bolsas e se sentando ao meu lado no sofá enquanto abria uma e me entregava”.

Como não ter o coração partido com tais lembranças? Se alguém souber, me diz, por favor, porque eu não tenho ideia de como fazer o meu coração parar de sangrar a cada momento que eu penso nele, e o problema é que eu penso nele o tempo todo.

Segurei-me para não voltar a chorar, e me alimentei das bolsas antes que eu atacasse o pescoço da Bonnie, que já estava ficando apetitoso demais para o meu gosto. Só então percebi que não estava no meu quarto, e muito menos em minha casa — que eu tenho certeza que foi onde eu apaguei a primeira vez -, eu estava na mansão dos Salvatore, mas precisamente no quarto do Stefan.

– Por que estou aqui, e não na minha casa?

– Hum... Não sabíamos muito bem como contar a sua mãe que após o sucesso do nosso arriscado plano, você inexplicavelmente entrou em coma, então te escondemos aqui e contamos a ela que, em um impulso descontrolado, você resolveu partir em busca do Tyler, para contar a ele que ele já está livre para voltar para casa.

Aquela conversa literalmente embrulhou o meu estômago, lembrar o “sucesso” do nosso plano e da minha participação nele não me fez nada bem, ou o que me fez realmente mal agora foi lembrar algo, ou melhor, alguém, que até então eu havia esquecido: Tyler.

– Eu preciso de um banho urgente, não sei como vocês estão aguentando ficar do meu lado, depois de eu passar tanto tempo sem um bom banho.

– Bom... Eu juro que não ia falar nada, mas já que você tocou no assu... – E foi a minha vez de jogar uma almofada na Elena e fazer ela beijar o chão.

Quando me sequestraram para a mansão Salvatore, eles se esqueceram de pegar algumas roupas, por sorte Elena e eu usamos o mesmo número, e ela me emprestou algumas. Eu já estava tomando banho quando finalmente notei um detalhe importantíssimo, ao olhar para a minha mão esquerda não vi o anel de casamento que o Klaus me deu, e que deveria estar brilhando no meu dedo.

Não consegui raciocinar direito, uma raiva súbita tomou o meu corpo, antes de eu desmaiar a primeira vez, eu estava na minha casa e com esse anel no meu dedo, e acordo na mansão contra a minha vontade e com o anel furtado! Alguém iria pagar caro por isso.

Estava com tanta pressa de colocar as minhas amigas contra a parede, que nem me dei ao trabalho de me vestir, saí pelada e molhada do banheiro e invadi o quarto igual um furação, mas o que eu vi no quarto me paralisou totalmente.

– Oi, Car...

– Ty... Tyler!

Notas finais
E aí, o que acharam do capítulo? A opinião de vocês é importante! Sei que o capítulo foi fraquinho, porém ele foi necessário para a continuação da historia. Espero que tenham gostado. Ps: Só eu que estou achando que The Originals está se saindo bem melhor que a 5 temporada de TVD? Beijos, A Gueixa