that's ever been mine
1 Nós voltamos, vadias.
Notas iniciais
Não posso fazer nada com Glee, mas a fic é minha e posso fazer tudo que achar legal. k k k
Falem o que acharam no twitter também @Hereforglee, sigo de volta, só falar que é daqui.
Quando entrei dentro de casa, vi Lady Hummel fitando-me, fiquei sem reação. Tudo que eu sabia era verdade, mas mesmo assim, eu não tinha autorização pra contar à ninguém. Ignorei-o completamente e fui até a cozinha. Eu, Rachel e Kurt morávamos em New York já fazia algumas semanas, digo meses, mas eu sentia que, mesmo depois de ter ajudado Rachel a descobrir quem realmente era o gigolô do seu namorado, eles não gostavam da minha presença por perto. Ultimamente, tinha me tornado "amiga" de Rachel, pensei que ela também gostasse de mim, afinal, ela me devia isso. Mas enfim, nunca entendi eles dois, ela geralmente fica calada, guardando a voz pra grande audição de amanhã, acho que esqueci de comentar, mas Rachel fará uma audição pro papel principal de Funny Girl, sinceramente, espero que ela consiga. Sempre dei o meu melhor aqui dentro, sempre desejei o bem de todos eles, em troca, só queria o mesmo, mas, pelo que parece, eles não correspondem. E se quer saber, não sou mais a garota popular do colegial, estou sozinha, sem amigas. Quinn Fabray sumiu, perdi todos os seus contatos e nunca mais a vi online no skype, Brittany S. também se foi, me deixou e seguiu em frente com um garoto (cujo nome não quero mencionar), restou Rachel e Kurt, Kurt meio que me odeia e Rachel é uma incógnita.
– Você! Sua estúpida. — Gritou Kurt, entrando na cozinha.
Virei-me rapidamente, era comigo mesmo?
– Isso é comigo? — Perguntei, mas já estava pronta para xingá-lo de todas as maneiras possíveis.
Rachel chegou onde estávamos, sabendo o que se passava. No momento, percebi que também sabia o que estava acontecendo.
– Rachel, eu pedi pra você não contar... — Eu disse, usando um tom decepcionante que dificilmente saía de minha boca. Olhei para Kurt, ele estava soltando faíscas pelos olhos. — Eu... Eu... Me desculpe... Não queria causar esse estrago, nem machucar você.
Se fosse com qualquer outra pessoa, eu estaria xingando nesse exato momento, falando de onde sou, de onde fui criada e de como não tenho medo das pessoas. Mas, naquele momento, eu soube que o assunto era delicado demais para agir como uma garota mimada, apenas me calei e decidi ouvir tudo que tinha pra ouvir.
– Santana Lopez, nunca gostei de você, deixo claro desde o começo. Mas eu estava tentando, pensei que você tivesse mudado e tivesse deixado a garota criadora de discórdias no colegial.
– Ela está tentando te ajudar, Kurt. — Rachel me defendeu.
– Não quero mais morar com ela! — Kurt declarou.
Aquele apartamento ridículo e nada feito para mim era Burt quem pagava. Lady Hummel acabou me dando abrigo, mas agora mesmo estava tentando me expulsar...
– Você não pode fazer isso! — Berry gritou.
Kurt olhou para Rachel enfurecido, talvez chegasse até a colocar a amizade deles em risco. De certo modo, entendi Kurt, ele precisava de um tempo, antes que Rachel falasse algo, eu disse:
– Tudo bem, eu irei. Já estava procurando um lugar novo mesmo, só não tinha motivos pra ir em frente, agora tenho.
Rachel me ajudou a arrumar as malas, perguntou se eu precisava de dinheiro ou se queria as chaves de sua casa em Lima. Quase aceitei, então lembrei das visitas gays que seus pais costumavam fazer. Eu era lésbica, claro que era, mas ainda achava gays bastante ofensivo.
Saí de lá puxando minha mala, passei por Kurt e ele sequer me olhou nos olhos. Tudo bem. Rachel me abraçou e eu soube que o sentimento era recíproco, ela realmente me amava assim como eu a amava.
Virando duas esquinas tinha uma biblioteca, cheia de computadores. Todos ocupados. Mas oras, eu era Santana Diabla Lopez, sempre tinha tudo na hora que eu quisesse. Cheguei numa garota e disse que havia um homem procurando por ela, talvez fosse seu namorado...
– Oi, você é Amanda? — Perguntei na cara de pau.
– Não, sou Liz. E você? Quem é? — Retrucou.
– Ah sim! É Liz! Acho que confundi os nomes. Mas enfim, Amanda, digo Liz, quer dizer são nomes parecidos. — se bem que não se parecem. — Tem um rapaz que mandou eu ver se você estava por aqui próximo a drogaria, ele disse que procurava uma garota ruiva e com os olhos azuis, de pele clara e bastante alta. Acabei chegando aqui e encontrei você. Melhor se apressar.
Liz saiu correndo de lá, talvez eu mentisse tão bem que ela pensara que fosse algo bastante importante. Sentei-me na cadeira e fitei os olhos onde tinha escrito "skype", depois cliquei.
Havia setenta e sete contatos online, alguns ocupados e outros fingiam ter saído. Não falava com quase ninguém, eram todos do colegial, do tempo em que era popular.
"Oi" — Alguém disse. Li o nome, Blaine Anderson.
"Ah, olá Blaine" — Respondi.
Nunca fui amiga de Blaine, se bem que ele tentou me ajudar a me assumir e tal, mas...
"Você sabe do Kurt?" — Estava explicado, ele não queria saber de mim, ele não precisava de mim, ninguém precisava de mim.
"Ele precisava de você mais do que nunca!" — Respondi, aquela seria minha última resposta. Blaine, se quisesse saber do que eu estava falando que viesse até NY.
"O que?????????????"
"Santana?"
"Você está aí?"
"Me responde, por favor"
E eu fui vadia, ignorei-o completamente. Liz ainda não tinha voltado, a farmácia não ficava tão longe assim, acho que ela se perdeu, que seja...
"Quinn Fabray está online" Surgiu do lado esquerdo da tela.
"Oi" — Eu enviei.
"Ah, Oi Santana. Estou com saudades, voltei para Lima, larguei Yale, estou louca pra te ver" — Ela respondeu.
Como assim Quinn tinha largado a universidade dos sonhos e voltado pra Lima? Havia algo que eu não sabia.
Olhei para porta e vi Liz se aproximando, sem pensar muito, enviei:
"Será que posso ficar na sua casa por algumas semanas?"
– Não encontrei ninguém esperando por mim. — Liz disse.
"Claro" — Quinn respondeu.
Olhei para Liz e desconectei meu skype, saí de lá sem responder.
Horas depois, estava dentro de um trem, me preparando psicologicamente para o reencontro. Eu, Quinn e Brittany na mesma cidade, prontas para resolver problemas inacabados e talvez criar novos planos.
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