Notas iniciais
Amanhã, se possível, posto outro capítulo ^-^ Espero que gostem o/

Daisy foi a primeira a correr em direção ao helicóptero, que havia localizado eles. Kelsey seguio-a, enquanto Peach e Mario matavam os zumbis que se aproximavam deles. Estava ficando cansada. A correria sem controle não acabava. Kelsey arfava, não sabia se conseguiria. Ela gritou por Daisy, que continuou correndo, e matando as criaturas que se colocavam na frente dela, com a sua lança. Queria ajuda. Vários e vários deles já estavam aparecendo, Peach e Mario não aguentariam.

— Daisy! Ajuda! – gritou, o vento do veículo que estava pousando dificultava sua fala.

— Eles vão ajudar, idiota! Corre mais!

Kelsey continuou. Suas pernas se cansavam mais e mais. Quando virou-se para trás, viu Peach e Mario correndo. Eles não aguentavam mais. Kelsey correu, não pararia até conseguir chegar ao helicóptero. O veículo pousou, mas suas hélices não paravam de girar, eles também queriam sair o mais rápido possível dali. Um garoto, aparentando ter seus 19 anos, estava parado na porta do veículo, esperando que eles entrassem. Seus cabelos pretos voavam. Vestia um colete, e por debaixo, uma blusa branca. Segurava uma arma com seu braço direito. Calçava uma bota preta e vestia uma calça jeans, inteiramente suja de sangue.

Daisy foi a primeira a entrar. Kelsey recebeu ajuda do garoto, e conseguiu entrar no veículo sem nenhum dano. Mas Peach e Mario ainda corriam. Os dois estavam desesperados. Escutava o garoto gritar “Rápido, rápido”. Ele atirou nos que iam em direção ao helicóptero, e ajudou Peach e Mario, atirando em alguns que estavam atrás deles. A garota loira conseguira, subiu e sentou-se do lado de Kelsey. Mario se esforçava, e estava quase chegando. Colocou seu pé no apoio e em seguida foi puxado por Peach. O homem foi jogado contra o chão, arfando, e o garoto que os ajudara fechou a porta e mandou que o piloto levantasse voo.

— Ele foi mordido! – gritou Daisy, olhando para a carne exposta e mastigada do braço de Mario.

— E-Eu – Mario tentava falar.

— Segura isso, por favor – o garoto de cabelos escuros entregou a arma para Daisy.

— O que nós vamos fazer? – perguntou Kelsey.

— Quem é você, garoto? – perguntou Peach, com raiva, e assustada.

— Vamos deixar isso pra depois, não é? – o garoto sorriu.

— Você vai cortar o braço dele? – perguntou o piloto, gritando.

— É o único jeito!

O garoto rasgou sua blusa branca por debaixo do colete, e em seguida amarrou o tecido com força, acima da mordida, no braço de Mario. Ele estava tentando manter a calma, mas os gritos de Daisy e os resmungos de Kelsey não o ajudavam.

— O machado! – pediu ele.

Peach o olhou com receio.

— Você quer que o seu amigo morra, ou não? – os olhos verde-água do garoto encaravam e encantavam Peach.

Peach tremia, e, com medo, entregou o machado ao garoto.

— Sem anestesia, nada? – perguntou Kelsey, nervosa. — Ele vai perder muito sangue se o corte não for estancado!

O garoto a ignorou, não tinha mais tempo. E o fez sem avisar. Daisy soltou um grito e tampou o rosto com suas mãos, Kelsey pareceu sufocar, e Peach observou a cena tristemente, segurando a cabeça e o outro braço de Mario, que gritava de dor. Seu ar todo se fora, e tudo o que conseguira soltar foi um ruído. Seus pulmões se espremeram e sua boca e nariz não pareciam mais funcionar. Não conseguia ver o pobre garoto gritando de dor, e tendo o braço cortado brutalmente desta forma. Kelsey pediu que parasse, mas percebeu que aquele era o único jeito de o garoto continuar vivo. O braço estava quase saindo, e a cena já não era tão fácil de se observar, ela virou o rosto, e esperou que acabasse.

— O isqueiro e a bebida, na mochila – disse ele, olhando para Kelsey, que quase se recusava a fazer tal tarefa, mas depois de ver todo aquele sangue molhando Mario e seus pés, ela decidiu cumpri-la.

Levantou-se e pegou o isqueiro e a garrafa de bebida. Não eram do garoto. Havia coisas dentro da mochila que não imaginava aquele garoto com cara de inocente usando. Decidiu parar de pensar e apenas fazer. Entregou o isqueiro e a garrafa ao garoto. Mario estava desmaiando, provavelmente morrendo. Peach abriu a garrafa, e entregou para Kelsey um pano, era outro pedaço da blusa do garoto. A garota loira molhou o pano nas mãos de Kelsey, e em seguida o deu para o menino. Ele acendeu o isqueiro e botou fogo no tecido, colocando-o ao redor do que sobrou do braço de Mario, que pareceu recobrar a consciência, voltando a gritar. Ele pegou a bebida e jogou mais sobre o braço do homem. Em seguida acendeu o isqueiro.

— Estamos chegando, Jackson!

— Onde, onde estamos chegando? – perguntou Kelsey.

— Na Resistência, sua idiota – falou Daisy, chorando. — Já está bom, garoto! Pode deixar ele em paz!

— O sangramento ainda não parou – falou o garoto, encarando Daisy, que puxou os próprios cabelos, soltando um grito logo em seguida.

Ela deu um tapa no garoto, e o empurrou contra o banco, derrubando.

— Eu não mereço isso. Ele, ele não merece isso, não vê, seu idiota? Ele está morrendo! Morrendo por causa do seu maldito tratamento! – ela dava tapas e mais tapas no garoto, que não podia se defender, mas ela acabara desmaiando com o golpe que Peach dera em seu pescoço.

— Ela ainda está viva – falou Peach, ainda triste, para Kelsey e o garoto.

O garoto tirou Daisy de cima dele, e levantou-se. Ele arrumou seu cabelo preto, e sorriu.

— Obrigado.

Ele deu alguns passos e segurou sua arma deixada no chão. Kelsey o observou, queria saber o seu nome. E, se ele fosse realmente da Resistência, poderia perguntar sobre Ren e Kishan.

— Qual o seu nome? – perguntou Peach, tirando seus cabelos loiros do rosto.

— Meu nome? – o garoto se agachou, rasgou a blusa de Mario, e usou o tecido amarrando-o no braço do homem. — Percy, Percy Jackson. E sobre o seu amigo, ele vai ficar bem.

O helicóptero estava pousando e Kelsey sabia bem disso. Não sabia se deveria olhar pela janela e ver a grande Resistência a qual Peach e os outros queriam tanto chegar. Ela esperou, esperou que o piloto pousasse. Ela escutou, escutou várias pessoas. Ren e Kishan podiam estar ali, entre elas. Ouviu as hélices pararem de rodar pouco a pouco. E, depois que escutara o piloto saindo da cabine, não sabia o que esperar. Percy sorriu para as garotas e abriu a porta do veículo para que ambas saíssem e desfrutassem daquele novo mundo. Estranho. Assustador. Mas cheio de esperança.

Kelsey pulou para fora do veículo e tirou seus cabelos despenteados dos olhos. Haviam vários homens e mulheres armados olhando para ela e Peach. Olhou para sua companheira, que sorriu e sussurrou: “Eu disse que conseguiríamos”. Seus olhos lacrimejaram. Havia conseguido.

Uma garota loira, sem colete algum, e com apenas um facão na cintura, se colocou na frente das duas, com um sorriso no rosto. Escutaram ela agradecer Percy, abraçando-o, e, em seguida, ela decidiu dar boas vindas a elas por todos ali.

— Bem, sejam bem-vindas à Resistência.

Notas finais
E, a partir de agora, mais alguns personagens serão apresentados. Espero que tenham gostado, e, se possível, comentem ^-^/