Zelus, Vindicta
1 Prólogo
Notas iniciais
Primeira fic da vida, espero que corra tudo certo.
31 de Dezembro de 2014
21:00 O quarto estava escuro, a não ser pela janela aberta, pela qual se podia ver a festa de Ano-Novo, acontecendo dois andares abaixo, no jardim dos fundos de uma das mansões mais luxuosas da cidade. Todos estavam se divertindo, se embriagando, não poderiam notar que alguém havia pego uma das cadeiras da sala de jantar, levando-a para um dos quartos de hóspedes, no andar de cima. Mal poderiam saber que uma mulher tiraria a própria vida em pouco tempo, se enforcando no lustre de cristais. Mas era exatamente isso que ela queria: discrição, mas ao mesmo tempo, um drama implícito. Quase que ao mesmo tempo, um casal de jovens, ligeiramente alterados pelo álcool, se trancava no banheiro de visitas. A garota bota a taça de champagne encima da pia, e se joga em um abraço repleto de outras intenções em seu acompanhante. Em meio a palavras abafadas pelos beijos e roupas arrancas, ele se deita no azulejo frio, e ela se posiciona logo acima, num ritmo constante. Ficavam quietos, mas certos sons eram irrefreáveis. Mas era exatamente isso que eles queriam: discrição, mas ao mesmo tempo, um drama explícito. Saindo da festa mais cedo, um dos professores de Direito mais renomados da cidade, acompanhado de uma loura desconhecida por todos na festa — mas que seria inesquecível, levando em conta seus penetrantes olhos cor-de-esmeralda- entra em seu Porsche Cayman prateado. Ele também estava ébrio, mas quem iria se importar, ele era uma pessoa de grande importância na sociedade. Foi Juiz Federal e Senador, e agora voltou a ser professor na mesma universidade que se formara, após ter acumulado uma riqueza considerável. Ninguém diria uma palavra contra ele. Assim que os portões de ferro da propriedade se abriram, ele acelerou, levado pela adrenalina da embriaguez. Não teve reação ao ver uma jovem atravessando a rua destraída, com uma garrafa de vinho pela metade em mãos. O choque foi entrondoso, em frente a outra propriedade, de mesmo porte da que estava. A jovem se chocou contra o parabrisa, o estilhaçando, e deixando um fio vermelho a escorrer pelo vidro, ao mesmo tempo em que os eficientes air-bags se inflaram, fazendo com que o professor perdesse a consciência. A loura já havia planejado isso, em parte. Com uma pitada de sorte e uma pequena influência do destino, claro. Mas era exatamente isso que ela queria: um alarde, e a eliminação de um alvo.
Notas finais
Espero que tenham curtido. Próximo capítulo no próximo domingo ;)
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