as Caçadoras e as Paixões Proibidas.

12 Capítulo XI - O anjo de Sara


Notas iniciais
Oiê! Galerinha,
E aqui estou eu com o capítulo 12,
Espero que gostem!

Pov Sara:

Era tudo que faltava para completar aquele dia maluco. Ivan havia levado a Sam pra sei lá onde, meu tio Brian estava sem falar há 1 hora, meu pai e minha mãe se olhavam com expressões de horror, e eu, como sempre a mais esquisita, estava ajoelhada ao lado de Nathan, que me olhava com um brilho estranho nos olhos.
Ah é, esqueci de dizer a parte em que eu ainda estava confusa e assustada por descobrir que o garoto que eu achava lindo e me encantava com aqueles olhos, era nada mais nada menos, que um anjo. Isso aí, um anjo. Uau! Engraçado pensar nisso, já que no parque eu havia mesmo comparado ele com um anjo. E claro, já que se tratava da minha vida nada normal, acabou que meus pensamentos estavam certos.

_ Sara? — Nathan me chamou, me tirando do meu mundo paralelo.

_ Hum? — Foi a única resposta que eu consegui dar.

_ Você está com uma cara engraçada, pode me ajudar a levantar, por favor?

_ Levantar? O que...Ah! Verdade! — Eu fiquei vermelha por ter esquecido que o coitado havia sido atirado no chão por meu amigo demônio.

_ Obrigado. — Ele disse rindo enquanto eu o ajudava.

_ Disponha! — Disponha? Sara, porque ta falando dessa forma? O que deu em você? Ótimo, tudo que eu precisava, minha consciência resolveu se intrometer.

_ Ah, olá. — Nathan disse se virando para meu tio e meus pais que agora o encaravam com as bocas abertas.
_ Eu ia me apresentar de uma maneira mais calma, mas...Hum, deixa pra lá.

_ V...V...V...Você é um...Um...Ai meu Deus! — Minha mãe exclamou e caiu de joelhos na frente de Nathan. Se a situação não estivesse séria, eu juro que já estaria rindo com a cara que Nathan fez.
_ Um anjo! Um anjo! Tem um anjo na minha coziiinhaa! Oh, senhor anjo, por favor traga minha filha Sam de volta, senhor anjo....

_ Ei, senhora, eu sou um anjo, mas não sou um santo recuperador de filhas! Ai, ótimo, ela está chorando, belo anjo que eu sou!

_ Mamãe, o Nathan vai ajudar a Sam, quer dizer, eu e Nathan, mas não se preocupe, Ivan não irá machucar minha irmã.

_ Como você sabe Sara? Ele é um demônio! Um demônio que está com a sua irmã, e tem um anjo na minha cozinha dizendo que não pode trazer a Sam de volta. Pelo amor de Deus! Você é um anjo, faça alguma coisa! Já!

_ Mãããããe! Dá pra se acalmar? Eu conheço o Ivan, bem, não conheço muito, mas conheço o lado dele que foi meu amigo, e... — Na verdade eu queria dizer que estava conseguindo conectar minha mente com a de Ivan, só um pouco, mas acho que aqueles anos todos de amizade serviram para alguma coisa. Sinceramente, não me agradava ficar na mente dele, então, eu nunca fazia isso, mas eu sabia que podia me conectar com ele, e me irritava muito quando ele não parava de ler meus pensamentos. Pior, ele faz isso até hoje! Aaarrgh!

_ E o que Sara? — Meu tio finalmente recuperou a voz.

_ E nós vamos procurar uma maneira de trazer a Sam de volta. — Nathan completou, me olhando e rindo. Ótimo, será que ele também ia ler minha mente? Minha cabeça era o que? Uma praça pública para demônios e anjos?

_ Aaaaah, obrigada senhor anjinho, obrigaaada. — Minha mãe abraçou Nathan tão forte, que o coitado ficou vermelho de vergonha e por ela estar apertando seu pescoço com aquele abraço.

_ Mãe, assim você sufoca o anjo! Quer mandar ele de volta lá pra cima?

_ Ah, me desculpe. — Ela riu sem graça e o soltou.

_ Sara!

_ Sim pai?

_ Melhor dar um jeito de trazer sua irmã de volta. Isso é culpa sua!

_ O... Que? — Meu pai finalmente havia aberto a boca, e julgando pelo aperto que senti em meu coração, eu preferiria que ele tivesse ficado com ela fechada.

_ James! Isso não é culpa da Sarinha, não fale assim com ela! — Minha mãe disse enfurecida para meu pai.

_ É culpa dela sim! Foi ela que trouxe aquela criatura pro nosso porão, foi ela que manteve ele escondido de todos e dando forças a ele, foi ela que não o impediu de fugir, foi ela que...

_ Acho que minha sentença já foi bem falada, qual será o castigo? Ah é, o castigo é ser culpada de tudo isso!

Meu tio e minha mãe olharam irritados para meu pai, mas eu não dei tempo de ninguém falar nada. Abri a porta da cozinha e saí, para fora.
Eu corri o mais rápido que pude, e cheguei ao meu lugar preferido em todo o mundo. Era lá que eu ia quando ficava triste, com raiva, ou quando eu queria ficar sozinha mesmo. Era uma cachoeira que caía formando um lindo lago de água cristalina. Ficava dentro da floresta e a única que sabia que eu me escondia lá, era a Sam.
Nunca me achavam, porque essa cachoeira ficava escondida por grossas árvores, e claro, porque eu fazia um encanto que levantava uma barreira em volta de tudo, e a pessoa que chegasse perto, iria passar reto sem perceber que havia uma cachoeira ali. Eu estava sentada em uma pedra, com as pernas dentro da água, era assim que eu costumava ficar quando queria pensar.
Lágrimas quentes desciam pelo meu rosto, e agora que eu estava sozinha, eu nem ligava nem tentava esconder que estava chorando. Não acreditava que meu pai tivesse a coragem de dizer aquelas coisas, embora em uma coisa ele tinha razão, eu havia trazido o Ghost, mas sinceramente, eu nem lembrava como eu havia feito isso.
_ Sara? — Eu pulei assustada, mas relaxei ao ver Nathan parado atrás de mim.

_ Como me achou?

_ Vim sentindo sua presença, e, bom, eu poderia te achar em qualquer lugar Sara. — Ele sorriu e sentou ao meu lado me olhando suavemente.

_ Acho que é fácil para um anjo fazer isso. — Murmurei de cabeça baixa.

_ Hum, essa barreira que você colocou, não deixa qualquer anjo ou demônio entrar aqui. Mas eu consigo, porque...Fui enviado por sua causa.

_ O quê? — Legal, mais uma coisa que era minha culpa.

_ Bem, você e sua irmã estavam se metendo em perigos demais, e os últimos demônios que vocês mataram, bom, foram os piores e que deixaram uma certa pessoa muito irritada. Além disso, precisamos proteger a alma de Sam e seus poderes. Eu tenho a missão de ensinar você a despertar esse poder que você tem, isso será uma esperança para se houver uma guerra.

_ Ghost me contou desse poder esquisito, mas eu não entendo nada.

_ Bem, com esse poder Sara, você pode ser capaz de bloquear sua mente, fechar seu corpo para não ser mais possuída, e o mais importante, controlar qualquer criatura, não importa a força que ela tenha. Mas escute, você precisa da sua irmã, juntas o poder fica completamente desperto, porque terá a alma pura que sua irmã carrega. Entende?

_ Sim, eu sempre tive certeza de que eu e Sam conseguimos caçar e ter sucesso por estarmos sempre juntas.

_ Exatamente Sara. Ei, agora, me diga, porque estava chorando? — O sorriso dele era gentil e ele acariciou meu rosto me fazendo corar.

_ Bom, meu pai não foi exatamente indireto comigo hoje.

_ Ah! Aquilo? Não se preocupe, ele só está chateado, principalmente porque isso tudo lembra a irmã dele.

_ Imagino. — Eu disse de cabeça baixa.

_ Ei, não fique triste Sara, eu vou estar com você, você pode me chamar de seu anjinho! — Ele riu, e sua risada parecia com lindos sinos tocando.

_ Meu anjo? Muito engraçado!

_ Tentei né. — Ele se levantou e disse:
_ Te vejo no colégio Sarinha. — Ele riu de novo e me deu um beijo na testa.

Quando ele desapareceu, eu novamente estava com cara de boba e a única coisa que eu pensava era na voz dele dizendo que era meu anjo.
Ah! Quem me dera! Ei, Sara, o que ta pensando? Ele é um anjo! E você uma humana! Mas ele é tão lindo!
Eu estava ali encarando a água como se ela fosse um tesouro precioso, quando senti a presença dele. Oh Deus! Será que não podia passar um dia sem me atormentar?

_ O que é Ghost? — Eu suspirei cansada.

_ Aaaaah! Tire essa porcaria de barreira!

_ Hãn? Como assim? Você não consegue passar? Mas porque o Nathan consegue?

_ Eu sei lá! Dá pra tirar essa droga?

_ Não.

_ Saaaaaraa! Não queira me ver irritado!

_ Aaaai! Que coisa viu! — Eu gritei irritada e tirei a barreira.

_ Melhor assim. — Ele disse vindo parar bem do meu lado.

_ E a Sam? O que você fez com ela?

_ Eu só queria conversar com ela! Aquele seu tio vai me pagar!

_ Ah, Ghost, nada de mortes, lembra?

_ Eu não prometi nada. — Ele respondeu com um sorriso cruel.

_ Bom, seria mais uma coisa pro meu pai colocar na listinha! — Eu suspirei tristemente e baixei a cabeça.

_ Seu pai me irrita também.

_ Não me diga.

_ Ei, Sara, se você sabe que não foi sua culpa, então pra que ficar ligando pra isso? Fala sério! Uma amiga minha não pode ficar agindo como uma fraca sentimental!

_ Será que não dava pra você ligar o lado demônio amigo? Pelo menos por uns 5 minutos?

_ Huuum, não. Hoje não to com humor pra ser o Ghost.

_ E ta com humor pra ser quem?

_ Ivan, oras!

_ Rá! Até parece! E eu que devia estar irritada com você. Você contou seu nome pra Sam e não conta pra mim. — Eu o olhei irritada.

_ Ah, porque você não pode saber ainda! E não me faça falar de novo!

_ Ah, você que sabe! O que ta fazendo aqui?

_ Quero saber porque você não me disse que estava andando com um anjo! — Ele falou isso com uma frieza na voz.

_ Eu nem sabia que ele era um anjo! E ele é um anjinho tão bonitinho; — Eu corei e olhei pro outro lado.

_ O quêêê? Você acha aquela criatura um anjo bonitinho? Pronto! Minha amiga pirou de vez! Ele é irritante, e não me faça ter que ser legal com ele, só porque você virou amiguinha dele!

_ Eu posso ser amiga dele, e sua também.

_ Amiga de um anjo e um demônio? To vendo que isso vai dar muuito certo, né querida humana?

_ Uh é, você não disse que não estava com humor para ser o meu amigo Ghost? — Eu levantei uma sobrancelha.

_ Ah! Não estou mesmo! — Ele se virou irritado, e antes de desaparecer, deu um sorriso travesso e disse:
_ Estou de olho na senhorita, ouviu Sara?

Eu fiquei sentada mais uma vez com cara de besta, agora só faltavam aparecer fadinhas pra completar meu dia.
Com um suspiro, eu me levantei e fui caminhando lentamente de volta para a casa. Será que Sam já havia chegado? E será que haviam contado a ela o que meu pai havia me falado?
Pelo menos amanhã eu veria o Nathan de novo, e isso, serviu para me fazer sorrir pelo menos um pouquinho!




Notas finais
Prontinho pessoinhas,
Espero que tenham gostado, reviews serão bem vindos!
Nos vemos no capítulo 14, beijinhos;