as Caçadoras e as Paixões Proibidas.
3 Capítulo II - Eu não deveria ter levantado hoje!
Notas iniciais
(---- Mou Entrando aqui ----
Frase do dia: " Se for para desafiar alguém, desafie alguém que é mais forte que você.")
Pov desconhecido:
Bom, lá estava eu com cara de boba, depois daquela conversa e do que tinha acontecido na cozinha, eu já havia confirmado minhas suspeitas que o dia não seria nada bom.
E a única coisa em que eu pensava era: “Será que dá pra piorar?”. E adivinhem? Claro que dava.
Antes de qualquer coisa, vou falar do começo desse dia maluco:
Acordei com um pulo, o despertador do celular sempre me assustava, preciso me lembrar de trocar o alarme daquela coisa! Além disso, eu estava tendo um pesadelo, e isso já estava acontecendo há uma semana. Sinceramente, as pessoas poderiam ter o poder de controlar seus sonhos!
No meu caso, tenho o dom de ver fantasmas, sentir auras e outras coisas mais. E só para completar, eu e minha irmã Samantha somos caçadoras de criaturas sobrenaturais. A propósito, meu nome é Sara, tenho 17 anos sou morena e tenho os cabelos ondulados e compridos, meus olhos são verdes, e minha irmã é bem parecida comigo, tirando seus olhos que os dela são azuis
Samantha faz aquele tipo de garota malvada, mas ela é uma ótima parceira, além de ser muito esperta.
Ok, voltando ao assunto do meu péssimo dia, eu me levantara da cama com a sensação de que deveria inventar que estava doente e continuar deitada. Mas ignorando isso, tomei um banho rápido e, depois de escovar os dentes, desci correndo as escadas, percebendo que já estava atrasada.
Minha mãe apenas me olhou feio quando eu, sem graça, passei pela porta correndo para acompanhar minha irmã que já estava lá longe.
_ Eeeeeiiiiii, Sam me espera!
Minha irmã só olhou para trás e deu aquele sorriso cruel dela, ela continuou andando, me fazendo ter que correr mais ainda.
Quando finalmente a alcancei, já estávamos no portão do colégio:
_ Porque você sempre faz isso?
_ Sara, minha querida irmãzinha, você precisa aprender a correr mais rápido, até as criaturas conseguem fugir de você.
_ Sam! Não podemos falar disso aqui, e se alguém ouvir? E, além disso, nenhuma criatura fugiu de mim até hoje!
_ Claro, comigo te ajudando.
Esqueci de dizer que às vezes a Sam é um pouco irritante.
Entramos na sala, e Sam se dirigiu para a sua carteira de sempre e eu, para a minha. E meu tédio começou.
E lá estava eu, sentada naquela carteira dentro daquela sala, totalmente entediada. Eu sei que sempre tiro boas notas, estudo muito principalmente para as provas, mas geralmente tenho que fazer as coisas do colégio de última hora. Pois na maioria das vezes eu e Sam estamos fora correndo atrás de algum vampiro, demônio e sei lá mais o que.
E na verdade, eu só pensava nisso naquela hora. Eu estava olhando para o nada, pensando que aquele dia com certeza seria ruim.
Foi quando o nosso professor de Matemática entrou na sala e disse com aquela voz arrastada que ele sempre tem:
_ Turma, nós temos um novo aluno. Você já pode entrar.
Olhei para a porta, e meu queixo caiu. Samantha que estava sentada ao meu lado, apenas deu aquele sorrisinho de quem se diverte com alguma coisa, e pra variar, ela estava se divertindo com a cara que eu estava fazendo. Parado a porta, estava o garoto mais lindo que eu havia visto e os olhos dele, estavam cravados em mim. Meu Deus! Será que poderiam existir olhos mais lindos do que aqueles? Eu duvido muito.
Eu senti um arrepio, e desviei meu olhar. Mas aquela imagem perfeita, não saía da minha cabeça. Samantha me passou um bilhete dizendo:
*Alguém ficou apaixonada.*
Eu fiz uma careta pra ela, e rabisquei uma resposta e devolvi o bilhete:
*Eu já falei que você às vezes imagina demais as coisas?*
Ela deu uma risadinha, e depois piscou pra mim. Eu acompanhei a piscada dela, e meu coração deu uma cambalhota. O garoto novo havia se sentado bem atrás de mim, e eu já tinha a certeza, de que na aula eu não prestaria atenção.
A manhã passou bem devagar, e pra piorar, o garoto não parava de me encarar. Eu já estava ficando incomodada com isso, o que eu tinha que fez com que ele ficasse com os olhos grudados em mim?
Para meu alívio, nada de estranho aconteceu naquela manhã, o que era raro. No intervalo, eu e Sam nos sentamos com nossas amigas de sempre, mas meus pensamentos ficaram longe o tempo todo. Na hora do almoço eu corri pra ajudar minha mãe com as roupas.
E só pra completar meu dia, derrubei tudo no chão. Envergonhada, eu pedi desculpas pra minha mãe, droga, aquele garoto tinha realmente bagunçado minha cabeça.
Sam chegou pouco depois, e sorriu quando viu o que tinha acontecido. Ela me acha desajeitada!
Minha mãe mandou Sam ir para a mesa, que nós íamos em seguida, mas então ela parou. Eu finalmente tive a certeza de que deveria ter ficado deitada, afinal das contas, meu pai, Sam e a minha mãe olhavam para meu querido amigo que até agora, era um fantasma e só aparecia pra mim.
Ele estava parado na cozinha, e eu não sabia se corria, ou se eu dava risada da situação. Eu já havia gritado o nome de minha irmã, deixando a situação ainda mais esquisita.
_ É... – Eu murmurei.
E então disse para o garoto que encarava minha irmã intensamente:
_ Vai para a porta! Agora.
_ Sim Sara, vou te obedecer. – Ele disse.
Estava com aquela ironia de sempre, o que era uma coisa que eu odiava nele. E porque ele não parava de olhar para a minha irmã?
_ Vem! – Exclamei.
Eu o agarrei, e o empurrei para fora.
_ Como é que todos te viram? – Eu perguntei.
Eu ainda estava assustada e indignada.
_ Eu sei lá! Eu só pensei: "Quero ficar visível." Acho que funcionou. – Ele disse.
Ele estava dando de ombros.
_ Minha mãe deve estar achando que ficou maluca! Você tem noção... – Eu disse.
Eu estava irritada, mas ele me interrompeu:
_ Pare de drama, foi sem querer...
Ele ia dizer mais alguma coisa, mas eu interrompi:
_ Como fez isso?
Ele ficou calado, e eu repeti a pergunta:
_ Eu já te falei, eu só pensei e apareci. – Ele murmurou.
Eu não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Estava mais confusa do que nunca.
_ Mas... Você não é um fantasma? Então, me explique, como, se você é um fantasma, você... – Comecei.
Mas eu parei de falar, porque me surpreendi mais ainda quando ele começou a rir sem parar, e o pior, ele ria com muita vontade.
_ Opa... — sussurrou ele.
Finalmente ele foi parando de rir.
_ Nunca ouviu falar que fantasmas aparecem de vez em quando? — perguntou.
_ Mas... – Comecei.
Ótimo, agora eu estava me sentindo uma boba com cara de quem precisa voltar para o jardim de infância, e ainda por cima, ele me interrompeu de novo!
_ Mais nada! Eu tenho o que fazer! Hum! Com licença! – Ele disse.
E ele desapareceu, me deixando com mais vontade de prendê-lo no porão, por falar nisso, como foi que ele saiu de lá? Eu sempre o deixava trancado ali, e com essa confusão, nem reparei nesse pequeno detalhe.
E aqui estou eu, com a cara de boba e pensativa, tanto, que até me assustei quando minha irmã do nada apareceu e perguntou com uma expressão séria:
_ E então Sara, vai me dizer o que está acontecendo? Ou eu vou ter que dar uma de detetive paranormal e descobrir sozinha?
_ Não precisa, eu vou te contar tudo, mas lá no meu quarto.
_ Ok, estou te esperando lá. – Ela disse.
Samantha correu pra dentro, me deixando com aquela sensação de que eu nunca mais iria ignorar quando tivesse a intuição de que um dia seria ruim.
Notas finais
( ---- Vez da Mou ----
O que acharam? O "fantasminha camarada" aí da história guarda um segredo que pode mudar o rumo da história... E as personagens principais? O que acharam delas? Já deu para ver que deve ser Sara X Nathan, né? Não estou muito confiante ultimamente, então, quanto maior a quantidade de reviews, maior minha auto-estima e consequentemente mais capítulos para vocês. ---- Mou saindo ---)
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