medo

5 monstros não vivem mais debaixo da cama


Notas iniciais
Pode parecer estranho mas, ao mesmo tempo que a história vai se desenrolando, ela vai chegando ao fim. O final pode ser meio sem-sentido, mas pretendo fazer uma continuação rs
ah sim, e desculpem o tamanho :33'

Anne dormiu algum tempo depois do horrível ocorrido. Mas dormiu com tanto medo que, por muito tempo não queria fechar os olhos.

O relógio marcava pouco mais de 5 horas da madrugada. Joana acordou de um pesadelo em um pulo: um pesadelo tão terrível e confuso quanto suas visões ao passar pelo quarto da mãe. Sua mente se invadiu de questões: sua mãe já teria voltado para casa?; o que era aquele “animal” que havia visto ao passar pelo quarto da mãe? Um espírito, demônio?

Estava muito confusa e com medo.

Anne havia acordado no impulso do pulo de Joana. Acordou e ficou imóvel, quieta. Apenas observando sua amiga com a face medrosa. Perguntou:

— Está tudo bem, Joana? — Anne estava tão sonolenta que nem se importou em não assustar a amiga, que já estava bem assustada.

— Ah! — A garota de outro pulo, desta vez, de susto. — Anne... você está acordada! — A garota sorriu assustada.

“Tá tudo bem sim... e você, como você tá? Melhorou?”

— Eu...

Antes que a garota pudesse completar a frase, alguém (ou algo) bateu forte na porta, três vezes. As garotas se olharam, tensas. Joana falou:

— Deve ser minha mãe... — Joana se lembrou de algo e assustou-se. — ...! Anne, se esconda! Se lembra de que você não deveria estar aqui? Ai meu Deus!

Enquanto Anne rapidamente se escondia dentro do armário. Joana, por sua vez, foi lentamente caminhando até a porta.

Na verdade, a garota estava tensa. Como ela teria certeza se, ao abrir a porta, daria de cara com sua mãe ou com aquele monstro — ou o que fosse — que estava no quarto da mesma? Temerosa, ela tomou coragem e girou a maçaneta. Abriu a porta e suas pernas amoleceram de medo. Afinal, do outro lado da porta havia ninguém a não ser um vento frio e assustador que lhe cobria de mais medo ainda.

“Quem diabos bateu na porta?”, questionou-se a garota. Estava tremendo de frio e medo, mas tirou coragem de sabe-se-lá-onde e saiu correndo de encontro com a porta do quarto de sua mãe. Foi contra o vento que vinha — de onde vinha? Contra imagens religiosas que pareciam lhe julgar com aqueles olhos amedrontadores. Quando chegou ao quarto da mãe, seu coração foi aos extremos — muito rápido e, subitamente, quase parando.

O mesmo animal/demônio ainda estava lá, sentado na ponta da cama de sua mãe. Ela paralisou. Ele tinha os olhos tão escuros e assustadores, completamente escuros, não havia nenhum sinal de luz naqueles olhos. Parecia a morte. Suas veias, vasos sanguíneos e artérias estavam tão à vista quanto seus órgãos (que não eram como os de humanos normais), parecendo que não possuía pele.

De repente, Anne veio correndo, cambaleando e chorando. Chegou assustada ao lado de Joana — na porta do quarto da mãe da menina — e começou a falar sobre um espírito, ou fosse lá o que era, dentro do armário, histericamente. Ela não havia notado o que estava dentro do quarto, até o momento. Sua mente ficou confusa e assustada, ela ficou tonta, achou que iria desmaiar. Segurou-se em Joana, que estava dura, paralisada de medo, como pedra. Anne paralisou-se também.

O “animal” começou a se levantar e a se aproximar das garotas. As pernas finas dele eram finais e pareciam quebráveis como gelo fino. O animal começara a adentrar Anne, nenhuma das garotas reagiu, por medo.

A garota começou a revirar os olhos, o peito foi impulsionado para frente sem sua vontade, parecia estar sendo possuída — provavelmente estava. Logo após, ela começou a flutuar, estava a quase 2 cm do chão. Ela já perdera completamente o controle do próprio corpo para a besta.

Após 5 segundos de flutuação, seu corpo e suas feições começaram a mudar: ela estava ficando parecida com o demônio que estava ali há meio minuto e que, agora, tomava posse do corpo de Anne.

Seus olhos se tornaram escuros como breu; sua pele parecia transparente: se via tudo por dentro da garota; seu lábios arroxaram e ela estava com um olhar demoníaco.

Então, a menina caiu desmaiada.

O ritual estava completo:

Anne se tornara um demônio.


Notas finais
aproveitem enquanto ainda tem coisa nova -q
PS: o nome verdadeiro do capítulo é "filmes de terror tão assustadores quanto Anne poderia imaginar", mas o limite de tamanho em nomes de capítulo não deixou rs.