THE DARK GIRL – Episódio 12

A noite estava escura. A chuva continuava a cair fortemente. Naquele momento, John estava andando no meio de um beco escuro daquela cidade. Estava com uma touca. Naquele momento, ouviu um barulho logo atrás dele. Olhou para trás. Porém, não viu ninguém. A chuva continuava a cair. Tudo o que ele queria era ir embora. No entanto, aquilo não foi possível.

Quando ele voltou a olhar para frente, foi surpreendido por um forte soco debaixo do nariz. John caiu no chão na hora. Ficou desnorteado. O que havia o acertado? A ira de Giovanni. Sangue voou para todos os lados. Quando John mau conseguiu recuperar os seus sentidos de volta, foi pego pela argola de sua camisa e foi imprensado contra a parede.

Foi apenas naquele momento que ele viu Giovanni. Irritado. John havia percebido naquela hora que ele sabia. Que Giovanni sabia de que ele havia me atropelado.

— Foi você não foi? – Giovanni não estava para brincadeira naquele momento. – Fala seu desgraçado!!! Foi você que tentou nos matar!!! Tentou me matar.

John estava com medo. Quando ele encarou no olhar de Giovanni, sentiu as sombras do seu adversário o cobrir fortemente. Giovanni havia mudado. Seus olhos estavam sangrando de raiva. Nem ele conseguia se controlar no meio daquela noite tempestuosa.

— Não é tão corajoso agora, não é? Sem seus amiguinhos, sem seu porto seguro.

— Vai para o inferno, seu idiota!

Giovanni então gritou fortemente. E em seguida, o surrou novamente. Dessa vez, mais forte. Pressionou seu corpo contra a parede e o empurrou para frente e para trás. Em seguida, jogou John no chão. Então, o pisoteou fortemente. Naquele momento, Karla e Kaique haviam chegado.

— Ei!!! Ei!!! – Kaique gritou.

— Para, Giovanni! Está matando ele!!! – Gritou Karla em seguida.

Os dois seguraram Giovanni.

— Meu pai! O que você fez, cara! ficou maluco? – Gritou Kaique. – Isso foi longe de mais.

— Não foi longe. Esse desgraçado tentou me matar!!!

John estava inconsciente. Estava sangrando muito. Giovanni realmente havia passado dos limites.

— Temos que levar ele para um médico! – Disse Carla.

— Não!!! – Gritou Giovanni. – Deixe esse merda sofrer. É o que ele merece.

Kaique e Karla se espantaram com a outra face de Giovanni. Uma face sombria e tempestuosa. Naquele momento, Karla havia pensado “Esse é o cara que você gosta, Amanda? Meu pai.”

— Chega de bancar o justiceiro! – Gritou Karla. – Isso é desumano garoto. Devíamos ir na polícia e não bater nele.

— Você concordou em dar um troco nele! Kaique concordou!

— Não era dar um troco desse jeito! – Gritou Kaique. – Nunca na minha vida eu estava pensando em bater pra matar. Era pra imprensá-lo para ele ir até a polícia!

— Vocês... vocês são um bando de fracotes! Todos vocês! Amanda está agora em coma e vocês estão aí. Protegendo esse filho da Puta.

— Quer saber de uma coisa? Vamos embora, Kaique. Eu me recuso a continuar aqui. Eu vou chamar a polícia, Giovanni. E se eles me perguntarem alguma coisa, eu vou te denunciar. Está me ouvindo? Vem logo, Kaique.

Eles então saíram. E deixaram Giovanni com John no chão naquele beco escuro e molhado. Giovanni naquele momento não sabia o que havia feito. Só foi se dar conta depois. Ele então chorou. Viu suas mãos cheias de sangue e chorou. Estava um pouco tarde para isso.

{...}

— Eu já disse que eu vou levar o dinheiro, cara! – Harry estava no telefone. Estava nervoso. Estava completamente suando. Observava cada canto daquele seu quarto escuro.

— Eu te dou mais uma semana pra conseguir o dinheiro! Se quiser continuar com esse corpo intacto, é melhor você cumprir. Você está nessa.

— Eu já disse que eu vou levar a droga do dinheiro!!!

— Bom mesmo. Bom para você, e sua família. Principalmente pra sua mãe.

Naquele momento, a porta bateu. Harry ficou extremamente assustado. Deixou o celular cair no chão. Então, ele começou a respirar mais rapidamente. Pegou então dentro de sua gaveta uma arma? O que Harry estava fazendo com uma arma dentro de seu quarto? Aquele garoto realmente tinha mistérios. Não só isso. Ele tinha mais coisas do que isso. Tinha uma vida sombria. A cada passo que o tempo dava em Danger Hill, as pessoas iam mostrando suas novas faces. Faces sombrias, faces demoníacas. Nunca poderia adivinhar que Giovanni era uma dessas pessoas. E nunca poderia imaginar que Harry poderia ser bem mais perigoso do que eu pensava.

Ele então andou até a cozinha, com a arma apontada para frente. Estava pronto para atirar sem dó se aquilo fosse uma ameaça. Não se importaria de esconder o corpo de uma pessoa ou esconder um possível crime.

— Quem está aí? – Seu coração estava em disparada. Não conseguia se controlar. Não até ter certeza de quem estava do outro lado da porta.

— Sou eu. Karla. Amiga da Amanda. Por favor! Abra! É urgente.

Naquele momento, Harry sentiu um alívio em seu peito. Ficou feliz por não ter que cometer nada de errado.

Ele então abriu a porta. Eis que vê Karla, com um semblante de preocupação extenso.

— O que você quer?

— Amanda. Ela está no hospital. Ela sofreu um acidente.

Harry não se importava comigo. No entanto, foi possível perceber uma surpresa em seu olhar. Não sei se era de preocupação ou de felicidade. Eu voto na segunda opção.

{...}

Todos estavam lá, na espera do hospital. Meus pais estavam sentados, quase chorando, Karla estava com meus amigos, e com ele. Com Giovanni. Sim, ele estava lá. Com sua tempestuosa personalidade oculta o tempo todo. Eu não estava errada afinal de contas. Giovanni sempre escondeu um mistério naquele seu olhar. As sombras que ele carregava consigo era extremamente maior e mais forte do que as minhas.

Karla chegou perto dele. Ela estava sério. Nunca havia a visto daquela maneira.

— O que você fez com John? – Ela não desgrudou seus olhos de seu olhar misterioso.

Passou segundos extremos de silêncio. No entanto, Giovanni disse:

— Não se preocupe. Ele... ele está bem. Você chamou a polícia?

— Não deu tempo. Fui contar para a família de Amanda sobre o acidente.

Giovanni virou o olhar. Não queria encarar Karla nos olhos.

— Mas não ache que eu fiz isso por você. Você teve sorte, garoto.

Naquele momento, Dr. Douglas, o cirurgião chegou naquela sala agonizante. Todos pararam de olhar e de fazer o que estavam fazendo para prestar atenção nele. Todos eles queriam informações, principalmente Giovanni.

— E então, Doutor? Como está Amanda? Ela vai ficar bem? – Perguntou ele com um tom extenso de preocupação maior do que todo mundo.

— Ela... ela está em coma.

Todos se assustaram naquele momento.

Ele continuou:

— Ela sofreu um traumatismo craniano grave. Além de ter hemorragia interna ela... teve uma parada cardiorrespiratória. Conseguimos estabilizar seu quadro. As próximas horas são cruciais. No entanto, ela está em coma indeterminado. Me desculpem.