À flor da pele

20 Minha saudável inquietação


Notas iniciais
Ó eu aqui! Dedicando o capítulo para a GDragon que tava tãoooo ansiosa, que eu podia ver ela na minha frente gesticulando desesperadamente enquanto eu lia o comentário XD E a amadinha Olimpianas que pressionou hein! Agradeça, a elas por sair hoje o capítulo ahahahaha XD E é isso, sem mais, porque tô sendo ameaçada de morte já XD Boa leitura!

Diana

Saio dali, passando por rostos curiosos. A música não está mais alta, aposto que baixaram só para ouvir a discussão.

Vou para o elevador, que não demora, mas não desço. Subo para o último andar, o terraço, que na verdade é um tipo de espaço para os fumantes do prédio. Tem um banco, sob uma tenda, um cesto de lixo e uma vista incrível.

Me deixo cair no banco de madeira. Fico feliz por não ter ninguém. Eu estava precisando de ar. A brisa fria da noite parece aliviar minha raiva. Tyler foi um idiota essa noite e eu, no mínimo, deveria contar algumas coisinhas à Jane. Não meramente por vingança, só porque ele... Merece.

Droga, é claro que é vingança...

Eu até tento parecer alguém firme e não uma criança revoltada, mas é difícil lidar com Tyler e manter-se sã.

– Você está bem? — Dou um pulinho quando a voz de Theo me alcança, e eu sei que ele mesmo sem vê-lo antes. Theo tem aquele tipo de voz que pode ser reconhecida em qualquer lugar. Do tipo que te guia na escuridão e você simplesmente confia, porque é firme e ao mesmo tempo gentil.

Olho para trás, ele está de braços cruzados, encostado na porta que dá para os elevadores e escada.

– Você me assustou.

– Isto está virando um hábito.

Ele vem para perto, se senta ao meu lado.

– Parece que o tempo vai virar. — Ele comenta, olhando para as nuvens do céu.

– É...

Estou tão envergonhada pelo ponto que as coisas chegaram, não deveria ter vindo.

– Sinto muito por estragar sua festa. — Digo.

– Sabe – Ele está rindo. — Além daquele nosso grupo, eu não conhecia ninguém lá. E tinha umas boas quinze ou vinte pessoas, não? Espero que no sábado eu conheça um pouco mais.

Sorrio, um tiquinho mais calma.

– Isso é... Uau! Mas veja, você ao menos poderá dizer que teve duas festas.

– Na verdade, três. — Ele parece mais relaxado agora. Aquela estranheza que o cercava parece partir, aos poucos. — Minha mãe me surpreendeu mais cedo. Essa foi da Jane, e sábado será mais algo para sócios da empresa.

– E você me convidou para uma festa de empresa?

– Bem, eu mereço ter um pouco de diversão, certo? Você vai fazer minha cabeça não ficar presa àquela gente chata.

Tão sincero! Mas temo que eu não serei lá uma distração muito boa para ele. Talvez seja mais chata que os demais participantes.

– Então você me quer meramente para ser uma distração? — Ele levanta uma sobrancelha, está pensando na resposta.

– Nada a declarar, Dia. Sinto que essa é uma daquelas perguntas que não importa a resposta, eu estarei enrascado!

É... Tipo isso...

– Então, me deixa ver se entendi, você dará uma festa, à fantasia, para seus sócios? Um jantar de terno e gravata, vestidos chiques e bufantes não faria mais sentido?

– Eu adoraria te ver em um vestido assim. — Ele me pega, mais uma vez, de surpresa. Eu devo estar andando com a guarda muito baixa ao lado de Theodor, porque sempre me vejo não acreditando nas coisas que ele diz ou faz. E eu certamente tenho muitos vestidos desse tipo! Mamãe insiste em comprar roupas elegantes e dar de presente, mas nunca fui a um lugar que fosse adequado para usar. Mas, ele não precisa saber disso...

– Deveria ser um jantar, mas... — Ele continua — Vamos dizer que estou adotando o estilo rebelde Jane de ser. Foi ela quem sugeriu. — Ele diz sorrindo. — E eu decidi fazer as vontades da minha irmã esse ano. Mesmo que ela dê um jeitinho de escapar logo depois de me entregar o presente.

O presente... Nem tinha pensando nisso...

– Eu não te trouxe um presente. Sinto muito, ainda não sei o que lhe dar. — Confesso a ele.

Finalmente me sinto calma e relaxada. Theo consegue me deixar envergonhada, sem palavras, quase em pânico. Mas, ele tem um estranho efeito calmante sobre mim. É como se ele me fizesse ficar agitada pelas coisas certas e isso fosse, de alguma forma, saudável.

– Você não pode me dar o que eu quero, Diana.

Oh! Ele não disse isso... Uau... O efeito calmante foi totalmente jogado no lixo.

– Certo, essa é uma das desvantagens de ter um emprego normal e não ser milionária. Peço desculpas por isso.

Me sinto praticamente miserável agora. E fico imaginando o que ele pediria, já que meu salário não pode comprar.

– Diana! Eu não disse isso. — Ele se vira para mim. — Pelo amor de deus, mulher! Eu nunca diria tal barbaridade! — Ele diz, visivelmente ansioso.

– O que quis dizer, então?

– Algo totalmente contrário ao que você entendeu. — Ele está agitado, eu estou agitada. Isso é ruim.

Ficamos em silêncio, um bem constrangedor por sinal.

– Quantos anos você fez? — Pergunto, mas só porque não quero voltar para o loft ainda ou continuar nesse silêncio sepulcral.

– Ah... fiz 30. Velho não?

Ele não é velho, especialmente para o que faz. Espera-se que pessoas com um emprego tão bacana e patrimônio tão grande, sejam já mais velhos, vividos, e tenham uma grande história de sucesso por trás.

Mas se eu levar para outra linha de raciocínio, ele talvez seja um pouco velho, sim. Minha mãe diz que se vai casar pelo dinheiro, ele ser 10 anos a mais é o mínimo. Agora, se for por amor, não deve passar de 2 anos de diferença. Assim você tem grandes chances de passar mais tempo casada do que como uma viúva triste. Não que eu queira casar com Theo por seu dinheiro. Ou amor. Ou casar... Apenas me lembrei disso. Se eu desse ouvidos à minha mãe, eu nem mesmo passaria tanto tempo com Theodor.

– Você ainda está chateada pelo sábado?

Sua pergunta me lembra, subitamente, do que o idiota do Tyler disse lá dentro.

– Theo, eu não disse aquelas coisas. Não disse nada ao Tyler sobre nosso encontro. E eu o adorei, ok? A única coisa que eu disse, é que estraguei meu encontro, e isso, só depois dele próprio decidir que eu estive em um!

Sua mão toca a minha, ele a levanta um pouco, estudando os arranhões frescos.

– Eu conheço Tyler, ok?

– Tá...

Puxo minha mão de volta, a deixando sobre minhas pernas. Ele suspira.

– Eu não te entendo... — Ele diz. — Você parecia feliz na segunda. Parecia alegre com minha presença.

Hum... para onde essa conversa segue?

– Eu estava, adorei as flores, de verdade. Você foi um amor.

– Mas me ignorou todos os outros dias, talvez eu tenha sido um “amor” demais? Eu posso apenas ser seu amigo, sabe? Eu não sou uma criança, você apenas pode dizer que não gosta das minhas investidas...

Lentamente as peças vão se encaixando e fazendo sentido. Me deixando mal.

– Theo... Eu não ignorei você...

– É, eu diria que fugir é a palavra mais certa.

Ele parece uma criança, eu pareço uma criança, hoje. Acho que estamos todos de volta às fraldas. E o pior, isso é algo tão comum.

– É por isso que estava dando em cima da Terry? Porque achou que eu te ignorei... — As palavras saem amargas.

– Eu não estava dando em cima dela e sim, você ignorou. E na segunda, inclusive, foi mais cedo para não me encontrar, certo? Eu pretendia te encontrar saindo de casa e foi justo o oposto. Por quê?

Isso não dá pra negar...

– É, eu fiz, na segunda. Os outros dias eu apenas não pude ir. E você poderia ter ligado e perguntado.

– Eu te liguei ontem! — Ele fala, já não me olha mais. Senta-se ereto e olha para a cidade.

– Eu perdi a ligação, mas retornei! Umas duas vezes e você não atendeu.

– Bem, eu pensei que era uma ligação por educação. Só porque eu liguei primeiro e que certamente haveria recusa em qualquer coisa que eu pudesse propor.

– E era por educação! Mas você tinha que ter me falado e não deduzido algo desse jeito! — Estou irritada. Essa é uma das vezes que eu não consigo apenas ser gentil e deixar ir. — Isso é tão estupido, sabia?

– É...

Ele toma minha mão de novo.

– Droga! Sinto muito. — Agora sim ele me olha. Dessa vez há alívio em seus olhos e tenho a sensação que nos meus também.

– Quer conversar sobre Tyler e aquela cena? — Ele muda de tema, na hora errada.

O que eu posso dizer a ele sobre Tyler? Eu não acho que uma pessoa de fora possa se meter, ou até mesmo entender, a nossa situação. Nossas brigas, palavras amargas para machucar... Nada disso nunca fará sentido para um estranho. Você leva anos amando e odiando uma pessoa para chegar a nosso nível. Tyler sabe onde me pressionar para ferir e sei onde são seus pontos fracos também. E nós temos feito essa mesma dança assassina por anos e anos e anos. Como alguém de fora pode simplesmente entender essas coisas? Ele não pode. Ninguém pode.

– Não, mesmo! Mas eu quero saber o que você "acha" que não posso te dar de presente. Se for um carro daquele tipo que...

– Não é algo material. — Ele me corta. — Não ligo para isso.

Não liga...

É fácil dizer que não liga quando se tem tudo...

– Então diga!

Ele me olha, sério primeiro, depois o sorriso vai aparecendo.

– Não. — Ele fica em pé e caminha para a saída.

Me levanto e o sigo, segurando sua mão e o impedindo de sair.

– Vamos, me diga! — Ele tenta se soltar de mim, escapar, mas o seguro com mais força. — Quer me matar de curiosidade, Theodor Blake?

A careta que ele faz me deixa saber suas próximas palavras.

– Me chame de Theo, mulher!

– Mulher! Mulher! Mulher! Até parece um homem das cavernas, fico com a impressão que vai me pegar pelos cabelos a qualquer momento e me arrastar para algum canto.

– Me desculpe por isso, menininha!

Reviro os olhos. Como ele pode ser tão bobo depois do show que Tyler e eu demos? Como ele pode só fingir que nada aconteceu? Eu aqui me remoendo e ele fazendo piadas.

– Então me diga, Theo, qual é o presente que você quer?

– Eu não quero nada. — Ele vira para mim.

– Que mentira, seus olhos até brilharam quando você falou! Ah não ser que quisesse dizer exatamente o que eu entendi...

Theo dá um passo em minha direção, me calando. O olhar dele, tão penetrante, é hipnotizador.

– Me diga o que é... — Insisto.

Ele dá mais um passo em minha direção, leva as mãos para minha cintura e me empurra, para fora da luz. Me surpreendendo muito pela audácia, mas não posso deixar de me sentir animada...

Ele me pressiona contra a parede.

Um beijo... — Ele baixa a cabeça, sussurra em meu ouvido. - Você pode me dar isso?

Suas palavras perfuram meus muros, minha pele, minha calcinha...

Só a presença desse homem já é capaz de me deixar excitada, dizendo isso, dessa forma, então...

Mas a questão no momento é, eu posso dar isso a ele?

Ou talvez ela seja... Eu quero? Porque a resposta a anterior é... Sim, eu posso. E quer saber, eu quero também. Desde a primeira vez que o vi...

Dominada por uma coragem que não sei de onde tirei, enrosco meus braços em seu pescoço e me vejo nas pontas dos pés para alcançar sua boca. Ele parece não crer no que faço, porque demora alguns segundos para se aproximar. Mas quando o faz...

Seus lábios não capturam minha boca, não roubam um beijo apaixonado ou qualquer coisa assim. Ele apenas os esfrega nos meus, acariciando de uma forma tão íntima quanto o ato de fazer amor me parece.

Então, ele deposita um beijo casto sobre meus lábios. Será apenas isso? Nada como na sexta passada?

Errado!

Seus lábios capturam o meu inferior, o sugando, bem lentamente. Fazendo todos os meus sentidos despertarem.

Theo me pressiona mais contra a parede. Pressionando seu próprio corpo contra o meu e me alertando para algo duro entre suas pernas, espalhando fogo em mim.

É difícil pensar em seus lábios nos meus, quando seu corpo firme me deixa tão ciente de tantas outras partes além de sua boca. Isso é um pouco ousado para um primeiro beijo, o primeiro sem intervenção, quero dizer. Mas eu gosto. Gosto de sentir meus dedos se apertarem em meu sapato, de sentir tanto calor em meu corpo que a brisa fria da noite não pode me incomodar mais. Gosto de me sentir inebriada pelo cheiro dele e principalmente, da expectativa que seus lentos lábios me causam.

Até que deixam de ser lentos.

Sua boca ganha vida, explorando a minha, me deixando envergonhada e quase incapacitada de corresponder. Eu já dei beijos antes. Não sou uma santa, por favor! Mas isso é diferente. É intenso demais.

Talvez as minhas escolhas, de caras comportados e com portes físicos tão parecidos, tenham a ver com a minha fraca experiência em beijos. Talvez essa coisa que o Tyler disse de tipos, seja verdadeira. Mas aí eu teria sempre escolhido o pior. Tipo D. Porque, agora, aqui, eu percebo que não sei de nada. E Theo, definitivamente, é tipo A! Carne de primeira...

A língua dele entra em minha boca, atrás da minha, e tento recuar um pouco, é intensidade demais. Mas ele leva uma das mãos até minha nuca, aprofundando o beijo, enquanto seu corpo me prensa cada vez mais contra a parede. E sua mão na minha cintura... Quando ergui meus braços, minha camisa ergueu automaticamente, deixando minha pele sentir o toque de sua mão, e desejá-la em outras partes do meu corpo.

Estou quase o empurrando. Quase...

Ele se afasta alguns centímetros, deixando minha boca livre e dando espaço para que eu possa respirar decentemente. Mas eu acho que preferia antes, quase sendo asfixiada pela língua dele. É muito confuso isso, minha mente quer uma coisa, meu corpo quer outra. Será que em algum momento eles entrarão em um consenso?

Estamos ofegantes. Ele ainda segura minha nuca e minha cintura e eu ainda tenho minhas mãos atrás de seu pescoço. E eu sei que deveria soltar, e me afastar. Deveria me sentir ofendida por tamanha intensidade, mas eu não me sinto dessa forma. Eu tive um beijo ótimo da parte dele, só não soube como corresponder apropriadamente e, invés de querer enfiar a cara na areia e me esconder, eu acho que gostaria é de tentar de novo e de novo e de novo. Até chegar a perfeição. Isso é estúpido, certo? Me torna, quem sabe, a vagabunda que Garry citou? Antes eu não era, mas agora, talvez...

Nossos desejos mais escondidos são capazes de nos tornar algo ruim? Mesmo que você não faça, mas pense? Não que esse seja meu caso, afinal, não estou apenas pensando, estou fazendo algo, de fato...

Acordo para vida com os dedos quentes de Theo acariciando minha bochecha e seu corpo começando, lentamente, a espremer o meu de novo na parede. Me sinto viva, feliz por um momento. Ansiando por ele e esquecendo todos os problemas que tem me cercado ultimamente, e de toda a batalha que minha mente trava ao tentar me levar a razão.

Isso é insano... Como algo tão... Fútil e nojento, como um beijo, pode tornar as coisas tão simples e bobas? Ou não será o beijo em si, mas a companhia...?

Não tenho tempo para pensar, porque seus lábios estão de volta nos meus, me teletransportado para outro lugar e dessa vez, eu consigo acompanhá-lo. Movo meus lábios com a mesma avidez dos dele. Deixo minha língua encontrar a sua e se melecar de germes. E é bom. É ótimo!

Minhas mãos saem de trás de seu pescoço, se segurando a sua camisa, no colarinho, e o puxando para mais perto. Não que isso seja possível, se fosse, acabaríamos nos fundindo. Mas o contato me faz ter essa necessidade, de me segurar a ele, o prender para que não fuja. Será que ele pensa que eu sou ainda mais maluca agora? Solteirona desesperada, talvez?

Bem, talvez eu seja, e quando esse beijo acabar, eu não acho que seja capaz de olhar para ele de novo. Como alguém pode devorar a outro com tanta vontade assim e conseguir falar com ele normalmente de novo depois?

Por que eu não pensei nisso antes?

Subitamente, ele se afasta, encostando a sua testa na minha e respirando com dificuldade. Minha boca ainda tenta alcançar a dele mais uma vez, fazendo-me ganhar um selinho molhado. Ele não diz nada, mas sua mão continua segurando meu rosto com delicadeza. O corpo dele dá leves investidas na direção do meu, ou seriam palpitações? Minhas talvez... Meu corpo todo parece vibrar.

– Obrigado... — Ele diz com dificuldade. — Definitivamente o melhor presente.

E é agora que a vergonha vem com tudo...

Enterro meu rosto em seu peito, envergonhada demais para olhá-lo. Seus lábios descansam em meus cabelos por um momento, então sinto sua respiração em minha orelha.

Eu preciso te dizer uma coisa...– Ele sussurra com aquela voz rouca que me faz subir pelas paredes. Mas não literalmente, porque eu não sou um bicho. — Eu adoro quando você usa vestidos. Adoro olhar para suas pernas...– Oh, isso por acaso será uma critica à minha roupa? Porque eu posso aguentar isso do Tyler, mas do Theo... — Mas, eu estou apaixonado pelo seu jeans, Dia...– Oh, meu bom senhor, estou derretendo. Como é que ele diz meu nome dessa forma? É praticamente um gemido. Estou me desfazendo... — A sua bunda nunca me deixou tão faminto quanto hoje... – E como que para confirmar o que diz, ele escorrega a mão que estava em minha cintura, até a minha nádega e dá um apertão.

Então ele se afasta. Vai para o meu lado e se encosta na parede. Ficamos os dois, tentando, desesperadamente, recuperar o ar.

Fico imaginando se ele deixa todas as mulheres que beija nesse estado. Aliás, eu não deveria ter pensado sobre isso. Nunca, nunca, nunca, se deve pensar nas outras mulheres que o cara teve antes de você, especialmente se está com ele no momento.

– Theo...

– Sim... — Ele estende a mão e pega a minha, entrelaça seus dedos nos meus. Eu não fico incomodada com isso dessa vez, embora o contato seja simples e inocente demais depois de tanta intensidade.

Respiro fundo, eu sei que sou uma idiota pelo que vou fazer. Mas impor limites é o que me mantém segura.

– Isso não significa nada, ok? — Tento soltar meus dedos, não por querer, mas por achar certo, mas ele não deixa, aperta um pouco mais minha mão.

– Essa é outra daquelas pegadinhas, certo? Vou estar encrencado não importa a resposta.

Seu polegar alisa as costas da minha mão, que arde um pouco.

– Não, eu... — Tento dizer, mas fico quieta quando ele se coloca a minha frente de novo.

– Não vou dizer nada. Isso é algo que te desafio a descobrir sozinha.

Descobrir sozinha? Tipo, ler sua mente? Ver várias fotos dele com garotas nas revistas e deduzir?

– Como eu, teoricamente, farei isso?

Ele solta minha mão e começa a dar passos lentos para trás.

– Dizem que as mulheres são mais inteligentes, porque elas podem raciocinar de uma maneira muito mais rápida que os homens. Então, perdoe minha lentidão, mas, eu não tenho uma resposta para isso ainda. Talvez você a descubra antes de mim.

E então, sorrindo, ele me dá as costas.

– Isso não é resposta! — Digo e o escuto rir. — E é mentira, nunca vi nenhum estudo sobre isso!

Já mais calma, ou não, me sinto bem energética de repente, é hora de voltar para o covil da fera.

Respiro fundo. É isso aí, de um extremo a outro em minutos...

Notas finais
Quero agradecer a LittleLullaby que é minha beta oficial de tudo que escrevo, e minha melhor amiga, e minha irmã e tudo genteeee, menos minha namorada, que eu não sou chegada, ta? u.u E a Juju Ashenbert, essa amigona linda que fiz por acaso, que sempre marca os errinhos que passam e me manda eles. Obrigada a minha gêmea Rain, que me entende como ninguém. Isso não tem preço ;) E obrigada a todos meus leitores lindos, que me dão esse apoio e suporte e fazem de "À flor da pele" esse sucesso! E bem vindo leitores novos o/ Bj bjs