Notas iniciais
Primeiramente eu gostaria de desculpar-me pela longa demora em postar esse capítulo, a semana passada foi muito cheia para mim e não tive tempo para me dedicar no capitulo, mas enfim aqui esta ele, espero que gostem. Será que Sarah vai ser presa?

– Poderia nos contar novamente o que aconteceu naquela noite Sarah?

– Mas eu já lhe disse tudo senhor delegado!

– Ora! E quem é que acreditaria numa historia absurda dessas?

Sarah não respondeu, ela sabia que não adiantava nada tentar discutir uma coisa sobrenatural com alguém tão cético como aquele homem demonstrou ser.

Desde que sua mãe fora levada as pressas para a emergência, ela e seu pai tiveram que ir prestar depoimento na delegacia.

– Sarah você era a única que estava na cozinha no momento do crime e...

– Você não esta insinuando que eu tentei matar a minha própria mãe, esta?

Sarah levantou-se da cadeira alterada batendo na mesa.

– Acalme-se garota! Você sabe onde esta, não sabe? Não vou tolerar esse tipo de comportamento!

Sarah sentou-se calmamente e ficou quieta por alguns instantes antes de replicar com a voz mais suave.

– Eu não matei minha mãe senhor, eu a amo muito.

O delegado coçou levemente o bigode antes de dar um suspiro e prosseguir.

– Eu não estou afirmando nada, apenas narrando os fatos e parece que você não vai me contar mais nada além dessa história maluca de sombras assassinas, então não vejo porque segura-la aqui por mais tempo.

– Então já posso ir embora?

Sarah perguntou animada, já se levantando da cadeira.

– Sim, mas antes de ir preciso recolher suas impressões digitais.

Sarah soltou um longo suspiro, mas ela não tinha outra escolha, se não concordasse o delegado poderia ficar mais desconfiado do que já esta e se presa por um crime que não havia cometido era a ultima coisa que queria. Após todas as amostras serem recolhidas, Sarah dirigiu-se à porta e já estava prestes a sair, quando o delegado falou-lhe:

– Senhorita, você deveria ficar mais esperta.

Nesse momento Sarah olhou para a sombra do delegado que se formava na parede e viu que esta mostrava um sorriso de deboche. Assustada a garota saiu da sala imediatamente deixando o delegado confuso pela cara de medo que ela deixou. Ela fechou a porta atrás de si, com o coração acelerado teve que inspirar e expirar controladamente ate que conseguisse se acalmar, ela ficou pensando o que aquela sombra fazia lá, será que elas a estavam seguindo para se divertirem com seu sofrimento? Seus pensamentos foram interrompidos quando foi surpreendida por seu pai.

– Filha, você esta bem?

– Papai!

– Como foi lá dentro?

– Hum, acho que o delegado não confia muito em mim e você papai, acredita em mim?

Arthur ficou em silencio por alguns segundos antes de responder, meio reflexivo, mas logo sorriu e disse:

– Sim filha, eu acredito em você!

Sarah sorriu aliviada.

No fundo Arthur confiava em sua filha apesar de todas as suspeitas. Antes quando havia encontrado sua esposa caída no chão, ele ficou tão confuso e assustado que não conseguia pensar em mais nada e momentos antes de ser interrogado ele tinha pequenas duvidas que machucavam lhe o coração como se vespas o estivessem ferroando. Quando os policiais o interrogavam ele contou-lhes tudo o que sabia, sua filha nunca havia demonstrado nenhum tipo de comportamento criminal, ela é uma boa filha e na verdade preferia afastar-se das pessoas devido ao grande trauma que sofreu no passado, então jamais poderia ter cometido tal ato. Sim , Sarah é inocente! Se fosse qualquer outra pessoa ele poderia suspeitar, mas não da sua filha e quem quer que fosse o culpado iria pagar muito caro, poderia ser qualquer um, menos uma sombra que sua filha insistia em acusar quando contava o que havia acontecido.

– Olhe Sarah...

– Sim?

– Enquanto você estava lá dentro, recebi noticias da sua mãe vindas do hospital, ela esta bem e não corre risco de vida, mas ainda vai ter que ficar em observação.

Sarah esboçou um longo sorriso e lágrimas de felicidades caiam de seus olhos, ela foi correndo abraçar o pai.

– Graças a Deus papai, estou tão feliz em saber que a mamãe esta bem!

– Sim, eu também!

Arthur abraçou a filha calorosamente.

Em casa os dois procuraram seguir suas rotinas normalmente, o delegado havia lhes dito antes de irem embora que os resultados dos exames feitos pela pericia provavelmente sairiam em 24 horas e quando isso ocorresse, ele iria informar-lhes, então bastava apenas esperar. Apesar de tudo o que tinha acontecido, Sarah estava muito aliviada por sua mãe não estar correndo risco de vida e esperava que ela voltasse para casa o mais rápido possível. Sarah deitou-se na cama pensando nas sombras e como ela poderia provar que elas eram as verdadeiras assassina, como nenhuma ideia lhe ocorreu, ela logo adormeceu.

Notas finais
Bom, sobre como as coisas acontecem em delegacias e como é feito o trabalho de investigação criminal eu não sei muito bem como funciona ( embora assiste algumas series de CSI) então não dei muita importância para dar mais relatos sobre isso, mas espero que o capitulo tenha ficado bom ainda assim.