Zombies, Bitch!!!!
5 Adaptando-se
Notas iniciais
Não queria ser reconhecida, apenas queria encontrar um lugar para dormir, viver, sem nenhum morto querendo lhe matar. Suspirou e sorriu para a garotinha que a levou até aquele quarto. O cabelo da garota era castanho claro, tinha os olhos castanhos escuro, a pele branca, e vestia naquele momento um vestidinho florido, rosa, estava um pouco sujo, mas não possuía nenhum rasgo como a sua blusa e calça jeans. Deu “tchau” para a garota e abriu a porta do quarto.
Haviam várias pessoas ali. Quando estava com Peach, no momento em que haviam chegado, viu várias e várias pessoas, e quando olhou para trás, viu bem distante, um muro de concreto, havia um buraco, demonstrando não ser indestrutível, mas o mesmo estava tampada com várias tralhas, tijolos, e cimento que jogaram em cima. Sorriu falsamente para aqueles que se aproximavam e davam boas-vindas. E, acompanhada por um grupo de homens e mulheres armadas, foi levada a uma tenda, grande, e cheia de armas, havia uma mesa, e nela estava o homem que enviara as mensagens. Kelsey tinha sido a primeira. Odiava a garota. E, em seguida, se pôs na frente de Peach. Pelo que entendeu, todos os moradores daquele lugar tinham que escrever uma ficha, com nome, idade, de onde veio, etc. Quando terminou de escrever, o garoto do helicóptero, Percy, a acompanhou até uma escola. Passou pelas várias pessoas que dormiam nos corredores, que conversavam, limpavam o lugar, e até mesmo cozinhavam com fornos improvisados.
Entrou em uma sala de aula, e, ali, a apresentou a garotinha. Ela aparentava ter seus 13 anos, e, se não se enganava, disse se chamar Glória. Não se importava. Disse se importar com crianças. Mentiu. Uma garota loira havia aparecido, ela chamara Percy com um sorriso no rosto. O garoto saiu junto dela, e disse, apressado, que Glória a levaria até o seu quarto.
Ela não parava de falar. Queria chegar aonde quer que estivesse sendo levada, o mais rápido possível. Passou por várias tendas, pessoas treinando e cozinhando, comendo, antes de chegar na grande casa de madeira. Pelo que entendeu, apenas pessoas importantes ficavam ali, como Chris, o homem que emitiu a mensagem nos carros, só não entendia o por que de ele estar em uma tenda quando preencheu sua ficha. Idiotas. Subiu os degraus, a madeira velha rangiu a cada passo que deu. Entrou na casa, e viu apenas um lugar cheio de poeira, com alguns quadros, e uma escada, levando ao segundo andar, que, provavelmente, tinha apenas quartos. Era um dormitório. Então Chris não ficava ali. Gostaria de conversar e conhecê-lo um pouco, mas havia deixado para outra hora.
Tirou sua blusa e observou Mario caído na cama. Já haviam o tratado. Tirou sua calça jeans, e, em seguida, se despiu de suas roupas íntimas. Não se importava, ela e Mario já haviam se vistos nus. Foi até a porta do banheiro, e a abriu. Era um lugar pequeno, um pouco limpo, coberto em cerâmica. Olhou-se como estava no espelho. Tinha olheiras horríveis, além de sangue em suas bochechas, e corpo. Manchas horríveis por batalhas a qual foi obrigada a lutar. Eles deviam apenas protegê-la. Ajeitou seus cabelos marrons em seus ombros, tentando disfarçar o quão despenteado ele estava. Olhou para o chuveiro, abriu o box, e, rapidamente, como se estivesse desesperada por aquele momento, o ligou. Se não fosse pela água fria, e um pouco suja, aquele seria o melhor momento desde que tudo começara. Tirou toda a sujeira de seu corpo, fechou o chuveiro, e saiu do box, pegou a toalha, enxugou-se, e saiu do banheiro, ainda despida.
Havia algumas roupas no canto da cama. Pegou-as. Era uma blusa normal, laranja, e uma saia, um pouco curta, ousada, assim como gostava, azul. Vestiu a blusa sem sutiã, e depois de colocar sua calcinha, vestiu a saia. Colocou as meias brancas que estava usando antes, e calçou as sapatilhas pretas que havia recebido. Não havia maquiagem. Acabou penteando apenas seu cabelo, derramando-os em seus ombros. Olhou para Mario, ele não era importante no momento. Abriu a porta, e olhou para o corredor de quartos. Torcia para que tivesse algum homem bonito entre os hóspedes dali. Andou um pouco, até ver Peach e Kelsey subindo, com a segunda chorando loucamente nos braços da loira. Queria saber os motivos do choro da garota, mesmo não gostando nem um pouco dela. Era curiosa.
— O que houve com ela? – perguntou, fingindo uma expressão triste.
— Por favor, né, Daisy, eu sei que você não quer saber, está apenas forçando – falou Peach, atacando Daisy.
— Eu não estou forçando – mentiu. — O que houve? – Peach ignorou a garota e continuou subindo a escada. — O que houve, Peach? – gritou.
Peach a encarou, e desapareceu no corredor, sem responder o por que de Kelsey chorar. Estava com vontade de dá-la um tapa. Tudo o que queria era saber o por que da garota idiota chorar.
— Idiota.
Daisy continuou a descer as escadas, e, perto de sair daquele lugar sonolento, em que nada acontecia, esbarrou-se com alguém. Não pediu desculpas, esperaria a pessoa que brotou de vez pedir primeiro, fora culpa dela não andar por onde anda. Sorriu, mas a vontade que tinha era de xingá-la com todos os palavrões possíveis.
— Desculpa!
Era um garoto. Tinha os cabelos brancos, vestia um suéter azul, e uma calça jeans desbotada, tinha a pele branca, e os olhos azuis, era um pouco pequeno, e estava descalço. Daisy ficou encantada com a beleza do garoto, mas o mesmo parecia novo demais para que ela começasse a flertar. Se sentiu calma após escutá-lo, e um sorriso verdadeiro se formou em seu rosto. Havia um outro garoto atrás dele, esse aparentando ser mais velho, com seus 16 anos, um pouco mais alto, mas também baixo. Tinha os cabelos escuros, e a pele clara, usava uma camiseta preta, e uma bermuda havaiana verde, que ia até um pouco acima de seus joelhos. Parecia nervoso com o ocorrido.
— Não, não, me desculpe, eu que estava andando olhando para meus pés.
— Você é uma das novas pessoas que chegaram aqui? Que o Percy resgatou? – perguntou o garoto de cabelos brancos, aproveitando a oportunidade.
Daisy passou por eles, saindo do dormitório, e pondo os pés na terra, olhou para as árvores, para as pessoas que andavam de lá para cá, os bares, os parquinhos para as crianças. Queria passear.
— Sim, eu sou – respondeu ela, sorrindo para o garoto de cabelos brancos, e encarando o maior de cabelos escuros. — Bem, eu queria ter alguém para me mostrar a Resistência, vocês querem me mostrar? – perguntou ela, sorrindo, queria conhecê-los, principalmente o garoto calado, que a chamava cada vez mais atenção.
Ela o viu abaixando um pouco a cabeça e sussurrando algo no ouvido do garoto menor.
— Tudo bem – falou ele.
E o garoto de cabelos escuros olhou para Daisy, sorriu envergonhado, e deu “tchau” para a garota, indo embora logo em seguida.
— Quem é ele? – perguntou, começando a passear com o garoto de cabelos brancos.
— Ele é o Nico, primo do Percy. Ele disse que tinha que ir pro dormitório, e eu só acompanhei ele. Agora mesmo ele voltou pra lá – falou, sorrindo.
— E você? Quantos anos têm?
— Eu sou o Jack – ele coçou seu cabelo, e voltou a olhar para Daisy, envergonhado. — Tenho 15 anos. E, por favor, não me peça para contar minha história de como vim parar aqui, ela é meio… triste. Não foi igual ao Percy, ou o Nico, até mesmo a Annabeth. Todos eles chegaram aqui meio que “juntos”, foi um após o outro. A Anastasia pode contar pra você mais tarde, é só você ir na casa dela, com certeza ela estará lendo algum livro, sempre tem tempo pra conversar.
— Quantas pessoas têm aqui, exatamente?
— Começou com apenas 30, hoje são quase 100. Claro que alguns morreram com o tempo. Como o Rick. Ele que era o líder antes do Chris, houve um ataque misterioso no muro, você deve ter visto o buraco, e vários deles entraram aqui. A partir desse dia, Chris decidiu criar forças, dividindo nós em guerreiros, e cidadãos. Guerreiros devem treinar 4 horas por dia, e até mesmo os cidadãos, depois da grande perda deles nesse dia, estão treinando 2 horas por dias, e eles sempre devem estar acompanhado de uma faca ou arma – o garoto virou seu rosto para trás, alguém estava chamando-o. — Eu tenho que ir, você pode ir pra escola, lá tem várias pessoas legais. Percy pode te levar pra pegar a sua arma com o Chris – Jack estendeu sua mão. — Nos vemos mais tarde! – ele sorriu e foi embora, deixando-a sozinha.
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Não estava no mesmo quarto de Peach. Conversaram com Chris, mas o homem disse que não tinha um quarto vazio para as duas, e que o último fora entregue para Mario e Daisy. Ficou com um pouco de raiva, pois Peach era a única amiga que tinha no momento, Daisy não gostava dela (e fazia questão de deixar isso visível), e Mario estava se recuperando da amputação. Tudo o que tinha no momento era um companheiro de quarto que não estava ali no momento. Deitou-se na sua cama. Já havia tomado banho e vestido uma roupa nova, um short jeans e uma camiseta branca com flores pretas bordadas no tecido. Não havia penteado o cabelo, estava com preguiça, sem forças. Descobrir aquilo quase a destruiu.
Eles não estavam ali. Nenhum dos dois. Nem Ren, nem Kishan. Havia se acalmado mais, mas ainda estava preocupada. Chris havia a dito que Kishan esteve na Resistência desde do primeiro dia. Ficara absurdamente feliz, mas depois de ouvir que não sabia quem era Ren, e que Kishan havia saído com um grupo a procura de alguém à 4 dias, e que não voltara mais, ela desabou. Kishan poderia ter morrido, e as esperanças em relação a ele estavam quase desaparecendo, mas ainda podia ter chances com Ren. Tinha que ter. E já tinha uma ideia em relação a ele. Só esperaria um pouco mais para pô-la em ação. Abraçou o travesseiro, mas o soltou com um susto, a porta se abrira rapidamente, e um homem e uma mulher entraram no quarto, ambos se beijando, e já tirando as roupas.
— O que é isso? – perguntou, surpresa, e envergonhada.
Os dois já haviam se atracado na parede, derrubando algumas coisas, quando ela os chamou. A mulher e o homem olharam para Kelsey, e, com um sorriso, e um sussurro, o homem mandou a mulher ir embora. Ele ajeitou sua blusa, que havia quase sido retirada, e passou o braço por seu rosto, tirando as marcas de batom. O sorriso dele sumiu, e ele assumiu uma feição totalmente diferente da de antes. Ele era forte, tinha um peito, e barriga musculosos, seu rosto era perfeito, e seu cabelo liso, seus olhos eram salientes, e sedutores. Vestia uma calça jeans com alguns rasgos, e uma blusa preta, sem mangas, mostrando seus grandes braços. Ele suava e a encarava.
— Quem é você? Chris lhe mandou até aqui? – deu alguns passos. — O que ele quer?
— Não, Chris não me mandou aqui, ele disse que aqui seria o meu quarto de hóspede.
— Não, não, Chris sabe que não deveria colocar nenhum companheiro para mim.
— Aceite, querido, eu vou ser sua companheira de quarto – disse, havia ficado com raiva daquele homem que lhe parecia convencido e idiota, faria de tudo para não conversar com ele no tempo em que passarão.
— Não! – ele gritou.
Kelsey se assustou, e quase pulou da cama quando o homem pegou uma escova de cabelo e a quebrou, jogando-a no chão, e saindo do quarto, batendo a porta com o máximo de força que tinha. Pensou que ela fosse cair, mas continuou intacta. Ela se levantou, e saiu do compartimento, viu o homem dando passos fortes no corredor, indo em direção a escada. Olhou para trás, para ver se alguém mais havia visto aquela cena, e, sim, haviam algumas pessoas com as cabeças para o lado de fora de suas portas, espiando o que ocorria.
— Louco.
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Se levantou da cama. Era estranho dormir e viver na escola, onde sempre teve problemas, mas depois de tudo, já se acostumara. Ajeitou seus cabelos, se levantou, e vestiu a sua blusa, deixou o colete ali em cima, e colocou a sua arma na cintura. Observou a garota dormindo no colchão em plena a tarde. Fazia tempo que a relação dos dois não tinha problemas. Ter uma pequena cama para os dois dividirem, ter armas para ambos se protegerem, ter uma sala da escola inteira apenas para eles dois. Era quase perfeito. Com exceção de tudo o que ocorrera, e do que estava ocorrendo.
Missões e mais missões. Buscar suprimentos. Água. Roupas. Sobreviventes. Chegava a ser cansativo. Abriu a porta da sala da escola, teria que ir até Chris para ver se não tinha mais algo para fazer. Mas no momento em que abrira, a garota loira, coberta pelos lençóis, acordou. Ele sorriu ao vê-la se acordando pouco a pouco. Era linda.
— Aonde está indo? – perguntou Annabeth, se espreguiçando, ainda estava um pouco cansada.
— Ver se Chris não tem nenhuma missão para mim. E se o grupo novo que chegou hoje já sabem como viver aqui. Também tem o carinha que eu amputei…
— Tudo bem, pode ir – ela levantou-se, cobrindo-se com os lençóis. — Eu vou depois de tomar um banho e me arrumar. Encontro você na tenda dele – ela sorriu, e ele fechou a porta.
Estava ali simplesmente desde o começo. Chegou no 2º dia depois do desastre, e ficou surpreso com a já grande estrutura do muro. Agora já sente-se como parte da grande família que é a Resistência. Conhecia quase todo mundo, e era amigo de quase todo mundo, todos o conheciam, e o tinham como uma das principais pessoas dali. Claro, haviam pessoas que não se conformavam por terem um garoto de 19 anos para protegê-los de um ataque, tinham raiva e dúvida em relação a ele. Grey era um dos principais a se colocar nesse ponto. Nunca gostou do homem. Ele já tentara convencer Annabeth de coisas ruins, e, por sorte, a garoto o deu um soco.
Enquanto andava, deu “oi” para algumas pessoas que passavam. Chegou a ser parado, era Mateus, um garoto de 15 anos que chegara pouco antes de Peach, e os outros. O garoto era um pouco pequeno, tinha os olhos castanhos escuros, o cabelo meio loiro, meio castanho, e a pele branca. Ele segurava um arco, com várias flechas ainda sobrando na bolsa em suas costas. Não estava com uma blusa, mostrando seu abdômen um pouco magro, e seu corpo cheio de terra. Sua bermuda jeans também estava suja, e suas pernas cabeludas também.
— Hei, Percy, você viu o Nico?
Não sabia o que responder. A relação com seu primo era um pouco estranha, tinha dias em que ambos eram grandes amigos, e tinha dias a qual nem mesmo se viam, colocava a culpa no lugar e no número de pessoas, era difícil encontrá-lo ali, ainda mais com a grande quantidade de trabalho que tinha. Mas lembrou-se da noite passada, o que ele lhe dissera, vai ver ele estava o evitando.
— Nico? Não, eu não o vi hoje, mas procura o Jack, ele deve saber onde ele está – depois de Percy responder a pergunta do garoto, ele quase ia embora, mas lembrou-se de outra coisa.
— Ah! Hoje vai ter noite da fogueira?
— Vai, não é pra se esquecer! – disse ele, com um sorriso, e se despedindo do garoto.
Todos gostavam da noite da fogueira. A dos adultos tinha música e algumas brincadeiras engraçadas, bebida, e dança, mas alguns jovens acabavam achando chato, e se separavam, fazendo joguinhos mais legais, haviam beijos, danças, e, algumas vezes, tinha até mesmo brigas. Os que tinham menos de 17 não podiam beber, então os maiores, na maioria das vezes, eram os que brigavam.
Chegou na tenda, e entrou. Chris estava ali, mas havia alguém gritando com ele, querendo se opor sobre a ordem do homem. Estava vendo Christian se jogar sobre Chris, e por impulso, e precaução, tirou a pistola de sua cintura e apontou para o homem, mandando-o parar. Ele se virou e encarou Percy, o homem Grey sempre pensou ter ordem, como se ele ainda fosse importante mesmo depois do fim de tudo para ele. Era apenas um homem qualquer, e não mais um grande empresário.
— Por favor, Percy, você sabe que assim que eu cheguei nesse lugar, eu avisei, avisei para o Chris que se eu tivesse um quarto de hóspede no dormitório, que fosse um quarto só para mim, sem nenhum companheiro! Mas ele simplesmente jogou alguém lá! – falou ele, apontando para Chris.
— Christian, os dormitórios e a escola estão ficando lotados, todos vão ter que dividir os quartos com alguém, e eu não posso deixar só você, sozinho, vão aparecer mais pessoas, e elas vão precisar de um lugar para ficar.
— Nós temos 5 dormitórios aqui, certo? E ainda tem a escola, e o prédio. Este lugar sempre foi grande…
— O prédio tá destruído, e só podem ter pessoas até o terceiro andar – falou Percy, abaixando a arma, após o homem ter se acalmado mais.
— Não, não… – Chris se levantou, e encarou Christian. — Nós temos um trailer, o trailer do Jason, eu vou conversar com ele para ver se ele cede o trailer pra você. Tudo bem?
— E quando isso vai ser resolvido? – perguntou.
— Hoje, antes da noite da fogueira, provavelmente, já estará resolvido – o clima continuou tenso, mesmo após Chris ter quase resolvido a situação, Christian ficou encarando-o, e, após olhar para Percy, saiu da tenda ainda nervoso.
O garoto suspirou e olhou para Chris.
— Você vai mesmo conversar com meu primo sobre isso?
— Você acha que ele vai deixar eu entregar o trailer dele para o Grey?
— Talvez, mas eu duvido um pouco. Vou ver se converso com ele sobre, vai ver eu consigo convencer ele.
Chris sentou-se novamente, olhou alguns papéis, e, em seguida encarou Percy, que, envergonhado, procurou alguma coisa para falar, tentando quebrar o silêncio.
— Encontraram as suas irmãs?
— Não, as equipes de buscas do Barry não tiveram progresso, encontraram alguns vestígios em um supermercado há alguns quilômetros daqui, mas não conseguiram segui-los, havia uma horda na rua seguinte. Voltaram, e me disseram tudo.
— Quando foi isso?
— Eles me entregaram a notícia antes de ontem.
— Por que não manda a equipe do Barry, a minha, e a da Annabeth juntas? Poderia haver algum progresso. Nós sempre pensamos em nós mesmos, ignorando os seus desejos, mas não acha que já está na hora de você conseguir algo que quer? – Percy se aproximou, e sentou na cadeira que estava na frente da mesa. — Eu sei que você quer muito reencontrar Sara, e Claire. E eu posso ajudar. Eu quero.
— Não, Percy, você merece descanso – Chris se levantou. — Sem missões por hoje, aproveite o dia com a Annabeth, conheça as pessoas novas que chegaram – ele andou até a saída da tenda e se virou, olhando para o garoto. — Vou tomar um banho, cuida das coisas enquanto eu não estiver aqui.
— Tudo bem…
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Havia subido algumas escadas, acompanhada de dois homens. Não se perguntou quem eles eram, e eles também não se deram ao prazer de dizerem seus nomes, apenas a acompanharam até o topo. Estava ansiosa para ver como tudo era de cima. Topo, mas um dos homens a seguraram. Seus pés agora estavam firmes, com medo de cair do lugar em se encontrava. Suas sapatilhas pretas quase saíram de seus pés, e tinha quase certeza de que sua calcinha estava a mostra para todos que estava lá embaixo. Devia ter colocado um short por debaixo da saia. Mas ignorou, e continuou a subir.
Havia mais escadas. Umas barras de ferro pregadas ao concreto. Deixou os homens irem primeiro, para que depois começasse a subir. Colocou primeiro a sua mão, e depois seus pés, e foi assim até chegar ao final. Suspirou. Nunca que subiria ali novamente. Daisy ajeitou seus cabelos, que voavam com a brisa, e observou. Estava em cima do muro, olhando, de cima, como tudo estava. A cidade distante não era mais uma cidade, eram restos de algo que antes tivera vida, as árvores ainda estavam ali, mas havia várias queimadas, destruídas pela confusão. Olhou para o lado, o muro ainda estava sendo construído, pouco a pouco. Aquilo ficaria ainda maior, talvez, impenetrável. Mas, como uma garota muito covarde, tinha medo. Haviam criaturas lá embaixo, todas batendo-se contra o muro, tentando penetrá-lo.
Não sabia se aquela calmaria duraria para sempre, e, se sim, aproveitaria o máximo que pudesse, antes que tudo aquilo acabasse em um desastre.
Distraída, não escutou alguém chamar-lhe lá embaixo. Quando percebeu, olhou para baixo, havia uma mulher, bonita, mas um pouco velha. Ela gritava o nome de Daisy mais e mais alto. Ocorrera alguma coisa. Ficara um pouco nervosa, mesmo não se permitindo, nunca que ficaria nervosa por alguma pessoa. E se fosse Mario? Mesmo Mario, ela não se importava, não queria se importar.
— Já estou indo! – gritou, com raiva.
Os homens a ajudaram a descer o mais rápido possível, poderia ser uma notícia ruim. Desceu as escadas, e passou pelos degraus seguintes que levavam até o solo, chegando lá embaixo, andou com os passos pesados até a mulher que a chamara. Se aproximou, e rapidamente a mulher a abraçou. Não sabia o que estava acontecendo.
— Hei! Hei! Me solta, sua vaca! – tentou empurrar a mulher estranha para longe, mas no mesmo momento a mulher a soltou.
— Eu sou sua mãe, Daisy!
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