Notas iniciais
Oi gente,
Essa é uma antiga fic minha que eu voltei a escrever. Não sei se está tão boa.
" Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas que pelas respostas." - Uma frase para cada cap, ok? (se quiserem uma música também, avisem)
Ps: Para quem já leu o outro capítulo... Pois é, acabei eu mesma postando o prólogo... Acho que a Juli vai postar o cap 2 e o 3...

Pov desconhecido:

O céu estava negro e as nuvens escuras escondiam o Sol, o que se tornou uma paisagem sombrio, como com um daqueles cenários assustadores de filmes de terror.

Lápides nos cercavam e o cheiro de morte estava no ar, espalhando o sentimento desesperador que se abrigava em meu coração. Como poderia haver tanto medo e perda em um lugar só?

A guerra terminara, deixando sua destruição diante de meus olhos, que ardiam pelo ar poeirento e pelo nevoeiro espesso, que começavam a tomar conta do local. Logo iria chover e a névoa estava me cegando pouco a pouco.

Raios desciam dos céus, como serpentes de eletricidade e trovões iluminavam as nuvens negras com barulhos ensurdecedores, fazendo se formar um cenário mais assustador áquele lugar.

Tremi. Aquele que estava ao meu lado me apertou contra si, como se quisesse me proteger do cenário que se formava. Ninguém poderia parar a chuva quando ela começasse a cair e não havia nenhum teto ali que nos protegesse. Haviam mortos, lápides, horror...

Respirei fundo, tentando tirar aquelas imagens de minha cabeça. Havia algo se aproximando, algo que era poderoso e assustador. E eu não tinha certeza se queria mesmo que aquilo se aproximasse.

_ Acalme-se, nada vai lhe ferir enquanto eu estiver aqui. Nada nem ninguém vai lhe machucar, isso eu posso afirmar. — sussurrou ele em meus ouvidos

Aquilo soou como um consolo e na hora até foi bom ouvi-lo, me tranquilizou. Mas, como tudo o que é bom dura pouco... Ouvi um riso vindo do meio do nevoeiro e tremi novamente. Eu mal podia ver um palmo á minha frente.

_ Pare de se esconder, maldição! Todos os vivos, e até os mortos que estão aqui já sabem que você está aí, apareça logo demônio! — gritou ele.

A impaciência dele era surpreendente, ainda mais quando se tratava daquele que tanto me odiava. Como se falar resolvesse alguma coisa. Era um demônio ali na frente, não um cachorrinho obediente.

_ O que você quer? Quer assustar mais a coitada, que já está tremendo em meus braços? Quer que eu vá embora? Está com medo? — provocou ele.

_ Não provoque, por favor. – sussurrei, com a voz trêmula.

Eu não conseguia fazer com que minha voz saísse direito, era como se um "nó" de pavor estivesse se formando em minha garganta. Leviatã se aproximava, seus olhos eram vermelhos e seu rosto inundado de cicatrizes me assustavam ainda mais, fazendo com que eu me encolhesse bastante.

Leviatã andava firmemente. Asas negras se estendiam por trás dele, enormes e manchadas de vermelho. Em seus lábios, um sorriso de diversão se formava.

_ Me desculpe, mas a festa acabou. Os dois pombinhos podem se separar antes que eu mesmo faça isso. — disse Leviatã.

Aquele demônio angelical estava com um sorriso que parecia cortar o seu rosto. Mas aquele que me abraçava apenas me apertou mais contra si, em um gesto mais do que protetor. Era possessivo. O demônio parou, sorrindo mais ainda.

_ Não vão se separar? Não tenho a tarde inteira. Vocês nãovãoquerer que eu faça isso, podem ter certeza. — disse Leviatã.

Eu senti os braços que estavam em volta de mim se afrouxarem lentamente. Agarrei-me àqueles braços em uma última vã esperança de continuar me sentindo protegida. Em vão, como eu previra. Ele se separou de mim e eu caí no chão com a cabeça abaixada.

_ E agora? Desejava mais do que isso? Ainda espera que eu faça o que você deseja? – falei.

Meus olhos estavam fixos no monstro que estava á minha frente. E ele apenas riu e encolheu as asas, pensativo.

_ Você está me devendo alguns favores. — disse ele

Até que em fim ele estava me olhando friamente.

_ Favores? O que mais você quer de mim? Você já me tirou meus amigos, minha família, os únicos que estavam ao meu lado. Quer mais? O que mais eu vou ter que perder? Não tenho mais nada! – falei.

Senti as lágrimas escorrerem pelo meu rosto, apesar da minha tentativa inútil de detê-las.

_ Sim, você tem. Você tem a sua irmã, você tem algumas coisas bem interessantes... Em fim, você tem um amor. Você tem um anjo ao seu dispor. Não aceito isso. — disse ele.

O demônio foi parando de sorrir e olhando para meu amado lentamente.

_ Como se deixou levar a esse ponto, Nathan? Como? Explique-me isso. — ordenou ele.

Agora Leviatã o fitava com desdém.

Não me agüentei. Levantei-me e dei um passo na direção do demônio com o rosto ardendo em fúria.

_ Você não vai tirar a única coisa que me resta também. Não posso permitir. – falei.

Eu estava me esquecendo de todos os meus medos, de tudo o que aquele monstro podia fazer? O QUE, DIABOS, EU ESTAVA FAZENDO? Mas agora era tarde. Ele me olhou, surpreso.

_ E o quevocêpode fazer contramim? Responda-me, humana inútil! — disse o demônio.

Ele abriu as asas instantaneamente.

_ Você é só uma imprestável que não serviu nem mesmo para defender o próprio lar. Não serviu para defender a sua família! Quem diria me derrotar! — disse Leviatã

O ser á minha frente agora soltava uma gargalhada assustadora. Recuei um passo, mas não perdi a compostura de ataque.

_ Ela não é imprestável. E, principalmente, ela não é inútil. — disse Nathan.

O anjo veio andando até o meu lado. Vi que seus olhos ardiam em fúria também.

_ Ah, lindo casal. É uma pena destruir esse amor. — disse demônio.

Leviatã já ia estalando os dedos e Nathan, como que para impedi-lo, deu alguns passsos á minha frente. Inutilmente.

Tudo ficou negro, eu só pude sentir o baque no chão. Depois... Nada. Não senti nada. Era como se o meu corpo estivesse fora do meu alcance. Era como se... O que restasse de mim... Se afogasse em uma escuridão intensa. Chorei sem lágrimas. O que mais eu poderia fazer? Nada. Absolutamente nada. Como ele disse, eu sou uma imprestável. Uma inútil. Não sirvo para nada, apenas dou problemas.

Notas finais
Bem, minna-san!! Prontos para dar comentários?? Podem ir começando! Estou esperando a contribuição de vocês! Não se esqueçam nunca: sem contribuição, sem fic. Meu 2º lema! Mas de qualquer jeito, o que acharam do Prólogo? O Prólogo, é tipo... Sei lá, Prólogo mesmo. Mas o que estão achando da fic? Está entediante? Chata? Dá sono? Ficou sem graça? Comentem, gente, quero a opinião de vocês! Quero reviews hein?
Moukiki.