Notas iniciais
Nesse capitulo, o protagonista conhece mais uma garota de seus sonhos,mas antes de ter a chance de imaginar suas vidas juntos o ônibus aonde estão é assaltado! Então ele tem que tomar uma grande decisão.

Seus lábios eram vermelhos como morangos em época de colheita, seus olhos eram igual a duas poças de água cristalinas, tão lindos quanto o entardecer no alto da colina que tinha perto da minha casa, usava um vestido azul marinho com pequenas bolinhas brancas ao seu redor, estava com pulseiras brancas e pretas no seu punho esquerdo, um visual um pouco tanto cafona para nossa época, mas que não mudava em nada o fato de sua beleza ser encantadora.

Ela estava sentada em um dos bancos da frente do ônibus do lado dos acentos preferenciais para gestantes e velhos, ao seu lado tinha um homem barbudo com uma cara nada amigável, um semblante horrível, devia ter uns cinquenta e cinco anos mais ou menos, aparentava estar bêbado ou até mesmo drogado, seus olhos estavam vermelhos e exalava um cheiro ruim que pude sentir antes mesmo de entrar no ônibus, fiquei pensando o porquê dela estar do lado daquele senhor e como ela estava aguentando o fedor e sua presença nada boa.

O ônibus estava com todos os acentos ocupados, mas ninguém de pé então fui obrigado a ficar segurando naqueles corrimões com esperança de alguém chegar ao seu destino e levantar para descer do ônibus, acho que nem preciso dizer que estava torcendo para o velho sair e eu sentar do lado daquela moça encantadora. Após uma curta espera um casal que estava sentado no meio do ônibus levantou-se e foi embora, não perdi tempo e logo sentei, o bom daquele lugar é que poderia ficar ali admirando os lindos e encaracolados cabelos da daquela garota, não tirei os olhos dela nem por um minutos, acho que não perdoaria se cometesse o mesmo erro da garota do parque, então lá fiquei por pelo menos quinze minutos imóvel quase mesmo sem piscar um só olho. Quando subitamente ela vira seu pescoço para trás, logo me assustei e tentei disfarçar meu olhar, virando a cabeça para o lado, mas cuidando-a de canto de olho, ela olhou para o meu lugar e viu que tinha um lugar vazio então se sentou nele, acho que ela fez isso porque não aguentava mais o fedor horrível que o senhor exalava, eu fique muito espantado, minha pele ficou pálida, senti meu coração bater mais intensamente e minhas pernas amolecerem totalmente, minhas mãos tremiam como nunca e um suor frio começou a escorrer de mim, mas, no entanto no meio de todo o nervosismo consegui sentir seu aroma, parecia como flores recém colidas de um campo na Itália, esse cheiro se misturava com o cheiro de seu cabelo que estranhamente tinha cheiro de baunilha, eu estranhei um pouco, mas achei bastante exótico.

Meu nervosismo era evidente, não havia como esconder, então acho que em um gesto de boa vontade ela virou para mim e falou “Ei garoto, está tudo bem?”, meu coração bateu mais forte ainda finalmente entendi a expressão “A mil por hora”, pensei que ele literamente iria sair pela minha boca, eu demorei alguns segundos para tentar digerir o fato que teria que ter alguma interação social com ela, passei a mão na minha testa tentando limpar um pouco o suor que lá estava, abri minha boca e quando fui tentar falar algo, escuto uma voz bem alta vindo da frente do ônibus eram dois homens encapuzados gritando “É um assalto, todo mundo quieto se não quiser levar ferro”, ela virou rapidamente para frente com os olhos arregalados, ao fundo ouvi gritos e um choro de bebê . Assustei-me pensei que iria desmaiar, e na hora fiquei sem reação, e que outra reação eu teria? O bandido começou a passar de banco em banco recolhendo os pertences dos passageiros e apontando uma arma que parecia com as que eu via em filmes antigos, fiquei com medo então ela segurou a minha mão fortemente, eu não sabia mais o que fazer se ficava com mais medo da arma do ladrão ou do contato físico estabelecido por ela naquele momento, era tanto coisa passando na minha cabeça que naquele momento tive quase certeza que iria morre ali.

Quando finalmente chegou a nossa vez o bandido apontou a arma para a gente e falou “Passa o celular ai gostosinha” e alisou o rosto dela, ela tremia até mais que eu, sabia que não podia ficar ali, precisava reagir, então falei “Não fale assim com ela seu filha da puta” e o desarmei, dei um soco em seu rosto fazendo assim seu nariz sangrar muito e atirei no braço do seu comparsa que estava na frente do ônibus retirando o dinheiro do cobrador. Caído no chão o primeiro ladrão me deu uma rasteira me fazendo cair no chão junto com ele e também fazendo largar a arma, rapidamente tentei engatinhar até o revolver, mas fui surpreendido com mais um chute que atingiu minha barriga, retribui chutando sua virilha e imobilizando-o por alguns segundos, tempo o bastante para que eu conseguisse alcançar a arma que estava perto de um banco vazio, quando a alcancei levantei-me e apontei a arma para o bandido, fiz ele se juntar ao seu comparsa que estava perto do cobrador estirado no chão urrando de dor, então a garota veio até mim me deu um beijo doce e disse as palavras “Meu herói”. Foi assim que eu gostaria de ter lembrado dessa historia, mas na verdade quando o ladrão falou “Passa o celular ai gostosinha” e alisou ela, eu simplesmente abaixei minha cabeça peguei meu celular e entrei a ele.

Notas finais
Esse capitulo não teve tanto romance como o primeiro, tentei diversificar um pouco para não ficar a mesma "lenga lenga" de sempre. Espero que gostem!!