THE DARK GIRL – Capítulo 13

Eu estava de olhos fechados. Tudo o que eu conseguia sentir era o vento cercar-me por todos os lados. Minha alma repousava tranquilamente naquele campo aberto longe da cidade. Eu estava feliz, tudo estava maravilhoso. Minha vida havia mudado apesar de todos os conflitos. Primeiro o meu namoro com Nathan, agora a nossa fuga... tudo estava perfeitamente bem. Ainda mais quando eu ouvi:

— Hora de acordar, dorminhoca. – Ele estava olhando para mim quando eu acordei. Seu sorriso era perfeito. Ele me acariciou com um longo e suave beijo. Senti meu coração disparar profundamente naquele momento.

— Eu não acredito que finalmente estamos aqui. – Eu não conseguia conter o meu sorriso. – Parece uma eternidade desde que tudo aconteceu.

— E é, de fato. No entanto, eu acho melhor deixar o passado para trás, Sarah. As coisas não estão mais tensas.

Me levantei.

— Sim mas... tem meu pai. Meu pai deixou bem claro que não nos aceita juntos.

— Mande seu pai catar coquinhos. – Ele riu enquanto me abraçou.

Nossas mãos se juntaram naquele momento. Estávamos deitados naquele campo, perto um do outro, olhando para o céu ensolarado e belo. Devo dizer que a sombra daquela imensa árvore era perfeita. Eu podia ouvir o barulho das folhas balançando e caindo ao mesmo tempo. Tudo o que eu queria era ficar ali para sempre com ele. Nada mais importava. Tudo estava perfeito.

— Está pronta para fugir comigo? Está pronta para fugir comigo para a Itália? – Perguntou ele, dessa vez, sério.

— Estou mais que pronta. – O beijei em seguida. – Eu estou pronta para começar uma vida ao seu lado, Nathan. Não importa se não será aqui na América. Pode ser até no meio do deserto.

Gargalhamos naquele momento.

— Eu duvido que isso seria verdade. – Ele caçoou enquanto fechou os olhos para sentir aquele vento penetrar seus cabelos. No entanto, ele se surpreendeu quando me viu a olhar para ele séria.

— Não duvide, Nathan. Eu realmente te amaria em qualquer lugar. – Eu o beijei em seguida.

Naquele momento, Ela chegou. Hanna. Ela estava correndo apavorada. Segurava aquele seu vestido pesado enquanto tentava nos alcançar. Naquele momento, saímos de nossa paz eterna e voltamos para a realidade.

— Vocês... vocês... – Ela estava ofegante. – Vocês tem que sair daqui, agora! Danger Hill não é seguro! Vocês estão correndo perigo aqui.

— Acalme-se, Hanna. Do que você está falando?

— Seu irmão me contou tudo, Nathan. Frederick me contou que seu pai está a sua procura. Ele quer que você volte para casa agora.

— Não! Isso não irá acontecer. Não irei deixar Sarah! Não irei!!!

— Vocês não entendem? – Hanna estava exaltada. Parecia que iria cair no chão e morrer ali mesmo de tanta ansiedade. – Seus pais se odeiam! Dois lados de Danger Hill, separados totalmente. A guerra entre suas famílias nunca irão acabar.

— Não! Mas nós nos amamos, Hanna! – Peguei fortemente na mão de Nathan. Eu estava começando a ficar assustada. – Eles não podem tentar nos separar! Não é justo!

— Meu pai não sabe o que é justo, Sarah. – Disse Nathan enquanto me encarava fortemente com aquele olhar. – Temos que ir agora mesmo para Nova York. Devemos embarcar no primeiro navio para a Itália. Eu tenho amigos e família lá, Amanda. Eles poderão nos ajudar.

{...}

Então, naquele dia, que havia deixado de ser pacífico, ficamos na casa de Hanna e de Frederick, nossos amigos. Os únicos, na verdade. Daqui a três dias, iríamos partir para Nova York. Deixaríamos Danger Hill e toda a nossa família.

A verdade era que Hanna estava certa. As nossas famílias se odiavam. Eles haviam sido os fundadores de DangerHill. Uma guerra civil já havia deixado muitos mortos naquela cidade. Fazendo dela um lugar de guerra, igual aos malditos confrontos do Oeste. Eles não exitariam em nos separar. Eu não conseguiria viver sem Henry. Ele era a única pessoa que eu já havia amado em toda a minha vida. Eu não podia arriscar perdê-lo. No entanto, nada seria fácil assim como planejávamos.

{...}

— Apareça seu idiota! – Era meu pai. Ele estava na prefeitura da cidade. Não tinha jeito daquilo terminar bem.

Naquele momento, o pai de Nathan apareceu, junto com seus filhos. Frederick e Hanna estavam com eles. Eram os únicos que não queriam provocar uma guerra naquela hora da noite.

— Eu sugiro que você mande aquele seu filho bastardo me entregar a minha filha de volta! Eu não estou brincando!

— Como ousa invadir minha propriedade dessa maneira e me insultar? Insultar o meu filho?

— Não me faça pedir duas vezes!

— Saia daqui, seu merda! Por respeito a sua esposa, eu não estourar seus miolos agora.

— É melhor que você encontre seu filho primeiro. Porquê se eu encontrá-lo antes... eu o mato! Está me ouvindo? Eu o mato!!!

Naquele momento, Frederick e Hanna se assustaram. Eles sabiam que sangue seria derramado mais uma vez naquela cidade.

— Temos que avisá-los! Frederick. – Disse Hanna. – Eles estão definitivamente correndo perigo.

— Principalmente meu irmão. Vamos!

{...}

Naquela mesma noite, todos os políticos e nobres que apoiavam o meu pai, estavam reunidos em uma espécie de assembleia. Uma guerra iria cercar DangerHill. O velho Oeste havia chegado naquela região.

— Estou cansado daquele idiota! Aquele verme desde sempre vem fodendo a minha família e denegrindo o nosso nome! – Disse meu pai para seus aliados. – Está na hora de expulsar aqueles italianos daqui.

— O que você sugere, senhor?

— Vamos incendiar as suas casas! Vamos queimar seus nomes aqui. Vamos mostrar quem manda aqui!!!

{...}

Então, naquela noite fria e sombria, as sombras nasceram em Danger Hill. Meu pai começou a guerra. Naquele momento, os seus homens atearam fogo nas propriedades dos italianos de Danger Hill. Todos da família de Nathan. Enquanto isso, ele foi em busca de mais derramamento de sangue. Enquanto uma luta incansável começava em Danger Hill, Nathan e eu estávamos prontos para fugir daquela cidade infernal. Uma cidade de tanto ódio e raiva.

Meu pai então havia nos visto. Havia nos visto na carruagem que seguia para fora da cidade. No meio daquele fogo e daquele sangue, ele pegou um cavalo cinzento e começou a nos seguir. Não sabíamos ainda, mas ele iria destruir a nossa felicidade. Para sempre.

{...}

— Eu te amo, Sarah. Sabia disso? – Nathan riu pra mim.

— Sim. Como eu não iria saber? Você me diz isso todo o dia.

Rimos e em seguida, nos beijamos fortemente.

A carruagem então parou.

— Algum problema? – Perguntou Nathan para o cocheiro. No entanto, ele não havia respondido.

Ouvimos um barulho estranho vir do lado de fora. Naquele momento então, descemos da carruagem. Quando nos deparamos com ele. Com meu pai.

Ele simplesmente surrou Nathan. Nathan caiu no chão. Sangue foi derramado no meio da areia fria. Em seguida, ele o pegou novamente e chutou entre o meio de seu joelho. Nathan gritou.

— Nathan não!!!!

— Cale a boca!!! – Ele havia me agredido. Meu próprio pai havia me agredido. Eu estava de joelhos. Estava de joelhos perante o meu amado, e perante o demônio que em breve destruiria a minha felicidade.

— Está na hora de pagar! Está na hora de todos vocês pagarem!

— Pare com esse ódio doentio! – Gritei. – Nos deixe em paz, pai! Nos deixem viver nossas vidas. Por favor! Nathan é um homem bom. Ele é bom...

Eu não conseguia parar de chorar. Meu coração estava batendo aceleradamente. Eu estava com todos os meus sentimentos misturados.

— Já chega! – Naquele momento, meu pai sacou uma arma de sua cintura. A arma estava apontada para Nathan, que estava no chão, sofrendo de dor.

— Pai! Não!!!!

Naquele momento. Não sei o que me deu. Eu queria apenas protegê-lo. Queria protegê-lo de qualquer maneira. E por esse motivo, eu dei minha vida para salvá-lo. Entrei na frente do tiro. Entrei de braços abertos e a bala atingiu meu peito naquele momento. Eu não senti nada naquele momento. Apenas... um vazio incessável.

Naquele momento, fui surpreendida por um outro tiro. Dessa vez, havia acertado meu pai. E foi no meio de sua testa. Havia sido ele. Frederick. Ele havia matado meu pai. Ele havia salvo a vida de seu irmão também. Naquele momento, Eu fiquei caída, olhando para as estrelas. As tristes estrelas que em breve iriam fazer parte de mim e de minha alma.

— Sarah!!!! – Nathan gritou. Ele, mesmo com seus ferimentos, correu para mim fortemente.

Eu então, olhei em seus olhos. Olhei em seus olhos em prantos e encostei minha mão em seu rosto e o acariciei.

— Não!!! Não!!! Não me deixe, Sarah!!! Não me deixe!!! Eu... eu te amo...

Eu apenas sorria. Sorria. Eu sorria por ver seu amor por uma última vez.

— Eu te amo, Nathan. Sempre irei te amar. Além dos tempos. Além dessa vida.

Naquele momento, eu apaguei. Havia morrido.

{...}

O Silêncio era perturbador. Tudo o que Giovanni sentia era o seu coração arder de dor. Sentia a mais profunda agonia o comer vivo. Ele estava lá, perto de mim. Estava sentado ao meu lado. Me encarava com o seu olhar confuso, sombrio, e amável ao mesmo tempo.

— Eu... fui um idiota, Amanda. – Ele pegou em minha mão.Naquele momento, senti uma energia penetrar meu corpo e minha mente naquela escuridão. Eu já havia acordado internamente. Eu podia ouvir tudo o que ele tinha para me falar. – Eu... isso tudo é culpa minha. Me... me desculpe.

Naquele momento, eu podia ouvir suas declarações sinceras, e seu carinho em meu rosto. Sentir a energia de suas mãos me dava mais forças para acordar. Até que...

— Eu te amo, Amanda.

Ele então, por alguma força interna dentro de si, o forçou a fazer aquilo. A me beijar. Ele me beijou. Um suave beijo que soou como um trovão em minha alma, me fazendo despertar.

— Amanda! – Ele havia me visto. Havia me visto abrir os olhos lentamente. Eu não sei o que havia acontecido, mas eu sabia que eu não estava mais morta. E que aquele não era Nathan. Mas tinha seu rosto, tinha seu amor, e seu carinho. Foi naquele momento, que eu percebi que eu já tinha conhecido Giovanni antes. Em outra... vida.

Fim do Volume 1

Notas finais
O novo volume de The Dark Girl será lançado em Janeiro de 2019 {Novos mistérios cercarão Amanda e toda a cidade de Danger Hill. Principalmente Giovanni que agora, abordará um lado mais obscuro e sombrio de si mesmo. Além é claro, do novo conflito que poderá impedir a paixão de Amanda e Giovanni.}
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!