as Caçadoras e as Paixões Proibidas.

6 Capítulo V - Pensamentos confusos.


Notas iniciais
Oiê! Galerinha, Aqui está mais um capítulo, Espero que gostem!
(---Moukiki entrando ---
Frasesinha feliz: " Não se engane com o primeiro sorriso, não se esqueça de que o dito "diabo" já foi um "anjo"."

Pov Sara:

Eu estava abraçando minha irmã, tentando acalmá-la. Mas ao mesmo tempo, não parava de pensar no que tinha acontecido.

Em um dia, todos aqueles problemas pra tentar resolver, e tudo por culpa de quem? Do meu querido amigo do porão. Primeiro ele aparece pra todo mundo na cozinha, depois diz que vai ficar na forma humana e some, e agora, atormenta minha irmã. E como se não bastasse, meu pai estava prestes a explodir com nós duas.

Tenho que me lembrar de agradecer a ele por tornar minha vida uma confusão sem fim, em apenas um dia!

_ Sara? — Sam me chamou.

Ela me trouxe de volta para a realidade.

_ Ah! Desculpe Sam, você disse alguma coisa? – Perguntei.

_ Perguntei no que você tanto pensava. – Resmungou ela.

_ Eu? Ah, eu pensava em como aquele garoto foi capaz de armar toda essa confusão aqui. – Falei.

_ Ele é um demônio, o que esperava? – Perguntou Sam.

_ Sim, nem me fale. – Falei.

Eu abaixei a cabeça, e Sam me deu um tapinha amigável no ombro.

_ Ei, não foi sua culpa. – Ela disse.

_ Não, imagine! Quem que manteve aquela criatura no porão aqui de casa? Quem que sempre contava tudo a ele, incluindo sobre a nossa família, nossa vida e até nossas caçadas? Quem que chamava ele de amigo? Quem que... – Fui interrompida:

_ Sara! Sara! Calma ta? Ele é diferente, você sempre foi capaz de identificar anjos e demônios, mas de algum jeito, ele conseguiu te enganar. Ele te fez pensar que era um fantasma, não é sua culpa irmã, ele tem algum poder ou sei lá. – Explicou Sam.

_ Mas me enganar durante todos esses anos? Será que eu estou perdendo a prática? – Me perguntei.

Eu estava tão desanimada e confusa, que algumas lágrimas caíram sem que eu pudesse evitar.

_ Eeeei, — Chamou minha irmã.

Sam se levantou da cadeira e me abraçou.

_ Não fica assim, naquela época você ainda estava aprendendo a lidar com seus poderes, e depois você já confiava nele como seu amigo e fantasma. Ele com certeza se aproveitou disso, para saber tudo o que ele precisava, e agora por algum motivo, decidiu se revelar. Para de se culpar Sara, além disso, se você conseguiu manter um demônio preso no porão por tanto tempo, quer dizer que seus poderes estão maiores. Lembra que nosso tio disse que você ainda tem muitos poderes adormecidos e que irá despertá-los quando chegar a hora certa? – Perguntou Sam.

_ Isso faz tempo, nem sei se ele realmente estava certo. – Falei.

_ Nosso tio é sábio quando se trata desses assuntos, ele não brincaria com uma coisa dessas. – Disse ela.

_ É, mas agora, eu preciso descobrir o que esse garoto quer aqui. Ou melhor, o que ele quer com você. Desde o começo, ele não parava de te encarar. – Falei.

_ Isso eu percebi também. – Ela murmurou.

_ Samantha, aqui está seu copo de água. Demorei porque sua mãe quis que eu te trouxesse um calmante. — Nosso pai disse.

Ele entrou no quarto ainda parecendo bravo.

_ Acho melhor você tomar um calmante mesmo Sam, e não se preocupe, qualquer coisa é só gritar. – Falei.

Eu apertei a mão de minha irmã, mas ela me olhou assustada.

_ Sara, você não pode dormir aqui hoje? – Perguntou.

_ Eu? – Perguntei.

Estranhei, porque minha irmã nunca havia tido medo de nada, e ela detestava quando eu achava que ela precisava de proteção.

_ É melhor assim Sara, pelo menos esta noite. – Murmurou meu pai.

Ele apoiou a idéia.

_ Tudo bem então. — Eu concordei.

Minha irmã suspirou de alívio e tomou a água e o calmante.

Já eram duas horas da manhã, e eu não havia conseguido pregar o olho. Samantha estava profundamente adormecida por causa do calmante, e eu estava ali, sentada no meu colchão perdida em pensamentos que me deixavam mais e mais confusa.

Porque ele havia fingido que era meu amigo? Será que queria descobrir sobre alguma coisa, e agora que já sabia, resolveu se revelar? Por um lado era possível, mas pelo outro, não fazia sentido.

Ele tinha poderes, conseguia ouvir cada conversa que acontecia aqui em casa, mesmo estando preso no porão. Se ele quisesse alguma coisa, já teria descoberto faz tempo. E porque esse interesse na Sam? Será que ela tem alguma coisa a ver com o que ele quer?

De repente, eu me sentei assustada, um arrepio passando pelo meu corpo. E se ele estiver querendo a Sam? Mas se for isso, porque ele quer minha irmã? Lembro que ele era muito interessado nos meus poderes, mas também, fazia muitas perguntas sobre a minha irmã. Coloquei meu rosto entre as mãos e me lembrei de um dia no porão:



Flash back on:

Eu tinha 15 anos, e havia acabado de voltar do colégio. Minha mãe e Sam estavam na cozinha, elas haviam me proibido de entrar lá, pois estavam preparando uma surpresa para mim. Porque no dia seguinte, eu faria 16 anos.

Corri para o porão e rapidamente disse bem baixinho:

_ A non domino, ab untronque latere.

– Pra quem não sabe, isso significa: (Sem título de domínio ou propriedade, de ambos os lados). -

Eu disse isso porque assim, ele não poderia assumir o controle nem do porão, nem da minha casa, e muito menos da situação. Ele não fugiria, porque eu havia falado o encanto que me dava o poder de dominar suas ações. Infelizmente, isso só funcionava aqui em casa, e claro, só se eu falasse o encantamento antes de entrar no porão onde ele estava preso.

Entrei e tranquei a porta. Ele estava encostado na parede, e sorriu vindo em minha direção.

_ Olá querida humana.

_ Olá meu ghost friend. — Eu disse.

Sorri de volta, e me sentei em uma velha poltrona.

_ Porque eu estou achando que você tem algo para falar? — Ele perguntou.

Ele foi vindo para meu lado, e se sentando no braço da poltrona.

_ Não, não tenho. — Eu respondi.

Estava com a cabeça abaixada, e ele deu uma risada que me arrepiou.

_ Achei que já havia parado de tentar me esconder as coisas, você sabe que eu sempre sei quando você está aborrecida. – Ele disse.

_ Ainda tenho esperanças de tentar guardar um pouco da minha mente. – Falei.

_ Hum. Muito esperta, mas você não esperava que pudesse conseguir esconder seus pensamentos de mim, não é? – Perguntou ele.

_ Talvez alguns eu consiga. – Falei.

_ É, tem razão. Algum você ainda consegue esconder. Mas quanto mais nossa amizade cresce, mais eu posso acessar seus pensamentos. – Falou ele.

_ Quer dizer que um dia... – Comecei.

Ele me interrompeu com um sorriso estranho, eu nunca havia visto ele tão sombrio:

_ Um dia Sara, eu vou conhecer toda a sua mente. Eu já teria conseguido isso há muito tempo, mas... – Disse ele.

Ele fez uma pausa e depois balançou a cabeça.

_ Esquece. – Falou.

_ Mas o quê? Começou, agora continua! – Exclamei.

_ Tudo bem, se você quer mesmo saber. Tem um lado de sua mente que é protegida por algum poder que eu nunca havia sentido, nem sabia que poderia existir na mente de uma simples humana. Mas este poder é mandado pra você por alguém, e eu ainda não consegui ter certeza de quem seja, tenho um palpite, mas prefiro primeiro ter certeza absoluta. Felizmente, você também não sabe quem é, e melhor ainda, não consegue usar esse poder, e eu espero que continue assim, Sara. – Falou.

O olhar dele me assustou, eu me levantei e me afastei, me encostando na porta.

_ Está com medo? – Perguntou.

_ Não. – Falei.

Minha voz saiu firme, mas por dentro, eu sentia vontade de sair dali. Não entendia, eu sempre me sentia bem com ele, sempre me abria com ele, mas naquele dia, ele estava me assustando muito.

_ Não se preocupe querida humana, é só não me irritar, que não farei nada com você. – Disse ele.

_ Porque está agindo assim ghost friend? Sei que quando se irrita, você faz coisas terríveis, um dia, até me machucou. Mas você diz que se eu for sua amiga, você também será meu amigo, o que eu fiz de errado para estar me assustando desse jeito? – Perguntei.

_ Ah, eu te assustei? – Perguntou.

Ele veio para meu lado, e seu sorriso agora havia mudado, se tornando suave. Ele colocou a mão em meu braço e disse em um tom diferente.

_ Não se preocupe querida, você não fez nada de errado. Por enquanto. Agora, me conte o que você tem. – Disse ele.

_ Eu... – Murmurei.

Pensei por um momento e depois suspirei dizendo:

_ Meu pai descobriu que eu e Sam caçamos, e nos colocou de castigo. Sam teve a idéia de fazer as caçadas durante o intervalo do colégio, mas não é a mesma coisa, nós precisamos de tempo para conseguir capturar essas criaturas, muitas vezes, elas fogem e nosso intervalo é curto demais para conseguirmos persegui-las.

_ Seu pai vai voltar a caçar? – Perguntou.

Ele pareceu preocupado, mas quando eu olhei de novo, ele havia voltado ao normal.

_ Não, você sabe da história dele, ele não vai mais fazer isso. E quer nos manter longe dessa vida também. – Falei.

_ Hum Sara, não seria melhor você digamos, dar seus poderes para alguém? – Perguntou.

_ Como assim? – Perguntei.

Eu levantei a cabeça, confusa.

_ Bom, se caçar está trazendo problemas para a sua vida, seria melhor você parar com isso e dar seus poderes para alguém que você confie. – Disse ele.

_ Não posso fazer isso, eu e Sam juramos proteger todos os humanos dessas coisas, principalmente depois que nossa amiga Kate desapareceu por causa de... – Comecei.

_ Eu sei, eu sei, você já me contou isso. – Ele me interrompeu. — Bom, de qualquer forma, você pode dividir seus poderes com alguma criatura do bem, assim, ela poderá te ajudar contra qualquer coisa e claro, te dar a força dela também. – Disse ele.

_ Sério? – Perguntei.

_ Você é uma caçadora, e não sabia? – Perguntou.

Ele ergueu a sobrancelha parecendo surpreso.

_ Nunca haviam me contado isso. – Falei.

_ Bem, você sabia que se seus poderes caírem nas mãos erradas e forem unidos com uma alma pura, e a criatura do mal absorver tudo, ela se tornará extremamente poderosa?

_ Porque será que meu tio não contou nada disso? — Eu perguntei.

_ Acho que ele não queria te assustar. – Disse ele.

_ Não sei se tenho a alma pura, eu que mato todas as criaturas. Talvez a Sam tenha, ela nunca matou, geralmente, ela arma as armadilhas, atrai as criaturas, fica me guiando durante as lutas, e paralisa a criatura, pra que eu possa acabar com ela. – Resmunguei.

_ A Sam é? – Perguntou.

Ele de repente adquiriu um brilho estranho nos olhos, e me perguntou com uma voz baixa que me fez tremer de novo.

_ Queria muito conhecer sua irmã, ela parece ser interessante. – Disse.

_ Hãn... Eu... Sabe... – Murmurei.

_ Sara, porque nunca trás sua irmã pra cá? – Perguntou.

_ Eu... Eu... – Falei.

_ Eu sei, você não quer dividir seu amigo, não é? – Perguntou ele.

_ Não é isso! Eu divido quase tudo com a Sam, é só que, ela ainda não conseguiu aprender o Latim. – Expliquei.

_ E por isso, se ela entrasse aqui, eu poderia possuir o corpo dela e fugir? Já que ela não teria falado o encanto que a torna dona de todo este lugar? – Perguntou ele.

_ Bom, eu... – Comecei de novo.

_ Sara, como pode pensar isso de mim? Achei que você me considerasse seu amigo, acha que eu faria mal a sua irmã? – Perguntou.

Ele se afastou com uma expressão de tristeza. Eu senti uma pontada de culpa, havia magoado aquele que sempre me ouvia e me aconselhava. Acabou que eu me aproximei e disse baixinho e envergonhada:

_ Me desculpe ghost, eu te apresentarei a Sam um dia.

_ Assim está melhor. – Disse ele.

Ele sorriu e disse antes de ficar invisível:

_ Agora vá, tenho a impressão de que sua surpresa está pronta.

_ Você sabe o que é? — Eu perguntei.

Já estava animada.

_ Sei, mas não irei te contar. – Falou.

Ele riu da minha cara de brava, e disse antes que eu saísse:

_ Amanhã, quero que me conte mais da sua irmã.


Flash back off:

Minha cabeça girava com todos aqueles pensamentos, e a lembrança havia piorado tudo.

Será que ele queria que eu tivesse passado meus poderes para ele? Não, se fosse isso, ele teria tentado me convencer a passar pra ele há muito tempo.

Já eram quase 4 horas, quando eu desabei no colchão morrendo de dor de cabeça. Só para piorar, não havia pregado o olho, e às 6 da manhã, o despertador tocaria, anunciando mais um dia que com certeza seria agitado.


Notas finais
E aí pessoal, Espero que tenham gostado!A Mou vai postar o capítulo 6 pra vocês, rs. Reviews serão sempre bem recebidas, Beijinhos;
(--- Moukiki Na Parada ---
Bem, muito obrigado aos que deixaram reviews, eu me alegro muito com eles! E não, não vai ter incesto nessa fic -- ouviu irmão? --...
É isso, inté o prox. -----
Bjs
---------- Moukiki Saindoo-------)