as Caçadoras e as Paixões Proibidas.

11 Capítulo X - "Interrogatório Familiar".


Notas iniciais
_ Oh, Deus! - Ela parecia assustada e pegou a carta a guardando dentro de uma gaveta. E he he he... Vamos ver agora, não é? Rsrs...

Pov Samantha:

Eu tinha perdido a noção de novo! Onde, diabos estava o caderno de Matemática?

_ Oi, Sam, procurando isto? — ouvi uma voz e me virei.

Nathan, o garoto novo, estava segurando o meu caderno e o meu livro de matemática. Além do meu diário. Eu agarrei o caderno e o livro, mas não consegui pegar o diário.

_ Ah, me devolva!! — falei tentando tomar dele. Ele me segurou e disse, rindo:

_ He he he, calminha, assim você não vai conseguir nada...

_ Não se intrometa na minha vida! Me dê isso! — falei tentando fazer alguma coisa, mas ele logo me prendeu contra a parede, deixando o diário atrás de si. — Me solte! — falei, procurando uma saída.

_ Sam, fique calma, desse jeito você não consegue nada, me peça com educação e eu te dou.

_ Você não manda em mim! Me solta!!!! — berrei, tentando chutar ele, sem sucesso.

_ Sam, fique calma...

_ Socoorroo! — ah, mas que patético! Cheguei a esse ponto? — Alguém me ajuda! Esse garoto pegou o meu diário e agora me prendeu! — falei e vi que ele me prendia de uma mão só e com a outra lia o diário. — NÃOOO! SOLTE ISSOO! — berrei dando chutes e socos no ar. — Mas que coisa! Pare com isso, não leia o que não é seu!

_ Hum, você mandou de volta o Belial? Nem senti falta! — murmurou Nathan.

_ Ah, SEU MALDITO, ME DE ISSO! — gritei, voltando a me debater.

_ O que está acontecendo aqui? — ouvi uma voz e vi Ivan, demônio, olhando de mim para Nathan.

_ ELE AGARROU O MEU DIÁRIO! — berrei, tentando morder a mão dele. — ME SOLTAA!

_ Ah, não se intrometa Ivan, eu estava super curioso... — disse Nathan, segurando a minha boca. — Não tente mais isso!

Eu conseguira morder o dedinho dele. Gemi, ainda me debatendo e Ivan, com uma facilidade incrível, tirou o diário dele.

_ Hum, interessante... Solte isso, eu peguei! — falou Ivan quando Nathan voltou a tomar o diário dele.

_ Você roubou de mim, isso não é justo! — falou Nathan.

_ Ei, vocês dois! Soltem o meu diário! Devolvam! — berrei, ainda me debatendo.

_ Se você não me devolver eu vou acabar com você! — berrou Ivan e Nathan voltou a ler.

_ NÃO LEIA ISSOO! — falei e acabei acertando um chute nele.

_ Ah, fique quieta! — exclamou Nathan e Ivan aproveitou a distração para tomar de volta o diário.

_ Obaa! Nem pense nisso!

_ Ah, me devolva!! — berrou Nathan, me soltando. — ME DEVOLVE ISSO! EU VOU ACABAR COM VOCÊ, CASO O CONTRÁRIO ACONTEÇA!

_ AH É? QUER ENCARAR? ENTÃO VEM ENCARAR! — disse Ivan correndo pela sala.

_ AH, VOLTE AQUI SEU DEMÔNIO IDIOTA!! — berrou Nathan correndo atrás dele. Ivan riu, correndo para a porta. Todos nos olhavam, mas eu nem liguei. Até o professor estava boquiaberto.

_ ME DEVOLVAM ISSO, VOCÊS DOIS! — gritei, indo atrás dos dois.

Logo assim que eu saí da sala atrás deles, ouvi a gargalhada da turma.

_ Droga! — soltei, procurando os dois idiotas. Cheguei no jardim e me deparei com os dois, um apertando o pescoço do outro, o diário estava no muro.

_ Ah, você não vai pegar...

Eu andei discretamente até o muro e peguei de volta o diário. Sorri, ainda bem que Nathan só tinha lido a minha primeira aventura, he he... Andei discretamente até a porta e ouvi dois berros:

_ SAMANTHA!

Ri e saí correndo da escola. Cheguei em casa suando frio e corri para meu quarto, que era protegido contra qualquer coisa. Ah, eu era a melhor para proteger tudo do que a Sara, então eu mantinha tudo no meu quarto. E foi aí que vi Sara batendo na janela. Arregalei os olhos, andando até lá. Ela entrou rapidamente.

_ Fugiu de casa, sua doida? — perguntei, fechando rapidamente a janela, tentando dar a impressão de preocupada. Mas na verdade, eu só estava disfarçando, eu sabia que ele estava melhor.

_ Fui até o parque, e sinceramente, tive um dia maluco! — exclamou ela, parecendo cansada.

_ Como assim? — perguntei, um pouco confusa. Ela saíra?

_ Depois eu te conto tudo. Agora, temos que encarar nossos pais e o tio Brian. — disse ela, suspirando.

_ Nem me fale, prepare-se para um jantar agitado. — falei, me lembrando da cara dos meus pais na sala com o Brian. Eu não deveria ter achado aquilo estranho?

_ Até imagino, vamos ter dor de cabeça hoje?

_ Claro, sempre foi nossa desculpa pra sair logo da mesa. — falei, sorrindo forçadamente.

_ Espero que funcione. — disse ela parecendo sinceramente preocupada.

_ Também espero. — murmurei.

_ Sam, o Ghost te mandou essa carta. — ela me entregou um envelope.

_ Oh, Deus! — Eu fiquei meio assustada e peguei a carta a guardando dentro de uma gaveta. — Melhor guardar por enquanto, e depois eu leio. Se descobrirem, aí sim vamos estar mais fritas do que aqueles camarões que o papai adora! — falei e pareceu ter dado certo a minha desculpa.

_ Tem razão. Bom, melhor a gente descer de uma vez, eu já vou enfrentar uma bronca por ter fugido.

Fingi uma risada que saiu melhor do que eu esperava, mas foi mais uma risada de nervoso.

Quando chegamos na cozinha, todos nos olharam, e nós duas apertamos as mãos, como que se tivéssemos dito:

“Bom, hora do interrogatório familiar!”.

Meu pai me olhou e depois olhou Sara, mas o tio Brian pos uma mão em seu ombro, como se dissesse: “Deixe-me começar”.

_ Bom... — começou o tio Brian. — Você nos deixou preocupados, Sara.

_ Eu sei, desculpe... — começou Sara e meu pai a interrompeu:

_ Sara! O que eu já não te disse sobre fugir? De onde veio essa idéia maluca? Sabia que eu rodei a cidade toda te procurando?

_ Querida, você cometeu muitos erros. — disse tio Brian, silenciando o meu pai, que o olhou com um pouco de raiva. — Mas o mais importante, é esse demônio. Como é o nome dele humano? — perguntou.

_ Ivan. — falei, revirando os olhos.

_ Alguém me chamou? — a voz de Ivan sobressaltou a todos.

Ele estava parado na soleira da porta.

_ A idéia dessa barreira maluca foi de quem? — perguntou, sem conseguir passar pela porta. Sorri. — Ah, sua Sam.

Virei o rosto, dando uma risadinha.

_ E você é... Ivan. — disse meu tio, o olhando com desconfiança.

_ Não é óbvio? Samizinha, se você dizer meu nome verdadeiro, vamos ter complicações. — disse Ivan. Fiquei o fitando, confusa.

_ Mas, por que não... — comecei e Sara me interrompeu:

_ Você sabe? — perguntou ela.

_ Sim, você não? — falei, meio surpresa. Eu era a única?

_ Não confio na Sara... Eu soltei aquilo aquele dia sem pensar. — murmurou Ivan. — Se contar, pode ter certeza, eu vou te punir, nem que eu tenha que derrubar essa casa no chão. — falou ele.

Engoli em seco.

_ Aahn... Estou com uma dor de cabeça... — murmurei, andando até a escada.

_ SAMANTHA! NÃO SE VIRA AS COSTAS PARA O PRINCIPE DOS INFERNOS! — berrou Ivan, estendendo a mão e eu fui parar na parede.

_ Ai... — murmurei e minha mãe correu para mim.

_ Sam! — disse, preocupada.

_ Príncipe dos Infernos? Lucifer? — perguntou o tio Brian, preocupado.

_ Olha, eu sei que esse idiota é o mais velho e ele vai virar rei se o pai for destruído, mas não tente me ofender com esse nome, seu safado! — exclamou Ivan. — Eu sou tão poderoso quanto ele. Talvez mais. Mas ele é mais velho. Mas acho que oito bilhões de anos de diferença não é tanto se eu... — murmurou Ivan e se interrompeu na mesma hora.

_ Satã? — perguntou meu tio.

_ Ah, não tente me enganar! Eu não vou te dizer! — disse Ivan, me olhando. — Agora tenho outras preocupações... Não tenho tempo para besteiras.

Vi que os olhos de Ivan pareciam fogo, de tanta raiva que sentia.

_ Foi você mesma que mandou Belial de volta para o inferno, sua idiota? Você não tem noção, não é? Quem mais você expulsou, em sua putinha de meia tigela? Humana desprezível! — perguntou Ivan e eu engoli em seco.

_ Não sei do que você está falando... — comecei e ouvi a voz de meu tio. Ele tinha uma Bíblia com uma cruz nas mãos e falava em Latim:

_ Go maligni spiritus sub ista mundi rediturus ...

_ Cale a boca imbecil! — berrou Ivan e meu tio voou para a parede, batendo a cabeça.

_ Ai... — sussurrou o tio Brian, mas ainda assim estendeu a cruz: — Sub oculis magno Deus ad es inferno, animal per umbras! In nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti ... — voltou a falar Brian e o demônio deu uma gargalhada.

_ Tente o que quiser, estou com a barreira, nem anjos nem Deus podem me sentir, não sabem onde estou. — disse Ivan, dando uma gargalhada.

Meu tio engoliu em seco e completou:

_ Amen.

Nada aconteceu.

_ Você falou tudo direitinho tio? — perguntei, ele fitava o demônio que gargalhava.

_ Não podem me ferir! — exclamou e vi Nathan bem atrás dele.

_ Mas eu sei o que você é, Ivan.

Ele se virou na mesma hora.

_ Nathaniel? Você não vai conseguir me derrotar, sabe disso, pare de teimar. — disse Ivan, ficando emburrado.

_ Você é mais novo do que eu. — disse Nathan.

_ AH, quer saber todas as minhas vantagens também? — perguntou Ivan, revirando os olhos.

_ Não... — respondeu Nathan, olhando para baixo.

_ Então, é melhor você não tentar nada, se não eu vou fazer você cair, ok Nathan?

Nathan apenas saiu, olhando o chão.

Ficamos todos boquiabertos.

_ Bom... Era só com isso que você con... — começou Nathan e ele foi mandado para longe.

_ Estão todos bem? — perguntou Nathan.

_ Você voltou! — disse Sara, feliz.

_ Ah, mas que saco! — ouvi uma voz e Nathan desmaiou. Ivan estava com uma voz um pouco diferente, mas logo voltou ao normal. — Idiota! — exclamou, jogando Nathan para o outro lado.

_ O que... O que... O que... — murmurou Sara, boquiaberta.

_ Esses caras são um problema. Pois bem, Sam, agora é a sua vez, leu a carta?

Todos me olharam.

_ Ainda não. — murmurei.

_ Ah, então deixa que eu fale pessoalmente. — disse Ivan e tudo ficou negro. Sou ouvi todos gritarem algo como "Ele sumiu!" E "Cadê a Sam??!??!?"


Notas finais
He he he... Está esquentando =D