Notas iniciais
Só lembrando que a fanfic é minha e não de Ryan Murphy.

Quando cheguei em Ohio, parei um taxi qualquer e pedi pra me levar até a rua de Quinn. Toquei a campainha duas vezes, até que uma loira abriu a porta. Soltei minha mala e abracei minha segunda melhor amiga. Aquele abraço era tudo que eu vinha precisando há alguns meses.

Eu e Quinn sempre fomos as mais gostosas no colegial, discutíamos pra ficar no topo da pirâmide, mas isso é coisa de líderes de torcidas e nós já não éramos. Quando Brittany se tornou minha namorada no meu último ano, o cargo de melhor amiga foi pra Quinn Fabray e eu sou grata por ter uma amiga como ela até hoje. Já cheguei a ter inveja dela e odiá-la profundamente depois que soube que ela tinha contado pra treinadora que eu havia colocado silicone.

Nos vimos poucas vezes depois de ter nos formado, uma foi nas selecionais quando voltei pra ajudar e ela também, esse foi o motivo da nossa rivalidade e quase briga. Quinn ligou para mim preocupada com Rachel quando Kurt ligou pra ela avisando que Rachel planejava fazer um filme pornô e tal. No quase casamento de Will, nós dormimos juntas, estou certa que ela não lembra de nada até hoje, mas foi uma noite deliciosa, se quer saber. No outro dia quando tentei ligar pra ela, seu número ficava dando erro, logo depois, descobri a suposta gravidez de Rachel e acabei esquecendo tudo.

Quinn soltou-me depois de uns trinta segundos, olhei pra ela e ela sorriu.

– O que você está fazendo aqui? Seu lugar é em Yale. — Eu disse.

– Lembra do meu professor? — Ela perguntou. Eu assenti com a cabeça. — Ele transformou minha vida num inferno depois que deixei ele. — Quinn lembrou, virando os olhos. — Ou seja, depois dessa, sem caso com professores por um bom tempo.

Quinn virou-se, subindo as escadas. Eu era de casa, não precisava ser convidada, subi bem atrás puxando minha mala.

Quando Quinn ficou grávida, a mãe dela deixou o marido e saiu de casa. Não sei quanto tempo aquilo demorou, mas eu reconhecia aquela casa, era a casa do pai de Quinn, sempre foi. Tinha duas alternativas: Ou a mãe de Quinn voltara pro marido ou Quinn tinha deixado sua mãe. Decidi não perguntar nada.

– O que tempos para hoje? — Quinn disse, sentando-se na sua cama.

Seu quarto sempre estava arrumado e eu reconhecia aquele tapete desde da primeira vez que fui na sua casa. Andei por cima dele, deixando minhas marcas sobre, cheguei até a janela, vi a rua parada e escura. Eu sentia saudades daquilo.

Quando Quinn notou a falta de minha resposta, perguntou:

– Por que você não procurou por sua mãe?

Virei-me e lambi meus lábios ressecados.

– Não quero decepcioná-la e nem dizer que preciso de sua ajuda novamente.

– Decepcioná-la por quê?

– Ela não queria esse futuro pra mim. Sempre quis me colocar na melhor faculdade e tal... Agora estou aqui, sem nada.

– Quinn! Jantar! — Veio a voz do andar de baixo, reconheci logo em seguida, era a senhorita Fabray. Mas havia um problema, se ela não disse "Quinn, Santana! Jantar" significava que ela ainda não sabia...

– Temos que convencer minha mãe ainda.

– Ela voltou com seu pai?

– Já faz um tempinho. — Quinn respondeu e eu consegui notar a decepção no seu olhar.

A mulher mais velha me abraçou, já seu pai virou os olhos. Eu sabia que ele me odiava, pensava que eu era um mal caminho porque na realidade, eu era. Agora eu tinha outro problema, precisava convencê-lo que havia mudado.

Sentei-me na cadeira e vi o rosto rosado de Quinn olhando para mim. Talvez ela realmente sentisse algo por mim, algo tipo o que eu sentia por Brittany.

Depois de jantarmos e jogarmos conversas fora, eu estava deitada num colchão sobre o tapete, o abajur estava desligado e já devia ser mais de meia noite.

– O que tempos pra amanhã? — Quinn repetiu.

– Preciso arrumar um emprego. — Falei.

– Amanhã irei na escola.

– Fazer... — Pedi complemento.

– Rever alguns amigos. Estou sentindo saudade de Brittany como nunca.

– Brittany?

– Ela mesma. Ah, me desculpa, tinha esquecido que o clima entre vocês já não é o mesmo. — Quinn lamentou-se.

Virei de lado e tentei dormir, mas em minha mente veio lembranças e lembranças. Dia dos namorados, Brittany, songbird. Songbird foi a primeira música que eu cantei enquanto estávamos sozinhas. Pensei que o sentimento fosse recíproco, queria que fosse.

Mas Brittany não me merecia mais. Ela havia feito sua escolha e por mais que isso doesse em mim, eu precisava aceitar.

Precisava, mas não conseguia.

Brittany ainda era meu maior problema, de certa maneira, me assumi por causa dela, queria que todos vissem que eu a amava.

Quando nossos lábios se tocaram pela primeira vez, um raio me atingiu por dentro. Quando nossos lábios se tocaram pela última vez antes de eu ir pra NY e deixá-la seguir em frente ao lado daquele loiro estúpido... Sam Evans. Sinto nojo em lembrar desse nome. Ele sabia o quanto eu a amava e mesmo assim, esperou eu sumir por uns dias, dar um tempo pra nossa relação pra convencê-la que ela podia ser bissexual ou hétero novamente. Eu conhecia Brittany, ela era como eu.

Esse não era meu maior problema no momento, eu precisava arrumar um jeito do pai de Quinn me ver com outros olhos, como a garota-crescida-não-vadia que eu estava tentando me tornar. Se bem que eu ainda era um pouco vadia, mimada e até malvada, mas eu ia mudar....

O reflexo da lua atravessou a vidraça, eu havia esquecido de colocar a cortina no lugar novamente. Perdão, Quinn. Amanhã vamos nos acordar cedo com o clarão no nosso quarto, digo, no seu quarto, mas é quase meu. Enfim, não vou me levantar agora.

Estou sendo uma vadia? — Perguntei a mim mesma. — Vadia não, preguiçosa.

Ser preguiçosa era outra coisa que eu não podia ser, então, levantei-me e puxei a cortina. O quarto ficou mais escuro, deitei-me novamente e dormi rapidamente.

Notas finais
Talvez eu esteja mudando a personalidade de alguns personagens, mas não tem problema. Talvez eu esteja colocando coisas sem fundamentos, mas também não tem problema.
Quero saber o que vocês estão achando, ok? Próximo capítulo será o reencontro de Brittany com Santana e reserva muuuuuito mesmo. Enfim, estão shippando quinntana como eu estou?