as Caçadoras e as Paixões Proibidas.
5 Capítulo IV - A Briga.
Notas iniciais
Frase? Huum, deixa eu pensar... Que tal a do Titanic? Não, não... Aaah, achei: " Corpo, sai desse demônio!". Kkkkk, foi boa?
Pov Samantha:
Pronto, eu não estou nenhum pouco á fim de contar o que aconteceu, espero que vocês tenham lido os "Pov’s Sara". Ninguém merece!
_ Filhas, vocês podem começar a falar. — disse meu pai.
Isso enquanto estávamos jantando.
_ Eu não sei por onde começar papai. — disse Sara.
E eu a interrompi:
_ Olha, nós não fomos atrás de fantasma nenhum. Ele é que sempre morou com agente, só para esclarecer. – falei.
Logo recebi o olhar de advertência de minha irmã.
_ E, aliás, é um fantasma bem bonitinho. Mas isso não vem ao caso. – soltei.
Por que eu estava sentindo minhas bochechas esquentarem? Logo tratei de me recompor.
_ Então, acho que vocês podem sacar que o garoto era meu melhor amigo desde os 12 anos. E eu não iria simplesmente expulsar ele de casa. Eu o mantinha preso no porão, com um encantamento. Ele foi solto pela faxineira que vocês mandaram para limpar o porão, e agora ele sumiu. — falou Sara.
Ela engoliu em seco.
_ E o que isso significa? — perguntou o papai.
_ Ninguém sabe. Perdi o apetite. – falei.
Eu já fui empurrando o prato e correndo para o meu quarto, trancando a porta. Eu tinha que tirar aquele garoto/fantasma/demônio, da minha cabeça. Ele poderia me causar algum problema, se não causasse coisa pior, e eu iria ficar apaixonadinha por ele? Não! Não, não!
Do nada, ouvi uma batida na janela. O sol começava a se por. Olhei e vi uma sombra, com uma capa negra. Fiquei paralisada ali, sem conseguir me mover.
_ Abra logo, Samantha. — disse uma voz.
Parecia com a voz do amigo da Sara. Eu ainda estava paralisada, era o garoto do porão?
_ Não estou com a mínima paciência, abra! — ordenou.
Acabei por ceder e abrir a janela com um guarda-chuva, para não chegar muito perto. Procurei uma arma, sem achar nada mais eficiente do que o guarda-chuva. O garoto entrou e enfiou a mão no colchão, tirando a capa com a outra mão. Ele retirou uma faca debaixo da cama e a tacou pela janela.
_ Bem melhor. – disse.
Agora ele se sentava na cama.
Novamente eu estava paralisada. Aquele monumento estava no meu quarto! Quase caí no chão. Mas eu sabia que tinha que me aguentar, afinal, provavelmente ele era um demônio.
_ O que faz aqui? – perguntei.
Surpreendi-me com a voz confiante que saiu da minha boca.
_ Nada demais, vim visitar você. — disse ele.
O garoto estava sorrindo.
_ Visitar, sei. — falei.
O impressionante era que o meu senso irônico ainda estava bom!
_ É. — disse ele.
Agora o idiota estava rindo.
_ Bom... Eu estava procurando uma arma... – sussurrei.
Eu nunca iria querer falar em voz alta aquilo. Bosta! Aquele garoto fazia uma bagunça na minha cabeça!
_ Ah, eu desapareci com elas. Sabe, para ficar mais confortável de agente conversar. — disse ele.
Ele continuava com aquele sorriso idiota em seus lábios. Lindo demais! Balancei a cabeça.
_ Qual é o seu nome? – perguntei.
Eu já ia dando um passo em direção á porta.
_ Ivan. — disse ele.
_ Não, o seu nome como demônio. – falei.
Engoli em seco.
_ Ah, Leviatã. — disse ele.
Ele riu de novo.
_ Então você admite ser um demônio! – falei.
Agora eu me virei na sua direção.
_ Claro! Nunca falei o contrário. — disse ele.
Aquele sorrisinho sarcástico já estava me dando nos nervos.
_ Então, vou procurar a cruz que estava ali... – murmurei.
Agora eu já estava pegando a chave que estava na porta. O demônio soltou uma gargalhada.
_ Tente. — disse ele.
A chave desapareceu de minha mão. Engoli em seco e pensei em gritar. Onde estava a Sara?
_ Mas eu... – murmurei.
Eu estava um pouco histérica. Ótimo.
_ Chh, gritar, não vai me deixar muito feliz. — disse o demônio.
Agora ele estava parando de sorrir.
_ Eu não sou uma criança. — resmunguei.
_ Não precisa me tratar como uma retardada. – continuei a falar.
_ Que ótimo. Sabe falar em latim? — disse ele.
Agora ele estava se deitando na cama e jogando os pés para o alto.
_ Não... – murmurei.
Agora eu já estava procurando a Bíblia que deveria estar ali, em vão.
_ Então, não adianta nada você ter uma cruz. Aliás, eu poderia me fortalecer com essa cruz se eu quisesse. – disse.
Agora ele estava sorrindo.
_ Então... SARA! — gritei.
No mesmo instante, o garoto sumira. Alguém arrombou a porta e eu só estava parada, tremendo.
_ Sam? — murmurou Sara.
Ela estava com a arma levantada, mas logo foi abaixando a arma.
_ O seu amiguinho é mesmo um demônio. – falei.
Eu não percebi que o papai estava junto dela.
_ AH, MEU DEUS, SARA! — berrou o papai.
Agora ele estava realmente enfurecido.
_ Papai, por favor... – falei.
Senti minhas pernas bambearem.
_ Agora não. – sussurrei.
_ Sam! — disse ele.
Ele me pegou assim que minhas pernas cederam.
_ Papai, ele está atrás de alguma coisa nessa casa. — murmurei.
_ Ou alguém. — disse Sara.
Eu e minha irmã nos entreolhamos.
_ É. — sussurrei.
O papai me deixou na cadeira, descendo para trazer um copo de água.
_ As armas, ele sumiu com elas... – murmurei.
Agora eu estava olhando para Sara.
_ Ele sumiu com a Bíblia e apareceu na janela... Não teve como não abrir e aí ele... – murmurei.
Logo eu caí no choro. Uma coisa rara de se ver.
_ Calma Sam! O que aconteceu? O que ele disse? — perguntou Sara.
Ela me abraçou.
_ Que o nome dele como demônio é Levi... Acho que... Le — Leviatã. – gaguejei.
Eu estava sendo patética.
_ Mais alguma coisa? — perguntou Sara.
Ela ajeitou e fechou a porta. Percebi que a chave sumira.
_ Ele disse que o nome dele é Ivan aqui na terra... Que a cruz não funciona se eu não souber falar em latim... – murmurei.
Logo eu soltei um grito quando a chave apareceu na porta e a trancou, sozinha. A porta estava no lugar, como se ninguém tivesse arrombado.
_ Calma, não grite! — exclamou Sara.
Minha irmã olhava em volta. Não tinha ninguém no quarto. Um vento frio entrou pela janela e uma risada ecoou pelas paredes. Engoli em seco junto com Sara. A chave voltara a sumir.
_ A Sara é esperta. — disse a voz do garoto.
Eu o vi na cama. Ele aparecera do nada e agora cutucava o dente com um palito.
_ Chamou meu nome, querida Sam? — perguntou o demônio.
_ É melhor tomar cuidado com nomes. Eles podem significar mais do que você imagina. – disse ele.
_ SOCORRO! – berrei.
Sara tampou a minha boca. Alguém bateu com força na porta. Nada aconteceu. Engoli em seco.
_ Espero que vocês entendam que não é para gritar. — disse o demônio.
Os olhos dele faiscavam.
_ Sim. — disse Sara.
_ O que você quer? – perguntou minha irmã.
_ Nada demais... Você tem muito que aprender, sabia? — perguntou o demônio.
_ SARA, SAMANTHA, ABRAM A PORTA! — berro uma voz.
Era a voz do meu pai, de atrás porta. De repente, minhas forças voltaram, eu corri até a porta e gritei:
_ Está trancada! A chave sumiu!
Eu estava desesperada, tanto que não percebi uma respiração em meu pescoço. Eu já ia tentar bater na porta quando duas mãos agarraram fortemente as minhas e eu fui lançada contra a parede, gritando.
_ Se você nãoficar quieta, vai serdifícil, queridinha. — disse o demônio.
Ele estava parado na minha frente. Eu tinha perdido a voz. O olhar que ele me lançava era pior do que raivoso. Era perverso. Engoli em seco e me encolhi.
_ É a terceira vez que eu te aviso isso, Sam, querida. Não quero ter que avisar de novo. — disse ele, se sentando novamente na cama. – resmungou o tal Leviatã.
_ Hum, Sara... – gemi.
Eu estava tremendo.
_Demônio? – chamou ela.
Ele bufou e se virou. Eu confesso que não era tão durona quando se tratava de um demônio que quer me matar.
_ Sim? — perguntou ele.
Ele estava sorrindo cruelmente para Sara.
_ Você não está pegando um pouco pesado demais? Acho que esqueceu que eu vim de fora. — disse Sara.
Agora ela estava apontando uma arma na direção do demônio. Sorri. No mesmo instante, o demônio recuou.
_ Sarinha? Não vai fazer isso com o seu melhor amigo, não é? — disse ele.
Ele estava a olhando de um jeito... Tão fofo... Nem parecia que ele era um demônio. Sara engoliu em seco.
_ Pare com isso. Você não é mais meu amigo. — disse ela.
_ Sarinha, ainda sou eu. Por favor, não me machuque. — disse ele.
Ele dizia aquilo docemente.
_ Pare de fingir. — ordenou ela.
_ Mas... Você me deixou com um pouquinho de raiva por me deixar preso, só isso, minha humana. — disse ele tristemente.
_ Não é bom ter que ser um demônio e se fingir de mau. – disse.
_ P-por favor, pare. — disse Sara.
Vi uma lágrima solitária descer por seu rosto.
_ Você não tem coragem. — disse o demônio.
Agora ele tinha voltado a sorrir cruelmente.
_ Tenho sim. — disse Sara.
Ela ainda estava se recompondo.
_ Mas... Não éramos amigos, minha humana? — perguntou o demônio.
Ele ainda sorria cruelmente.
_ S-sim... Mas isso foi antes de você ser um demônio. — disse Sara.
_ Mas eu sempre fui um demônio. — disse ele.
Ele estava parando de sorrir e olhando tristemente para Sara.
_ Não. Você era omeufantasma. — disse Sara.
_ Era assim que você me chamava. Fantasma. Era sério? Eu achei que você soubesse o que eu era. — disse ele.
Ele parecia realmente sincero. A mão de Sara tremeu.
_ Mas agora você é mau. Antes, você não machucava agente. — disse ela.
_ Eu passei muito tempo sendo controlado por você. Agente se cansa, não acha? O que você faria? — perguntou ele.
_ Eu... Te odeio! — disse Sara.
Agora ela estava chorando e abaixando a arma.
_ Seu merda! – falou.
Ela caiu na cadeira atrás de si e pondo a mão no rosto.
_ Ah, desculpe, minha humana. Não fique assim. — disse o demônio.
Ele foi até ela e levantou sua cabeça.
_ Eu gosto muito de você. Mas não é por isso que eu vou deixar de fazer o que é da minha natureza para te fazer feliz. Infelizmente, a vida é assim. — disse ele.
Ele me olhou intensamente.
_ Tem coisas que não podemos substituir. – resmungou o demônio.
Ele falou isso me olhando. Engoli em seco. O que isso queria dizer? Ele andou pelo quarto, parando em frente a uma gaveta. Ele a abriu, tirando de lá uma antiga foto. Estavam eu e Sara, nós duas separadas por um monte de ar, ela parecia dar a mão para o nada e eu sorria docemente.
_ Posso levar essa foto comigo? — perguntou ele.
Ele olhava de mim para minha irmã. Fitei a Sara, que tentava conter o choro.
_ Para onde você vai? — perguntou ela.
_ Para longe. Mas não se preocupe. Vou visitar vocês. — disse ele.
_ Agora acho que devo sair. Posso levar? – perguntou.
_ S-sim. — gaguejou Sara.
_ Obrigado. Desculpe Sarinha. Vai ser a última vez que nos vemos como amigos. De agora em diante, as coisas vão ser do meu jeito, queira isso te machuque ou não. Adeus. — disse ele.
Ele foi sumindo e deixando a chave no carpete.
Notas finais
É isso,
Bjs.
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